xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 05/08/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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05 agosto 2017

Pedro Bantim: um homem para ser lembrado

O mês de agosto assinala duas datas significativas para a conceituada família cratense Oliveira Bantim: o nascimento e o falecimento do seu patriarca Pedro Bantim Neto.
Bantim nasceu em 23 de agosto de 1924, filho de Pedro Bantim Filho e Ana Perpétua Bantim, cujas raízes são de Santana do Cariri, aprazível município da histórica e tradicional região localizada no extremo sul do Ceará. No entanto, Bantim se radicou em Crato ainda jovem e tornou esta sua cidade de coração. Aqui foi empreendedor de seus negócios por mais de 50 anos, constituiu uma sólida base familiar e deixou uma indelével marca na memória identitária da cidade. Comerciante do ramo de alimentação, Bantim foi proprietário de uma afamada lanchonete localizada no centro da cidade, fato que o tornou conhecido e benquisto da população. A Lanchonete Bantim, além de tradicional ponto gastronômico, foi palco de acontecimentos pitorescos que hoje fazem parte do ‘folclore’ local. Bantim foi o principal protagonista desses ‘causos’, todos com saborosa verve de humor e espiritualidade, marca que lhe era inconfundível.
Bantim foi casado, em longas e profícuas núpcias, com Djaci Oliveira Bantim, filha de Maria de Lourdes Oliveira e José de Oliveira e Sousa, sócio proprietário do Cine Odeon, em Barbalha, e neta do fotógrafo e primeiro exibidor de filmes do Cariri, Luiz Gonzaga de Oliveira, patrono do Memorial da Imagem e do Som do Cariri, que funciona em Crato, fundado e mantido por um dos filhos do casal Pedro e Djaci, o reconhecido cineasta e produtor cultural Jackson Oliveira Bantim, mais conhecido por Bola. Como se observa pelo ‘metier’ dos avós maternos, Jackson Bantim tem o amor à fotografia e ao cinema como uma herança atávica.

Pedro Bantim e Djaci com os filhos

Além do já citado Jackson Bantim, Pedro e Djaci tiveram mais seis filhos - Jocildo (advogado), Janildo (comerciante), Janedson (funcionário público), Celida Maria (in memoriam), Jane Eyre (psicóloga) e Jane Mary (formada em administração de empresa) -, dezesseis netos - Adriana, Erylana, Ramon, Rudolfo, Romél, Janedson Filho, Renan, Rener, Roberta, Jamylla, Andrezza, Thiago, Janaina (in memoriam), Jackeline, Larissa e Erinaldo Júnior -, quatro bisnetos - Igor Leoni, Vitória, Jéssica e Jackson Manuel - e uma tetraneta, Maria Sofia.
Essas sucessivas gerações dos Oliveira Bantim são provas e garantia, pela sua firme robustez, que este importante e conceituado clã caririense estar perpetuado e, o que é mais interessante, devidamente plasmado no exemplo de honradez legado pelo ancestral casal. 
Bantim  faleceu em 28 de agosto de 1999, mas, pela força de sua rica existência, sua memória permanece viva, sendo agora evocada para servir de testemunho de um tempo onde a probidade não era apenas uma qualidade reivindicada em discursos e eventos que clamam pela moralidade na vida pública.

Texto de Carlos Rafael Dias
Fotos: arquivo de Jackson Bantim

Nesta vida de tanta beleza - Por: Emerson Monteiro

Ademais existe uma certeza maior do que todas, a de que somos o sal da Terra, e se ele perder o sabor com que se irá salgar? – afirmou Jesus. Enquanto que o Verbo se fez carne a habitou entre nós, isto já, por si, apresenta a fisionomia de que somos os artífices escolhidos da felicidade perene, sem quaisquer sombras de dúvidas. Resolver tal qual resolveram os grandes místicos, de achar o caminho da paz interior dentro de Si, e nele o infinito da Luz, quanta razão de viver alegre está assim nos motivos de sonhar na cor da tranquilidade em tudo quanto existe.

Eis o prumo da realização dos vivos, achar a paz no coração, morada de Deus, mar da Eternidade e portal das bênçãos que alimentam o Universo inteiro. Abraçar o gosto de viver e tratar a todos quais irmãos, o que o somos desde sempre. Tempero das melhores histórias, aceitar a essência espiritual e cuidar de ser melhor do que antes foi. Agradecer as razões de estar neste mundo, com carinho e reconhecimento. Quantas luas no céu ainda restam passar até o dia quando acalmaremos as ansiedades, aceitar os milagres da Natureza e mergulhar nas águas do Amor.

Bom, são horas de regressar ao gosto de crescer em nome da Criação. As horas de plantar os frutos da Verdade neste solo vejam nisto o sentido de tudo. Abrir a consciência aos sinais desta possibilidade e cumprir a determinação da vida que transportaremos a dias próximos de uma certeza maior. Construir as novidades que esperávamos, e veremos abrir o clarão das possibilidades. Debaixo da árvore da Iluminação ali Sidarta permaneceu tempo suficiente de receber, no silêncio dos pensamentos, a presença de quem sempre guardara no íntimo, os olhos abertos da Revelação definitiva.

O Desabafo – por Pedro Esmeraldo

Até esta data, apresento tremenda mágoa em virtude das palavras injuriosas provocadas por pessoas megalomaníacas.
Não tenho o poder de suportar essas injurias que me trouxeram ressentimento e me tornaram abatido durante vários dias.
Ainda sofro as consequências dessas palavras difamatórias.
Não tenho mais jeito de escrever. Perdi o estilo. Às vezes, penso que sou uma pessoa desgarrada do seio da sociedade. Não posso mais amenizar a minha mente com palavras encorajadoras, mas tenho perseverança e procuro afastar-me das pessoas beócias. Contudo, (eles) têm o desejo de enxovalhar o meu controle emocional. Há deles que me consideram um pusilânime, pois assim dizem os filhos da coroca: que eu acredito em tudo que me dizem. Considero isso uma palavra esfarrapada, já que se desmancha no correr do tempo.
Fiquei magoado com essa palavras desconexas. Tornaram-me arredio e fiquei isolado do tempo por muitos dias. Não há mais aproximação com pessoas maldosas que têm como o desejo de afastar-me das boas condutas do meio da sociedade.
Fiquei sem saber dirigir o barco que conduzia com pessoas insensíveis ao convívio da sociedade. Por isso, esse tal barco poderá naufragar quando há deles possuidores de pensamento destemperado que conduzem amigos irreconhecíveis que sempre ouvem as diabruras desses homens maldosos e hostis. Veem atormentar os companheiros, sendo alguns deles indigestos, mas incitam alguns que trazem desânimos e com palavras ocas e inconsequentes que desejam que voem para longe de mim que são: os HM, JL, AELA, pois se fragmentam com seus comportamentos ignóbeis que fazem medo de estimular as pessoas dignas e bem comportadas, pois o Crato anda completamente à deriva, devido a bisbilhotice sombria que seu único objetivo é prevalecer as suas palavras megalomaníacas pensando que são gigantes, querendo imitar Hercules o deus da mitologia grega.
Sempre tive paciência, mas não suporto esses dizeres que veem infligir e tormento em meu pensamento psíquico.
Sempre tive paciência até este momento que deseja dizer, chega, quando as águas do barco secarem tudo voltará ao normal e o barco poderá ficar em movimento livre do desespero e da intranquilidade, pois que esse momento de agitação todos poderão chegar lá, percorrendo o túnel, confiante em Deus encontrará a luz no fim desse túnel.

Crato surgiu do carisma de São Francisco - por Armando Lopes Rafael

Os historiadores são unânimes em reconhecer que, antes de 1740, já possuía o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não existisse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável. Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri.
Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa (paredes feitas de barro) coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade.
Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos. Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato.
Quanto à duração da presença dos capuchinhos no Vale do Cariri transcrevemos abaixo trecho de um artigo escrito pelo historiador J.de Figueiredo Filho:

“Não era só jesuíta que tinha o sangue de evangelizador das selvas. Os frades barbadinhos de São Francisco tiveram na colonização, grande papel e foram suas missões que civilizaram “o mais brasileiro dos rios”. Vejamos o que diz o historiador cratense, Padre Antônio Gomes de Araújo no trabalho publicado na revista “A Província” sob o título: “A Cidade de Frei Carlos” (nº. 2, 1954): “A missão, sob administração temporal dos Capuchinhos, durou (no Cariri) apenas 17 anos, se nos ativermos ao critério dos documentos, um dos quais, aponta uma das datas extremas, 1741 – segundo ficou escrito linhas atrás, (começo de seu artigo na revista “A Província”) – 1758, a outra data extrema, pois naquele ano, o governo português retirou às ordens religiosas no Brasil, a todas sem exceção, e ao clero secular, autorização para administrarem aldeias de índios sob regime civil, criando para dirigi-las, o Diretório dos Índios, governo civil em que aos sacerdotes foi reservada a única função de párocos ou curas.
Os capuchinhos continuaram à frente da Missão do Miranda, agora como cura de almas, apenas até a primeira quinzena do mês de janeiro de 1763, tendo Frei Carlos Maria de Ferrara funcionado até 1749, e deste ano a 1760, Frei Gil Francisco de Palermo, que foi sucedido por Frei Joaquim de Veneza, cuja administração alcançou a primeira quinzena de janeiro de 1763, data da última cerimônia religiosa por ele celebrada na igreja de Nossa Senhora da Penha da Missão do Miranda”. (J.de Figueiredo Filho em artigo publicado, em 1956, na revista “A Voz de S.Francisco”). (Ao lado a pequena imagem da Mãe do Belo Amor, a primeira devoção mariana do Sul do Ceará, venerada na capelinha construída por Frei Carlos Maria de Ferrara que deu origem à cidade de Crato)
Depois da partida de Frei Joaquim de Veneza, que deixou o Crato em 1763, os filhos de São Francisco passaram quase trezentos anos ausentes do Cariri, salvo visitas apostólicas esporádicas, mais conhecidas como as Santas Missões. Nelas, os capuchinhos ministravam os sacramentos, celebravam missas, faziam sermões (onde pacificavam inimigos, combatiam a imoralidade e pregavam os bons costumes). Alguns missionários capuchinhos deixaram seus nomes, indelevelmente marcados, juntos às populações do Cariri, ao participarem das Santas Missões. É ocaso de Frei Serafim de Catânia, Frei Caetano de Catânia, Frei Damião de Bozzano, dentre outros.

Finalmente, graças às gestões feitas pelo segundo bispo de Crato, Dom Francisco de Assis Pires, em julho de 1949, os capuchinhos retornaram ao Cariri, desta vez para ficar definitivamente. Um grupo de frades, tendo à frente Frei Teobaldo de Monticelli – depois substituído por Frei Mirocles de Solzano – e mais os capuchinhos: Jesualdo de Cologno, Virgílio de Messejana, Conrado de Palmácia, Leônidas de Torre e Bernardo de Viçosa fixaram residência em Juazeiro do Norte com a missão de erguer o Santuário de São Francisco de Chagas. O engenheiro e construtor da obra foi Frei Francisco de Milão (Chiaravalle).
A pedra fundamental desse santuário foi benta em 6 de janeiro de 1950 por Dom Francisco de Assis Pires e ungida pelo sangue derramado, na ocasião, devido ao assassinato – por um fanático – do Monsenhor Juviniano Barreto, Vigário de Juazeiro do Norte, verdadeiro “Mártir do Dever”, o qual no Céu, certamente, intercedeu junto ao Trono de Deus para o êxito da nova epopeia dos missionários capuchinhos em terras do Cariri.

Referências bibliográficas
ARAÚJO, Padre Antônio Gomes. A Cidade de Frei Carlos. Crato (CE): Faculdade de Filosofia do Crato, 1971.
LÓSSIO, Rubens Gondim. Artigo “Nossa Senhora da Penha de França, Padroeira do Crato” in revista “Itaytera”, ano VI, nº. VI, órgão do Instituto Cultural do Cariri. Tipografia A Ação, Crato (CE) 1961, páginas 49 a 51.
Texto e postagem de Armando Rafael

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