xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/06/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 junho 2017

A revolução interior - Por: Emerson Monteiro

Ser de direita ou de esquerda, hoje, virou traste de antigamente. Isso aconteceu há bem pouco tempo, menos de 50 anos, quando vieram abaixo muros e experiências do século XX que demonstraram a fraqueza do caráter humano em desenvolver projetos ideais de transformação sócio-política, que redundaram em profundos fiascos e custos elevados nos termos de possibilidades práticas dos estudos econômicos. Foram decepções cruciais da renovação coletiva. Venceram, ao final, os interesses próprios. Mera prostituição dos valores morais que devoraram tanto idealismo de gerações inteiras.

Daí, continuidade dos sistemas de poder só adotou mediocridade e corrupção por norma de governo, e o neoliberalismo inglês invadiu palácios e cocheiras, independentemente das cores das bandeiras tremulando em um mundo de castas e mercados. Rússia, China, Cuba, Alemanha, Japão, nações que experimentariam modelos outros de administração dos destinos de Estado, agora professam credo único de governança em que prevalece o interesse das minorias detentoras das finanças, e os demais segmentos que respondam pela força de trabalho para alimentar o monstro Moloc.

Frustraram todas as grandes teorias de mudanças imaginadas pelo gênio filosófico, apenas matéria de sala de aula nas escolas distantes da atualidade real. Tão só memória de sonhos, resta dizer com todas as letras.

E o velho ser humano, inventor das hegemonias dos paraísos sociais, persiste estrada afora no sentido da Eternidade. Fazer o quê, senão viver consideravelmente? Responder ao desafio da espécie que se alimenta das outras espécies, movida pela sanha mineral dos combustíveis fósseis? Nisso conta a sinceridade: De dentro dos tais protótipos embrutecidos, virá, sim, a grande transformação que se deseja aos milênios, ora solapada no lucro da miséria, da ambição e do egoísmo.

Existirá o direito de realizar mundo melhor. Nada de fugir a título de enterrar no tempo os atores do heroísmo da felicidade. Pois habita, nas cavernas da consciência, o antídoto que vencerá a ilusão de poder. Esta a verdadeira revolução de que falam os místicos. Encetar em si o mistério do sentimento e concretizar, neste Chão do coração, os valores infinitos da Ética universal.

Coisas da República: Há 50 anos, Brasil deixava de ser "Estados Unidos do Brasil"


A Constituição que passou a vigorar em 1967, durante o regime militar sob o comando do general Arthur da Costa e Silva, abandonou o antigo nome que datava da proclamação da República.Há 50 anos, o Brasil deixava de usar o nome oficial "República dos Estados Unidos do Brasil", que perdurava oficialmente desde 1891, época da primeira Constituição republicana do país.
O Brasil já teve 7 Constituições e em São Paulo lançaram a campanha pela confecção da 8ª Constituição, que seria "parlamentarista". Nem isso salvará o fracasso da República.
Mas voltemos à 6ª Constituição, a penúltima. A mudança foi estabelecida com a entrada em vigor da Constituição brasileira de 1967. Elaborada pelo regime militar sob o comando do general Arthur da Costa e Silva, ela entrou em vigor em 15 de março daquele ano. O documento foi denominado simplesmente como "Constituição do Brasil", ao contrário das versões republicanas anteriores, que apresentavam o nome "Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil" ou "Constituição dos Estados Unidos do Brasil".
Em 1969, uma emenda reconfigurou o texto de 1967, que passou a se chamar Constituição da República Federativa do Brasil, nome que permaneceu na elaboração da Constituição de 1988, que está em vigor hoje. Em 1968, uma lei estabeleceu a substituição do nome "Estados Unidos" por "República Federativa" em símbolos nacionais, em brasões e selos oficiais.

Perdurando por quase 75 anos, os "Estados Unidos do Brasil" eram o sucessor do monárquico "Império do Brasil", estabelecido pela Constituição de 1824 e que vigorou até 1889. Ao usar "Estados Unidos", a Constituição de 1891 procurava explicitar a postura do novo regime republicano, que deu fim ao Estado unitário que vigorava no Império. O documento promoveu a descentralização política e uma nova relação entre o poder central e as antigas províncias do país, que passaram a se chamar Estados e conquistaram mais autonomia. O modelo foi inspirado na Constituição dos Estados Unidos da América.
À época, a grafia de Brasil ainda era "Brazil" - isso só mudou com um decreto em 1931.
Os "Estados Unidos" permaneceram nas constituições de 1934, 1937 e 1946. Apenas a Carta autoritária de 1937, apelidada de "polaca" pela semelhança com a Constituição Polonesa de 1935, alterou levemente o nome, denominando o país como "Estados Unidos do Brasil", retirando a palavra "república" - que voltaria em 1946.
Jornais da década de 1960 revelam que não houve muita discussão sobre os motivos do abandono do nome "República dos Estados Unidos do Brasil".
O país vivia então sob o regime militar. Segundo o jurista José de Almeida Melo, autor do livro Direito Constitucional do Brasil, os militares queriam evitar que o nome oficial fosse confundido com o dos EUA. Outras fontes apontam que o governo militar queria assinalar uma mudança radical com o passado e salientar as mudanças pela qual o país passava.
Antes da independência, o Brasil foi chamado Terra de Santa Cruz, Vice-Reino do Brasil e Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e até mesmo Pindorama (pelos índios), entre outros nomes.
Apesar de ter saído de cena há 50 anos, o nome Estados Unidos do Brasil foi objeto de uma gafe do senador e ex-ministro das Relações Exteriores José Serra. Em 2012, durante uma entrevista, Serra se referiu ao país como "Estados Unidos do Brasil". Ao ser corrigido pelo entrevistador, perguntou: "Mudou?"
Abaixo, a primeira bandeira republicana do Brasil
que durou apenas 4 dias

A República envergonhada

Em viagem oficial à Europa, o Presidente da República, Michel Temer, tem passado por situações no mínimo constrangedoras.

Na Rússia, o Presidente Vladimir Putin o presenteou com quatro cartas escritas, ninguém mais, ninguém menos, do que pelo Imperador Dom Pedro II ao então Czar da Rússia. É interessante lembrar que, anteriormente, o então Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia presenteado a ex-Presidente Dilma Rousseff com a primeira página de um jornal toda dedicada à visita do nosso segundo Imperador aos Estados Unidos, em 1876.
Estariam esses mandatários estrangeiros adotando uma postura de ironia ao presentear dois Presidentes, afundados em acusações de corrupção e índices de aprovação popular próximos de zero, com relíquias ligadas ao Imperador que entrou para a História como o maior estadista brasileiro, profundamente amado até hoje por seu povo?
Mas os constrangimentos de Temer não pararam por aí. Na Noruega, a Primeira-Ministra Erna Solberg disse, em coletiva de imprensa, tendo o mandatário a seu lado, esperar que a Operação Lava Jato faça uma “limpeza” no quadro político. A Noruega, uma Monarquia Constitucional, está entre as 10 nações mais democráticas e menos corruptas do mundo, de acordo com índices internacionais. Já Temer – assim como todos os nossos ex-presidentes vivos – enfrenta uma série de acusações de corrupção, bem como boa parte dos membros do Congresso Nacional.
Tudo isso nos faz lembrar um caso amplamente noticiado em 1993, quando o então Presidente Itamar Franco, assustado com a expansão do voto monárquico no Plebiscito daquele ano, mandou retirar de seu gabinete no Palácio do Planalto um quadro retratando o Imperador Dom Pedro I, e o “trocou com toda pressa” por um busto do Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, a fim de “exorcizar” aquele crescimento.
Tendo em vista a eclosão do apelo popular pela Restauração Monárquica, será que o quadro do Imperador retornou às paredes palacianas?

(Publicado originalmente no facebook do Pró Monarquia)
Imperador Dom Pedro II


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