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25 setembro 2017

Dihelson lembrou bem: há 183 anos morria o grande Dom Pedro I

Pois é Dihelson! 
No dia 24 de setembro de 1834 morria, no Palácio de Queluz, em Lisboa ( no mesmo local onde  havia nascido) o Imperador Dom Pedro I. Ele faleceu com apenas 35 anos de idade.  Nascido em 12 de outubro de 1798, dia em que se comemora São Pedro de Alcântara, Padroeiro Principal do Brasil e Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira da nossa Pátria. Pouca gente sabe que se deve também a Dom Pedro I a escolha de São Pedro de Alcântara como Padroeiro Principal do Brasil.  Na verdade, logo após a Independência do Brasil, o Imperador Dom Pedro I entendeu que o Brasil precisava ter um santo padroeiro oficialmente autorizado pelo Vaticano. Dom Pedro I formalizou esta solicitação, e através da Bula de 31 de maio de 1826, o Papa Leão XII, proclamou São Pedro de Alcântara Padroeiro Principal do Brasil.
    Por isso, São Pedro de Alcântara tem a honra de compartilhar oficialmente, com Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o celeste padroado do Brasil.
      Que o nosso glorioso padroeiro, guia de governantes e governados, ilumine o nosso querido e sofrido Brasil, nesta hora tão decisiva para o futuro da Terra da Santa Cruz.
Como uma vida tão breve conseguiu ser tão grandiosa? Reproduzo abaixo um artigo publicado no site
“Causa Imperial”.
Armando Lopes Rafael
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"Durante muitos anos, Pedro I foi visto pelos brasileiros como um déspota arbitrário e absolutista que estava mais preocupado com as diversas amantes do que com o Brasil. Esta visão foi fruto da propaganda realizada primeiramente pelos liberais federalistas contra o monarca e seguida mais tarde pelos republicanos para desacreditarem o período monárquico brasileiro. Tal quadro viria a se modificar somente na década de 1950, quando o historiador Octávio Tarqüínio de Sousa lançou em 1952 a obra biográfica "A vida de D. Pedro I". Sobre a visão histórica a respeito do primeiro imperador brasileiro Oliveira Lima afirmou que:
"Foi até moda, que só passou com a República, difamar D. Pedro I e zombar o mais possível do bom Rei D. João VI, a quem o Brasil deve sua organização autônoma, suas melhores fundações de cultura e até seus devaneios de grandeza". […] "De D. Pedro I mil coisas se inventaram, entre elas uma deslealdade tão consumada que só parecia roubada aos tiranetes [pequenos tiranos] da Itália da Renascença".
No entanto, ao abdicar em 1831, o Brasil que Pedro I deixou era a maior potência latino-americana. O exército, com cerca de 24 mil homens, era tão bem equipado e preparado quanto os seus equivalentes europeus, apesar da diferença numérica. A marinha detinha mais de oitenta modernos navios de guerra. As demais nações republicanas da América Latina sofriam com intermináveis guerras civis, golpes de Estado, ditaduras, desmembramentos territoriais e caudilhos disputando o poder pelas forças das armas. O Brasil recebeu os seus primeiros investimentos em indústria, tendo o Estado criado incentivos governamentais em 1826. 
Havia respeito às garantias individuais e as eleições ocorriam periodicamente sem interrupções. A Constituição promulgada em 1824 sofreu pequeninas modificações e perdurou por todo o Império e ao ser extinta em 1889, se não tivesse sido derrubada pelo Golpe de Estado republicano, seria a terceira mais antiga ainda em vigor no mundo. Após a revolta da Confederação do Equador em 1824 e apesar das disputas entre as facções políticas, pelos próximos sete anos de reinado de Pedro I houve paz interna. Armitage afirmou que apesar "de todos os erros do Imperador, o Brasil durante os dez anos de sua administração fez certamente mais progressos em inteligência [desenvolvimento] do que nos três séculos decorridos do seu descobrimento à proclamação da Constituição portuguesa de 1820".
Contudo, o maior legado de Pedro I foi ter garantido a integridade territorial de um Império de proporções continentais, permitindo aos habitantes de regiões longínquas do norte na nascente do rio Ailã em Roraima, ao sul no arroio Chuí no Rio Grande do Sul, ao leste em Ponta do Seixas na Paraíba e a oeste na nascente do rio Moa no Acre considerarem-se hoje pertencentes a uma única nacionalidade: a brasileira".

FONTES:
    NABUCO, Joaquim. Um Estadista do Império. Volume único. 4 ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1975, p62-63
    SZMRECSÁNY, Tamás e LAPA, José Roberto do Amaral. História Econômica da Independência e do Império. 2. ed. São Paulo: USP, 2002, pg.298
    MAIA, Prado. A Marinha de Guerra do Brasil na Colônia e no Império (2ª edição). Rio de Janeiro: Cátedra, 1975. p. 133-135
    PEDROSA, José Fernando Maya. A Catástrofe dos Erros: razões e emoções na guerra contra o Paraguai. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 2004, p.229
    VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002, p.197

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