xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 28/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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28 janeiro 2017

Voz do povo - Por: Emerson Monteiro

Fácil dizer que a tecnologia entortou a Geração. Que o progresso virou razão de subjugação e sacrifício dos muitos. Aumentou a capacidade autodestrutiva. Etc. Porém há que se reconsiderar tudo isso perante novos pontos de vista. Chega de execrar o que a raça promoveu quando tal condena o que trouxe tanto tempo de produção a inteligência humana até o brilhantismo dos dias presentes. Quando a gente peca no usar significa não que o instrumento deixa de oferecer uso bom, de prestar ao bem. O artista tem sim que melhorar naquilo que faça. Aprender a utilizar a beleza da invenção e gerar bons frutos do que elaborou. Em tudo por tudo vem sendo desse jeito. Melhorar para mais.

Um mínimo de coerência portanto entre a coisa em si e o uso que dela façamos. Esses instrumentos de comunicação dos dias de hoje por exemplo. O primeiro computador funcionava em prédio de quatro andares, segundo consta. Depois de cinquentas e pouco tempo já agora resta só implantar no pulso da pessoa feito chip o andar do firmamento. Simplesmente computador de bolso eis o em que o telefone primitivo virou. Maravilha das ideações nos seus aventurandos, dispomos dos valores técnicos necessários a ser gente de qualidade. Admitir e praticar.

Caso ainda cheguemos apenas distantes do sonho da velha felicidade, temos entretanto dever suficiente de galgar maiores níveis de compreensão e entendimento. Nunca qual agora o juízo da invenção obteve tantos prêmios de sucesso no mercado internacional. Desde voar, comunicar, controlar, conhecer, até saúde, bem estar, entretenimento, segurança, o bicho homem merece muitos abraços de elogio. Outrossim logo veremos transformar sucesso em satisfação da humana convivência.

Este o foco das palavras de falar a voz de Deus na fala da gente inebriada dos bairros distantes, protótipos da inventividade, imaginação sem fronteiras de tecnologias de gênios que ora passeiam livres nas mãos interessadas da adolescência e dos sonhos.

Brincar de terrorista - Por: Emerson Monteiro

Essa foi a primeira das ideias de brincadeira com que, reunidos na casa de madeira, os meninos do Condomínio resolviam iniciar o movimento da tarde. Em cinco ou seis, os dispositivos que eles dispunham, quatro bicicletas e as próprias camisas de meia com que envolveram o rosto, deixavam de fora quase que apenas os olhos, olhos assustados, queimados nos equipamentos eletrônicos. Largavam à margem compreender que já conheciam, eles de 10 a 12 anos, a lojista das guerras das ruas nos dias atuais. Ali ao lado, outros três meninos, acomodados num dos bancos do sombreado, prendiam a atenção em um celular e nalgum jogo de defesa e perseguição.

E logo lá fora o ritmo incessante das faixas da avenida em alta velocidade, clima de pura voltagem, a lembrar circos e globos da morte com cinco motos a se entrecruzarem nas frações de segundo e destino incerto dessa mundo ainda troncho. Tudo pelos detalhes mínimos, e pescadores que, ao saber disso, dão um tempo ao peixe e um tempo aos anzóis, na mesma tarde a distância de poucos passos.

Ah, dalgumas nuvens, o céu fala de urgências mil no coração daquelas crianças sadias e suas brincadeiras perigosas de fazer de conta que tudo não irá além do mal entendido de assassinar a esperança de tantos jovens nos becos escuros das madrugadas cinzas. Que dizer, que fazer, que sirva de lenitivo, de resposta, a quanto de desamor ronda o universo das pessoas dentro das horas que voam?! O que contar nos livros dos antigos testamentos no futuro?! Quais dúvidas haver vencido deliberadamente na consciência espúria de quem chega ao poder no intento de transformar a vida numa moeda passível de uso comum e falham?!

O vento frio do escurecer reacendeu a vontade daquela gente que decerto buscará paz e alegria invés de guerra, e construirá o berço da nova humanidade dentro de outros jogos de fraternidade e amor...

Brasil Real, Brasil verdadeiro: Exemplo que vem de cima




O Imperador Dom Pedro II gostava de caminhar pelas ruas do Rio de Janeiro, como simples transeunte para ficar próximo de seu povo e assim se inteirar do que realmente acontecia na capital do Império, observando as mais urgentes medidas, sempre preocupado com o bem estar da população a quem servia.
Certo dia, em uma apertada calçada, ele se encontrou com um escravo, que manifestamente não desejava fazer o esforço de ceder passagem ao velho Imperador. Muito tranquilamente, o Soberano desceu do passeio e seguiu caminho pela rua. O secretário, que o acompanhava, disse:
— Como Vossa Majestade pode se rebaixar assim diante de um ‘negro’?
O Imperador então respondeu ao seu secretário:
— Se eu não aproveito a ocasião para lhe ensinar algo de educação, quem é que o fará?

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).

Artigo profético: Lula e Eike Batista nasceram um para o outro: os dois são vendedores de nuvens – por Augusto Nunes


(Este artigo foi publicado em 31 de dezembro de 2013, quando a triste era "lulopetista" ainda imperava; Merece republicação dentro do seriado “Coisas da República", quiçá "Caos desta ré-pública")

Nenhuma farsa dura para sempre (...)  Nesta quarta-feira, o império imaginário de Eike sucumbiu ao peso de uma dívida sem garantias que soma U$ 5,1 bilhões. “Pedido de recuperação judicial”, como o formulado pela  petroleira OGX, é o codinome do velho e manjado calote quando aplicado por gente fina. A tapeação chegou ao fim. O candidato a empresário mais rico do mundo faliu. O ex-presidente continua empinando seus malabares. Mas está condenado a descobrir, não importa quando, que a freguesia dos camelôs de palanque sumiu. Lula é Eike amanhã. 

Lula é o Eike Batista da política. Eike é o Lula do empresariado. Um inventou o Brasil Maravilha. Só existe na papelada que registrou em cartório. Outro ergueu o Império X. No  caso, X é igual a nada.
O pernambucano falastrão que inaugurava uma proeza por dia se elogia de meia em meia hora por ter feito o que não fez. O mineiro gabola que ganhava uma tonelada de dólares por minuto se cumprimentava o tempo todo pelo que disse que faria e não fez.
O presidente incomparável prometeu para 2010 a transposição das águas do São Francisco. O rio segue no mesmo leito. O empreendedor sem similares adora gerúndios e só conjuga verbos no futuro. Estava fazendo um buquê de portos. Iria fazer coisas de que até Deus duvida. Não concluiu nem a reforma do Hotel Glória.
Lula se apresenta como o maior dos governantes desde Tomé de Souza sem ter concluído uma única obra visível. Eike entrou e saiu do ranking dos bilionários da revista Forbes sem que alguém conseguisse enxergar a cor do dinheiro.
Lula berrou em 2007 que a Petrobras tornara autossuficiente em petróleo o país que, graças às jazidas do pré-sal, logo estaria dando as cartas na OPEP. A estatal agora coleciona prejuízos e o Brasil importa combustível. Eike vivia enchendo milhões de barris na demasia de jazidas que continuam enterradas no fundo do Atlântico. Não vendeu um único litro.
Político de nascença, Lula agora enriquece como camelô de empreiteiros. Filho de um empresário muito competente, Eike adiou a falência graças a empréstimos fabulosos do BNDES (com juros de mãe e prestações a perder de vista), parcerias com estatais (sempre prontas para financiar aliados do PT com o dinheiro dos pagadores de impostos) e adjutórios obscenos do governo federal.
Lula só poderia chegar ao coração do poder num lugar onde tanta gente confia em eikes batistas. Eike só poderia ter posado de gênio dos negócios num país que acredita em lulas.
É natural que tenham viajado tantas vezes no mesmo jatinho. É natural que se tenham entendido tão bem. Nasceram um para o outro. Os dois são vendedores de nuvens.
             

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