xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/07/2017 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

08 julho 2017

A Bandeira do Ceará -- por Armando Lopes Rafael

Após o golpe militar de 15 de novembro de 1889 – que nos impôs, sem consulta ao povo, o regime republicano – foi criada uma nova bandeira para o Brasil. Esta, se constituía numa imitação barata da norte-americana. Era composta de listas horizontais verdes e amarelas, e um quadrado azul – na parte esquerda de cima – com estrelas brancas a representar os Estados, antigas Províncias. (veja ao lado a primeira bandeira republicana que só durou 4 dias, de 15 a 19 de novembro de 1889).
A reação à nova bandeira republicana foi tão negativa, junto à população do Rio de Janeiro, que as novas autoridades republicanas, após quatro dias, recuaram. Voltaram atrás. Resolveram manter a bandeira do Brasil Monárquico, substituindo apenas o belíssimo escudo imperial por uma esfera azul, cortada com a frase positivista Ordem e Progresso.

Vale o registro: a bandeira do Brasil Império foi criada por inspiração do Imperador Dom Pedro I. Este escolheu o verde (cor da Casa Real dos Bragança) e o amarelo (cor da Casa dos Habsburgo, da Imperatriz Leopoldina). Coube ao pintor Debret fazer o desenho da bela bandeira verde-ouro, que continua a ser o nosso maior símbolo pátrio, apesar das modificações republicanas, acima citadas. (veja a Bandeira do Império ao lado).

A bandeira do Ceará

Dos atuais pavilhões dos estados brasileiros, o único a lembrar a Bandeira da Monarquia é o do Ceará. A bandeira do Ceará surgiu assim: o comerciante fortalezense João Tibúrcio Albano tinha por hábito – no início do século passado – hastear, nas datas importantes, a bandeira do Maranhão, terra da sua esposa. Como cearense João Tibúrcio Albano ficava frustrado, pois seu torrão natal ainda não possuía uma bandeira oficial.
Um dia, teve a ideia de adaptar as armas (escudo oficial) do Ceará numa bandeira brasileira. Para tanto, mudou a cor da esfera. Tirou o azul com estrelas do pavilhão brasileiro e substituindo-o pela cor branca. (veja a Bandeira do Ceará ao lado)Consta no Anuário do Ceará: “por muito tempo a bandeira idealizada por João Tibúrcio Albano serviu de modelo a muitas outras que tremularam nas sacadas dos nossos educandários.
Só em 1922 o Presidente Justiniano de Serpa assinava decreto instituindo o pavilhão cearense, determinando fosse este formado do retângulo verde e o losango amarelo da bandeira nacional, tendo ao centro um circulo branco em meio do qual deveria situar-se o escudo do Ceará”. Em 1967 o Governador Plácido Castelo assinou a Lei 8.889 que definia a composição da bandeira do Ceará.
A história do Estado tem desses fatos interessantes!
A exemplo da Consagração do Ceará ao Sagrado Coração de Jesus, feita por iniciativa do nosso primeiro bispo, Dom Luiz Antônio dos Santos, com anuência das mais altas autoridades civis e militares da então Província, solenidade ocorrida  em 15 de setembro de 1878. Talvez por isso, apesar da insânia e violência dos dias atuais, o Ceará – terra de gente religiosa e pacífica – continua a trilhar os caminhos da civilização cristã.
Texto e postagem: Armando Lopes Rafael


Até que enfim: Igreja Católica da Venezuela rompe com o governo chavista e reconhece que Maduro é um ditador


Considerada um importante mediador político na Venezuela, a Igreja Católica rompeu ontem, 07 de julho,  com o governo do presidente Nicolás Maduro. A medida foi anunciada durante uma conferência de bispos, que classificaram o regime chavista de “ditadura” e se declararam favoráveis à elaboração de uma nova Constituição para o país.
Fonte: Folha de S.Paulo

O castigo do caluniador

       A Rainha Santa Isabel, esposa do Rei de Portugal, Dom Dinis, tinha um criado de confiança muito bom e fiel, a quem costumava entregar as esmolas que ofertava aos pobres.
          Outro criado, mau e invejoso, que despertava a desconfiança da Rainha, ferido por ciúmes, procurou o Rei e começou a falar-lhe com grandes fingimentos, sem dizer ao certo o que queria, e por meias palavras deu a entender que o caso era grave. E aguçou assim a curiosidade do Rei, que irritado gritou.” Fala de uma vez e fala já!”
          E então o invejoso saiu com uma mentira feia contra o colega, o criado de confiança, nada mais nada menos que este andava a conquistar o amor da Rainha.
          O Rei acreditou e furioso vai para o campo para espairecer, e ao mesmo tempo preparar um castigo para o “criminoso”.
          Passando por um forno, onde se fazia carvão, teve uma idéia. Era ali que haveria de morrer o malvado. E diz ao forneiro-chefe:
          -- Amanhã muito cedo, virá aqui um homem para perguntar-lhe da minha parte:
          -- Já está feito o que o Rei mandou? Quando ele disser tais palavras, agarrai-o e arremessai-o  ao forno, pois é um criminoso que merece tal castigo.
          No dia seguinte pela manhã, o Rei chamou o pagem da Rainha e disse-lhe que fosse ao forno de carvão e perguntar ao forneiro se já estava feito o que o Rei tinha mandado.
          O inocente rapaz partiu, mas ao passar por uma Igreja, ouvindo tocar a campainha da Consagração, entrou para adorar o Santíssimo Sacramento e ficou até o fim da Missa. Seguiram-se mais duas Missas e ele assistiu-as também, com muita devoção.
           O Rei estava ansioso por saber do sucedido, e passada uma hora mandou aquele seu criado predileto perguntar ao forneiro se já estava cumprido o que na véspera lhe tinha mandado fazer.
          O caluniador partiu com grande pressa, e lá chegando, mal acabara de dar o recado os homens do forno o agarraram e apesar dos seus protestos e gritos amarraram e lançaram-no ao forno, onde em breve ficou reduzido a cinzas.
          Pouco depois apareceu o criado inocente perguntando:
          -- Já está feito o que o Rei mandou?
          -- Sim, está tudo feito e acabado.
           O rapaz correu ao palácio para dar a notícia.
          Ao vê-lo são e salvo, o Rei assombrou-se e não pode conter-se sem bradar:
          -- Como é isto? Que fizeste?
          -- Senhor, confessou ingenuamente o pagem, eu ia cumprir as vossas ordens quando em uma Igreja ouvi o sinal da campainha de elevação da Hóstia. Então entrei e ouvi aquela Missa e mais duas, porque o meu pai, à hora da morte me recomendou que ficasse até ao fim das Missas que ouvisse começar. E como sempre assim fiz, também hoje não quis faltar ao conselho do meu pai.
          Assombrado, o Rei ficou vendo aqui a justiça de Deus.
          Abriram-se-lhe de repente os olhos da lama e reconheceu a inocência da Rainha, a virtude desse pagem e a maldade do outro.
          Grande recompensa de quem tanto estimava a Missa! E que castigo tremendo para o criado caluniador!

 Fonte da transcrição:  Revista  O CLARIM – Braga - Portugal

Edições Anteriores:

Maio ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31