xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 07/04/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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07 abril 2017

A história de minha geração perdida - Por: Emerson Monteiro

Quais saídos todos pelas portas do mesmo colégio, em profusão famintos audazes sonhadores, espalhavam esperança pelas praças. Os professores alimentavam a manada com o elixir da longa vida e poderes sobrenaturais. Ninguém tiraria por menos, a menos que houvesse o que houve, de alguém deixar de dizer aos donos da floresta que eles eram todos encantados e dotados dos tais poderes mágicos. Que logo mudariam em festa, trabalho e pão a sociedade inteira, a partir do terreiro de casa. Sei que éramos melhores do que todos os outros super-heróis criados depois na indústria de massa.

Acreditávamos que tudo seria diferente a partir de nós, os agregados maiores da sorte impossível. Farrávamos só alegria o ano todo, isso longos dias, longas madrugadas, pelas quermesses, tertúlias e matinais. Os gênios da amplidão afinal haviam nascido diante do domínio das bestas insensatas. E tomaríamos territórios e territórios, e que viessem os demais.

Chegávamos aos tempos trágicos do Vietnam, quando reservistas fugiriam da grande nação americana rumo ao Canadá, à Suécia, rasgando os alistamentos. Aceitariam o inevitável do anonimato das lamas do Woodstock. Hippies espalhavam flores pelo mundo afora. A contracultura impunha derrotas ao sistema vigente. Amor livre, drogas campeando soltas nas tardes frias e noites de amargura, porres mil, alimentação oriental, jornais alternativos, mochilas e sacos de dormir viajando ao vento nos ombros emblemáticos dos dourados sonhadores, ausência de um tudo, guitarras ferindo as tradições, prisões, repressão, angústia e desespero.

Uns acharam indicado percorrer matas e organizar trincheiras. Outros montariam fazendas coletivas psicodélicas, institucionalização da pobreza e da fome, uma revoada geral de anjos alucinados pelos dramas de nenhuma possibilidade que demonstrasse a realização plena do sonho daqueles poetas cantores. Houve espécie de polarização nos festivais das canções, os autênticos das raízes populares e os santos das novas tradições urbanas, usufruto da cultura dos poetas das estradas.

No Brasil e noutros países latino-americanos, no entanto, o capitalismo internacional instalava os modelos dos regimes totalitários. O brilho desaparecera pouco a pouco, ao sabor das derrotas sucessivas. Só a saudade envolveu aqueles embriagados corações alucinados, final esse a lembrar com fidelidade poema clássico de Manuel Bandeira: - Estão todos dormindo / Estão todos deitados / Dormindo / Profundamente.

(Ilustração: Fotografia de John Olson, Hippies anos 60).

Crato surgiu como fruto do carisma de São Francisco - Por: Armando Lopes Rafael

Os historiadores são unânimes em reconhecer que, antes de 1740, já possuía o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não existisse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável. Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri.
Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa (paredes feitas de barro), coberta com folhas de palmeiras, árvores, à época,  abundantes na região do Cariri.
A humilde capela construída por Frei Carlos Maria de Ferrara foi dedicada à Santíssima Trindade, e,  de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, e ao co-padroeiro São Fidelis de Sigmaringa. Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos.
Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato. Quanto à duração da presença dos capuchinhos no Vale do Cariri transcrevemos abaixo trecho de um artigo escrito pelo historiador J.de Figueiredo Filho:

“Não era só jesuíta que tinha o sangue de evangelizador das selvas. Os frades barbadinhos de São Francisco tiveram na colonização, grande papel e foram suas missões que civilizaram “o mais brasileiro dos rios”. Vejamos o que diz o historiador cratense, Padre Antônio Gomes de Araújo no trabalho publicado na revista “A Província” sob o título: “A Cidade de Frei Carlos” (nº. 2, 1954):
“A missão, sob administração temporal dos Capuchinhos, durou (no Cariri) apenas 17 anos, se nos ativermos ao critério dos documentos, um dos quais, aponta uma das datas extremas, 1741 – segundo ficou escrito linhas atrás, (começo de seu artigo na revista A Província”) – 1758, a outra data extrema, pois naquele ano, o governo português retirou às ordens religiosas no Brasil, a todas sem exceção, e ao clero secular, autorização para administrarem aldeias de índios sob regime civil, criando para dirigi-las, o Diretório dos Índios, governo civil em que aos sacerdotes foi reservada a única função de párocos ou curas"

J.de Figueiredo Filho em artigo publicado, em 1956, na revista “A Voz de S.Francisco”, afirma:  "Os capuchinhos continuaram à frente da Missão do Miranda, agora como cura de almas, apenas até a primeira quinzena do mês de janeiro de 1763, tendo Frei Carlos Maria de Ferrara funcionado até 1749, e deste ano a 1760, Frei Gil Francisco de Palermo, que foi sucedido por Frei Joaquim de Veneza, cuja administração alcançou a primeira quinzena de janeiro de 1763, data da última cerimônia religiosa por ele celebrada na igreja de Nossa Senhora da Penha da Missão do Miranda”.


(Ao lado direito, a pequena imagem da Mãe do Belo Amor, a primeira devoção mariana do Sul do Ceará, venerada entre 1740 a 1745, na capelinha construída por Frei Carlos Maria de Ferrara que deu origem à cidade de Crato)

Depois da partida de Frei Joaquim de Veneza, que deixou o Crato em 1763, os filhos de São Francisco passaram quase trezentos anos ausentes do Cariri, salvo visitas apostólicas esporádicas, mais conhecidas como as Santas Missões. Nelas, os capuchinhos ministravam os sacramentos, celebravam missas, faziam sermões (onde pacificavam inimigos, combatiam a imoralidade e pregavam os bons costumes). Alguns missionários capuchinhos deixaram seus nomes, indelevelmente marcados, juntos às populações do Cariri, ao participarem das Santas Missões. É ocaso de Frei Serafim de Catânia, Frei Caetano de Catânia, Frei Damião de Bozzano, dentre outros.

Capuchinhos voltam ao Cariri no século XX

Finalmente, graças às gestões feitas pelo segundo bispo de Crato, Dom Francisco de Assis Pires, em julho de 1949, os capuchinhos retornaram ao Cariri, desta vez para ficar definitivamente. Um grupo de frades, tendo à frente Frei Teobaldo de Monticelli – depois substituído por Frei Mirocles de Solzano – e mais os capuchinhos: Jesualdo de Cologno, Virgílio de Messejana, Conrado de Palmácia, Leônidas de Torre e Bernardo de Viçosa fixaram residência em Juazeiro do Norte com a missão de erguer o Santuário de São Francisco de Chagas. O engenheiro e construtor da obra foi Frei Francisco de Milão (Chiaravalle).
A pedra fundamental desse santuário foi benta em 6 de janeiro de 1950 por Dom Francisco de Assis Pires e ungida pelo sangue derramado, na ocasião, devido ao assassinato – por um fanático – do Monsenhor Juviniano Barreto, Vigário de Juazeiro do Norte, verdadeiro “Mártir do Dever”, o qual no Céu, certamente, intercedeu junto ao Trono de Deus para o êxito da nova epopéia dos missionários capuchinhos em terras do Cariri.

 Desenho de Crato feito por José Reis de Carvalho, em 1865

Referências bibliográficas
ARAÚJO, Padre Antônio Gomes. A Cidade de Frei Carlos. Crato (CE): Faculdade de Filosofia do Crato, 1971.
LÓSSIO, Rubens Gondim. Artigo “Nossa Senhora da Penha de França, Padroeira do Crato” in revista “Itaytera”, ano VI, nº. VI, órgão do Instituto Cultural do Cariri. Tipografia A Ação, Crato (CE) 1961, páginas 49 a 51.

(Texto e postagem de Armando Lopes Rafael - Blog do Crato - www.blogdocrato.com )

Nesta 6ª feira, 7 de abril, Diocese de Crato se despede de Dom Newton Holanda Gurgel – por Armando Lopes Rafael

 Foto histórica tirada em 29 de junho de 2001, dia que Dom Newton encerrou sua missão como Bispo de Crato

Será sepultado às 10:00 h de hoje, na Capela da Ressureição – localizada no interior da Catedral de Nossa Senhora da Penha – o corpo de Dom Newton Holanda Gurgel, quarto bispo da Diocese de Crato, falecido na madrugada do dia 6 abril, vítima de insuficiência respiratória e falência múltipla dos órgão. A cerimônia de sepultamento será precedida por uma missa, celebrada pelo atual bispo diocesano, Dom Gilberto Pastana de Oliveira e contará com a presença de outros bispos e de todo clero da Diocese de Crato.

Um homem bom e cordial
Nascido em 1º de novembro de 1923, na cidade de Acopiara, Ceará, oriundo do tradicional clã dos “Gurgel Valente”, Dom Newton era um dos 17 filhos do casal Francisco Henrique e Aurélia.  Seu pai resolveu retirar dos 17 filhos, o sobrenome Valente, deixando os filhos com apenas o GURGEL. O sobrenome Holanda vinha de sua mãe. Dom Newton Holanda Gurgel entrou no Seminário são José de Crato no ano de 1937. Cursou Filosofia no Seminário Arquidiocesano de Fortaleza e Teologia no Seminário Arquidiocesano de João Pessoa – Paraíba. Foi ordenado padre em 17 de dezembro de 1949, pelas mãos de D. Francisco de Assis Pires, 2º bispo de Crato, na cidade de Milagres, Ceará.
Foi pároco de Campos Sales, professor e reitor do Seminário Diocesano São José. Em 28 de abril de 1979 foi nomeado Bispo-auxiliar de Crato, tendo sido sagrado em Roma no dia 27 de maio do mesmo ano pelo Papa São João Paulo II.  Após o afastamento de D. Vicente, em 1992, por motivo de saúde, D. Newton assumiu a Diocese como Administrador Diocesano e, em 1993, foi nomeado, como quarto bispo diocesano de Crato, cargo que assumiu no dia 09 de janeiro de 1994.
Ao completar 75 anos apresentou a  sua renúncia, a qual foi aceita em 2 de maio de 2001, passando a ser Administrador Apostólico enquanto aguardava a posse do seu substituto, Dom Fernando Panico, o que aconteceu no dia 29 de junho de 2001. 
Seus últimos anos de vida, ele passou celebrando, confessando e orientando fiéis na sua residência localizada no bairro Santa Luzia, em Crato. Depois fixou residência num casa construída especialmente para ele, no Abrigo Jesus Maria e José, no centro de Crato.
Vá em paz, querido pastor Dom Newton Holanda Gurgel.

Instintos guerreiros - Por: Emerson Monteiro

O lado da sombra na Humanidade deixa claro quanto ainda precisamos desenvolver em espírito até dominar todo o Inconsciente. Parcela por demais significativa de tudo quanto há dentro da gente permanece escura, sem aproveitamento na vida de relações. Isto representa o lado escuro da personalidade coletiva e individual. Em consequência, pesa sobre o território conhecido as nuvens cinza das ações nefastas, guerras, vícios, desencontros. Em face dessa realidade indomada, explodem as paixões.

No íntimo disso, impera a ausência de controle, de equilíbrio. As flutuações de humor, os momentos de insegurança, que têm a ver nessa relação dos sujeitos e dos valores negativos.

Porquanto tais considerações, duas claras respostas trazem ao tabuleiro a importância de trabalhar o lado selvagem da personalidade e a necessidade dos meios de sobreviver psicologicamente aos desafios. Ninguém que se condene diante das perdas de ânimo. Lembrar as escolas que ensinam paciência, humildade, resignação. Esforço constante e útil, todos devemos dar uma chance à nossa memória individual. Ser justos conosco, sem extremos.

Poucas, senão raras ocasiões, carecemos de gosto no processo de existir. As religiões, por exemplo, pedem paz no coração, fraternidade, crescimento dos bons costumes interiores da alma. Os grandes mestres vieram na intenção de orientar pela busca de novos tempos.

Ainda que submetidos aos níveis inferiores de agressões e desrespeito, o modo prático de evitar o agravamento das horas amargas é controlar as respostas de vingança, maldade. Isto serve entre as pessoas e entre as populações. Fraqueza representa revides.

A descoberta da paz, portanto, acalmará o sofrimento e abrirá portas de viver em consonância aos meios ordenados nas lições da Natureza. Falar de bons instrumentos de vencer as perversões, manter a tranquilidade nos grupos sociais, no mínimo valerá de indicativo da vontade positiva que unirá as criaturas no que seja um futuro próximo.


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