xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 31/07/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 julho 2017

Ali entre a culpa e o medo - Por: Emerson Monteiro

Quando ouço rumores de guerra vindos de longe, algo mexe por dentro da velha casa desses enormes trapos escondidos debaixo da sombra dos egos vadios, vaidosos. Tremem dores arcaicas do passado que ainda transporto de lodo infame. Mortalhas abandonadas a monturos fétidos, na trama dos dominadores. Aqueles eus que ainda sobrevivem às duras penas do presente, nada mais que visagens de mim. Portos vazios de naus fantasmas e tramas inconfessáveis. Bem ali, no território do abismo, vejo aonde as paralelas do medo e da culpa um dia marcariam encontro fortuito e nele desaparecerão esgotadas de prazer e pranto.

Que humanidade esta, onde ainda falam sorrindo das guerras no Nascente, pobres criaturas de dramas mal sucedidos. Quem de si terá direito a indicar os responsáveis senão a si mesmo? Quem dormirá diante das ameaças humanas e comandos em festa, no furor das contradições, sanguinários algozes do furor? Quem, ninguém de sã consciência, desviará o dedo acusador dos tribunais e destinos que insistem na ganância e nos interesses inconfessáveis.

Quais sombras um do outro, medo e culpa, marcaram, pois, esse tal encontro no finito da miséria, porém conspiradores confessos de infiéis, e dopados descem ao cais da perdição. Enquanto aqui em nós impera o sonho do perfeito, que busca o caminho do Sol, a vontade mórbida atiça o passado em brasa e foge agoniada pelas brumas, e deixam de fora as cogitações do amor e do arrependimento dos pecados antigos. Feitos salteadores das florestas mais escuras, somos esses que baixamos, certa vez, a cabeça ao erro e doamos carne aos abutres. De garras afiadas, só então colheremos dos nossos jardins as sementes que levarão ao Céu. Então, Pai, perdoai, por não sabermos o que fizemos por desobediência. Ensina-nos, agora, a viver com sabedoria e fé os passos que nos restam seguir.

O sangue dos pobres - Por: Emerson Monteiro

Consta da relação dos fenômenos extraordinários atribuídos a São Benedito, o Mouro, santo católico de origem árabe, que, quando administrava a cozinha do Convento dos Capuchinhos onde morava, e após a ceia dos monges eremitas, ele sempre oferecia aos pobres que habitavam as comunidades próximas sopa por demais substanciosa. Famintos, saciariam a fome diante da boa vontade daquela refeição caritativa dos inícios de noite. O meio que religioso utilizava era reaproveitar as sobras que ficavam da preparação dos alimentos principais, restos de verdura, gorduras de carnes, caldos de fervuras, substâncias que de comum seriam jogadas fora.

Os noviços responsáveis pelas rotinas do estabelecimento, no entanto, nutriam pouca disposição de, além dos afazeres regulares, ainda pegarem as sobras para constituir a sopa dos necessitados, e dificultavam o trabalho que resultaria no sustento da longa fila andrajosa dos mendigos.

Com isso, aos seus modos humildes, São Benedito, repetia com insistência que eles, os auxiliares, indiferentes, derramavam o sangue dos pobres. Inúmeras vezes aconteciam os conselhos sem clara manifestação de produzirem os devidos frutos.

Até que, belo dia, o frade, utilizando a estopa de limpeza do balcão onde preparavam os pratos, nela recolheu os mantimentos que iriam a caminho da lixeira e, em seguida, com força, espremeu o tecido, às vistas de todos em volta, reafirmando o sempre dizia:

- Meus irmãos, vejam, na verdade, que o que fazem é derramar o sangue dos pobres – enquanto, na mesma hora, escorria sobre a bancada o mais puro e expressivo sangue humano, razão de espanto dos presentes, passando esta a ser uma das ocorrências analisadas com mérito quando da canonização do virtuoso santo.  

Populações do Brasil e Rússia têm veneração por suas famílias imperiais – Por Pedro Afonso de Oliveira Murta

Imperador Dom Pedro II, Imperatriz Teresa Cristina e as princesas Isabel e Leopoldina

 A distante Nação Russa, por mais distinta que seja do Brasil em termos étnico-culturais e históricos quanto à sua origem, assemelha-se bastante conosco no que tange aos processos de ruptura para com a estabilidade regimental.  Esta, vigorou esplendidamente nos dois impérios.
    Infelizmente ao Brasil não foi reservada a sorte de ser governado por mais sete décadas pela monarquia imperial, que, entre outros, conquistou a independência do País e fez de sua nova pátria uma das potências mais modernas e respeitadas do planeta. No caso da Rússia, porém, a monarquia perdurou séculos e determinou, de maneira decisiva, os destinos do maior país do mundo.
    Em nome do vil positivismo progressista, foi consumado no Brasil o golpe de Estado em 1889, culminando com o início de uma longa era de crises, revoluções armadas, guerrilhas e tudo o que materializou a instabilidade positivista, como bem colocou o jurista e pesquisador baiano Renê Ladeia.
    Pedro II, tido hoje pela esmagadora maioria dos historiados como o mais íntegro homem que jamais governou o país, foi exilado por efeitos da sanção de uma lei garantidora da liberdade. Lei assinada pela Princesa Isabel de Bragança e Bourbon, Princesa Imperial Regente, em nome de S.M.I. o Imperador Dom Pedro Segundo, na qual declarou extinta a escravidão no Brasil.
Contra a solidez monárquica no Brasil, lutaram os positivistas. Já na Rússia, esse papel foi protagonizado pelos bolcheviques, atuando na derrubada do Império na Rússia. Aí entra a figura do sanguinário Lenin, que sentenciou o Czar e sua família a serem brutalmente assassinados.

Russos são mais monarquistas do que os brasileiros
No aniversário de 99 anos do assassinato da Família Imperial Russa – os Romanov – ocorrido no último dia 17, mais de 60 mil pessoas participaram da procissão em homenagem aos Romanov. A presença de público bateu o record de 2016, ou seja a procissão do ano passado. A procissão começou do local onde os membros da Família Imperial Russa foram assassinados e terminou onde os restos mortais do Czar, da Czarina e dos príncipes filhos deles  foram escondidos, num local onde  hoje em dia é um mosteiro em homenagem aos santos mártires reais.
 Nas fotos abaixo, a homenagem que os russos fizeram aos mártires da Família Imperial,no último dia 17:




As voltas que o mundo dá: "Imperatriz Leopoldina encarna o ideal de políticos que o Brasil precisa hoje", dizem autores da novela "Novo Mundo"


Na foto: Imperatriz Dona Leopoldina do Brasil, interpretada na novela "Novo Mundo" pela atriz Letícia Colin.

   O canal televisivo Rede Globo tem transmitido, desde março deste ano, a novela "Novo Mundo", a qual gira em torno do romance entre a professora inglesa Anna (personagem de Isabelle Drummond) e o ator luso-brasileiro Joaquim (personagem de Chay Suede).
   A teledramaturgia acontece no Rio de Janeiro do começo do século XIX, a partir da chegada da Arquiduquesa Leopoldina da Áustria ao Brasil e passando pelos acontecimentos que antecederam o Grito do Ipiranga. Como não poderia deixar de ser, entre suas personagens estão figuras históricas do período, como nossos primeiros Imperador e Imperatriz e José Bonifácio de Andrada e Silva.
   Em recente entrevista concedida a Mauricio Stycer, do portal de notícia UOL, os autores da novela, Thereza Falcão e Alessandro Marson, disseram que "[a Imperatriz Dona] Leopoldina encarna o ideal de políticos que o país precisa: alguém realmente capaz de governar e com uma visão de interesses mais dignos do povo que lidera".
   Sem dúvida, a capacidade de governar da Imperatriz Dona Leopoldina se deve à primorosa educação que Sua Majestade recebeu, desde a infância, para esse fim. A Casa de Habsburgo, a mais alta da Cristandade, Soberana da Áustria, era conhecida por produzir princesas altamente preparadas para servir com excelência aos países de seus esposos. Dizia-se que "casar-se com uma Habsburgo era ter consigo a melhor mulher que um governante poderia ter".
   Aliás, o devido preparo para a Chefia de Estado não é exclusividade da Casa d'Áustria, mas sim uma característica comum das Casas reinantes e um dos principais pontos positivos da Monarquia.
Ora, se é de alguém devidamente capacitado e que visa ao bem comum que este País precisa, ninguém melhor do que o seu tetraneto, o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, que, além de herdar o nobilíssimo sangue da Imperatriz Dona Leopoldina, recebeu também educação voltada aos interesses pátrios e compartilha dos mesmos valores monárquicos e cristãos de sua veneranda ancestral.
   Por fim, é válido ressaltar que, apesar de a trama se desenvolver em um dos mais importantes momentos da História do Brasil, a novela "Novo Mundo" não tem comprometimento com a verdade histórica, tendo já, mais de um vez, transmitido cenas contrárias aos fatos que realmente aconteceram, com o intuito meramente apelativo, na busca por mais audiência. A Globo vem promovendo sistematicamente, nas últimas décadas, uma verdadeira revolução cultural, caracterizada pela desconstrução dos padrões tradicionais e a promoção da extravagância, da amoralidade e ausência de regras.
Postagem original: Facebook "Pro Monarquia"

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