29 setembro 2017

A descoberta de Machu Picchu - Por: Emerson Monteiro

Em setembro de 2015, tivemos a grata oportunidade de conhecer uma das sete maravilhas do mundo moderno, as ruínas da cidade sagrada dos Incas, no Peru, numa montanha denominada Machu Picchu, ou Montanha Velha, situada a 2.400 m de altura. Tal experiência, por demais gratificante, marca em profundidade a alma dos que ali chegam aos milhares, vindos de toda parte.

Com a derrocada do Império Inca, face à colonização dos espanhóis, isto no século XVI, aquela civilização dispersara-se pelos Andes à cata de sobrevivera. Esta cidade sagrada de Machu Picchu, ao que deduzem os estudiosos, haveria de ter sido destinada aos nobres do Império, visto o difícil e secreto acesso. Os Incas foram povo que não dispunha de escrita. Os sinais de referências que deixou foram suas construções, seus símbolos e monumentos, e nós em cordas, tudo, no entanto, carecendo até agora de maiores interpretações.


Quando em 1865, Antonio Raimondi, naturalista italiano, teria visitado as ruínas, no que supõem os registros ser desse época a presença dos primeiros  estrangeiros a visitar o lugar. Adiante, em 1867, um empresário alemão, Augusto Berns, criaria empreendimento que visava explorar as riquezas descobertas, isto segundo informa o explorador e historiado Paolo Greer. Apoiado pelo governo peruano, a dita companhia transportaria a colecionadores da Europa e dos Estudos Unidos a relíquias que vieram arrecadar. Porém o achado permaneceu mais algum tempo sem largas divulgações, apesar de menções nos mapas do tempo qual a cidade inca perdida na selva peruana.

Em 24 de julho de 1911, um professor norte-americano, Hiram Bingham, conduziu ao sítio uma expedição da Universidade de Yale, o que divulgaria ao mundo inteiro através do livro Cidade perdida dos Incas. Bingham procurava a capital da resistência dos Incas contra os europeus entre 1536 e 1572, Vilcabamba, quando chegou ao Rio Urubamba, no sítio de Mandorbamba, e conheceu o camponês Melchior Arteaga, de quem ouviu as primeiras notícias da existência das ruínas, cujo acesso, no alto de montanha íngreme, dar-se através de intrincada vegetação. Ainda assim, insistiu na busca, guiado por outras pessoas que também residiam nas proximidades. 

No seguimento dessa expedição, em 1913, a National Geographic Society publicaria revista com 186 páginas e centenas de fotografias daquelas ruínas sagradas e, desde então, milhares de visitantes vêm conhecer esse que é o reduto arqueológico mais importante das Américas.

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