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04 março 2017

Patativa do Assaré: de poeta matuto a poeta doutor

Por Jackson Bantim
Diretor do Memorial da Imagem e do Som do Cariri Luiz Gonzaga de Oliveira

Especial para o Blog do Crato, na data de aniversário de 108 anos do poeta Patativa do Assaré




Antônio Gonçalves da Silva, o poeta Patativa do Assaré, foi um dos maiores exemplos de que a sabedoria se adquire principalmente na escola da vida. 
Pela sua condição social e econômica, filho de um pequeno agricultor e nascido em pleno sertão nordestino, região historicamente abandonada à própria sorte (ou a falta dela) – Patativa não teve condição de frequentar uma escola e ser educado formalmente. Mesmo assim, em um admirável esforço e em uma heroica superação, fez-se um dos maiores poetas da língua portuguesa, equiparando-se a um Camões ou a um Castro Alves. Por isso, teve o reconhecimento de cinco universidades que lhe concederam o título de doutor honoris causa, sendo a Universidade Regional do Cariri – URCA a primeira delas, no ano de 1989, seguida pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1999; Universidade Tiradentes, de Sergipe, em 2000, e Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), em 2005.
O momento em que o poeta recebe o distinto e merecido título foi registrado na foto acima, onde aparece o então reitor da URCA Teodoro Soares, o na época governador do Ceará Tasso Jereissati (encoberto) e a então secretária de Cultura, Violeta Arraes Gervaiseau, que depois seria também reitora da URCA.

Em 1999, quando recebeu o título da UFC, Patativa, de improviso, recitou uma poesia, da qual, abaixo, reproduzo algumas estrofes:

Com 90 anos de idade
Já não vejo a claridade
Que meu guia sempre vê
Porém me sinto ditoso
Com este título honroso
Que veio pra me reviver

[...]

Na minha simplicidade
Expondo a minha verdade
Um grande prazer me dá
Este gesto de bondade
Está dando a Universidade
Federal do Ceará

[...]

A URCA me ofereceu
O mesmo título me deu
Já está guardado aqui
Esta generosidade
Veio da Universidade
Regional do Cariri

Um honoris Causa aqui
Outro Honoris Causa ali
Tenho mais outro acolá
Pois este título, em verdade
Vem também da Universidade
Estadual do Ceará

Com a minha timidez
Julgando, por minha vez,
Fico até encabulado
Um poeta agricultor
Com três títulos de Doutor
Sem nunca ter estudado
[...]

Crise se aprofunda em Minas Gerais: Governo estuda venda do Centro Administrativo construído por Aécio Neves

Fonte: jornal Estado de Minas, 04-03-2016
Segundo o governador  Fernando Pimentel (PT), ela vale 'por baixo, R$ 2 bilhões' e pode ser vendida para algum fundo de pensão.
Vista aérea da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, sede do governo de Minas (foto: Lúcia Sebe/Imprensa MG)

O governo de Minas estuda vender a Cidade Administrativa, sede do Executivo, erguida durante o governo Aécio Neves (PSDB) e que custou aos cofres públicos cerca de R$ 1,2 bilhão. A informação foi dada pelo governador Fernando Pimentel (PT) em uma entrevista concedida ontem ao jornal Valor Econômico.
Segundo ele, a Cidade Administrativa vale “por baixo, R$ 2 bilhões” e pode ser vendida para algum fundo de pensão. “Não há sentido em ter um imobilizado daquele tamanho que nos dá despesa enorme para manter e nós com o déficit de caixa do tamanho que nós temos hoje”, afirmou Pimentel, que pretende colocar todos os ativos imobiliários do estado em um fundo.

Essa não é a primeira vez que o governo fala em vender sua sede, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Essa proposta foi feita, em março de 2015,  pelo então secretário do de Meio Ambiente, Sávio Souza Cruz (PMDB), hoje no comando da Saúde, durante reunião com representantes da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e deputados estaduais.
A sugestão era vender os prédios (três e mais um auditório) para o governo federal transformar as instalações em uma universidade ou algo ligado à cultura. A intenção, segundo o secretário, era tentar arrumar recursos para resolver os problemas financeiros do governo, que herdou um déficit orçamentário de R$ 2,1 bilhões. Na épova o estado negou essa intenção.

Também logo no início do governo Pimentel, quando sua equipe fez um diagnóstico da situação financeira de Minas, a construção da sede chegou a ser alvo de críticas. De acordo com esse estudo, a Cidade Administrativa consumia R$ 120 milhões por ano em manutenção e o estado ainda gastava mais R$ 13,2 milhões em alugueis de prédios na capital, anulando a economia de reunir todas as secretarias em um único complexo.

A oposição contestou e disse que a concentração do serviço público estadual na Cidade Administrativa rendeu economia de R$ 447 milhões em seus quatro primeiros anos de funcionamento.O estado manteve os números divulgados no diagnóstico.

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