05 outubro 2017

Que o sal nunca perca o sabor - Por: Emerson Monteiro

Dias desses, quando o Sol parece querer dissolver a Terra nas bênçãos do seu calor insofismável, nessas horas renasce dentro das pessoas a vontade superior dos destinos intensos. Há um plano em tudo quanto há. Desde mínimos pássaros que, nervosos, catam no chão o sustento ao Pai Nosso que está nos Céus e em toda parte. Vencer o instante no favor das eternidades e sonhar planos de viver agora toda perenidade. O sal e seu sabor, que alimenta a fome de vencer a inutilidade do inexistente.

Nas asas de Xangó, amanhece o mundo e o jeito nas suas criaturas ainda impenitentes. A justiça das pedreiras invade o Universo e chega o fulgor da luz do Sol. O brilho dos olhos dos seus filhos, que preenche o gosto de sobreviver diante das impurezas do passado, do novo que renasce a cada manhã, nos corações em festa.

A força do sabor do sal na alma da gente, eis o que alimenta o instinto de tocar o poder da Felicidade. A família das criaturas humanas sustenta no Amor o domínio da floresta sobre as sombras que passam ao raiar da luz. Pai de todos os deuses, transporta no peito o sal que jamais perdera seu sabor, quando as tropas tomam de assalto os territórios antes abandonados pela imprevidência dos séculos.

Quantas e tantas possibilidades nasceram do espírito das pedreiras e das águas. Chegou o dia quando as flores vencem os espinhos, esperança feita multidão e transformação constante de melhorar o mundo. Abertos os segredos, aceitos os ventos da paz, a história vem à tona em forma de mudança perfeita, o que tantos puderam imaginar.  Já o furor deixará de preencher a tela dos contentes e o mar abrirá a boca da noite dos dias bons para sempre.

O Castelo de Engady - por Armando Lopes Rafael


   Nas minhas andanças, como funcionário de carreira do BNB, residi em Catolé do Rocha (PB), entre os anos 1979-1981. Localidade pequena, meus fins de semana eram preenchidos por rápidas viagens pelas cidades vizinhas, da Paraíba e Rio Grande do Norte. Naqueles anos tive oportunidade de conhecer – na cidade de Caicó (RN) – um castelo. Na verdade, um pequeno castelo imitação do estilo mouro-medieval. Ele foi construído pelo então Padre (hoje Monsenhor) Antenor Salvino de Araújo.
Trata-se do Castelo de Engady, àquela época situado nas cercanias de Caicó, hoje inserido na área urbana daquela importante cidade do Seridó. O Castelo de Engady tem sete torres em honra ao número sagrado da bíblia.
    Foi construído em 11 meses – entre os anos de 1973-1974 – e ali foram gastos 25 mil cruzeiros, a moeda da época.Segundo o construtor do castelo, “ele surgiu do amor pelas Artes, de um Padre. Ele não é uma cidadela, nem a sede de um feudo, nem residência fidalga. O Castelo de Engady é uma palavra de Fé entre as pedras e os cactos (...) é uma presença que sem palavras fala eloquente”.Padre Antenor queria fazer do castelo um local de oração, de estudos, de recolhimento, e de meditações.
Mas, tão logo foi concluído, o castelo virou atração turística. O local serviu para celebração de missas, casamentos e até retiros. E repercutiu até no exterior.
    Em janeiro de 1976, Padre Antenor recebeu uma correspondência de Genebra, na Suíça, comunicando que ele fora agraciado com o título de “Grã-Prior da Ordem Soberana e Militar dos Templários”, recebendo insígnias e diplomas “por justo reconhecimento e homenagem aos seus relevantes méritos e abnegados serviços prestados no campo da cultura religiosa, beneficência e filantropia à comunidade de Caicó e adjacências”.
   Soube depois, que o Padre Antenor vendeu o Castelo de Engady para o Governo do Rio Grande do Norte. Segundo o sacerdote, a venda decorreu por motivos do crescimento da cidade, uma vez que o Castelo passou a ficar no perímetro urbano. E “Porque eu envelheci, não podia mais dar aquele toque que sempre desejei. Porque a cidade o rodeou, embora sempre o respeitou. Mas ele dentro da rua perdeu a Graça”.
    O importante é que o castelo continua lá, assentado sobre um rochedo, tornando mais bela a encantadora cidade de Caicó...

VÍDEO - PRESO EM CRATO, SUSPEITO DE ASSASSINAR TRAVESTI PÂMELA





Foi preso nesta quarta-feira, dia 04 de outubro, o suspeito de assassinar a travesti Pâmela, que era de Juazeiro do Norte, e foi encontrada morta em Moreilândia, no Pernambuco. Na operação, de nome FORÇA NO FOCO, Policiais Civis, sob a coordenação do Delegado Seccional de Policia, Dr. Jairo Oliveira Marinho, prenderam JOSE LUIZ DO NASCIMENTO, conhecido como “Zé Baixinho” dono de uma oficina de pintura e funilaria em Crato. 

Segundo a polícia, o "Zé baixinho" teria assassinado a vítima a tiros, por conta de uma dívida não paga. O acusado prestou depoimento em Ouricuri, onde permanece preso. A vítima, Pâmela Pamanéki, de 29 anos, tinha por nome real, Pedro Damião Coelho, e trabalhava como garota de programa há cerca de 10 anos. 

Ela foi vista viva pela última vez em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, um dia antes de ser encontrada morta, de acordo com o delegado Diogo Galindo, e foi assassinada no dia 25 de setembro. Na operação policial, foi apreendido também, o veículo utilizado na prática do crime.

BLOG DO CRATO - Com Informações do site G1