21 abril 2017

Lembrando as ações caritativas do Imperador Dom Pedro II


Não precisa colocar no túmulo do Imperador Dom Pedro II  epitáfios pomposos!
 Bastaria  que se transcrevesse o decreto abaixo, baixado pelo Governo Provisório do Marechal Deodoro da Fonseca, logo após o golpe militar de 15 de novembro de 1889, numa  pedra mármore, com o título: " Pedro II, o Pobre".

Dom Pedro II e  o pintor Almeida Júnior –  A Família Imperial e sua longa tradição de ajudar talentos, os humildes e desamparados

“Revista da Semana”, do Rio de Janeiro, número especial, de 28 de novembro de 1925.

Quatro dias após a proclamação da República, a legislação brasileira recebia o seguinte decreto:

“Considerando que o senhor D. Pedro II pensionava de seu próprio bolso a necessitados e enfermos, viúvas e órfãos, para muitos dos quais esse subsídio se tornava o único meio de subsistência e educação;
Considerando que seria crueldade envolver na queda da monarquia o infortúnio de tantos desvalidos;
Considerando a inconveniência de amargurar com esses sofrimentos imerecidos a fundação da República;
Resolve o Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil:
Artigo 1° — Os necessitados, enfermos, viúvas e órfãos, pensionados pelo Imperador deposto continuarão a perceber o mesmo subsídio, enquanto durar a respeito de cada um a indigência, a moléstia, a viuvez ou a menoridade em que hoje se acharem.
Artigo 2° — Para cumprimento dessa disposição se organizará, segundo a escrituração da ex-mordomia da casa imperial, uma lista discriminada quanto à situação de cada indivíduo ou à quota que lhe couber.
Artigo 3° — Revogam-se as disposições em contrário.


Sala das sessões do Governo Provisório, em 19 de novembro de 1889.
Manuel Deodoro da Fonseca — Aristides da Silveira Lobo — Rui Barbosa — Manuel Ferraz de Campos Sales — Quintino Bocaiuva — Benjamim Constant Botelho de Magalhães — Eduardo Wandenkolk”.

Blogs, sites caseiros e redes sociais são quem estão formando a opinião pública nos dias atuais


A professora da Sorbonne (Paris) Ingrid Riocreux denunciou a grande mídia, afirmando que sua linguagem inocula um “pré-pensamento” nos leitores. Segundo ela, a mídia quer impor às pessoas o que estas devem pensar e, agindo como polícia de pensamento, fixa dogmas, exige que cada indivíduo se humilhe e adote a linguagem “politicamente correta” para poder ter vida normal.
Em sentido contrário, as “mídias alternativas” – blogs, sites caseiros e redes sociais – vêm se recusando a fazer eco ao “politicamente correto”.
Ingrid concluiu que a grande mídia professa “um verdadeiro menosprezo por nós. Elas nos aborrecem como gentalha retrógrada e temerosa, reacionária e minadas por más inclinações como o conservadorismo”.
Segundo a professora, há hoje uma desconfiança generalizada em relação à grande mídia. É por isso que os grandes órgãos midiáticos perdem leitores e vão desaparecendo.
Fonte: Revista “Catolicismo”, abril de 2017.