xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 19/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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19 janeiro 2017

Novas histórias de Seu Lunga - Por: Emerson Monteiro

Exemplo nordestino de tolerância zero, Seu Lunga chegou ao balcão de uma oficina de motores carregando nas mãos a bomba de água da sua residência. Antes de qualquer abordagem do freguês, o funcionário acha logo de  perguntar:

- Sim, Seu Lunga, trouxe a bomba da cisterna para fazer o conserto?!

De cenho grave, o sertanejo nem deixa esfriar a indagação antecipada e retribuiu em cima da bucha:

- Não, não, nada de conserto. É que a bichinha estava se sentindo muito só e eu trouxe pra ela dar um volta na cidade.

...

Noutra ocasião, na Rodoviária de Juazeiro do Norte, já instalado em ônibus rumo a Fortaleza, quando entra cidadão apressado à busca de localizar a poltrona que adquirira, e vê lugar vazio bem ao lado de Lunga. Reconheceu o comerciante e perguntou:

- Tem alguém sentado aqui, Seu Lunga?

O tradicional personagem nem levantou a vista e revidou:

- Se tiver alguém aí eu estou ficando cego, porque não vejo ninguém nessa cadeira – e nisso fechou de vez a cara diante do recém chegado.

...

Ao chegar numa oficina mecânica na intenção de reparar algum defeito no carro e após descrever o desempenho do veículo da sua propriedade, Lunga ouviu do profissional a indagação que mexeu com os brios:

- E o desempenho do motor, seu carro tem algum barulho estranho? Ele ronca?

Nessa hora é quando lhe reviram as químicas orgânicas, respondendo com naturalidade:

- Se ele ronca eu sei, nunca ouvi, pois enquanto ele dorme na garagem eu fico lá no quarto dentro da casa, longe que nem escuto nada nada lá fora.

...

O célebre personagem do anedotário caririense encontrou amigo numa das ruas de Juazeiro, e esse que quis saber mais do seu passado mais recente:

- E aí, Lunga, por onde o senhor anda esses tempos? Dessa vez demorei a lhe rever...

- Eu? Ando só pelo chão mesmo, pois até agora não aprendi a voar, nem pretendo!

Mundo vulgar - Por: Emerson Monteiro

Onde tudo virou peça descartável e as pessoas já andam desconfiadas de que há dúvida não resolvida nas entranhas dos problemas. As instituições arrastam as patas no lodaçal das notícias diárias. Líderes, o que era bom e necessário, passaram aos investidores de bolsa quais outros quaisquer. A satisfação da existência neste chão pede transformações urgentes. Espécie de mal estar de civilização obsoleta, correr de quê e pra onde pouco importa. Cólica, preguiça de viver, parecer querer dominar a boca do estômago dessas quadras bicudas, cinzentas.

Esse humor anda nas ruas, nas largas avenidas de oito pistas, nos carros climatizados e lentos, presos aos enxames do asfalto. Nisso, as televisões controlam a massa humana de olhos fundos e bocas amargas. Assustariam mesmo os profetas que disseram que o mundo chegou a isso, emenda pior que o soneto, e muito.

Bom, mas o que interessa de verdade são as respostas siderais desse drama localizado no Planeta Azul que rola no firmamento longe de compreender a que se destina.

Querer as soluções significa pedido inevitável perante a fome desleixada dos políticos e outros donatários do poder temporal. Ninguém quer a responsabilidade que lhe cabe e buscou no contexto das massas. Clamor de indivíduos românticos isolados em grupos e ilhas, nas chamadas redes sociais, ganham corpo, contudo semelhantes a ídolos de filmes antigos. Por vezes até que aventuram sair nas praças, pintar a cara e carregar panfletos e faixas, agitar e crescer, e logo somem nos dias seguintes.

Reino da idolatria essa fase mercantil, os seres andam pelos shoppings de olhos vermelhos, assustados, explodem nos shows de rock e ocupam as academias de fisioculturismo, entretanto presos de desejos e guardados sob as nuvens que passam lá no céu à espera das chuvas.

Quem quer fazer diferente a deve mergulhar nas entranhas da Besta e reviver na pele da alma os sonhos dos lendários da luz em volta das fogueiras acesas em luas da imaginação adormecida. As máquinas venceram e, agora, somos seres livres.

Paróquia de Santana do Cariri também festejará centenário da sua criação



Autor: Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato


Segundo as definições do Documento 100 da CNBB (Comunidade de comunidades), a paróquia deve ser compreendida como ‘comunidade de fé’, o lugar onde os fieis ouvem e praticam a vontade de Deus. A comunidade paroquial também pode ser vista como ‘casa’, lugar onde os cristãos encontram abrigo e se fortalecem na sua caminhada para a pátria definitiva.
Nessa perspectiva a comunidade de fé do município de Santana do Cariri-CE, celebrará cem anos de instituição canônica. A Paróquia Senhora Sant’Ana foi criada em 30 de Janeiro de 1917 por Dom Quintino Rodrigues, primeiro bispo da Diocese de Crato.
Delimita-se territorialmente com as paróquias dos municípios de Araripe, Potengi, Assaré, Altaneira, Nova Olinda, Crato e Exu. Com uma área de cerca de 856km quadrados, possui diversas comunidades, vinte e cinco delas com capela.
Durante o ano de 2016, diversos momentos e celebrações prepararam o primeiro centenário da paróquia. A abertura do Ano Jubilar ocorreu em 31 de Janeiro de 2016. De Fevereiro a Junho do mesmo ano houve a peregrinação com a imagem da padroeira pelas comunidades rurais. Já no dia 29 de Maio a paróquia foi consagrada ao Imaculado Coração de Maria na Coroação de Nossa Senhora. No mês de Julho, no período de 16 a 26 a comunidade celebrou a festa da padroeira em clima de jubileu. Em 24 de outubro aconteceu a 12ª Romaria da Serva de Deus Benigna Cardoso. Em Dezembro foram realizadas as celebrações de Crisma na sede e em algumas comunidades.
Concluindo as atividades do Ano Jubilar, agora em Janeiro de 2017 haverá a Semana Eucarística entre os dias 15 e 22, um tríduo nos dias 26,27,28 e no dia 29 a Celebração do Centenário às 17:00 horas no patamar da Igreja Matriz de Santana do Cariri-CE.

Origem da comunidade:
A história da Paróquia Senhora Sant’Ana remonta às origens do município de Santana do Cariri-CE. O Vale do Rio Cariús, antes habitado pelos índios Buxixés foi colonizado pela família Feitosa que aqui erigiu uma capela e disseminou a devoção a Santa Ana.
Com o transcurso dos anos o lugar recebeu o nome de Santana do Brejo Grande, um aglomerado familiar que em 1838 foi elevado à categoria de Freguesia. Entretanto, essa primeira experiência paroquial findou tragicamente após o assassinato do primeiro padre, José Galdino Teixeira, morto em 1844.

(Réplica da primeira imagem da padroeira. Foto: Reprodução)
Após o acontecimento, Santana voltou a ser capela, vinculada agora a Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Assaré. Permaneceu nesta condição por um bom tempo. Até que em 1886, com a visita pastoral do então bispo do Ceará, Dom Joaquim José Vieira, os fieis da paróquia pediram ao bispo que a paróquia fosse restaurada, o que não aconteceu. Porém, Dom Joaquim permitiu que os Padres de Assaré, morassem a partir dessa data em Santana.
Como estava possuindo privilégios de paróquia, com a presença de sacerdotes a comunidade conseguiu construir a atual Igreja Matriz. Demoliram a antiga e já deteriorada capelinha em 1896 e começaram a construção de um imponente templo, somente concluído em 1911, após 15 anos de muito trabalho. A inauguração do relógio e a benção dos sinos da nova matriz se deu em 28 de maio de 1911.
Vendo o desenvolvimento do município de Santana do Cariri, Dom Quintino resolveu então restaurar a paróquia. A mesma foi oficialmente inaugurada em 04 de fevereiro de 1917.

20 de janeiro: Missa do centenário da Paróquia Nossa Senhora das Dores, de Juazeiro, terá até casula inspirada em vestimenta litúrgica do Padre Cícero – por Patrícia Silva

O que é uma “casula”? Trata-se de uma veste litúrgica geralmente confeccionada em tecidos seda ou damasco,  utilizada pelos padres durante as celebrações das missas.
 Casula inspirada em vestimenta do padre Cícero. (Foto: Rozelia Costa)
A casula que vestirá o presidente da Missa Solene do Centenário da Paróquia Nossa Senhora das Dores, de Juazeiro do Norte, dom Gilberto Pastana, próxima sexta-feira, dia 20 de janeiro, foi confeccionada inspirada em uma casula do padre Cícero Romão Batista.
“Embora o padre Cícero não tenha sido o primeiro pároco da Basílica, a nossa intenção foi de trazer à tona a memória dele que teve e tem um grande marco para a criação e estruturação da paróquia, pois como a gente bem sabe Juazeiro do Norte cresceu e se desenvolveu em cima da figura, vida e devoção ao padre Cícero”, explicou o padre Antônio Romão, vigário da Basílica Nossa Senhora das Dores.
Detalhe do bordado, feito a mão. (Foto: Rozelia Costa)
Segundo o padre Antônio, devido a importância do padre Cícero para a história da paróquia, a ideia dos sacerdotes da Basílica era que o presidente da celebração utilizasse uma vestimenta usada pelo próprio padre Cícero, porém devido o estado de conservação em que elas se encontram, isso não foi viável, mas a ideia não morreu ali. Eles mandaram confeccionar uma casula estilo gótica, inspirada em uma casula que foi adquirida pelo padre Cícero em 19 de outubro de 1888 e utilizada por ele durante a missa de fundação do Apostolado da Oração de Juazeiro do Norte, o terceiro mais antigo do país.
Confeccionada durante trinta dias, em Recife, por Juraci Olímpio de Carvalho, dona do Ateliê Santa Clara e Santa Teresinha, a vestimenta inédita, feita para a celebração do centenário, possui bordado em dez tons de linha e pedrarias. Os tecidos utilizados foram o chantum, como peça principal, e o tafetá vermelho, na parte interna.
Casula original que se encontra no Memorial Padre Cícero. (Foto: Reprodução)
A casula original se encontra no acervo do Memorial Padre Cícero, de Juazeiro do Norte, e foi doada pelo monsenhor Murilo de Sá Barreto, que foi pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores durante 48 anos.


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