xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/07/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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27 julho 2017

Degraus do Paraíso - Por: Emerson Monteiro

Houvesse razões menores, ninguém gastaria vidas e vidas nos grotões de perdição que resfolega o espaço das horas, porém querer sonhar virou a hipótese mais importante deste século XXI de tantas contradições, irresponsabilidades e outras histórias contadas pela metade em meio à fumaça dos guetos. É tanto que inventaram outros equipamentos de controle populacional, face ao gesto de usar tudo quanto possível de viajar no tempo do delírio nas naves menos indicadas pela mídia dominante. Milhões, bilhões de almas depositaram confiança nas cartas menores do Tarô e vivem, por isso, o estranho hábito de morrer e matar antes da hora prevista, eles, os animais dos vales, e destruir as florestas em chama. Largaram de lado o imprevisível das indústrias bélicas e dos alimentos químicos. Puseram em xeque o fluir natural dos instantes sagrados. Cruzam mares nos piores veleiros deixados em troca dos tais paraísos artificiais e sensações outras, cigarros fortes e possibilidades fracas.

Nisto, somem pela bruma dos céus as chances de chegar ao real merecimento. A escadaria se desmancha na saudade do objetivo. O gesto de receber de Deus a Revelação transformadora de noviços em santos resta quase em crise pessoal, que ficou das existências que insistem querer felicidade através das vias anormais. O senso comum este até que admite poder ultrapassar o além da imaginação, desde que nas tecnologias da programação e invada, na marra, os fossos da alucinação. Rituais de magia humana quer tomar o reino da Justiça na força bruta das incompreensões. Daí virar vontade perdida os páramos da ausência do sentimento. Ninguém parece amar ninguém. Todos querem vencer o eterno sem ultrapassar os portões do Apocalipse. E durma e ainda queira sonhar...

O preço disso nem profetas sabem, hoje em dia. Enfileirados nas longas avenidas, esses atores do imprevisível trocam passos, adotam normas de comportamentos de feras que só acalmam o desespero nos dias seguintes. Mundo de ferro e cimento; fervor e terapias. Logo ali depois do outro lado da ponte, num casebre abandonado, mora feliz o guia da Paz, bem aqui no coração das sementes e das pessoas.                            

Floração dos ipês encanta a Cidade

A notícia abaixo, publicada nesta 5ª feira no jornal "O Povo", poderia muito bem se reportar também à região do Cariri, onde o Pau d'Arco também está florescendo e embelezando a paisagem do sul do Ceará. A conferir:
   "É julho e espécies como ipês, jambeiros, mangueiras e cajueiros floram, antecipando a primavera em Fortaleza. E as cores, especialmente dos ipês, dão mais vida à Cidade e aos espaços de concreto.
   Roxos, róseos, raramente brancos e, mais comumente, amarelos, os ipês têm floração antecipada do lado de cá. É privilégio nosso, segundo reconhece Carlos Pereira Vieira, 63, morador do Papicu, que tem um exemplar pertinho de casa. No canteiro central da avenida Engenheiro Santana Júnior, surge a sutileza do rosa. “Acho bonito, viu. Lá no Interior, a gente conhece como pau d’arco. E bota flor nessa época mesmo”, conta.
   Tem ainda ipê rosa no começo da avenida Júlio Abreu, outro amarelo na Dom Luís. Há ainda nas praças da Imprensa e do Otávio Bonfim. E a avenida Domingos Olímpio guarda ipês amarelos.
   O ipê é de fácil cultivo, tem médio porte e muita resistência — inclusive à falta d’água, conforme o engenheiro agrônomo Vladimir Sena, da Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (UrbFor)".

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Quando será que Crato vai ter a sorte de possuir  um prefeito com sensibilidade de arborizar a Cidade de Frei Carlos Maria de Ferrara com mudas do Ipê, ou Pau d'Arco,  como chamamos aqui no Cariri esta belíssima árvore? Neste quatriênio com certeza não será, pois estamos vivendo ainda a maldição da "Cantiga da Perua"...

“Padre Cícero: santo dos pobres, santo da Igreja” – um bom livro (por Armando Lopes Rafael)

   O pequeno texto que está na Internet resume muito bem:
 “Escrito pela Irmã Annette Dumoulin, o livro é mais que uma simples biografia. É um estudo inédito, cuidadoso e apaixonado que apresenta a vida de Padre Cícero Romão por meio de documentos históricos pouco conhecidos e a partir de uma hermenêutica de fé, esperança e caridade.
Padre Cícero é interpretado pelas vias da fé e da razão pela estudiosa-devota que adotou o personagem de Juazeiro como causa de sua vida acadêmica e pastoral há mais de quarenta anos. A autora, psicóloga e religiosa, é profunda conhecedora da história do grande santo popular, das devoções vivenciadas pelos romeiros nos dias de hoje nas romarias a Juazeiro do Norte, além de defensora da "reconciliação" da Igreja com o patriarca dos pobres do sertão nordestino.
    O estudo feito por ela contribui de forma lúcida com a construção de uma nova etapa na vida do "padrinho dos pobres". Seja ele canonizado ou não pela Igreja, encontra-se agora legitimado pelas palavras do Papa Francisco como virtuoso homem de Deus, defensor dos pobres e instrumento da ação de Deus.
    O leitor se surpreenderá com este livro. O estudo realizado interessa tanto a estudiosos do assunto quanto a devotos curiosos em conhecer mais profundamente a vida do santo de Juazeiro. A linguagem simples comunica fatos complexos e esclarece os processos históricos e os limites humanos que envolveram a vida de Padre Cícero no contexto histórico, político e eclesial em que viveu. O percurso da exposição e da reflexão permite encontrar um santo em meio à seca, um protetor dos pobres, um místico que suporta os sofrimentos com resignação e um injustiçado que aguarda por justiça”.

Princípios fundamentais -- por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

        No caos político-social em que vivemos, relembramos aos católicos os princípios fundamentais da doutrina social da Igreja, que devem servir de pauta à sociedade. Eles são baseados na lei natural e na busca do bem comum.
        1º. Subordinação da ordem social à ordem moral estabelecida por Deus: Não “querer construir uma ordem temporal sólida e fecunda prescindindo de Deus, fundamento único sobre o qual ela poderá subsistir” (João XXIII, Mater et Magistra, 214).
        2º. Dignidade da Pessoa Humana: “A dignidade da pessoa humana se fundamenta em sua criação à imagem e semelhança de Deus” (C. I. C., 1700). À luz do cristianismo, qualquer ser humano deve ser considerado pessoa, objeto do ideal cristão do amor fraterno. Assim, a vida humana deve ser respeitada desde a concepção até o seu término natural.
         3º. Solidariedade: “O homem deve contribuir, com seus semelhantes, para o bem comum da sociedade, em todos os seus níveis. Sob este ângulo, a doutrina da Igreja opõe-se a todas as formas de individualismo social ou político” (CDF, Nota Doutrinal).
         4º. A busca do bem comum, “a total razão de ser dos poderes públicos” (João XXIII, Pacem in terris, 54). Bem comum, não individual próprio.
         5º. A atenção especial aos pobres: por serem mais fracos, precisam de maior proteção e cuidado do Estado (Leão XIII, Rerum Novarum 20).
         6º. Não ao império do dinheiro, considerado como valor supremo, e do lucro sem moral. Portanto, repúdio completo a toda a forma de corrupção.
        7º. Não ao socialismo, que pretende a abolição da propriedade privada, inspirado por ideologias incompatíveis com a fé cristã (Paulo VI, Octog. Adveniens, 31). Sim à socialização, no sentido do crescimento e interação de relações sociais e crescente desenvolvimento de formas associativas, sem se precisar recorrer ao Estado (cf. João XXIII, Mater et Magistra).
       8º Subsidiariedade ou ação subsidiária do Estado, que não absorva a iniciativa das famílias e dos indivíduos. Incentivo à iniciativa privada, na geração de empregos e na educação.
         9º Prioridade do trabalho sobre o capital. “É preciso acentuar o primado do homem no processo de produção, o primado do homem em relação às coisas” (J. Paulo II, Lab exercens, 12f). “Ambos têm necessidade um do outro: não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital” (Leão XIII, Rerum Novarum, 28).
      10º. Destinação universal dos bens, sem prejuízo do direito de propriedade privada. “O direito à propriedade privada está subordinado ao direito ao uso comum, subordinado à destinação universal dos bens” (João Paulo II, Laborem exercens, 19).
        11º. O justo salário: “Acima dos acordos e das vontades, está uma lei de justiça natural, mais elevada e mais antiga, que o salário não deve ser insuficiente para assegurar a subsistência do operário sóbrio e honrado” (Leão XIII, Rerum novarum, 63).
            (*) Dom Fernando Arêas Rifan é Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney




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