xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 29/07/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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29 julho 2017

Pelos mares do Inconsciente - Por: Emerson Monteiro

Respostas ao enigma do Tempo, aqui vamos nós a descobrir onde largar de vez a dúvida cruel de navegar perdidos à busca das ilhas deste oceano sem fim, amém, contudo ainda desconhecendo roteiros os portos que nos aguardam de dentes a mostra, Ulisses de aluguel, revelam a si o trilho escuro do destino e repousa nos verdes campos do prazer as armaduras reluzentes. Ser feliz, afinal, diante de tudo, ainda que meros traços dos rascunhos e das horas. Desenhar, sim, nas nuvens dos céus desta caverna a fisionomia da certeza, eis dever de ofício que lhes resta. Enquanto isso, vagar face aos sintomas da dor de existir e existir como verdade única, exclusiva, sem nada em troca além da saudade lá distante de quando nem existia. E persistir no pulsar dos corações adormecidos.

São eles a certeza dessa dúvida a guiar ao bem depois, que significa fazer de todos uns atores da própria história, heróis da inocência original, clientes da mesma sorte nem, sempre tão felizes quais quisessem ser no de manhã das gerações. Prudentes, por vezes, no entanto, olhos fixos nas dobras sucessivas da longa jornada, seguem estrangeiros do inesperado, máquinas que limpam lábios com insistência e fervem de vontade aos gozos insanos da carne. Longas filas de guerreiros e sonhos, espinhos e flores.

Passageiros de nau fantasma, querem saber, a qualquer custo, mais, saber o suficiente de sofrer resignados, cientes de transportarem corpos em sinais de salvação, tatuagens de imortalidades. Lutam nas trevas da solidão e tremem ao furor das montanhas d’água que lhes penetram as narinas e invadem as entranhas. Entre realidade e promessa, os sapiens sapiens vamos transportados aqui dentro ilusões das caravanas que haverão de abandonar às portas do Infinito. Nenhuma consciência absoluta e todas as chances de ser possível marcam a pele dos animais deste Chão das almas imerso nas galáxias luminosas. Quando em dias radiantes, seriam foliões de bailes super animados. Entretanto, cara a cara nos esporões dos peixes, amargam de dar dó durante o julgamento nos tribunais do para sempre. Ah! Busquemos as praias do esquecimento, e dormiremos em paz outra vez.

Coisas desta República: Temporada de cachorro louco

Como funcionam as gangues de redes sociais que intimidam e difamam quem critica Lula, Doria e Bolsonaro, os três presidenciáveis mais fortes nesse campo
Fonte: VEJA -- Por Pieter Zalis

 (Negreiros/VEJA)

Eles não querem conversa, querem briga. Agem em bando nas redes sociais, quase sempre contra um único indivíduo — alguém que postou uma crítica contra o político ou o partido que eles apoiam. Costumam incluir votos de que o adversário “morra”, “apodreça” e sugestões para que explore práticas eróticas heterodoxas. Ultimamente, a defesa dos nomes que poderão concorrer à eleição de 2018 vem ocupando a discussão, mas, como o objetivo não é debater, imagens, frases e memes de apelo fácil e entendimento imediato fazem as vezes de “argumento”. Cartazes virtuais com dizeres como “Feminazi boa é feminazi morta” fazem grande sucesso por não requererem maiores esforços de leitura nem raciocínio, dois anátemas nas redes sociais. Com métodos assim, capazes de gerar “engajamento” imediato — ao menos entre os que já tendem a simpatizar com a ideia —, as gangues virtuais engrossam as fileiras das tropas hiperpartidárias e hiperagressivas incumbidas de duas missões: enaltecer seu candidato e massacrar quem falar mal dele.
No cenário político atual, há três presidenciáveis que, de longe, dispõem de maior poder de foto: o ex-presi­dente Lula, o deputado Jair Bolsonaro e o prefeito paulistano João Doria. Nenhum deles coordena as gangues virtuais nem estimula abertamente suas táticas de intimidação, mas também nunca se ouviu deles uma palavra para dissuadir seus apoiadores das práticas de hostilização. O fato é que, se mais de um ano antes da eleição presidencial o ambiente já está tão contaminado, são péssimas as perspectivas para o pleito de 2018.
No mês passado, o Instituto de Internet da Universidade de Oxford divulgou um estudo feito em 28 países intitulado “Troops, trolls and troublemakers: a global inventory of organized social media manipulation” (Tropas, troladores e encrenqueiros, um inventário global da manipulação nas redes sociais). A pesquisa, que incluiu o Brasil, concluiu que a atuação das tropas cibernéticas — definidas como grupos que tentam manipular a opinião pública por meio das redes sociais — deixou de ser uma forma de guerrilha marginal para se transformar em prática política padrão.
O estudo analisou grupos patrocinados ou estimulados por governos, forças militares, partidos e movimentos políticos. Um exemplo citado de gangue virtual inserida na estrutura do governo é a plataforma digital Somos+, criada no Equador na gestão de Rafael Correa — em que os inscritos recebiam relatórios com informações potencialmente prejudiciais ao então presidente e eram estimulados a defendê-lo nas redes. Já na Rússia, as gangues cibernéticas alinhadas ao Kremlin são comandadas por partidos e integrantes da sociedade civil — suas táticas incluem, por exemplo, a divulgação na internet de listas com nomes de ativistas de direitos humanos, classificados pelos organizadores como “os mais vis inimigos” da nação. No México, ao longo deste ano, jornalistas foram desacreditados e tiveram suas páginas inundadas por robôs comandados por tropas virtuais patrocinadas por agentes federais cada vez que publicavam reportagens críticas ao governo. A facilidade de atingir o alvo — a um clique de distância — é um dos principais trunfos dos novos exércitos virtuais, afirma o estudo.

Em VEJA desta semana -- Youssef: "Eu disse que derrubaria a República no Brasil . E derrubei"

Doleiro Alberto Youssef falou com exclusividade a VEJA e contou o dia a dia da prisão e a rotina de políticos e executivos detidos no petrolão
 Fora da Cadeia - Libertado após três anos, Youssef mora em São Paulo, onde cumpre o resto de sua pena em regime aberto (Jefferson Coppola/VEJA)
Um dos principais delatores da Operação Lava-Jato, o doleiro Alberto Youssef é hoje um homem em busca de emprego. Cumprindo pena em regime aberto depois de revelar como funcionava o esquema clandestino de pagamento de propina a políticos, o operador financeiro do Partido Progressista (PP) no petrolão recebeu VEJA em duas oportunidades e esmiuçou o dia a dia da cadeia que hoje abriga, em Curitiba, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Descreveu a compulsão do herdeiro Marcelo Odebrecht por ginástica, os roncos do ex-diretor da Petrobras Renato Duque e avaliou o papel dos partidos políticos no maior escândalo de corrupção do país.
Às vésperas de concluir um livro que mostrará o que considera a “verdadeira história” do petrolão, Youssef afirma, com a autoridade de quem conhece os meandros da distribuição de dinheiro sujo no mundo político: “essa fase de Lava-Jato vai passar e vai continuar tudo como está. O sistema vai continuar”.
(Mais detalhes na VEJA que começa a circular neste sábado)

29 de julho: Princesa Isabel: 171 anos de nascimento

* 29/07/1846, Rio de Janeiro
+ 14/11/1921, Paris
Uma das mulheres mais citadas na história do Brasil, Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, a princesa Isabel, colocou um ponto final no dia 13 de maio de 1888 em uma das maiores manchas do país - a escravidão. Naquele domingo, princesa Isabel assinou a Lei 3.353, mais conhecida como "Lei Áurea", declarando extinta a escravidão no Brasil, mesmo enfrentando muitas resistências dos fazendeiros e da elite em geral.
"A princesa imperial regente, em nome de sua majestade, o imperador d. Pedro 2º, faz saber a todos os súditos do império, que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Artigo 1º - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil; Artigo 2º - Revogam-se as disposições em contrário", dizia o texto que libertou milhões de escravos, que por três séculos serviu de mão-de-obra para o crescimento do país.
Segunda filha de d. Pedro 2º e da imperatriz Teresa Cristina, princesa Isabel foi, por três vezes, regente do império. Em 1864, casou-se com o francês Luís Gastão de Orleans, o conde D'Eu. Antes da Lei Áurea, princesa Isabel sancionou as leis do primeiro recenseamento do império, naturalização de estrangeiros e relações comerciais com países vizinhos.
Em 28 de setembro de 1871, ela também sancionou a Lei do Ventre Livre, o primeiro passo efetivo para o fim da escravidão no Brasil - a lei estabelecia que todos os filhos de escravos estavam livres. A Lei do Ventre Livre foi assinada na época em que d. Pedro 2º fez a sua primeira viagem para a Europa, deixando, pela primeira vez, a princesa Isabel como regente do império. Em outras duas oportunidades a princesa também assumiu as mesmas funções.
Disposta a acabar com a escravidão no Brasil, princesa Isabel pressionou o ministério, que era contrário à abolição. A pressão exercida pela princesa deu resultado e o Gabinete foi dissolvido e seus integrantes foram substituídos por pessoas que defendiam o fim da escravatura. Em abril de 1888, um mês antes da assinatura da Lei Áurea, ela entregou 103 cartas de alforria para alguns escravos, deixando claro que esperava da Câmara federal a aprovação da lei, o que, de fato, aconteceu.
Com a morte de seu irmão mais velho, o príncipe d. Afonso, tornou-se herdeira do trono e sucessora do seu pai quando tinha apenas 11 meses. O reconhecimento oficial como sucessora aconteceu no dia 10 de agosto de 1850. No dia 29 de julho de 1860, ao completar 14 anos, princesa Isabel prestou juramento comprometendo-se a manter no Brasil a religião católica e ser obediente às leis e ao imperador.
Somente depois de 11 anos de casamento - fato raro para a época -, é que princesa Isabel teve o seu primeiro filho, Pedro de Alcântara. Depois, vieram mais dois: Luiz Maria Felipe e Antônio Gusmão Francisco. Com a proclamação da República, em 1889, a família real embarcou para o exílio na Europa. Ao lado de amigos, filhos e netos, e com grande dificuldade para se locomover - precisava do auxílio de uma cadeira de rodas -, princesa Isabel viveu os seus últimos dias em Paris, onde morreu no dia 14 de novembro de 1921. Os seus restos mortais foram transferidos para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido, em 1953.
Em tempo, o nome completo da Princesa Isabel era: Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon d'Orléans.

A Pátria acima de tudo
No exílio imposto pela República, ao ficar sabendo que o Dr. Ricardo Gumbleton Daunt não queria aceitar a cadeira de deputado que lhe coubera numa das eleições, por ser visceralmente monarquista e não querer, portanto, ocupar posto algum de saliência no Brasil sob outra forma de governo, a Princesa Dona Isabel, já Chefe da Casa Imperial e Imperatriz “de jure” do Brasil, disse à irmã do eleito:
– Diga ao seu irmão que ele deve aceitar a cadeira de deputado e propugnar pela grandeza moral, econômica e intelectual de nossa Pátria. Não aceitando, ele estará procedendo de maneira contrária aos interesses da coletividade. De homens como ele é que o Brasil precisa para ascender mais, para fortalecer-se mais. Faça-lhe, pois, sentir que reprovo sua recusa.

- Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier.

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