xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 04/02/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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04 fevereiro 2017

Para Você Refletir ! -Por Maria Otilia

Estamos  vivendo a “era do caos”. E não estamos falando somente em tempos de crise financeira, mas  de uma crise existencial, de falta de Deus,  escrúpulo, respeito ao outro,  humildade  e sensibilidade para com a dor do outro. Nestes últimos dias vimos e ouvimos em redes sociais comentários desumanos sobre uma pessoa que se encontrava enferma  sem nenhum poder de defesa. E o mais gritante que este tipo de injúria, de comentários maldosos, de total  falta de ética e profissionalismo partisse de  pessoas que receberam um diploma  de médico , profissão para qual  juraram a defesa da vida de qualquer ser humano, independente de  credo, cor, nível financeiro, classe social etc.
A falta de respeito e de sensibilidade para  com a família da Sra. Mariza Letícia , esposa de Lula   foi de uma perversidade e crueldade que não desejamos a ninguém. Ora, uma coisa é não partilhar de ideologias políticas partidárias, mas de reconhecer a fragilidade de um ser humano que padecia por um mal sem nenhuma chance de reversão.
E trazendo a questão da falta de escrúpulo para o campo da política, estamos presenciando muitos novos gestores,  amargando a herança  desastrosa deixada por gestores passados. E mesmo assim inúmeras pessoas já ficam  estilando “seu veneno”, por  não querer a  a realização do bem comum. Por outro lado, estes gestores que sucatearam seus municípios, pouco se importam como vai ficar seus munícipes. E até ficam desdenhando do poder público que muito pouco tem feitos para a   efetivação da lei anticorrupção, bem como a punição para estes mal gestores. E aí, como fica o senso de justiça, de partícipe da dor do outro ?
Para aprofundar esta leitura, posto uma bela fábula. Boa Leitura.
Certa tarde um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre. E o homem não poupou insultos....Chegou até a jogar algumas pedras em direção ao sábio, cuspiu e gritou todos os tipos de ofensas. Durante horas ele fez de tudo para provocá-lo, mas o sábio permaneceu impassível. No final da tarde, já exausto e sentindo-se humilhado, o homem deu-se por vencido e foi embora...
Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. Aí o mestre perguntou:
- Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo. Respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava! A sua paz interior e o seu equilíbrio emocional dependem exclusivamente de você.
Ninguém pode lhe tirar. Só se você permitir.

                              Não permita que o comportamento dos outros tire a sua paz.
                                                                           Dalai Lama

Além das palavras - Por: Emerson Monteiro


"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo /Perdeste o senso!"  
                                                                                                 Olavo Bilac                                          
Os gestos de tudo, enquanto. Comunicar, no entanto, necessidade mais que primária de nós, homens e animais. O caminho das águas de todos os aqueles fenômenos, a declividade do tempo na pista dos movimentos. Assistimos, um dia, ao filme sob o título O vento não sabe ler. Havia um jardim com tabuleta de não arrancar as flores. Na sequência final, porém, as flores voavam ao vento. São milhares as tabuletas deste mundo. Quantos nem sabem ler. Quantos precisam ler, ainda assim.

Esse universo de além das palavras é todo o Universo, o que se passa depois das circunstâncias do vão aberto nas situações pessoais. Largadas ao sabor das corredeiras, palavras apenas alimentam o desejo de dominar o momento, razão principal dos guerreiros armados até os dentes e suas lutas inglórias. Vagam soltos em noites escuras de conceitos e carências, a bater nas portas do desconhecido. Pequenos seres de largos sonhos, nutrem por si o mínimo de vontade, porquanto abandonaram ao prazer fácil a essência da incontida de imortalidade.

Elas, as palavras, servem de crosta ao rolar dos impérios, guardadas que nos gavetões da memória, passados perdidos nas eras inexistentes. Durante o sono, dormem nos medos logo despertados ao sabor do Sol. Pessoas vacilantes, larvas escuras da solidão mal distribuída.

São notas vagas de sinfonias distantes. Apóstolos dos credos impossíveis, querem achar nas pedras o mel da promessa dos santos. Esquecem mares onde navegam e vacilam diante das circunstâncias de cumprir a pauta dos destinos. Meros obstáculos entre todos os seres, humanos trabalham egoístas fomes de felicidade e pisam apressados na própria sombra. Caem feitos folhas secas ao outono das outras vidas.

Mas o autor insiste na ânsia original de nos dizer: "Amai para entendê-las! / Pois só quem ama pode ter ouvido / Capaz de ouvir e de entender estrelas". 

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