20 setembro 2017

Valor incalculável das democracias - Por: Emerson Monteiro

Na idade dos povos o que conta são as realizações da liberdade. O estabelecimento da paz entre os cidadãos. Paz obtida a largas penas. Maturidade adquirida na força das gerações. Quantas e tantas madrugadas insones. Horas aflitas de campos de batalha. Marcas profundas no tecido social. Mesas de negociações. Cicatrizes. Assim se medem as democracias no teatro deste mundo.

O trilho brilhante dos sonhos feito realidade, desse jeito são as democracias. Dores de partos extremos, milhares, milhões que sofreram a dor desses partos de realizações promissoras. A ninguém cabe, no entanto, o crédito dos nascimentos dessas conquistas dos humanos. A todos, isto sim. Quanto de renúncia dos que acreditaram nas transformações da sociedade, e fizeram sacrifícios, sofreram holocaustos, a fim de ver nascer plenitude. Bem sabe quem presenciou as epopeias em volta das fogueiras acesas do desejo das multidões.

E jamais largar de lado a responsabilidade disso, comum a todos. Sustentar as verdades da Justiça e da Paz. Alimentar a vontade da autodeterminação qual fator essencial à vida. Preservar as conquistas da história dos que perderam a vida em nome do ideal dessas revoluções fundamentais. Nem de brincadeira nutrir ódios ou fome de vingança. Os países chegam a degraus mais elevados de institucionalização dos valores obtidos a ferro e fogo.

Agora vivemos novos dias, resultado das experiências, erros e acertos. O futuro reserva às famílias a sabedoria dos seus líderes que substituem os que fracassaram. É disso que ora falo, dos dias de prosperidade que construímos durante todo tempo, desde a colonização. Isto em mundo livre, nação continental, plena de oportunidades e orientação de verdadeiros governantes que aceitam cumprir a delegação da autoridade. Consciências que despertam nesta condição da vitória dos valores justos. Nem dizemos que demorou, pois tudo só vem na hora certa, sob o manto abençoado das luzes deste Milênio tão esperado com fervor.

As voltas que o mundo dá: jornal "Financial Times", da Inglaterra, vê Jair Bolsonaro, como "" mais provável sucessor" de Michel Temer


Fonte: "Folha de S.Paulo", 20-09-2017.

 Por onde passa o deputado Bolsonaro leva milhares de pessoas para apoiá-lo

 O "Financial Times",edição de hoje,  avisa, em vídeo e longa análise, que "As grandes esperanças dos investidores para o Brasil provavelmente não passarão de um sonho". Explica:
— Mesmo que Mr. Temer sobreviva, seu mandato termina no próximo ano. Se as pesquisas estiverem certas, seu mais provável sucessor, Jair Bolsonaro, é um populista de extrema-direita que pensa que a polícia deve ter licença para matar. As perspectivas de reforma liberal são sombrias.

"Folha de S.Paulo", 20-09-2017


A nova geração dos Príncipes da dinastia Orleans e Bragança


Fonte: revista VEJA – Por Renato Onofre
Membro da família real brasileira, Luiz Philippe de Orleans e Bragança diz em livro que o país saiu dos trilhos ao se afastar da cartilha liberal do Império
CARA OU COROA - Orleans e Bragança: “A solução é um Estado mínimo” (Jonne Roriz/VEJA)

Seu livro, publicado pela Novo Conceito, questiona no título: Por que o Brasil É um País Atrasado? Qual a resposta? Historicamente, a percepção geral fomentada pelos agentes do governo e por setores da sociedade é que se trata de um defeito do povo brasileiro. Somos bombardeados com um mantra de que o atraso é um problema cultural intrínseco à nossa etnia e religião. Não tem nada a ver. Somos atrasados porque nossas oligarquias tomaram decisões que nos levaram para o caminho errado.
Que decisões? Começou a dar errado no fim do século XIX, quando a oligarquia deu um golpe de Estado e assumiu o poder por meio da Proclamação da República. Ali se jogou fora a Constituição mais liberal que o Brasil já teve. Pedro I organizou um Estado com separação de poderes, direito do indivíduo e de propriedade. Era um Estado liberal na sua essência.
O senhor diz que o modo como o Estado brasileiro se organiza é o problema. Qual seria a saída? A solução é um Estado mínimo, descentralizado, com unidades federativas autônomas.
A volta da monarquia seria um caminho? O movimento monarquista cresceu muito. Em 1993 (ano do plebiscito que manteve o sistema presidencialista), eu estava seguindo meus tios e dava para ver que não era ainda um movimento orgânico. Era cedo. Desde então, ampliou-se em alguns setores uma boa percepção sobre a monarquia. (...)Meu avô foi chamado pelos militares, em 1967. Eles pegaram o avião, pousaram na fazendinha dele lá no Paraná e o convidaram para ser um novo monarca em um novo sistema. Ele disse não. Tinha a noção de que não poderia ser algo imposto. A volta teria de ser por aclamação popular.
Fonte: revista VEJA, de 20-09-2017.