xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 17/08/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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17 agosto 2017

A realidade e o sonho - Por: Emerson Monteiro

Quantas vezes, tantas, a gente acorda longe daqui deste chão, dada a qualidade inesquecível do sonho em que viveu o prazer dos sentimentos inimagináveis durante realidade interna. Sonhos de sonhos, que assim pode dizer. Suave beleza de vivências impossíveis, ou possíveis nos sonhos. Quer, porém sabe pouco da qualidade sublime das viagens interiores propiciadas no decorrer do sono nessas ocasiões.

Estudiosos afirmam que nos sonhos concretizamos, na psiquê, aquilo que gostaríamos de fazê-lo no decorrer da existência física. Platonizamos os ideais através da experiência onírica. E considerando bem, quanta habilidade em ser dessa maneira. Quanta perfeição da Natureza. Pois sonhar o que atende aos nossos melhores desejos acalma, cria objetivos, aumenta o gosto de viver e esperar dias felizes se ainda não os tivermos. Meio de extrema sabedoria sonhar a plenitude dos momentos que queremos ver e sentir acontecer.

Mesmo porque o essencial vale nas emoções, e os sonhos produzem emoções.  Neles penetramos o mundo abstrato, intangível, matéria prima das percepções da alma, setor, aliás, de satisfações superiores aos instintos. Seriam o equivalente ao prazer da música, do olfato, dos sentimentos. Pelos sonhos portas abrem ao território da imaginação mais fértil. Trazem aos universos espirituais de que trata a metafísica, áreas de luz, vibração, ondas magnéticas.

O amor significaria o fruto principal desses níveis de compreensão e sentimento, ponto máximo da percepção humana que nos sonhos a gente pode sentir de jeito salutar. Quantos místicos revelam ditas emoções, contam de padrões superiores que obtêm por meio das meditações, até do sofrimento, do sacrifício da carne, das visões, da renúncia dos prazeres físicos. A entrega ao serviço do próximo, à dedicação das missões redentoras, ao desapego. Que noutras situações isto também pode demonstrar, nos graus da emocionalidade exacerbada dos gênios, dos heróis, das mães, dos enfermos. Sonhos, a realidade na origem de tudo, bem no mais íntimo do Ser, na casa da Consciência, o foco principal da realização subjetiva.

(Ilustração: Nicholas Roerich).

Qual o local de Crato onde teria nascido o Padre Cícero? - por Armando Lopes Rafael

Duas versões são defendidas, entre os historiadores regionais, quanto a casa onde teria nascido, na cidade do Crato, o Padre Cícero Romão Batista. A primeira, – difundida por Irineu Pinheiro – defende que o famoso sacerdote veio ao mundo numa residência existente, em 1844, na atual Rua Miguel Limaverde, à época conhecida como Rua Grande ou Rua do Comércio. Aquela casa pertencia ao coronel Pedro Pinheiro Bezerra de Menezes, e posteriormente foi desmembrada em duas residências. Ambas demolidas, quando do alargamento daquela rua, de forma insana, cuja consequência foi destruir o que restava do patrimônio arquitetônico do Crato, naquela rua, “para dar lugar à passagem de veículos automotores” (sic).
A outra versão, a que me parece mais certa, defende que o Padre Cícero nasceu numa casinha simples, em meio às árvores frutíferas, no terreno onde hoje se ergue o antigo Palácio Episcopal, localizado na atual Rua Dom Quintino, àquela época conhecida por Rua das Flores.
Irineu Pinheiro defendia o imóvel da Rua Miguel Limaverde, como o local do nascimento do Padre Cícero, baseado em depoimento de uma escrava da família do famoso sacerdote, conhecida como “Teresa do Padre”, uma mulher humilde e bastante estimada na cidade de Juazeiro do Norte, onde gozava a fama de uma pessoa virtuosa e de credibilidade.
Entretanto outro conhecido historiador, Padre Antônio Gomes de Araújo, escreveu este depoimento:“Teresa do Padre, já começava a mergulhar no crepúsculo da própria memória, cuja desintegração começara”. Ou seja, a boa velhinha caminhando para os cem anos de idade, já não dominava mais a própria memória, deficiência física a que estamos sujeitos todos nós, quando a velhice irreversível nos domina.
Esta versão de que o Padre Cícero nasceu numa casinha simples, onde depois seria construído – por Dom Francisco de Assis Pires, segundo Bispo de Crato, tem outros defensores. Segundo depoimento prestado pelo cônego Climério Correia de Macedo ao Padre Antônio Gomes de Araújo – e incluído no livro “A Cidade de Frei Carlos – o velho cônego declarou: “Minha tia paterna, Missias Correia de Macedo, cortou o cordão umbilical do Padre Cícero numa casa que foi substituída pelo palácio de Dom Francisco". 
E continua Padre Gomes no seu livro acima citado: “É corrente que, no chão em que se ergue aquele palácio, havia de fato uma casa, que foi cenário, por exemplo, da recepção do Padre Cícero quando este chegou do Seminário de Fortaleza, ordenado sacerdote, bem como das festas que envolveram a celebração de sua primeira missa. É certo que dita casa pertenceu ao major João Bispo Xavier Sobreira (...) Com sua morte a dita casa passou à viúva, dona Jovita Maria da Conceição. Seus herdeiros venderam a casa a esta diocese”. Assim, tudo está a indicar que o Padre Cícero veio mesmo ao mundo numa casinha simples, entre árvores frutíferas, localizada no terreno onde hoje se ergue o desativado Palácio Episcopal.
Um dia o Crato voltará a dar prioridade à conservação do seu acervo histórico-cultural. Quem sabe, o Governo do Ceará providencie a colocação de uma placa, assinalando o local onde nasceu um dos mais conhecidos sacerdotes católicos do Brasil, o ilustre filho do Crato, Padre Cícero Romão Batista. No momento -- triste é reconhecer --, nossas autoridades não têm como prioridade preservar a memória histórica de Crato. Nosso patrimônio arquitetônico anda tão ultrajado e tão descaracterizado, que – nem de longe – lembra a outrora Capital da Cultura do Cariri...

(Texto e Postagem de Armando Lopes Rafael)

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