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14 novembro 2017

Para reflexão no dia 15 de novembro:

Um golpe, uma mentira e perdemos um grande chefe de estado

(o artigo abaixo constitui as páginas 29 a 32 do livro: “Tradição, Fé e Lealdade – Histórias para Damas e Cavaleiros do Amanhã” – autora: Rita de Sá Freire).
Uma das últimas fotos tiradas da Família Imperial Brasileira antes da expulsão de Dom Pedro II, da Imperttriz Teresa Cristina, da Princesa Isabel e do Conde D'eu, bem como de seus filhos, embarcados na calada da noite para a Europa, para evitar a reação do povo que era a favor dos seus monarcas.
 “Em que o Dr. Luiz conversa com os filhos sobre a triste partida de D. Pedro II para a Europa.
Passados alguns meses da instalação da República, no início de 1890, o Dr. Luiz reúne-se novamente com seus filhos Enéas e Milcíades. O Imperador D. Pedro II já havia embarcado para a Europa e as notícias divulgadas eram muito esclarecedoras sobre o que podíamos esperar desse novo governo. O Dr. Luiz reuniu seus filhos e disse:
- Meus filhos, as notícias que me chegam são muito tristes. O fim do Regime Monárquico foi algo muito indigno e depõe contra nosso País. O exílio, último ato infame contra o Imperador, pessoa muito respeitada e amada por seu povo, foi conduzido de forma vil. Soube que, durante a sublevação pela República, D. Pedro II, para evitar o derramamento de sangue, já havia concordado em abandonar o País.
Mesmo assim, um grupo de líderes republicanos, temerosos da reação popular à deposição do monarca, exigiu que o Imperador partisse durante a madrugada. Em resposta, D. Pedro II informou de que a Família Imperial não sairia do País dessa forma, como se estivesse fugindo por ter praticado ato desprezível.
- Soube que durante a conversa de D. Pedro II com os republicanos formou-se nas ruas grande burburinho, eram ex-escravos e outras pessoas de bem que traziam seu apoio ao Imperador. Sabendo disso, os republicanos prendem os apoiadores do Soberano e isolam o palácio de contato externo. Dom Pedro II, percebendo a agitação nas ruas tenta saber o que estava ocorrendo e recebe a informação de que estudantes queriam atacar a Família Imperial. Esta infame mentira foi um duro golpe final para D. Pedro II que, a partir daí, desgostoso com a falsa notícia de abandono pelo seu povo, concordou com a partida rápida.
E assim, termina a história de D. Pedro II no Brasil, com uma infame mentira.
Ouvindo as palavras de seu pai, Milcíades complementa:
- Pai, é uma pena o que aconteceu com D. Pedro II, pois é um grande homem, exemplo de virtudes, que deveria ser apoiado pela sociedade brasileira. Ele e sua filha, a Princesa Isabel, estavam sofrendo muitas injúrias e injustiças pelas iniciativas da monarquia contra a escravidão. Além disso, sabemos que o Imperador é um homem de extrema caridade.
- Fato pouco conhecido e que, por sinal, será pouco divulgado no futuro, é que o Imperador, mesmo sem recursos, recusou oferta de indenização de 5 mil contos de réis – cerca de 4 toneladas e meia de ouro – dos republicanos. Segundo ele, o governo não tinha direito de dispor assim dos bens do País. Isto sim é um exemplo de dignidade.
- Nós poderíamos passar horas aqui falando das qualidades de D. Pedro II: sobre seu grande gosto pelo conhecimento, que o torna uma dos maiores intelectuais de sua época; sobre sua fé e caridade que o tornavam um defensor da Santa Igreja Católica; sobre sua frugalidade, pois durante seu reinado, os bailes e eventos da corte praticamente cessaram. Ele vivia de forma simples, trabalhava diariamente pelo menos oito horas e exigia dos funcionários do governo o mesmo padrão de comportamento.
E Enéas, trazendo notícias que seu pai e seu irmão ainda não tinham conhecimento, diz:
- Pai, para finalizar esta triste história tenho notícias de que a Imperatriz D. Teresa Cristina faleceu em Portugal, poucos dias depois da chegada à Europa. Segundo pessoas ligadas a D. Teresa, ela confidenciou em seu leito de morte “não morro de doença. Morro de dor e de desgosto”.
E o Dr. Luiz lamentou a sorte dos brasileiros, pois perderam um Chefe de Estado que estava disposto a oferecer os maiores sacrifícios e a prestar os melhores exemplos...”

(OBS: Caros leitores: apesar de ser um conto fictício infanto-juvenil, a narrativa acima se mantém bem próxima aos fatos, pois se baseou em fatos históricos, como fez questão de esclarecer sua autora, a Dra. Rita de Sá Freire)

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