xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 02/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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02 janeiro 2017

As vozes de dentro - Por: Emerson Monteiro

Por mais que achemos ser a vida só lá fora, torrentes de pensamentos e sentimentos mexem por dentro a todo instante, milhões todo dia. Aonde se virar, multidões de novos interesses exigem que sigamos caminhos por vezes difíceis, doutras menos graves. De comum, são eles que dominam invés de lhes dominar.

Nesse procedimento de constante atividade, surgem ideias, notícias da alma, contos, sonhos, necessidades, desejos e as paixões desenfreadas, voluptuosas, intranquilas ou verdadeiras. Apegos, os apegos nas voragens desse chão. Pretensões inconfessáveis. Ânsias inalcançáveis. No que vamos limpando o teto da consciência e abrindo as clareiras de viver com sabedoria. Tranquiliza daqui, acalma dali, revisa dacolá, e o barco segue rumo da cachoeira dos dias.

As pessoas tocam de perto no trote das ações internas e recebem do jeito que puder o gesto dos demais, a ponto de Jean-Paul Sartre afirmar de boca cheira que o Inferno são os outros. Ao que direi: o Inferno e o Céu são os outros. Porquanto tanta maravilha na presença das pessoas do nosso lado. Quão gostoso quebrar a solidão dos momentos junto de quem amamos de plena felicidade.

Felizes seriam esses de merecer a companhia de criaturas de bem com a vida. Obter na certeza a chance única de merecer o bem que planta no modo intenso da alegria que possa causar a que esteja próximo. Um vulcão ativo da melhor felicidade, pois, contar presenças agradáveis, que gostem da gente de igual pra igual, nos teatros desse mundo.

A paisagem ilumina, o som virá música, as companhias enchem o horizonte de esperança e as horas transcorrem numa velocidade por demais surpreendente. Sílabas tônicas do sabor de leite e mel unir as falas às belezas das almas inteiras, dos que nos amem e nós os amemos. Isto feito eterno, eis a fonte inesgotável do bem verdadeiro.

O tempo da Eternidade - Por: Emerson Monteiro

Há paz no olho do furacão. Pouco importa o movimento nas extremidades, vez habitar suavidade imperecível bem no íntimo das contradições, ali onde sobrevive a esperança dos dias melhores. Observar, pois, as bordas da boca e controlar o que ingere e dominar as palavras que nelas passam. Porquanto viver é preciso saber. Mas ouvir importa tanto quanto refletir, apresentar o colo da inspiração ao sabor das madrugadas de frio e alegria dos lençóis quentinhos.

Isso de aperrear e querer falar os nomes, os outros, de insistir revisar o firmamento, parece motivo de cobração dos descontroles, fofoca, fuxico, falsidade. Querer mandar nos outros sem mandar em si, apontar defeitos e fustigar as revisões quais perfeitos sendo, no entanto dos nos entantos quais

o quê, sujeitos de miolo mole, mudar o mundo e não mudar primeiro a si próprio, até quando sei lá não sei, vales inúteis. Olhar pra dentro e achar que espera nas curvas do caminho só na intenção de achar defeito, valha-me Deus, meu São João.

Novas luas preparam o céu às novas aventuras do tempo, que dorme na barriga da mãe Eternidade que não passa, quem passa é a gente nos ponteiros impacientes dos relógios, moleques apressados de mostrar a que vieram, e nós não. Ela, Dona Eternidade, a seu modo, observa calada o destrupiço dessa gente agoniada de vender e lucrar, a fim de correr caminhos e fazer poluição.

Dois ou mais ainda é pouco na velocidade dos ventos que varrem a sola dos pés. Os passantes ansiosos sabem pouco de quase nada, e desesperam nas horas que caem todo tempo. O tempo, esse senhor da razão, que nem explica tanta preguiça de viver que comprime o peito dos orgulhosos. E deixa que pratiquem o desejo, depois vem buscar os atrasados.

Ah, tempo filho da Eternidade mãe de tudo quanto...

Há paz no olho do furacão.


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