11 dezembro 2017

Histórias alheias V - Por: Emerson Monteiro

No livro O que é religião, de Swami Vivekananda, fomos achar a história que ora vamos contar:

Segundo os místicos hindus, depois de adquirir a sabedoria entre os humanos, os sábios vão habitar entre os deuses, no cumprimento das existências que aqui viveram. Assim, Narada, iogue de largos conhecimentos, já vivendo no reino dos deuses, certo dia cruzava uma floresta quando avistou ancião em meditação profunda à busca desvendar a iluminação, que lhe indagaria: - Aonde vai, Naranda?

- Estou indo ao Céu – ouvi de resposta; ao que acrescentou: - Pois pergunte a Deus quando obterei a libertação e chegarei de junto dos deuses.

Logo à frente, se deparou o sábio com outro homem que também praticava austeridade, sendo que este pulava, dançava e cantava, e que lhe fez pergunta idêntica de aonde seguiam seus passos daquela vez. No que recebeu resposta semelhante à do crente anterior, de que ia ao encontro de Deus.

- Então pergunte a Ele quanto tempo passarei até ganhar a Salvação – pediu reverente o discípulo.

...

Tempos depois, ao regressar aos arredores daquela floresta, Narada responderia ao primeiro homem que ele viveria só quatro renascimentos, e galgaria o sonho da libertação deste mundo de matéria, na razão dos esforços que desenvolvesse pela prática meditativa.

Ciente disso, o homem entristeceu, chorou até, visto o período que avaliou ainda longo que teria de permanecer e realizar o que lhe restava na missão daqui da carne.

Mais à frente, ao deparar o outro homem, Narada responderia: - O senhor há de viver por tantas vidas quantas sejam as folhas daquele tamarindo ali defronte. Nessa hora, enfim, desfrutará em glória os bens do Paraíso eterno.

Ao escutar a notícia, o religioso se pôs, festivamente, a dançar em face da revelação que recebeu, enquanto, alegre, repetia: - Alcançarei a libertação em tão pouco tempo!

Bem nesse instante, Voz poderosa ecoou através do silencia da floresta: - Você terá a libertação neste minuto! – Ao que Vivekanda, na sequência, considerou: Só perseverança semelhante à do homem disposto a aguardar uma eternidade produz os mais elevados resultados.

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