15 novembro 2017

Revelação - Por: Emerson Monteiro

Vi num sonho que, mesmo diante de toda a maldade que ainda existe no mundo, o bem há de sobreviver para sempre. Todos os momentos bons, certos e justos persistirão existindo no coração de quem os viver. As horas de rara felicidade, as ocasiões de paz e harmonia, que tocaram os esteios da esperança e da fé, que nutram a beleza no sentimento, essas jamais desaparecerão, no que pesem obstáculos e perseguições; as consequências que as fustigaram naquelas situações jamais as destruíram, por maior seja o mal, mas que regressarão à consciência de quem as experimenta, e lhes preservam as lembranças.

A força que possui o que é bom oferece motivo da continuação dessa bondade ao infinito dos que merecerem conhecer essa pureza original. Nisso, todos dispomos da condição de resistir, nos sonhos vividos. A manutenção de tais oportunidades se faz de modo natural, porquanto o poder dessa bondade as circunscreve no seu íntimo e mantém acima do desgaste dos tempos e das circunstâncias. Diante daquele esfacelamento das lembranças, estas lembranças positivas contêm os elementos necessários à própria realização constante. Significa uma eterna infância da originalidade, face à pureza da inocência.

Os lugares e as ocorrências de valor positivo, portanto, merecem do equilíbrio universal as tais respostas em nós próprios, testemunhas e autores dos aspectos puros, matéria prima da renovação das manifestações com que a face definitiva das existências far-se-á já agora, e no coração dos protagonistas no amanhã. A lei que estabelece a conservação dos instantes felizes, pois, representa o fator básico da criação das eras de Luz que norteia as existências durante todo tempo. Enquanto isto, a criatura revela em si o poder de preservar os primeiros passos da suprema transformação que ora acontece, qual partícipe, autor e também criador, numa espécie de protagonismo efetivo, espelho real de tudo quanto até aqui veio à tona durante todo tempo, nos campos da boa consciência, vez que matéria era só a não existência do Ser.

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