27 março 2017

Respeito - Por: Emerson Monteiro

Um dia, quando o rabino Baal Schem, místico de santidade e reverência entre os judeus hassidistas, convocou Samael, rei dos demônios, a fim de que este cumprisse parte do exercício de certo fenômeno da Natureza, fora indagado:

- Por que me chamas, se sou chamado só nas horas extremas e graves?! E dessas, em apenas três vezes tive de comparecer a fim de cumprir determinações superiores?! Primeiro, na Árvore do Conhecimento; segundo, no levante do Bezerro de Ouro; e, depois, na destruição do Templo de Jerusalém?!...

Naquele instante, o rabi Schem pediu que ele contemplasse a fronte dos discípulos ali presentes, aos quais ordenou que descobrissem a cabeça.

O rei dos demônios, em seguida, após realizar a função determinada pelo sacerdote, logo tratou de voltar ao refúgio das sombras.

Mas antes de se ausentar, no entanto, solicitaria a Baal Schem que lhe deixasse permanecer durante um pouco mais de tempo a observar a fronte de Deus presente nos seus filhos reunidos diante do místico.

Nisso, foi atendido e se sentiu gratificado com tamanha deferência.


(Nas minhas palavras uma história que achei no livro Histórias do Rabi, de autoria de Martin Buber, Editora Perspectiva, São Paulo, 1995).

Um desagravo a Dom Fernando Panico – por Hiarles Macedo (*)


O terrível colapso porque passa o Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo, de Barbalha, também poderia ter sido experimentado pelo Hospital São Francisco, pertencente à Fundação Padre Ibiapina, ligada à Diocese de Crato.
Poderia. Mas o Hospital São Francisco de Crato está passando ao largo da grande crise que vem fechando diversos hospitais do Cariri (dentre eles tiveram suas atividades encerradas: Hospital Manoel de Abreu, Hospital Pediátrico Mons. Rocha, Casa de Saúde Santa Teresa, todos em Crato. Em Juazeiro foram fechados: o Hospital Santo Inácio, o São Lucas, o PSIC). Agora a crise se abate em grande escala sobre o Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo, de Barbalha.
Caso Dom Fernando Panico (hoje Bispo-Emérito de Crato) não tivesse tomado a iniciativa de confiar a administração do Hospital São Francisco aos Camilianos aquele nosocômio teria encerrado também suas atividades. A realidade, no entanto, é outra. O Hospital São Francisco de Crato hoje é referência.
À época, por conta de Dom Fernando ter entregado em comodato aquele hospital aos Camilianos (especializados em administração hospitalar) o bispo foi alvo de uma campanha midiática de todas as formas: calúnias, difamações, injúrias, mas a verdade dos fatos veio à tona.
Agora pergunto: E aqueles que atacaram covardemente o Bispo terão ao menos a dignidade e hombridade para se retratar? Duvido! Mas estas minhas singelas palavras sirvam de Desagravo a Dom Fernando Panico.

(*) Hiarles Macedo é advogado, possuindo um escritório em Juazeiro do Norte e atendendo clientes em diversos Estados do Brasil.