xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 12/02/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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12 fevereiro 2017

Publicado um livro que resgata parte da história de Crato

Pessoal:
Ainda não adquiri meu exemplar. Mas apresso-me em dar a boa notícias aos pesquisadores e alunos de História.

Muitas pessoas se queixam de que não encontram fontes de consulta sobre os 03 (três) coronéis  Antônio Luís Alves Pequeno (avô, pai e filho) que tanto influíram no progresso de Crato, no século 19 e início do século 20. Pois agora os interessados podem adquirir a obra acima.
Meses atrás, escrevi neste Blog, algumas notas sobre esses coronéis. A conferir:
 Os coronéis de Crato 1
Há uma vazio na historiografia do Crato! De uma maneira geral os coronéis de Crato foram homens bons, progressistas, e mesmo quando brigaram entre si não mandaram matar os desafetos como acontecia com outros coronéis nordestinos... Até agora nenhum historiador escreveu sobre os coronéis Antônio Luís Alves Pequeno. Houve três coronéis com o nome de Antônio Luís Alves Pequeno, avô, filho e neto. O segundo deles, sem desmerecer os outros dois, foi um homem extraordinário! Sua biografia bem merece uma tese de doutorado...
Os coronéis de Crato 2
Este coronel era um abastado comerciante com matrícula no Tribunal do Comércio de Recife. Para a capital pernambucana ele viajava costumeiramente indo de cavalo até Aracati ou Fortaleza. De lá pegava um navio com destino a Recife, à época o maior empório comercial do Norte do Brasil, onde comprava mercadorias para abastecer sua loja, a maior de Crato. As mercadorias vinham pelo mar de Recife até Aracati. Desta cidade – em carros de boi, que atravessavam todo o Ceará – seguiam em direção a Crato. 
Os coronéis de Crato 3
O coronel Antônio Luís vendia muitos produtos na sua loja, dentre eles: tecidos, livros, ferragens, remédios, louças, charutos, rapé, vinhos, remédios e até manteiga que vinha acondicionada em barris. Graças à hospitalidade que o abastado coronel ofereceu ao Bispo do Ceará, nas vezes em que este visitou Crato surgiu entre os dois um clima recíproco de admiração e respeito. Mais do que isso, viraram compadres e amigos. Basta lembrar a atuação do coronel, junto ao bispo, em favor do seminarista Cícero Romão Batista, este afilhado de crisma de Antônio Luís. Quando ficou órfão do pai, em 1862, o jovem Cícero Romão Batista teve de interromper seus estudos, no Colégio do Padre Rolim, em Cajazeiras (PB). Retornando a Crato, Cícero, então com dezoito anos, acompanhou as dificuldades financeiras da mãe viúva e das duas irmãs órfãs de pai.
Os coronéis de Crato 4
A partir daí, o coronel Antônio Luís tomou sob sua proteção os estudos do afilhado. Em 1864 o jovem Cícero Romão Batista foi matriculado no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Como a família de Cícero não dispunha de recursos financeiros para pagar as despesas com o estudo, o coronel Antônio Luís conseguiu com Dom Luís que seu afilhado fosse matriculado gratuitamente. Entretanto, já em 1868, o reitor do Seminário, o padre francês Pedro Chevalier, resolveu dispensar o seminarista Cícero, taxando-o de aluno fraco em teologia, além de dado à leitura de obras de ocultismo.  Mas, oficialmente, a desculpa para a dispensa de Cícero foi a falta de recursos do Seminário, para manter o estudante gratuitamente.
Os coronéis de Crato 5
Segundo Nertan Macedo: “O coronel Antônio Luís montou no seu cavalo e atravessou o sertão do Ceará para garantir a educação do afilhado. Cícero pôde, então, passar à condição de pensionista e concluir o curso. Em novembro de 1870, o reitor Pedro Chevalier fazia ver a Dom Luís Antônio dos Santos que Cícero não estava em condições de ser ordenado, alegando tratar-se de um moço teimoso e dado a visões do outro mundo. Mas o prestígio do padrinho, junto ao bispo, valeu-lhe, mais uma vez, e Cícero, no dia 30 de novembro de 1870, recebia a ordem do presbiteriato, voltando para Crato, a fim de ensinar latim, na escola do primo José Joaquim”.
Vejamos um artigo do jornal O Araripe, número 27, em agosto de 1857:
 "Domingo, 16 do corrente. O Sr. Tenente Coronel António Luiz Alves Pequeno II, por ocasião do batizamento de seu quarto filho, obsequiou aos seus amigos desta cidade com um esplêndido baile que foi assaz concorrido. Esta reunião provou bastante em favor do adiantamento moral do Crato. Não faltou ordem, gosto e delicadeza entre os numerosos convidados. Todos procuraram em dar de seus costumes a melhor ideia. Por sua parte o Sr. António Luiz e sua Exma. Sra. abundaram de delicadezas e bons modos com seus hóspedes, que ficaram penhorados de suas atenções. Uma numerosa companhia de senhoras, cujas graças eram mesmo superiores ao gosto apurado do seu trajar, grande número de oficiais da G. N. ricamente fardados, todos identificados no pensamento de dar ao festim o maior brilho, fizeram bem agradáveis muitas horas dessa noite, que tão veloz parecia correr.
 Uma bela música, uma companhia escolhida, licores variados e deliciosos, um chá servido com profusão são sempre cousas que muito agradam, mas cumpre confessa-lo, houve ai algo que mais nos chamou a atenção: a educação apurada que revelaram os convivas, as maneiras delicadas que em todos se observaram. Julgando por esta bela reunião, qualquer estranho pode afirmar dos nossos costumes o juízo mais honroso. Agradecendo, pois, ao Sr. Tenente Coronel e a Sua Exma. Sra. as atenções de que fomos testemunhas e mesmo objeto, não o fazemos por mera etiqueta, mas para ter a ocasião de consignar o serviço que apresentou ao Crato, em geral, acabando de plantar os hábitos cultos das nossas capitais".( Cfe. Irineu Pinheiro, no livro “O Cariri”, páginas 83-84)

Nota e postagem de Armando Lopes Rafael

Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817: a participação de Crato neste movimento -- por Armando Lopes Rafael (*) - 2ª e última parte


   Em 1967, há 50 anos, a data do sesquicentenário da Revolução Pernambucana de 1817, aqui em Crato, só não passou em branco porque o Instituto Cultural do Cariri realizou uma sessão comemorativa aos 150 anos daquele episódio histórico. A sessão foi realizada no dia 3 de maio, à noite, no auditório da Associação Comercial de Crato. O orador oficial da solenidade foi o intelectual Antônio Levi Epitácio Pereira, funcionário da agência local do Banco do Brasil.
   Em belíssimo discurso, Antônio Levi Epitácio Pereira mostrou as razões porque a Revolução Pernambucana de 1817 deveria ser sempre comemorada em Crato. Cotejando as razões apresentadas por ele, 50 anos atrás, com a realidade dos dias atuais, neste ano 2017, tanto da nação como da cidade de Crato, constatamos que a população regrediu no culto ao civismo, na educação coletiva e na falta de confiança em nossos governantes.
     Em 1967, no início da sua fala, disse o orador: “Uma revolução será ou não frustrada, não na medida em que tiver conseguido estabelecer um sistema de coisas diverso, mas na medida em que tiver criado a confiança nos ideais por ela defendidos e ensinados”.
     Em 2017, os ideais republicanos no Brasil não mais existem. Pior ainda. A forma de governo republicana vive seu maior descrédito, desde que foi aqui implantada – em 15 de novembro de 1889 – por meio de um golpe militar, sem consulta ao povo. Hoje a população brasileira leva a imagem da República na base da gozação e até no deboche. Há anos a República tem recebido – por parte da mídia e do povo – denominações tipo: “República das Alagoas” (no governo Collor), “República do Petrolão”, “República da Lava-jato” (nos governos Lula/Dilma). Em março de 2016, mais de um milhão de pessoas ocuparam a Avenida Paulista, no que foi o maior protesto popular da história do Brasil, pedindo a volta da ditadura militar. Muitos portavam bandeiras do Brasil-Império, ou seja, pedia o retorno da monarquia, banida pelos golpistas republicanos.
      Em 1967, a certa altura do seu discurso, Antônio Levi Epitácio Pereira disse:Nesta cidade, pobre em monumentos públicos, ainda não lhes foi elevada no bronze a perpetuação consagradora da memória dos heróis cratenses que fizeram a Revolução Pernambucana de 1817”.
        Quase 50 anos depois, na administração do prefeito Ronaldo Gomes de Matos, a Prefeitura de Crato “inaugurou”, em 2016, um mini monumento dedicado à Bárbara de Alencar. Uma caricata figura de anã, burlesca, ridícula, (que significaria dona Bárbara), foi plantada rente ao chão, na calçada da Coletoria Estadual. Feito em alvenaria (hoje a pintura marrom está manchada por outra cor, um azul escuro) o que seria “um monumento” tem até um grave erro histórico. A anãzinha segura uma placa com a bandeira da Confederação do Equador (da qual dona Bárbara não participou) ao invés da bandeira da Revolução Pernambucana de 1817, atual bandeira do estado de Pernambuco.
          Até onde vai o desprezo que tiveram para com aquela que é considerada a maior heroína da cidade...
Falta de Respeito: uma anã representa a heroína Barbara de Alencar
Carregando uma placa com a bandeira da Confederação do 
Equador, da qual dona Bárbara não participou
Quando o correto seria ter colocado a bandeira da
Revolução Pernambucana de 1817.






Faleceu Chico da Cascata


Texto e fotografia: Carlos Rafael

Faleceu agora há pouco, em sua residência, localizada no Sítio Rosto, em Crato, seu Chico da Cascata, pessoa bastante conhecida e querida da sociedade cratense.

Segundo Nilson Mateus, um dos seus cinco filhos, seu Chico conversava com um dos seus netos quando sofreu um infarto fulminante.

Seu Chico tornou-se célebre pelo seu restaurante e balneário, fundado há 60 anos e localizado próximo a Cascata do Lameiro - daí o seu famoso alcunha (seu nome de batismo é Francisco Rodrigues dos Santos).

O Balneário e Restaurante Chico da Cascata é um dos mais visitados pontos gastronômicos e turísticos do Cariri, tanto  pelos seus pratos tradicionais como pela belíssima e aprazível localização, ao sopé da Chapada do Araripe.

Seu Chico tinha 85 anos, completados no último dia 15 de janeiro.

Em 2007, publicamos aqui no Blog do Crato, a seguinte matéria sobre o Restaurante Chico da Cascata:

No sítio Rosto, no distrito do Lameiro, existe, há 50 anos, um espaço de lazer, dotado de uma das mais tradicionais cozinhas do Cariri: Restaurante e Balneário Chico da Cascata. Lá você pode saborear o melhor peixe frito da região, acompanhado de fruta-pão, cheiro-verde e um indefectível baião-de-dois. Mas, o cardápio é mais ainda diversificado: galinha à cabidela, cozido de carneiro, buchada, panelada, cabeça de bode e outras “iguarias” típicas da região. O fundador do espaço é seu Chico, também conhecido por Chico da Cascata, devido à existência, nas proximidades, de uma bela cascata que, na época de chuva, torna-se uma das maravilhas naturais do Crato. Seu Chico é uma pessoa atenciosa, boa de prosa e muito querida por todos os seus amigos. Há cerca de dez anos seu Chico aposentou-se da vida de 'restauranter', passando o bastão para o seu filho mais novo, Mazinho, que, não obstante, vem mantendo os bons serviços e a hospitalidade que sempre foram as marcas principais do estabelecimento. No entanto, seu Chico continua ativo, produzindo côco para abastecer bares e restaurantes da região. E continua, melhor ainda, sempre presente, visto que a sua casa é vizinha ao restaurante. Assim, além de saborear uma deliciosa comidinha caseira, você poderá também apreciar momentos agradavéis ao lado de seu Chico.

O velório, conforme o mesmo desejava, acontecerá na sua residência.

Manifestamos nossa solidariedade para com a família enlutada e nosso pesar pela grande perda humana.

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