xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/07/2017 | Blog do Crato
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24 julho 2017

O renascer da esperança monárquica na Rússia

Bandeira da Rússia Imperial

    A Rússia também está junto ao Brasil, Romênia, Sérvia, Geórgia e França entre os países em que, cansada dos malefícios e dos desgastes causados pelo regime republicano, a população começa a se voltar para a restauração da Monarquia como uma solução natural para os problemas nacionais.
   O jornal “The Moscow Times” noticiou que, na madrugada da última segunda-feira, dia 17, mais de 60 mil fieis, incluindo membros da Duma (parlamento russo), participaram de uma procissão, em Ecaterimburgo, em homenagem ao Czar Nicolau II da Rússia, à sua esposa, a Czarina Alexandra, e aos cinco filhos do casal, o Czarevich Alexei e as Grã-Duquesas Olga, Tatiana, Maria e Anastácia, todos cruelmente assassinados pelos bolcheviques, há 99 anos, no dia 17 de julho de 1918. Em 1981, a Família Imperial foi canonizada e reconhecida como Santos Mártires e Portadores da Paixão, pela Igreja Ortodoxa Russa.
   A procissão começou às três horas da manhã, no local em que a Família Imperial foi assassinada, e terminou às sete horas, com uma oração no local em que seus corpos foram inicialmente enterrados, sobre o qual foi construído um monastério. Muitos fieis trajavam uniformes e vestidos usados à época do reinado do último Czar, e levavam imagens dos membros da Família Imperial.
   É impressionante ver que, mesmo após ter passado mais de 70 anos sob o jugo da ditadura comunista da famigerada União Soviética, o sentimento monárquico permanece vivo e pujante entre os russos, sobretudo os jovens – de acordo com uma pesquisa feita em março, 37% dos jovens russos entre 18 e 34 anos se declararam favoráveis à restauração do regime monárquico no País; e como esse número só faz crescer, está claro de que o futuro da Rússia é monárquico!
   Agora, após décadas de exílio, os membros remanescentes da Família Imperial são cada vez mais requisitados e presentes na vida nacional, com a Grã-Duquesa Maria, atual Chefe da Casa Imperial da Rússia, e seu filho e herdeiro, o Czarevich George, sendo extremamente bem recebidos em todas as partes do enorme País. Oficiais do alto escalão do governo já deram seu apoio para que a Família Imperial volte a residir permanentemente na Rússia, e um membro do alto clero da Igreja Ortodoxa Russa declarou que a igreja deve participar ativamente das discussões acerca de uma restauração monárquica.
Postagem original: Facebook Pro Monarquia
Foto abaixo: Sua Alteza Imperial a Grã-Duquesa Maria Vladimirovna, Chefe da Casa Imperial da Rússia.

Dentro das paredes deste lugar - Por: Emerson Monteiro

Ainda que visse lá de fora pela janela, era tudo, no entanto, o mundo cinza permaneceria quando vieram os primeiros raios de sol rasgando nuvens que passeiam pelo céu. Fome de tudo. Um gesto interno de pura vontade no querer transformar emoções antigas em máquinas de superação da dor. Pois o impulso de continuar vivo investe contra a vidraça feito besouro teimoso de permanecer aqui mesmo que o fastio queira tomar conta do universo em volta.

Ele sai batendo nos objetos espalhados pelo chão. Mochilas de antigas cavalgadas, rastros de campos de batalha e marcas de sangue espalhadas nas árvores secas da caatinga. Pedaços de saudades escorregando feitas formigas impacientes através das telas do horizonte. Fiapos de melodias. Nervos e engrenagens percorrendo o corpo inteiro, por se saber passageiro preso dentro da velha cápsula rumo do céu do infinito. Enquanto isso, as pessoas, que vêm e vão, acenam pela porta entreaberta nos cumprimentos agradáveis de parceiros da jornada em outros veículos iguais. Sabe que elas gostam dele. Respeitam sua história, sem com isso poderem sentir o tamanho da dor de existir que lhe fere o peito com a intensidade dos mil sóis.

Se as frestas todas se abrissem num único instante por certo dividiriam o passado interminável por milhões, daí querer responder a questão do porquê do que atravessa premido naquelas circunstâncias. Pisa quase automaticamente os passos que caminha. Solto pelo ar, voa integrado ao corpo do bólide que conduz, na missão da vida. Passageiro, comandante, deus. Olhos acesos, de algum ponto do espaço lhe contemplam o andamento da jornada. Deixaram de compor o quadro interior dos pensamentos, pois revelaram pouca razão de pensamento. Eles desaparecem do jeito que chegam, longe de mudar o nível de energia que alimenta os motores da nave.

Com isso, dias passam, os astros, os animais, as cores, as visões fantasmagóricas do destino, as amarguras, os sonhos. Passam, passam, passam pelas janelas, mexendo nos sentimentos. Pequenos filamentos de antigos módulos formam os restos das bodas que sumiram no escuro dos mares, fora, no céu imenso. Só permanece consigo os traços deste presente que unem com o presente seguinte, quais bolhas que nunca param de formar novos mistérios do foco de existir. Só isto. E sabe que há tantas conexões disponíveis todo tempo. Elas aparecem num dos lados da tela principal.


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