xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 31/03/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 março 2017

Marechal Deodoro, um pseudo republicano – por Laurentino Gomes (*)

Aparentemente, Deodoro da Fonseca derrubou a monarquia mais por ressentimentos pessoais do que por convicções ideológicas. Pelo menos é isso que indica a correspondência que ele trocou um ano antes com o sobrinho Clodoaldo Fonseca, aluno da Escola Militar de Porto Alegre.

Integrante da chamada “mocidade militar” liderada por Benjamin Constant e ardoroso defensor da república, Clodoaldo escreveu uma carta ao tio em meados de 1888 na qual expressava suas ideias. Deodoro reagiu contrariado. “República no Brasil é coisa impossível porque será uma verdadeira desgraça”, respondeu o marechal. “Os brasileiros estão e estarão muito mal educados para republicanos. O único sustentáculo do nosso Brasil é a monarquia. Se mal com ela, pior sem ela”.

Em outra carta, pouco depois, o marechal recomendou ao sobrinho: “Não te metas em questões republicanas, porque República no Brasil e desgraça completa é a mesma coisa; os brasileiros nunca se prepararão para isso, porque sempre lhes faltarão educação e respeito”. Essas cartas demonstram que, até as vésperas do golpe contra o império, em Quinze de novembro de 1889, o fundador da República não era republicano.

(*) Laurentino Gomes, é escritor e jornalista, autor da trilogia 1808, 1822 e 1889, sobre a História do Brasil no Século 19.

ADEUS ELEIÇÕES! - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Ah que saudades das eleições do passado! Anos cinquenta, quando os eleitores eram tratados como reis pelos coronéis da UDN e PSD, num passado não muito distante. Apesar do "coronelismo", do voto de cabresto, em que até os defuntos "ressuscitavam", havia mesa farta no almoço do dia das eleições. Época de amplo respeito ao resultado das urnas. Quem ganhava assumia. O PSD passou muitos anos longe do poder em nosso município, creio que mais de doze anos, sem jamais recorrer ao "golpe", ao "caixa dois", bem como a outras práticas tão em voga nos tristes dias de hoje. 
      
Lembro-me bem da movimentação alvoroçada nos dias de eleição, pois a disputa entre os blocos partidários era intensa e quase sangrenta. Mas terminado o pleito, voltava a cordialidade entre os integrantes de partidos opostos, todos se confraternizando como verdadeiros e cordiais amigos.     

Será que ainda veremos alguma eleição neste país? Baseado nos inúmeros anúncios dos "usurpadores" do poder, com suas "jamantas" carregadas de "sacos de maldades", somos avisados claramente de que não haverá eleições presidenciais, pelo menos nos padrões que atualmente conhecemos. Pois aquele político  que deseja ser eleito numa eleição direta, democrática, regida pelo sufrágio universal, respeita a constituição e o sistema eleitoral vigente. Não poderá por em prática medidas que prejudiquem a maioria dos  brasileiros, como uma absurda reforma previdenciária, que limita a aposentadoria aos sessenta e cinco anos de idade, para homens e mulheres, supondo que a expectativa de vida do brasileiro seja de 75 anos, para padrões europeu, num país de profundas desigualdades regionais. Dificilmente um trabalhador rural nordestina atinge essa idade. 

Somente golpistas encastelados no governo, com mandatos ilegítimos poderão assumir um projeto de reforma que extingue a legislação trabalhista, consequentemente desprotegendo a parte mais fraca do sistema produtivo, o trabalhador.

Outra medida incompatível com o serviço público será a "terceirização ampla" do trabalho, inclusive para contratação de funcionários burocráticos das "repartições públicas". Encontra-se aí um caminho fácil para corrupção e sangria do erário. Pois para cada R$1,00 (hum real) que a locadora contratada por um órgão público pagar a um de seus empregados, haverá o risco de desonestidade por parte de agentes públicos e representantes das fornecedoras, que poderão cobrar do "empregador público" até 400% da mão de obra fornecida. No caso o valor cobrado à contratante pública poderá no caso da hipótese acima sugerida, ser de até R$4,00 (quatro reais) por esse mesmo empregado. A locatária poderá cobrar até 100% do valor da mão de obra fornecida,  incluindo salários, previdência, seguros trabalhistas, custos administrativos e um lucro liquido em torno de 40% por empregado. Seguir esses parâmetros será um ponto de elevada dificuldade a ser apresentada pelos contratantes.    

Qualquer medida imposta por esse governo será ilegal e imoral! Em vez de "engordar" nosso povo, deixará a maioria muito mais raquítico ainda. Pois o desemprego e a fome espreitam o povo brasileiro, em beneficio dos "barões" da FIESP, mentores do golpe. 

SUGESTÕES PARA UMA REFORMA POLITICA:

Com a humildade de reconhecer na minha pessoa nenhuma autoridade política, ofereço algumas observações para um sadio sistema eleitoral:

I - Respeito absoluto ao plebiscito em que a grande maioria dos brasileiros optou pelo Sistema Presidencialista. Portanto, nada de parlamentarismo e da tal de "lista fechada". (Essa aberração transfere nossa escolha de parlamentares para os partidos políticos.)

II -  Eleições direta para Presidente da República com mandato de cinco anos, como era na época de Juscelino.  
III - Fim da Reeleição em todos os níveis: Presidentes, Governadores e Prefeitos 

Um milagre do Padre Cícero - Por: Emerson Monteiro

Seu Chico (Francisco Pereira da Silva), natural de Monte Horebe, na Paraíba, que chegou ao Cariri ainda criança, nos idos de 1944, e com ele trabalhei na Empresa Gráfica Ltda., em Crato. E dia desses, me contou a história seguinte, que tempos atrás presenciou em Juazeiro do Norte.

Morava na Rua Santa Rosa. Logo abaixo, na mesma rua, moravam dois senhores, Zé Ferreira e outro do qual não recorda o nome. Os dois tinham sérias dificuldades de relacionamento.

Certo dia, o filho desse senhor entrou na casa de Zé Ferreira e fez desmandos, quebrando e espalhando objetos. A mulher de Zé, então, saiu e foi dar parte no Quartel da Polícia, no centro da cidade, onde encontrou o marido e contou o ocorrido.

Zé Ferreira retornou em casa, pegou um pedaço de madeira fornida, veio ao meio da rua e gritava impropérios desafiando o vizinho de quem o filho praticara as badernas. E Seu Chico, de onde estava, observava aquilo tudo.

Nisso, o homem se apresenta de dentro da casa com uma das mãos escondida atrás do corpo. Invés dele vir com a faca pra frente, vinha por trás, para Zé não saber o que ele trazia, pois estava armado.

Ao chegar no meio da rua, quando Zé Ferreira levantou o pau para atingi-lo; naquela hora o velho tratou de lhe feriu de peixeira à altura do umbigo. Na ocasião, embora ferido, Zé obteve tomar a arma do desafeto, e ficou com o pedaço de pau numa mão e a faca na outra. De pronto daria pancada vigorosa no velho, que caiu de quatro bem na sua frente. Sem alternativas, entregue, foi quando ouvi ele gritar:

- Valei-me, meu Padre Cícero!  

Nessa hora, e isso é que achei incrível, Zé, com o pau e a faca nas mãos, sangrando, olhar o velho, que pra matar bastava uma cacetada e aí parar, dar meia volta e subir pela rua. Quando chegava na frente de minha casa, soltou o pau, dobrou a esquina, direção da Rua São José, e ao chegar no meio do quarteirão caiu.

Isto é que impressiona Seu Chico. Diante do calor da refrega, trans
ido pelo ferimento de que fora vítima, Zé Ferreira haver dominado o instinto de vingança perante o brado desesperado a clamar valimento, o que Seu Chico considera um verdadeiro milagre de Cícero Romão Batista.


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