08 novembro 2017

A verdadeira história do Brasil: A “Proclamação” da República é uma fábula. Nunca aconteceu.


Quadro idealizado pelo pintor paulista Benedito Calixto denominado “A Proclamação da República”. A historiadora Lilia Schwarcz escreveu: "Ao que parece, a República não se proclamou ‘no berro’, nem deu Deodoro um grito”.O quadro é uma simulação.

    Os livros escolares, de diversos autores – divulgam uma “pseudo-historiografia” – apresentando a “proclamação” da República como um episódio cheio de glórias, com o heroísmo do Marechal Deodoro e o idealismo dos seus companheiros do golpe militar de 15 de novembro de 1889. Induzem os estudantes a supor que o velho Marechal foi ao Campo Santana, no Rio de Janeiro, para participar de uma feroz batalha em prol da liberdade, e em lá chegando, tirou o boné e gritou: “Viva a República!”. O povo aplaudiu e respondeu: Vivaaa! 
        Mentira Cabeluda!
       Mas o leitor há de perguntar: Se não houve essa proclamação, como foi implantada a República no Brasil?
     Antes de responder, voltemos alguns anos antes do fatídico 1889. Deodoro da Fonseca estava no Comando Militar do Rio Grande do Sul. O influente político Silveira Martins ocupava a Presidência da então Província, hoje Estado. Tanto Deodoro, como Silveira Martins disputavam os encantos e favores de uma viúva, chamada Adelaide. Esta deveria ser chamada “a heroína da República”, pois tudo se deve a ela.
     Parece que Adelaide preferiu o Silveira Martins, deixando Deodoro em segundo plano. Por consequência os dois senhores tornaram-se inimigos ferrenhos. Anos mais tarde, em 1889, foi isso que conduziu a conduta tresloucada do Marechal. Mas este nunca proclamou a república...
      A verdade dos fatos dizia que naquele 15 de novembro, tremendo de febre, o velho marechal foi ao Campo de Santana para destituir o ministério liderado pelo Visconde de Ouro Preto. O Marechal chegou, suando muito, com dor de cabeça e com a voz trêmula, falou o mais alto que conseguiu: "Viva o Imperador”.
       Depois voltou para casa. Para a cama. Deitado recebeu a visita alguns conspiradores republicanos. Estes tentaram fazer com que Deodoro assinasse um documento que viria a ser o Decreto Nº 1 da República. O velho militar se recusou: havia jurado fidelidade ao Imperador Pedro II. Deodoro não era republicano. Nunca foi. Havia mesmo escrito, poucos dias antes, a um de seus sobrinhos, o General Clodoaldo que "República no Brasil e desgraça completa são a mesma coisa".
     
  De má fé, os conspiradores disseram ao Marechal que o Visconde de Ouro Preto seria substituído por Silveira Martins. Sabiam da inimizade entre os dois. Deodoro nunca havia perdoado seu antigo rival na disputa pelos favores da Viúva Adelaide, à época que servira ao Exército em Porto Alegre (RS).
         Foi a gota d’água! Tresloucado, como sempre ficava quando se lembrava de sua antiga paixão, Deodoro disse textualmente: "Então me deixe assinar esta porcaria". A “porcaria” era o primeiro decreto instituindo um “governo provisório” constituído sem a aprovação do povo. Foi assim que a República foi implantada no Brasil. Na prática, a assinatura de Deodoro não representava coisa alguma. Mas os conspiradores a transformaram num golpe militar.

PS –  O decreto que o “proclamador” da República chamara de “porcaria”, começava assim: “Governo Provisório. Decreto no 1 (15 nov. 1889) – Proclama provisoriamente e decreta como forma de governo da Nação brasileira a República Federativa, e estabelece as normas pelas quais se devem reger os Estados federais”. Deu no que deu. Basta ver a que decadência chegou a atual República brasileira...


(Baseado em postagem feita no site: argumentário monárquico)
  

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