xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 11/07/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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11 julho 2017

Histórias alheias - Por: Emerson Monteiro

Certa vez, ouvindo entrevista do ator Lima Duarte (Ariclenes Venâncio Martins), que contava alguns tópicos de sua história, um relato me chamou a atenção. Falava a propósito de quando viajou pela Europa, na década de 50, e chegou à Noruega, dos países mais frios que existem. Espécie de peregrino daqueles anos, jovem, cheio de sonhos, viera de conhecer bela jovem daquele lugar, por quem caiu de amores.

A paixão foi tamanha que Lima resolveu consertar os planos de conhecer o resto do mundo e permaneceu só naquele torrão diferente. Formou casal com a namorada e deu de arranjar trabalho para se manter a qualquer modo.

Mas era tudo diferente. Dias cinzentos, gelados, quase o ano todo; língua esquisita, bem longe que dos promodes de nosso português; raça nórdica de costumes pouco ou em nada parecidos com daqui.

Ainda que pesassem todos aqueles fatores desfavoráveis, o genial protagonista seguiu adiante no sonho de serem felizes eles dois, fora de casa, dos amigos, da terra tropical em que nascera, pois o amor é lindo.

O tempo, no entanto, a quem não sobra acomodação, ou indiferença, principiou cobrar desgosto do estrangeiro distante. Já andava cabreiro, meio sem interesse de aprender a língua difícil por demais, ocupações o dia todo, pessoas caladas, quietas, apressadas. Cama e mesa nem sempre é tudo. E certa madrugada, que preenchia a ouvir o chiado das notícias brasileiras pelas ondas curtas de rádio a válvula, qual surpresa lhe aguardava através do Repórter Esso, na voz inconfundível de Heron Domingues:

- Neste dia, o Brasil está de luto: Acabamos de tomar conhecimento que o presidente Getúlio Vargas, nas dependências internas do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, atentou contra a própria vida.

Sozinho dentro da noite glacial do clima norueguês, Lima Duarte sentiu de perto a profundidade do que seja a verdadeira solidão. Gelou dos pés à cabeça. Nem atinou de acordar a querida companheira, que ressonava ao lado. Correu feito doido, desesperadamente; foi jogando o que achou pela frente, e pudesse, caber na mala que encontrou. Bem cedo da manhã se despedia da mulher e dos raros amigos que fizera, e partiu em busca do primeiro navio de volta à pátria tão querida, agora órfão do endeusado governante desaparecido. Era 24 de agosto de 1954.

Custa caro sustentar os ex-presidentes da república brasileira – por Armando Lopes Rafael



Atualmente o Tesouro Nacional sustenta os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva e Dilma Rousseff. Collor, porque sofreu impeachment, não é beneficiado com essa aposentadoria. Além do salário de ex-presidente (No Brasil um ministro do STF recebe R$ 33.763 brutos, portanto, o presidente da República, ao aposentar-se, tem direito a receber aposentadoria equivalente a este valor.) Tem mais: cada um conta com oito assessores, dois veículos oficiais e passagens aéreas para se deslocarem dos locais onde moram para outras cidades. Salário, assessores, segurança e transportes são pagos com dinheiro público.
As benesses alcançadas por quem chega ao Palácio do Planalto impulsionado pelas urnas acompanham o eleito pelo restante de sua vida.
Bom lembrar que a ex-presidente Dilma que sofreu impeachment por mau desempenho, mesmo assim, segundo o jornal Gazeta do Povo, continua gozando referidos benefícios na forma do Decreto, que gerará uma despesa para os cofres públicos que deve “alcançar quase R$ 1 milhão por ano”. Dilma já custa para os brasileiros praticamente o dobro do que a rainha Elizabeth II e a família real para os súditos britânicos.
No total gastam-se cerca de R$ 4 milhões anuais com os ex-presidentes. Nisto se inclui 32 funcionários fora das suas atividades (8 para cada um dos ex-presidentes) e 08 veículos oficiais, todos à disposição dos ex-chefes do Executivo, que não prestam mais qualquer atividade a favor da sociedade.
Segundo o jornal “Gazeta do Povo”: “Dir-se-á que isto nada representa no orçamento da União Federal. Financeiramente, sim, é verdade. Mas significa muito no aspecto simbólico. Há justificativa para um ex-presidente receber tantas regalias? Analisemos.
Obviamente, em um país nórdico todos diriam que R$ 33.763,00 são mais que suficientes para dar conta das despesas pessoais. Na Suécia, ao aposentar-se, o primeiro-ministro (cargo equivalente ao de presidente) não receberá “benefícios gratuitos como carros com motorista, secretárias, assistentes ou seguranças”. Isso é inadmissível para os padrões da Monarquia Sueca. Já na República Federativa do Brasil é diferente. Apesar de todos os ex-presidentes já acumularem outras aposentadorias (incluídas a do INSS) e no caso de Lula/Dilma outras aposentadorias especiais porque “foram presos políticos da ditadura”.


“Coisas da República”

Leis trabalhistas anacrônicas – por José Alcides Muller (*)
O conhecido chef de cozinha francês Érick Jacquin, radicado no Brasil, em recente entrevista a uma revista semanal afirmou categoricamente: “A legislação trabalhista no Brasil é uma vergonha. Há muita gente querendo empregar, mas ninguém quer se arriscar. Nunca mais vou assinar uma carteira de trabalho”.
Estamos em pleno século 21, contamos com leis trabalhistas da época de Getúlio Vargas e quando surge uma proposta inovadora, em que os direitos básicos do trabalhador permanecerão inalterados, aparecem os oportunistas de sempre, sindicalistas, movimentos sociais e principalmente os petralhas, para embaralhar as necessárias reformas. O que é bom para o Brasil é péssimo para a oposição.

(*) J. A. Muller ¬ – E-mail: josealcidesmuller@hotmail.com 

Temer cederá mantendo o Imposto Sindical ? – por Mário Negrão (*)
Na luta para se manter no poder, o presidente Michel Temer não pode abrir mão do fim do imposto sindical na reforma trabalhista. Seria um preço muito alto que não valeria a pena pagar. Se fosse feito isso, a última gota de apoio popular que ele ainda tem chegaria a zero. O sindicalismo inútil e inócuo continuaria vivo e os verdadeiros trabalhadores seriam prejudicados. A obrigatoriedade de pagar compulsoriamente o tributo com um dia de trabalho por ano é uma vergonha que permanece em vigor como um lixo autoritário. Temer deve manter-se até 2018, mas à própria custa, e não imputar o sacrifício ao cidadão que sobrevive mediante suas próprias forças. O imposto deve ser facultativo a quem desejar pagá-lo, porque, nesse caso, o sindicato trabalhará a favor da classe e não viverá na sombra e água fresca.

(*) Mário Negrão Borgonovi -- marionegrao.borgonovi@gmail.com

A Monarquia no continente americano


Sucessivas gerações, vitimadas pela propaganda anti-monárquica que se estabeleceu no Brasil após o golpe de 15 de novembro de 1889, tiveram cravado fundo no seu subconsciente político a ideia de que a Monarquia, banida de uma vez de nosso Continente com a independência dos Estados Unidos e com a queda da Monarquia no México, e depois no Brasil, se tornara de vez incompatível com o solo americano.
Tão fundo se lhe cravara essa convicção que, a não poucos de nossos compatriotas, causaria surpresa deitar a atenção sobre o exemplo naturalmente bem sucedido da Coroa Britânica, a refulgir com êxito e tranquilidade sobre as imensas vastidões do Canadá. De fato, ainda na semana passada, o Canadá comemorou seus 150 anos, com uma Monarquia vigorosa e popular, e o herdeiro do Trono, o Príncipe de Gales, acompanhado de sua esposa, a Duquesa da Cornualha, representou sua mãe, a Rainha Elizabeth II do Canadá, que, devido à idade avançada, já não faz mais viagens de longa distância, nas celebrações.
Surpresa ainda maior seria descobrir que há ainda outras Monarquias nas Américas, além do Canadá: a Soberana Britânica reina sobre outros nove países americanos, como Jamaica, Belize e Bahamas. Ou que, no extremo norte do Continente, a Groenlândia é um território da Coroa da Dinamarca, e ainda que três ilhas caribenhas, Aruba, Curaçau e São Martinho, integram o Reino dos Países Baixos.
Assim sendo, dizer que o regime monárquico é incompatível com o solo americano é uma grande falácia! Afinal, não experimentou o Brasil 67 anos de estabilidade, progresso e prestígio internacional durante o Império, enquanto a América Latina ia se dividindo em uma verdadeira colcha de retalhos, formada por republiquetas governadas por tiranetes e caudilhos e guerreando entre si? Os canadenses não têm a felicidade de desfrutar da continuidade, seriedade e honradez da Monarquia, quando comparados aos seus vizinhos estadunidenses, quanto mais após o espetáculo de baixíssimo nível que foram as eleições presidenciais do ano passado?
Mesmo na Argentina e nos Estados Unidos, que nunca estiveram sob a forma de governo monárquico após se tornarem independentes, há florescentes movimentos monarquistas, visando uma união de coroas com a Espanha e o Reino Unido, respectivamente. Ainda nos Estados Unidos, o “The New York Times”, maior jornal do País e referência jornalística mundial, que muitas vezes adota uma postura mais à esquerda, publicou um editorial, em novembro do ano passado, no auge do embate entre o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, dizendo “Considere uma Monarquia, América”.
Não faltam razões para o Brasil restaurar sua Monarquia, e um crescente número de brasileiros parecem concordar com tal afirmação. E quando o Império do Brasil voltar a ser realidade, será apenas uma “volta para a casa”, um retorno a uma ordem natural que jamais deveria ter deixado de existir.
(Postagem original: facebook do Pro Monarquia)

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