xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 10/08/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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10 agosto 2017

Esses mundos mecânicos - Por: Emerson Monteiro


E no entanto é preciso cantar / Mais que nunca é preciso cantar / É preciso cantar e alegrar a cidade.
                                                                                                                         Vinicius de Moraes

Os livros de ficção, ah, os livros de ficção, livros dos destinos, que tanto falaram nisso, naquele mundo de hoje, quase ninguém admitia que nele fôssemos viver, integrados à máquina do jeito das máquinas, e não do jeito dos homens. E as profecias só agora resolveram acontecer de verdade. No embate da criatura versus o criador, e venceu a criatura. Bom, mas temos de adotar o comportamento das máquinas, a título de sobrevivência. Quer algo melhor? Vamos e venhamos, não existe o acaso, tão só a necessidade. E quando fundamos isto, esse reinado de absurdos, as máquinas, decerto já imperava este princípio no âmago do aço e das correntes contínuas e alternadas. Conhecia antecipadamente os significados secretos daqueles códigos siderais.

O que fazer, então, senão incorporar os princípios da termodinâmica e viver intensamente a ausência de jeito dos habitantes do planeta de subúrbio em que transformamos o Planeta? Aceitar os métodos e manuscritos do Senhor dos Engenhos dos tempos bíblicos logo agora? Afinal as cidades cresceram na proporção geométrica e nós atrofiamos na proporção aritmética. Fabricamos guetos de morar a fim de ganhar o pão sobre rodas. Gastamos a vida e a saúde presos às bólides envidraçadas, dentro do emaranhado das cidades grandes.  Nada de ruim, conquanto ganhemos altura de voar e nos elevar aos sonhos. Consumir combustíveis fósseis, vez nada ser objeto do acaso. Havia de contar, desde os inícios, com o instinto dos elementos de que seríamos escravos sobre rodas e máquinas de propulsão, no sentido de andar mais rápido e chegar à perfeição dos lugares mais distantes. Tudo estava escrito, guardado nas gavetas do Cosmos.


Enquanto isto, um deus vive cativo nos nossos corações. Nas gretas dessas cavernas escuras, onde mora o rei clandestino de Si mesmo. Ouve sozinho, saudoso do futuro, as cascatas da circulação do sangue das ruas e avenidas, e aguarda, lendo nos velhos livros de ficção, o dia de ser libertado afinal. Sabe que não existe a injustiça na Lei. Que uma nação feliz acordará em Paz bem no instante das consciências em festa. 

As conversas esquisitas - Por: Emerson Monteiro

O que seriam essas conversas esquisitas?! Elas existem e assustam. Elas, as em que mexem no sistemão das futilidades, que dizem da sinceridade, da verdade, do amor, dos sinais do que acontece no íntimo das criaturas. Que não repetem o ramerrão velho das facilidades imorais dos toscos. Ferem de morte os interesses vadios das cabeças agressivas, interesseiras. São as conversas esquisitas de que falam os salteadores da moralidade pública. As que procuram alternativas reais a esse mundo troncho. Que azucrinam os pretensos donos do poder, do poder que já tem Dono, desde antes até das palavras existirem e se fazerem carne e habitarem este Chão. Lá nas origens, quando esses ditadores terminais dormiam de toca.

Bom, histórias esquisitas que querem acordar os sonâmbulos nos becos escuros. As epopeias dos que lutam a fim de transformar a ilusão em concretude. Nessas horas, eles, os caretas, sobem nos cascos e querem mandar onde nem lhes cabe. Donatários alienados que invadiram os salões da felicidade, porém com horário certo de descerem ao fundo. Respiram os derradeiros haustos do gás carbono que lançaram na atmosfera dos vivos.

Ah! Conversas esquisitas, que longe delas a esperança sucumbiria de vez. No entanto elas enchem as almas reunidas em volta das fogueiras. Os contos de sonhos. As visões do Paraíso. As viagens impossíveis ao mundo da plenitude. Lindas narrativas de quem alimentou a transformação que ora advém sorrateira, contudo verdadeira e sã. A literatura da beleza que salvara os orixás da renovação.

Enquanto os mercenários vacilam e padecem da inanição, autores das histórias esquisitas tocam adiante o ofício luminoso de narrar memórias que merecem se ouvir. Missionários do ofício de contar, alimentam novas gerações de humanos que irão salvar a História e viver tudo de bom quanto há neste Universo de meu Deus.

(Ilustração: Vladimir Kush).

Heróis da solidão - Por: Emerson Monteiro

Por mais que a realidade fria daqui de fora queira falar no que se avista e toca quais garantias exclusivas, nalgum lugar do impossível existe o essencial que outros aceitam no íntimo. Andássemos abandonados aos instintos e saberíamos há longa data o que nos reserva o futuro. Persistem, no entanto, as experiências dos que se distanciam do visível e palpável, e se lançam ao invisível, quais doidos varridos, proscritos da real aparência, isto por sua conta e risco. São eles esses que buscam a solidão distante, na intenção desenganada dos valores daqui de baixo, e sobem às montanhas, esquecidos de todos os apegos mortais.

No carinho do desencanto, ali fixam moradia, religiosos da enorme solidão. Viverão a orar, no pressuposto de chegar ainda além do que quiseram, ao deixar de lado as vidas comuns. Houve um tempo em que isso acontecia nos mosteiros, conventos, monastérios de lugares inalcançáveis. Lançavam dardos aos alvos da transcendência, e desvaliam quaisquer possibilidades quanto a vaidades, aparências, contravenções.

Nisto, cabe perguntar onde adquirem tamanha certeza do mistério de Si mesmos, a ponto de tudo abandonar, à busca da Perfeição através, única e somente, por meio da consciência? Vagueiam no rumo certo do Infinito, na opção contrária da verdade conhecida, deixando de fora referências que a tantos significam favas contadas. Porém choram cedo e afundam os olhos na desistência deste lugar de ilusões, entregues na alma da religiosidade. Eles, os ermitões, anacoretas, reclusos, que viajam no universo de dentro, virtuosos rebeldes da matéria perecível.

O que nos causa espécie será esta coragem inexpugnável dos tais argonautas do espírito, a viver da renúncia dos modos físicos e aceitar a paixão do amor pelo eterno. Soldados doutro exército, representam a conclusão de muitas vidas, em gesto de prudência e sabedoria. Anônimos da ausência, somem dos turbilhões sociais e entregam aos ermos afastados o que a tantos seria imprudência, desespero. Modos de alucinados sem causa, testemunham, num gesto extremo, o que só as borboletas, no se imolar aos faróis que iluminam a escuridão. Projetam o ser lá no abismo profundo da luz intensa, e desaparecem no sol da convicção em claridade.

Há 249 anos, Crato festeja Nossa Senhora da Penha

Fonte: Site do Hotel Encosta da Serra, de Crato
Os festejos em homenagem a Nossa Senhora da Penha já são tradicionais há 249 anos na cidade do Crato. Contados quase dois séculos e meio de realização da festa está conta com especial importância pois além de instrumento de socialização, vem a divulgar a capacidade empreendedora e artística da cidade. No dia 22 de agosto, abertura do novenário à Rainha e Padroeira dos  cratenses é notável a apresentação de artistas da terra e grupos folclóricos.
A realização da festa vem ainda a contribuir com a manutenção da cultura popular, como por exemplo com a preservação das cantigas de roda, lendas, histórias e mitos do Homem do Cariri. Sendo no 1º de Setembro o dia dedicado a padroeira a cidade segue em procissão com participação de mais de 30 mil fiéis. Esta devoção é antiga e segue junto a fundação da cidade.
São conhecidas pelos moradores da cidade várias lendas envolvendo Nossa Senhora da Penha e a história do Crato, a exemplo do mito da Penha na Pedra. Contam que a imagem da santa desaparecia misteriosamente da capela da Missão do Miranda e posteriormente aparecia em uma pedra distante da localidade. Esta foi a motivação para que o centro do povoado se transferisse da M issão do Brejo do Miranda para onde hoje está instalada a Igreja da Sé.
Muitos cratenses acabam por enfeitar as imagens que mantém em suas casas com flores e as expõem nas janelas acreditando que com o passar do andor da Santa esta poderá vir a abençoar suas residências e suas vidas, momento em que se presencia a fé do povo desta cidade.
O Crato encontra-se em festa e louvor a sua padroeira, a tradição mais uma vez se repete e tantos outros anos virão. É momento de agradecimento e fé. Por que toda Nossa Senhora chama-se Maria e é Mãe de todos.

Mesmo antes do retorno do "Parlamentarismo": vem aí nova "meia-sola" republicana

Comissão da Câmara aprova texto-base da reforma política
Proposta, que recebeu 25 votos contra 8, prevê fundo de R$ 3,6 bi para campanhas e extinção do cargo de vice, mas pode ser alterada pelos destaques

Fonte: VEJA
A comissão especial da reforma política da Câmara aprovou, por 25 votos a 8, o texto-base apresentado pelo relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP), que prevê, entre outras coisas, a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiamento de campanha.
A expectativa, no entanto, é que o texto seja bastante alterado. Ao todo, 20 destaques (sugestões de mudanças) serão analisados. O PMDB, por exemplo, vai propor a adoção do sistema eleitoral chamado “distritão” em 2018, modelo pelo qual os candidatos mais votados são eleitos para o Legislativo.O texto do relator mantém o atual sistema para as próximas eleições e institui o distrital misto a partir de 2022, sistema pelo qual metade das vagas é preenchida por lista fechada e a outra, pelo voto direto nos candidatos.O relatório do deputado petista também propõe a extinção do cargo de vice, da figura do suplente de senador e o estabelecimento de mandato de dez anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essas propostas, no entanto, devem ser derrubadas pela comissão.
Antes da votação, Vicente Cândido fez um apelo para que o seu trabalho não fosse desperdiçado e que os deputados considerassem algumas das propostas do texto.
No fim da tarde, o relator recuou e tirou do texto a medida que estenderia aos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo a prerrogativa do presidente da República de não ser investigado por atos cometidos antes de assumir o mandato.

Um excelente livro – por Armando Lopes Rafael

Nos últimos meses tem aumentado muito o interesse dos brasileiros sobre a história do período monárquico na nossa Pátria. Isso é palpável pelo número de livros recém-lançados sobre membros da Família Imperial Brasileira.
Dias atrás, a Princesa Dona Christine de Ligne de Orleans e Bragança, esposa do Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança (terceiro na linha de sucessão ao Trono Brasileiro), em entrevista à revista belga L'Eventail Magazine, afirmou:
"Por muitos anos, os livros de História republicanos tentaram ocultar o Período Imperial, ou divulgar informações falsas. Hoje em dia, as coisas começam a melhorar e gradualmente a verdade vem sendo restaurada, o que permite aos brasileiros ter um outro olhar sobre a Família Imperial e tudo o que por ela foi feito."
Esta semana foi lançado mais um: "O Príncipe Soldado: a curta e empolgante vida deD. Antônio de Orleans e Bragança", da historiadora Teresa Malatian.  A pesquisa de Teresa Malatian descortina aos brasileiros a vida do filho caçula da Princesa  Isabel, A Redentora, e também neto caçula do Imperador Dom  Pedro II. Com fotografias raras e narrativa envolvente, o leitor viaja pelos muitos países que Dom Antônio visitou.
 O prefácio da obra é do historiador-decano da UnB, Professor Estêvão de Rezende Martins. O empresário e fotógrafo Dom João Henrique de Orleans e Bragança, membro da Família Imperial Brasileira,  escreve um texto de homenagem ao tio-avô, que aprendeu a pilotar com Alberto Santos-Dumont e acabou por se tornar herói na Primeira Guerra Mundial.
 Os  historiadores Bruno Antunes de Cerqueira, fundador do IDII e indigenista da Funai, e Robert Daibert Jr., professor de Ciência da Religião na UFJF, assinam a apresentação e a contracapa do livro.
Uma leitura que nos recorda no tempo em que as autoridades responsáveis pelo destino do Brasil eram confiáveis e tinham o respeito da população. Exatamente o oposto dos dias atuais.
(Postado por Armando Lopes Rafael)


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