xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 09/04/2017 | Blog do Crato
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09 abril 2017

Que é o destino - Por: Emerson Monteiro

Lá certa vez, Rabi Baruch, místico judeu, afirmou: Como é bom o nosso Deus, como é doce nosso destino. E perguntam sempre o que seja destino. A alguns, pura fatalidade, porém fruto amargo ou doce das práticas individuais ou coletivas onde o plantio acontece na bondade com que Deus oferece os meios a todos de, indiscriminadamente, obter a Felicidade. Quando o agir desobedecer aos padrões da natureza, usar dos instintos malévolos sem levar em conta os valores bons, então deposita nas mãos das consequências o que virá no correr dos acontecimentos. Ou seja, liberdade existe a fim de escolher os princípios de uma coerência universal, ou divina.

Os outros animais, por sua vez, desenvolvem as experiências que levarão, adiante nas eras, à virtude. Entretanto único aspecto nos difere deles, serem irracionais, sem o senso de escolha. Pois só agem por agir. Nós agimos e plantamos; na prática, colhemos os frutos dessa liberdade, ou existência racional. No entanto a compreensão chegará à medida que aprendermos os resultados que ofereçam os nossos atos. Há nisso o peso da responsabilidade pela consciência da dor e do prazer, dois instrumentos de avaliação e manutenção do sistema de existir e saber que existe.

No tempo, nosso caderno de rascunho, escrevemos a nossa história imortal, porquanto espiritual. A memória guardará os frutos. Memória ou passado guardado dentro da gente-indivíduo. Acertou, segue em frente a recolher as boas safras e replantar. Errou, então se apresenta o Senhor do destino, munido da balança da imortalidade, a oferecer o saldo das existências em forma de novas oportunidades, ou reacertos.

Chegará sempre o produto final do compromisso de viver, e nisto seremos o começo e o fim em nós diante do Eterno. Quem manda ser ainda pequeno e sonhar em um dia ser maior?!

(Ilustração: Anja Stiegler).

“As veias abertas da América Latina”: as chagas da América do Sul em 2017

Na Venezuela, caos econômico e conflitos sociais. No Paraguai, protestos violentos. No Equador, suspeita de fraude em eleição. Como a instabilidade no continente alimenta a pobreza e freia o desenvolvimento
Fonte: ISTOÉ
 CALAMIDADE Venezuelanos dividem alimentos com urubus em Boa Vista, capital do Estado de Roraima,no Brasil, flagelo é resultado do desequilíbrio político

por Fabíola Perez
As mortes provocadas pela miséria na América Latina são secretas. A cada ano explodem, silenciosamente, três bombas de Hiroshima sobre esses povos que tem o costume de sofrer com os dentes apertados. As palavras usadas pelo escritor uruguaio Eduardo Galeano na obra “As veias abertas da América Latina”, em 1971, se referiam à pobreza e à desigualdade invisíveis ao mundo em uma região explorada pelas nações desenvolvidas. Hoje, porém, elas ainda ecoam não apenas do ponto de vista social, como também sobre a conjuntura política.
No momento em que a reportagem foi escrita, a cidade de Caracas, na Venezuela, vivia o sétimo dia de intensos protestos após o fechamento da Assembleia Nacional, determinado pela Suprema Corte na quinta-feira 30. No Paraguai, manifestantes incendiaram o Congresso na segunda-feira 3, no centro de Assunção após a aprovação de uma emenda que possibilita a reeleição do atual presidente Horário Cartes. No Equador, a recente vitória de Lenín Moreno foi considerada fraude por seu opositor Guillermo Lasso e incitou confrontos entre partidários de ambos os candidatos.
Essas são bombas diárias que provocam uma verdadeira convulsão social. “Estamos buscando uma nova identidade política, as que existiam até hoje já não dão conta de atender aos anseios sociais”, afirmou à ISTOÉ Hugo Alberto Duarte Fernandes, diretor da Escola de Ciências Políticas e Sociais da Universidade Nacional de Assunção, no Paraguai.
A Venezuela vive hoje o momento mais dramático de uma crise que se arrasta há anos. O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), composto por juízes favoráveis ao governo de Nicolás Maduro, destituiu a Assembleia Nacional, de maioria oposicionista. Mesmo após ter revertido a decisão no sábado 1, o Tribunal violou a ordem democrática no país. A guerra entre poderes instaurou uma atmosfera de tensão entre políticos e a população venezuelana, que saiu às ruas para se manifestar contra e a favor do governo chavista
No Paraguai, a temperatura também se elevou. As chamas que saíram das portas e janelas do Congresso, em Assunção, deram o tom da revolta da população com a aprovação de uma emenda que permite a reeleição de Horácio Cartes, do Partido Colorado, em 2018. A medida, aprovada por 25 dos 45 senadores, foi tomada em uma votação surpresa de portas fechadas, já que a Constituinte paraguaia de 1992 proíbe que um presidente e seus familiares se reelejam.”
No Equador, Lenín Moreno, do partido governista Aliança País, venceu o pleito na terça-feira 4. O rival Guilhermo Lasso denunciou à OEA tentativa de fraude na disputa.

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