xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/01/2017 - 09/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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16 agosto 2017

A liberdade individual - Por: Emerson Monteiro

Os conceitos definem bem que a minha liberdade termina aonde começa a liberdade do outro. Essa fronteira representa o princípio do respeito entre os seres humanos e desenvolve uma série de avaliações por demais importantes nos âmbitos do direito, da sociologia, da filosofia, etc. O respeito aos valores, por sua vez, significa paz social, até chegar à regra áurea de nunca querer para o outro o que não quer para si próprio.

Entretanto a consciência individual carece desenvolver tais valores no decorrer das existências. A desobediência a tais princípios ocasiona situações que exigem respostas até coercitivas, punitivas, do controle social, porquanto são criadas as leis que regem os comportamentos. Daí todos sermos sujeitos de direitos e obrigações. Nisso, meu direito termina aonde começa o direito dos demais. Estendidos às instituições, aos países, virão os compromissos que regem as normas internacionais, por exemplo.

Segundo postulados existencialistas, na filosofia, todos temos a liberdade que os outros nos permitem ter. Que o ser humano é condenado a ser livre, contudo diante do espaço de razões sociais determinantes. O que significa livre-arbítrio seria, diante disso, a possibilidade contingente de ser livre, porém na face das permissões e circunstâncias. Eu e o outro em movimento, em evolução. Isso impõe dependência a determinações do respeito mútuo e das normas, além da obtenção, pura e simples, das nossas pretensões individuais.

Destarte, condenado que somos a ser livres, os humanos hão de se render aos limites da liberdade qual padrão inevitável de reunir direitos em função das suas obrigações. Durante o exercício dessa liberdade tão apreciada, o grupo social impõe condições, ou contrapartidas, aos cidadãos que visam merecer a vida em sociedade, porém a pagar uma espécie de taxa de condomínio pelos benefícios auferidos de utilizar os serviços das vilas, das cidades, das nações. No transcurso dos tempos, em consequência, vêm as tradições, os sistemas e as civilizações. Homem nenhuma é uma ilha nesse mar de conformações e utilidades públicas

Um Eu sagrado - Por: Emerson Monteiro

Todo tempo, séculos sem fim, os humanos buscam conhecer o lado de dentro da criatura de Si, às vezes com sucesso, vide sábios e santos. Até hoje ninguém questiona a existência desse parâmetro do Inconsciente persistente no íntimo pessoal. Vêm disso as tantas escolas religiosas espalhadas pelo mundo. As inúmeras aventuras, na amplidão do universo do Ser, através do conhecimento. Matéria prima de pesquisas constantes, voam depois da capacidade dos estudiosos, que ainda tateiam entre a sombra e a luz da alma. Fascinante isto de que dispomos a fim de aprender os passos verdadeiros da vastidão infinita.

Pouco importa a inteligência mais genial, entretanto permanece em aberto descobrir a equação do mistério. Criam teorias, aperfeiçoam os conceitos, editam livros, porém a revelação vive liberta no seio do sentimento, sede da emoção, planos do coração. Na distância do sentir ao dizer, o caminho da Iluminação. Os mestres espirituais falam, por isso, do drama tenebroso da transmissão dos ensinos, porquanto antes do que transmitir existe a necessidade do solo de quem irá receber, senão será tão só informação e não saber o que se passa. Ausência de solo fértil, eis a crise na estrada de mão dupla, a exigência de conhecer o Absoluto. Ter aonde guardar o que aprender.

Há, pois, que ampliar o Eu sagrado. Jesus falou através de parábolas, a mostrar a Verdade além do mero raciocínio mental. Falou em um Reino que aguarda que visemos a Luz e a compreendamos. Aspecto místico das individualidades, diversos cientistas abordaram o tema. Sócrates. Santo Agostinho. Paulo. Jung. E mais que vieram e virão. Outros já oferecem o exemplo de viver, os nomes essenciais ao aperfeiçoamento das religiões.

Nisto, ainda que difícil de conhecer, porém sendo possível, notícia alvissareira admite quais perspectivas, sobremodo em épocas escuras, durante as fases de aprendizado que atravessamos. Pressentir a existência perene da porta da Libertação, indiscriminadamente, transportamos em nós a Imortalidade, vez sermos deuses, e carecemos dizer a nós mesmos este sonho definitivo.

(Ilustração: Angelus, de Jean-François Millet).

CNBB estimula Jornada de Oração e Jejum pelo Brasil por ocasião do Dia da Pátria

Fonte: Site da CNBB
 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convida a todos para uma Jornada de Oração pelo Brasil, a ser realizada nas comunidades, paróquias, dioceses e regionais do país, de 1º a 7 de setembro próximo. Os bispos decidiram mobilizar os cristãos, por meio da oração, após a análise da realidade brasileira feita na última reunião do Conselho Episcopal Pastoral da entidade, dias 10 e 11 de agosto.
O Dia de Oração e Jejum sugerido é o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil. Além da carta, enviada a todos os bispos brasileiros, foi enviada também uma oração a mesma enviada por ocasião da celebração de Corpus Christi, com uma pequena adaptação na última prece.
Segundo o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, a Jornada de Oração é uma oportunidade para que os cristãos e pessoas de boa vontade que querem um Brasil melhor, mais fraterno e não dividido se unam.
    “Nós estamos necessitados de um novo Brasil, mais ético; de uma política mais transparente. Nós não podemos chegar a um impasse de acharmos que a política pode ser dispensada. A política é muito importante, mas do modo do comportamento de muitos políticos, ela está sendo muito rejeitada dentro do Brasil. Nós esperamos que esse dia de jejum e oração ajude a refletir essa questão em maior profundidade.”
Um dos trechos da oração, encaminhada a todos os bispos do país pelo Consep, pede:
    “Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejamos atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos”.

15 agosto 2017

Os sons do inesperado - Por: Emerson Monteiro

Escrever, no mínimo, é prazeroso, instigante. Oferece ímpetos de a gente correr em busca de novidades e encontrar alternativas de jogar com as palavras, em meio às rotinas, viagem por vezes surpreendente. Os sons das palavras saem batendo nas paredes da visão, escarrancham sótãos de lembranças, notícias, pensamentos, sonhos, assim quase vadias, destituídas de propósitos ou direitos, no entanto firmes na intenção de revelar os segredos guardados nas sete capas do inexistente. Muitas, inúmeras, as chances de acalmar o instinto dessa função de transmitir, porém, ainda que tranquilizem durante algum tempo, lá adiante vêm de novo neste desejo de saltar fora e trocar em miúdos o que restara das refeições cotidianas, e tem mais, acham que queiram parar aqui e dividir a solidão das existências, nesta comunhão de pensamentos na mesma aventura das revelações interiores. Palavras, palavras, palavras...

E quando, outra vez, elas descobrem a gente presa da angústia de querer contar o inconfessável, psicografando junto o séquito de andarilhos, de longe, observam os desavisados e trazem sons do inesperado ao texto.

Outro dia, Ceci me falou que, recentemente, ouviram profundo estrondo nas imediações do litoral norte da Bahia, quando identificaram naquilo a queda de um meteoro de maiores proporções. A notícia gerou empenhos dos estudiosos em localizar os pedaços do corpo celeste, disso pedindo à população que tragam às pesquisas tais pedras de corisco que recolheram. Eis dos tais sons do inesperado em que falei. Quantas e tantas ocasiões correm nos céus as estrelas cadentes, riscos de luz desses corpos que penetram a atmosfera da Terra e incendeiam nos fachos luminosos. Deles veem-se os claros, no entanto há dias em que deles também se ouvem o estrondo ao tocarem o solo das proximidades dos núcleos humanos.

Isso lembra os sons das palavras quando invadem o silêncio em volta e chegam ao coração, no instinto de serem transmitidas uns aos outros, pela escrita, no discurso de papel. Algumas viram coriscos e chamegam o território íntimo de quem escreve e adiante dos que leiam.

Homenagem ao Cratense Pedro Bantim Neto - Por: Valdemir Correia de Sousa




Li aqui no Blog do Crato, em um relato de primeira categoria, uma mini-biografia de Pedro Bantim Neto. Endosso tudo o que foi escrito pelo autor do artigo, e ainda quero acrescentar mais algumas
coisinhas que não foram lembradas: Pedro Bantim era uma figura de um humor autêntico, fino, salutar e espontâneo. Na sua sorveteria, os sorvetes que ele fabricava e vendia, os clientes se deleitavam com seus vários sabores, como manga, sapotí, cajú, e demais futas da terra.

O mesmo só vestia de linho branco, com uma impecável camisa silac de 4 bolsos, e também um impecável sapato branco. Era um autêntico médico no modo de trajar, e não fazia restrições a quem o chamasse de Dr. Bantim. Como tinha muita amizade com o mesmo, e sabedor de como ele apreciava brincadeiras, e como se fosse combinado, levávamos o fictício para o  real.

Pois bem, a minha loja era uma galeria que ligava a Rua Dr. João Pessoa, à Santos Dumont, por onde passava uma infinidade de pessoas durante o expediente comercial. O meu birô ficava no meio da loja, e havia sempre muitos clientes, vendedores, etc. Mais ou menos 3 da tarde lá vinha Bantim. Chegava, e dizia: "Boa tarde..boa tarde, Dr.Bantim", respondia eu. Como foi seu dia ? Perguntava, e ele respondia... "Foi mais ou menos, operei somente 6, sendo que destes 6, 3 morreram logo, e creio que daqui pra amanhã os outros 3 também vão partir...". Então, ele saía, e as pessoas que estavam comigo, arregalavam os olhos e diziam... "Eita Dr. da mulesta !"

Todo dia era assim: Um dia, morriam 3, noutro morriam 4, etc, até que um dia chegou lá um caminhoneiro, gaúcho, com uma barriga enorme, e começou a se queixar... Seu Valdemir, estou aqui me vendo com uma dor de estomago, pois comi uma feijoada e me fez mal. Nisso, lá vem Dr. Bantim, e começava o ritual... Dr. Bantim... grande medico...tão dizendo, ele respondia. Aí falou que havia virado um caminhão descendo a serra, tinha muita gente ferida e achava que poucos iam sobreviver.  Então eu disse.. "Dr.bantim este motorista aí está se vendo com uma dor, peço que você examine o mesmo". Aí  o caminhoneiro arregalou os olhos e disse.. não, não doutor, já tô bonzinho". Bantim disse: "Bem amigo, caso a dor volte, vá até ao hospital, que eu lhe opero." Resposta do caminhoneiro... "Vá operar o diabo, eu mesmo não..."

Essas histórias eu contei aos filhos de Bantim, e eles sabiam que não existia nenhuma maldade, e hoje ao ver o mesmo cercado pela família nesta foto, com muitas saudades, quero transmitir a todos. meus votos de estima e consideração.

Um grande abraço, meu amigo. Sei que onde voce está, é somente alegria.


Valdemir Correia de Sousa
Crato, 14 de Agosto de 2017
Para o Blog do Crato






AMIGOS, MUITO OBRIGADO PELAS MENSAGENS DE ANIVERSÁRIO !


Quando se recebe mais de 300 mensagens de aniversário, temos mais é que agradecer ! ( do Facebook )




Estava aqui pensando no que move a humanidade em ser às vezes tão solidária, gentil e agradável, mesmo com quem não conhece, ou pouco conhece o seu trabalho.

Hoje, 15 de agosto, completo 51 anos de idade muito bem vividos. Agradeço a Deus nessa existência, ter recebido o chamamento e o dom da música ainda bem cedo, de ter trilhado esse caminho mágico dos sons que há poucos é dado conhecer, e sobretudo, de haver conhecido pessoas tão maravilhosas em todas as áreas e de tantos lugares, que possibilitaram meu crescimento espiritual e artístico. Posso dizer que sou uma pessoa feliz, que tive uma existência feliz, porque faço aquilo que amo, e amo aquilo que faço. Também trabalho há muitos anos como jornalista, fotógrafo, dentre outras coisas. Estou há alguns meses voltando a me dedicar quase que exclusivamente à música, e em breve teremos novos shows e concertos, sem perder o melhor que aprendi em outras profissões.

E como é estar aos 51 ? Cada vez melhor. A vida até agora tem sido de intensa pesquisa, de amadurecimento, da tentativa de compreensão do mundo e das pessoas ( E de muito trabalho, claro ). Cada vez mais procuro defender a tese de que é possível se ter razão, sem que o outro esteja errado necessariamente. Acredito que a educação, o amor entre as pessoas, e sobretudo, a compreensão, são as maiores ferramentas que possibilitarão que a humanidade dê o seu maior passo em direção a um verdadeiro desenvolvimento. Não será a tecnologia, não será a ciência, mas a busca pelo crescimento interior, pois o grande problema é que o nosso conhecimento tecnológico de há muito superou a busca pelo auto-conhecimento e o crescimento enquanto seres humanos, e por isso vemos tanta violência, tanta maldade, e tanta estupidez no mundo.


Mas isso de forma alguma me faz desacreditar que os grandes sonhos possam se tornar realidade. Ainda acredito que é possível evoluir juntos a um plano superior de existência, de fartura, mesmo aqui na terra, onde, através do auto-conhecimento, quebraremos as amarras que nos prendem. E porquê acredito nisso ? Quando vejo a prática da bondade, de justiça, de amor, de carinho, da solidariedade.

A nossa convivência diária aqui no Facebook acaba nos tornando uma grande família. Sei bem que amizades profundas podemos contar apenas nos dedos, mas de vez em quando me surpreendo com algumas pessoas, e por incrível que pareça, às vezes alguns "desconhecidos" fazem mais por nós, do que os velhos conhecidos, e isto é mais uma lição que se aprende. A grande pergunta também é: O que temos feito pelos nossos amigos ? A amizade é sempre uma via de mão dupla.
Portanto, eu gostaria de agradecer a todos que fazem parte do meu círculo de amizades aqui no Facebook, no Twitter, no Instagram, e outras redes sociais, como o Youtube, onde também tenho muitos amigos, por tantas demonstrações de gentileza, e pela bela convivência ao longo do ano. Creio firmemente que o melhor ainda está por vir, e que cada um ainda não mostrou todo o seu potencial nem seu maior brilho, mas certamente que chegaremos lá.


Por hora, desejo simplesmente AGRADECER e dizer que continuarei a jornada em direção à realização de grandes projetos que envolvam a sociedade, que tragam o bem a muitos, que estes não sejam apenas sonhos ou devaneios, mas realidade firme.

Muito obrigado pelas maravilhosas mensagens de aniversário. Certamente que eu nem as mereço, e muitos fazem por pura gentileza, e é exatamente isso que os tornam pessoas tão especiais para mim. Porque esta é a maior demonstração de solidariedade, a de ser solidário com quem pouco conhecemos. Espero também poder retribuir tanta gentileza e carinho.








E parodiando um grande poeta, "...Para mais tarde, quando a morte, a senhora de todas as almas, bater à minha porta, eu possa abrir calmamente e dizer com alegria: "Podes entrar...eu tive um bom dia !"

Um forte abraço,
Vamos à luta

Dihelson Mendonça


Reitor da UFC critica novos cursos de Medicina criados para o Ceará: não existem infraestrutura de apoio nas cidades a serem beneficiadas


Fonte: “O POVO”, 15-08-2017.


Vista aérea de Crateús, uma das cidades beneficiadas com uma faculdade de Medicina 

O reitor da Universidade Federal do Ceará, Henry Campos, considera “inadmissível” e até “inexplicável” a decisão do Ministério da Educação de criar cinco novos cursos de Medicina no Interior cearense. Ele chegou a dizer que, da sua parte, não recebeu nenhum comunicado oficial. No Estado, a UFC chancela cursos públicos de Medicina como os de Sobral e Juazeiro do Norte. O MEC, de acordo com o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira, autorizou cursos para Crateús, Iguatu, Itapipoca, Quixadá e Russas. Para Henry, não há necessidade de cursos do gênero nesses municípios, até por não contarem com infraestrutura de apoio. “O que precisa é fortalecer o SUS e, com isso, termos um ambiente de formação adequado para os cursos  que já existem”, sintetiza o reitor. 

"Coisas da República": João Santana e Monica dizem a Moro que "estão passando por dificuldades" e pedem liberação de R$ 22 milhões oriundos das propinas

O casal foi preso em fevereiro de 2016 e solto em agosto do ano passado
São Paulo - A defesa do casal de marqueteiros de campanhas milionárias do PT, João Santana e Monica Moura, pediu ao juiz federal Sérgio Moro a liberação de parte de dinheiro bloqueado por ordem do magistrado da Lava-Jato. Segundo os advogados Beno Brandão, Alessi Brandão e Juliano Campelo Prestes, os publicitários contratados a peso de ouro nas campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014) estão "passando por dificuldades".

Saiba mais
Santana e Mônica são delatores da Lava-Jato. O casal foi preso em fevereiro de 2016 e solto em agosto do ano passado. "Os colaboradores estão passando por dificuldades financeiras decorrentes do bloqueio dos valores, bem como, pelo fato de não poderem trabalhar e auferir renda para seus gastos pessoais e de suas famílias, sendo, então, de vital importância a restituição dos valores remanescentes, inclusive, para pagamento dos honorários advocatícios", argumentou a defesa.
Em maio, Moro determinou que do total bloqueado - R$ 28.755.087,49 - fossem transferidos R$ 6 milhões para duas contas judiciais. O restante dos valores, decidiu o magistrado, deveria continuar retido. Os advogados do casal estão tentando a liberação do dinheiro que sobrou. Na Segunda-feira passada, dia 7, a defesa reiterou ao juiz o pedido para que "seja liberado todo o valor remanescente bloqueado".
O Ministério Público Federal, em manifestação a Moro, em junho, foi contrário à liberação da verba ao casal. Os procuradores alegaram que é preciso esperar o repatriamento de valores constantes da conta Shellbill, mantida pelos marqueteiros no exterior.
"Verificando-se que o processo de repatriação ainda está em seu estágio inicial, entende o Ministério Público que servem os valores constritos nos bancos nacionais por meio do sistema BacenJud como garantia ao adimplemento da sanção pactuada, não cabendo o desbloqueio antes do integral repatriamento do saldo da conta Shellbill", afirmou a Procuradoria da República.

14 agosto 2017

O Governador Camilo Santana e a Faculdade de Medicina do Crato - Por: Valdemir Correia de Sousa


Amigos Cratenses,

Ouvindo o rádio há poucos dias, percebi a frustração de grande amigo e radialista Antonio Vicelmo, em seu famoso noticiário, sobre a dificuldade em se trazer a faculdade de medicina do Crato. O mesmo pede a população para encetar uma campanha em prol da faculdade. Então, caros leitores, volto 500 anos atrás, e vou citar aqui uma passagem do grande poeta português, Camões, que escreveu."Cessa tudo aquilo que a antiga musa canta, quando um poder mais alto se alevanta". Ora juntando toda a torcida  das pessoas que que torcem pela faculdade, todas não tem o peso de uma só pessoa, ou seja, do cratense, nosso governador Camilo Santana. 

Se ele como a maior autoridade do Estado batesse o pé, a faculdade viria. Quanto ao mais, é malhar em ferro frio, aliás no dia do lançamento do livro de Vicelmo, vi o governador prometer para todos ouvirem, que ia fazer tudo que fosse possível pelo Crato. Então, vamos deixar de "exportar" nossos filhos para fora, em busca de uma faculdade de medicina, por sinal a mais cara, que enterra o sonho de centenas de jovens, que não podem pagar de 10 mil a 15 mil reais para manter um filho em Recife, Fortaleza, Brasilia, etc. Vamos portanto, apelar para o bom-senso do nosso jovem e promissor governador, para resolver este problema

Valdemir Correia de Sousa
para o Blog do Crato







BNB patrocina seminário sobre a comissão científica enviada pelo Imperador Dom Pedro II ao Ceará


Paisagem da Cidade de Crato-- aquarela pintada por José Reis, integrante da Comissão Científica, e que existia no Museu de Crato, criminosamente fechado há mais de seis anos. Bom lembrar que esta cidade era conhecida outrora como "Capital da Cultura do Cariri"
José dos Reis Carvalho, autor da aquarela acima

   Fortaleza, 11 de agosto de 2017 – “O Trabalho das Ruínas: genealogias, ficções, (re)montagens”. Este é o tema do Seminário que revisita a comissão científica do Império no Ceará, realizada entre 1859 e 1861, por iniciativa do Imperador Dom Pedro II. O evento contará com palestrantes nacionais e internacionais e vai acontecer nos dias 16, 17 e 18 de agosto, no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB-Fortaleza). A entrada é gratuita. A programação completa está disponível no endereço https://otrabalhodasruinas.tumblr.com/
   A expedição realizada no século XIX tinha seções de Botânica, Zoologia, Geologia, Astronomia e Etnografia e traçou vários ziguezagues pelo interior do Estado, para inventariar extensos materiais da fauna, da flora, das paisagens e dos costumes da região.
“Essa experiência histórica nos instigou a também fazer uma viagem, que toma por mote as rotas da expedição, mas também experimenta distâncias em relação a ela. Em janeiro deste ano, fizemos uma travessia pelo Ceará, colecionamos imagens e sons, nos relacionamos com várias cidades e agora estamos em processo de montagem do material filmado”, informa Yuri Firmeza, um dos palestrantes. A programação contará com palestras sobre a relação da comissão científica com as lendas de ouro no Ceará, com as comunidades tradicionais e com os povos indígenas, dentre outros aspectos.

A Comissão Científica esteve em Crato 

   Os excertos abaixo constam em longa matéria da lavra do escritor-historiador José Flávio Vieira e foi publicado no BLOG DO CRATO em 14-03-2010: A conferir:
   “Deixando Lavras em 3 de dezembro chegaram a Crato no dia 8 onde se fixaram até abril de 1860. Neste período aproveitaram para explorar detidamente a Chapada do Araripe, realizando breves visitas no lado pernambucano da região dos Cariris (...)
   “A passagem da Comissão Científica pelo Crato, de 8/12/1859 a Abril de 1860, remexeu um pouco com o provincialismo da Vila de Frei Carlos. A todos marcou a simplicidade dos nossos cientistas, contrastando com a arrogância do feudalismo local. João Brígido, fundador do nosso primeiro jornal: “O ARARIPE”, fez-se cicerone dos visitantes: Francisco Freire Alemão Manuel Ferreira Lagos, João Pedro Villa Real, Lucas Antônio Villa Real, Guilherme Schütz de Capanema, João Martins da Silva Coutinho, Giacomo Raja Gabaglia, Soares Pinto Rabelo, Borges de Castro, Antônio Gonçalves Dias e Manuel Freire Alemão de Cisneiros (Médico). 
   “João Brígido, profundo conhecedor da história caririense, instrumentou a Comissão de inúmeras e preciosas informações sobre o modus vivendi sul cearense. Gonçalves Dias apaixonou-se pelo verde e pelas fontes prazerosas dos nossos pés de serra, tendo inclusive pensado em comprar terras no Crato, sonho que, infelizmente, não se pode tornar realidade, talvez até porque a morte já o espreitasse e tenha calado sua voz apenas quatro anos depois da sua visita ao Cariri. 
   Algumas das descobertas feitas pela Comissão Científica por aqui foram publicadas em “O ARARIPE”, como no número 212 em que se relata que Capanema encontrou algum chumbo no Sítio Fundão. Freire Alemão de Cisneiros publicou ainda artigos em que criticava a cadeia pública da cidade que julgava uma verdadeira “câmara de torturas”. Como médico descreveu ainda alguns poderes terapêuticos de plantas regionais. O “velame” citado como antissifilítico, levantando a possibilidade de curar carbúnculos, embora necessitasse de observações mais minuciosas. Reportou-se ainda à “jurema”, que afirmava agir especialmente “sobre o aparelho cerebral”.


13 agosto 2017

Linguajar obsceno, mentiras e corrupção. Onde está o amor à pátria? -- Por Elisa Robson (*)

   Há algum tempo, por meio das redes sociais, tive contato com um curioso movimento que espera restaurar a monarquia no Brasil. “Conheci” alguns príncipes, como o perfil de Dom Rafael de Orleans e Bragança, tetraneto do último Imperador do Brasil, Dom Pedro II. Um jovem de trinta anos que é o quarto na linha de sucessão ao Trono Brasileiro. Os três Príncipes à sua frente têm entre setenta e oitenta anos.
   Em um primeiro momento, confesso que achei um pouco antiquados os fatos que eles compartilhavam. Uma das notícias dizia que um pequeno grupo de sessenta monarquistas, em recente desfile da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro, tremulava bandeiras do Império (como a que ilustra esse artigo) e distribuía adesivos mostrando o Brasão da Monarquia Brasileira, datado do século XIX.
    Porém, ao continuar navegando pelo moderno mundo digital no qual a realeza se propôs a estar presente, descobri logo outros episódios interessantes. Para uma brasileira comum como eu, que aprendeu apenas a história oficial sobre a queda da monarquia, foi muito interessante, por exemplo, conhecer o pensamento reverencioso de Dom Rafael. Ele declarou em uma entrevista:
“Já desde pequeno o meu pai fala do compromisso que tenho com o País. Fui educado para servir ao Brasil, e tomo isso como um dever e uma honra e não como direito.”
   Não me lembro de um republicano proferindo palavras com tal sentido. Falando de “dever” e “honra”. Especialmente se considerarmos as que poderiam ser ditas por algum político.
    Pelo contrário, “suruba”, “relaxa e goza” e “enfiem as panelas” foram precisamente as expressões direcionadas ao povo brasileiro por pessoas que integram ou integraram a elite política deste país.
   A verdade é que o lamentável estado da democracia brasileira pode até não ser o suficiente para darmos uma nova chance à Coroa. Mas, certamente, a briga pelo poder de um Congresso envolto em um escândalo de corrupção bilionário nos faz olhar novamente para aqueles que ainda conservam o amor à pátria.
   Devo acrescentar que os monarquistas atuais, aqueles que mencionei no parágrafo anterior, me ensinaram algo digno. Depois que terminou o desfile, eles, pacientemente, sob sol forte, fizeram fila para registrar uma foto com o Príncipe Dom Pedro Alberto, um dos primos do Príncipe Dom Rafael. Educação e civilidade são as principais marcas desse grupo. Isso reflete uma forma de pensar e de se posicionar diante de muitos outros temas.E não se trata apenas de um condicionamento.
   Vou lhe mostrar.
   Pode parecer irônico, mas como administradora de uma república, a fictícia República de Curitiba, admito que fiquei tocada com a declaração da nobre Charlô Ferreson: “Nós podemos não ser muito conhecidos, mas se educarmos mais as pessoas, acredito que o interesse pelo assunto irá crescer”.
   Quem é Charlô, que respeitosamente emitiu sua opinião?  Uma cabeleireira que foi ao desfile do Dia da Independência, para mostrar seu apoio à Monarquia.

(*) Elisa Robson é jornalista.

Tudo de bom - Por: Emerson Monteiro

Super gratificante existir diante do tempo que alimenta a esperança das horas felizes. Luz radiante, o Sol brilha no céu. Pássaros. Rios. Mares. Mundos em andamento no fluir das gerações. Fenômeno exemplar, histórias acontecendo sempre, no prumo da luminosidade. Saber que há um equilíbrio diante de tudo quanto persistir. Viver já agora este paraíso dos contentes, pois alimenta a felicidade que mora no peito em forma de sementes em perene crescimento. As sementes da certeza dos justos, que nutrem a vida nos mínimos detalhes atuais e futuros. Crianças, células do amanhã melhor que hoje. Flores. Brisa suave. Calor no Infinito. Cores. Formas. Bênçãos em volta. Música. Beleza. Natureza. Justiça suprema que rege o ordenamento das mudanças e transformações do mistério em lições acesas no sentimento e nas criaturas, o prosseguir guiados pela consciência universal, razão das existências. Só bondade, por vezes ainda em revelação, mas que sinais demonstram a sabedoria de quem os permite usufruir da Ciência. Bem de junto da gente, na paz em que vivemos, a intensidade harmoniosa da Criação.

Novo parágrafo de emoções verdadeiras. Telas alegres de cores vivas, que transmitam claridade ao amor das pessoas através de pintores geniais, coautores da sinfonia do eterno sentimento da Verdade absoluta. Fortes laços de amizade sincera, amigos na plenitude e no vigor, corações em festa. Lua, estrelas, nuvens de coerência e tranquilidade. Sabores de frutas maduras, odores de perfumes raros espalhados no horizonte dos dias a cada momento que continuará em voo livre. A paz que santifica os valores da inteligência. Palavras colhidas nos jardins da prudência e do perdão. Tintas de grandeza que superam os limites da visão e penetram as dimensões do Ser. Abrem as portas do conhecimento e viajam no tempo da Eternidade. Tocam as fibras sagradas do Amor e acordam os santos da nova Humanidade.
 

12 agosto 2017

Dias alegres - Por: Emerson Monteiro

Os olhos que enxergam a paisagem são os nossos olhos. A cor da paisagem quem vê somos nós. O mundo existe independente, mas nós lhe damos o tom, a melodia. A paisagem existe lá fora, no entanto de dentro quem a vê seremos sempre nós. Daí a imaginação de que fomos criados a fim de dar sentido aos mundos e seres. Isto é, o panorama existe objetivamente, não fosse, contudo, a nossa existência ninguém registraria tais existências. Somos o sujeito das existências, inclusive de saber da nossa existência.

Dizem os existencialistas que, nos outros seres, a essência precede a existência. Vêm do jeito que serão. Já nos seres humanos a existência precede a essência; ainda não sabem o que virão a ser ao sair de volta. Animais, coisas e lugares nascem animais, coisas e lugares. O ser humano haverá de se fazer ser humano, deixar de ser só um objeto em movimento ocasional. A essência, o ser, nos humanos virá depois que existir, condição necessária. Se não, estará sendo tão só mais um animal, ou coisa, ou lugar, em que a essência estaria em potência sem realização daquilo que trazia quando chegara à existência.

Bom, essas tiradas conceituais resolvem o desejo de contemplar a paisagem do dia, uma manhã bonita de nuvens de chuva, chão molhado e frio gostoso pelo ar. Os dias que sucedem aos dias. As belas manhãs que enchem de vistas a alegria, quando a gente abre o coração e recebe de bom grado viver com intensidade o deslindar do tempo. As certezas, as pessoas integradas no gesto de viver em paz que elas delas conseguem obter. Horas de boa vontade.

Todo instante traz frutos bons, desde que plantemos à luz dos sóis em nossas almas, trabalho de quem busca inteiro o motivo de viver. Há, no que há, religiosidade plena, que nos resta desvendar através da sabedoria. Oferecer o melhor de si aos acontecimentos do Universo. Espécie de doação boa a nós próprios, viver pede inspiração. Dias alegres durante as existências, eis, em resumo, a razão principal do ato de existir.

Padre Cícero, do milagre ao Papa


FÉ QUE PERDURA Romeiros no monumento em Juazeiro do Norte: devoção ao “padim” (Crédito: Divulgação)

Para o povo, ele sempre foi santo, o padrinho dos pobres. Para a Igreja, a figura de Padre Cícero Romão Batista (1844-1934) oscilou em um curioso movimento pendular. No início, seu trabalho de evangelização popular mereceu total reverência; depois, ele foi atacado como um farsante que deveria ser impedido de celebrar missas e até excomungado. Passados mais de 80 anos desde a morte do religioso que se tornou político, a Santa Sé, em Roma, propõe uma reconciliação com o padre cuja devoção popular ainda hoje atrai romarias para Juazeiro do Norte, no Ceará. Compreender quem foi de fato esse homem, a dimensão de sua obra, as perseguições que sofreu e, principalmente, o lugar que ele merece na história e na Igreja, se tornou um chamado para a irmã Annette Dumoulin, religiosa, psicóloga e pesquisadora nascida na Bélgica que há mais de 40 anos se dedica ao legado do protetor dos despossuídos e aos romeiros de Juazeiro. Em “Padre Cícero – Santo do Povo, Santo da Igreja” (Paulinas), ela apresenta um estudo inédito e esclarecedor, baseado em documentos pouco conhecidos que permitem um novo entendimento da obra do injustiçado “padim Ciço”.

Sangue na hóstia
Nascido no Vale do Cariri, região considera- da um oásis em contraste com o árido sertão cearense, Cícero Romão Batista ficou órfão de pai aos 18 anos e precisou de favores do padrinho de Crisma para poder estudar no seminário da Prainha, em Fortaleza, onde foi ordenado sacerdote em 1870. Em Juazeiro, o jovem Padre Cícero passou a celebrar a Eucaristia aos domingos, na capela de Nossa Senhora das Dores. Foi lá que, em 1º de março de 1889, durante a confissão da beata Maria de Araújo, a hóstia verteu sangue. Seria um “milagre eucarístico”? No entender de Padre Cícero e de quem presenciou o fenômeno, sem dúvida. A sentença da Igreja, porém, foi outra: “Os pretensos milagres e outros fatos que se dizem de Maria de Araújo são falsos e manifestamente supersticiosos (…) e devem ser por todos reprovados e condenados”. Até os panos manchados de sangue, que haviam sido guardados como relíquias, tiveram de ser recolhidos e queimados por ordem do Santo Ofício.
Os desdobramentos desse fato dividiram o povo e a Igreja. De um lado, romarias passaram a ser cada vez mais comuns a Juazeiro. De Roma, contudo, partiu o decreto de excomunhão de Padre Cícero. O religioso seguiu sua vocação pastoral e em defesa dos pobres dentro e fora do sacerdócio. Entrou para a política e foi o primeiro prefeito de Juazeiro, quando o município se emancipou. Embora preserve a aura de santo no imaginário popular, a Igreja o manteve bem longe dessa condição por mais de 80 anos.
Apenas em 2001 uma comissão de estudos teve acesso aos arquivos relacionados aos mistérios de Juazeiro. Depois de cinco anos de pesquisa, o Vaticano recebeu os documentos compilados pela comissão, acompanhados de uma petição assinada por 254 bispos favoráveis à reabilitação de Padre Cícero. Ela foi finalmente concedida pelo Papa Francisco em 2015, para quem “O afeto popular que cerca a figura do Padre Cícero pode constituir um alicerce forte para a solidificação da fé católica no ânimo do povo nordestino”. Seja ou não canonizado pela Igreja, o Padre Cícero encontra-se agora legitimado pelo Papa Francisco.

O calvário de Padre Cícero
1889 – Durante a comunhão da beata Maria de Araújo, na Igreja de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro do Norte (CE), a hóstia verte sangue. O suposto milagre começa a atrair romeiros
1894 – A Santa Sé, em Roma, considera que houve fraude e reprova os fatos em Juazeiro como “gravíssima e detestável irreverência e ímpio abuso à Santíssima Eucaristia”
1897 – Padre Cícero recebe a portaria de excomunhão caso não se retire de Juazeiro
1898 – Depois de apresentar sua defesa em Roma, Padre Cícero recebe uma nova sentença: é absolvido das censuras, mas fica proibido de falar ou escrever sobre o “milagre da hóstia”
1922 – Pedido de reabilitação de Padre Cícero é negado pelo Papa Leão XIII
2001 – Uma comissão é criada para estudar os arquivos relativos aos fatos de Juazeiro
2006– O resultado da análise é entregue ao Santo Ofício com uma petição assinada por 254 bispos para a reabilitação de Padre Cícero
2015 – O Secretário de Estado do Vaticano assina a carta de “reconciliação histórica da Igreja com o Padre Cícero”

Fonte: revista ISTOÉ, desta semana

11 agosto 2017

O Progresso do Crato parou no tempo ? - Por: Valdemir Correia de Sousa


MATÉRIA EM DESTAQUE NO BLOG DO CRATO - Postada dia 08 de Agosto de 2017

"Neste excelente texto, em destaque aqui no Blog do Crato, o empresário Valdemir Correia exemplifica porque o progresso do Crato praticamente estacionou nos últimos anos em relação a outras cidades, através de administrações desastrosas."

Prezados amigos do Blog do Crato,

No  começo  do  mês,  exatamente  no  dia  09  de  julho,  deixamos a Expocrato, em  plena efervescência,  e saímos  por  aí,  para  lembrar  uma  viagem  que  fiz   há  mais  de  30 anos. 

Saímos   à   tarde   por  Campos Sales, Picos e Floriano, no Piauí,  atravessamos  o  Rio  Parnaíba,  e   entramos   no   Maranhão. Passando por São Domingos da Mangabeira, São  João dos  Patos,  Brejo dos  Paraibanos,  Riachão  das  Balsas,  e  chegamos a Carolina, divisa  do  Maranhão com Tocantins. Atravessamos  o  rio  do  mesmo  nome  pela balsa, e  chegamos  a  Filadélfia,  no  Estado do Tocantins. De  lá,  andamos  mais  de  60 Km. Nesta  cidade  fica  a  represa  da  barragem  do  rio Tocantins,  um  mar d'água  sem  fim. Em  pleno  lago  ao  lado,  fica  a  maravilhosa  serra  das   mesas,  mostrada há poucos dias pela Rede Globo. onde  armamos  as barracas,  e  fomos   pescar,   ( Até parece mentira de pescador, mas nunca vi tanto peixe ). 

Depois de quatro dias,  levantamos  o  acampamento e voltamos por  outra  rota,  passando por Teresina, depois Delta do Parnaíba, Sobral, Canindé, e chegamos ao Crato, percorrendo  ao todo   3.650 Km. Até aí,  nada  demais,  se não fosse  o progresso  que  encontramos neste roteiro. Na viagem  que  fiz antes,  como  citei,  de  Floriano para Balsas,  uma  distância  de  400 km, gastava-se quase dois  dias  de  viagem,  agora  gastam-se  menos  de  05 ( cinco ) horas. As  estradas  de primeira linha,  as  cidade  num  progresso  imensurável, milhares  de  carretas carregando  soja  para exportação.  

O  que  antes  era cerrado,  agora são terras férteis, com lavoura toda mecanizada e fazendas imensas, com irrigação do rio, balsas... a impressão que se tem é de que  estamos  no sul  do Paraná,  e  não no Piauí.  Mas é mesmo no Piauí e Maranhão, as novas fronteiras agrícolas do Brasil. Para se ter  uma ideia  de como o  progresso sacudiu aquela região,  basta  dizer  que  em  Picos, com 76.544  mil habitantes, o PIB de R$: 1.087.000,00  e  Renda  Per Capita  de  R$: 14.566,00 , Floriano com 60.892 habitantes, PIB de r$: 747.093.000,00 e Renda Per Capita  de R$: 11.417,00 tem cada uma um  ponto quase  final  de  construção, um  lindo  shopping,  enquanto  o Crato,  com  135.000 habitantes, PIB de R$: 1.478.126,000,00 e Renda Per Capita de R$: 11.578.93, não tem nenhum. Juntando as duas cidades, equivalem quase a população do Crato. 

Voltamos da viagem, por um  lado abismado com o progresso daquela  região,  e por outro desapontados, com  o  nosso progresso aqui deixando muito a desejar. Temos  muitos  assuntos  para exemplificar, mas  para começar, vamos ver nossa Estação Rodoviária ?  O Crato, com a população que tem,  com  um imenso tráfego  de passageiros,  a  estação rodoviária  não se equipara às menores cidades  que conheço por aí.  Faz  pena ver  que  paramos no tempo e no  espaço, mas sem citar nomes, tivemos prefeitos aqui, que em 04 ( quatro ) anos que não construíram sequer um banheiro público para instalar na praça  da  sé, hoje cartão de visita e point da nossa cidade. 

Vamos apelar para o nosso prefeito atual, José Ailton Brasil, primeiro prefeito do Crato que veio
dos  distritos,  por  sinal  do  meu  também, ou seja  de Dom Quintino,  que sacuda esta cidade, e como sendo a sexta cidade do ceará,  volte a ocupar o lugar que merece, como Princesa do Cariri.

Obrigado a todos.
Valdemir Correia de Sousa - Para o Blog do Crato




O fogo da Consciência - Por: Emerson Monteiro

Quando Prometeu roubou o fogo para trazê-lo aos homens, assim abriria neles o poder de conduzir a luz da Consciência, portal dos valores eternos. Daria à Humanidade a dádiva de revelar no íntimo o mistério restrito só aos deuses. Jamais se sentiriam afastados da estrada que permite à libertação definitiva. Tudo, enfim, até então reservado aos Céus, que agora estaria também ao dispor dessas criaturas antes animais sem razão. Prêmio, porém, além dos limites permitidos, isso custaria, a quem o ofertou, preço de enorme suplício.

Julgado pelos deuses, Prometeu seria, por isso, acorrentado ao Monte Cáúcaso, tendo a devorá-lo o fígado, que sempre se recompõe, um abutre esfomeado. Esta a rotina em que vive o deus, dia após dia, até a consumação dos séculos, no cumprimento da sentença de infringir a Lei.

Enquanto que, entre os seres humanos, existe o poder de abrir a Consciência, este fogo, e transpor o Infinito, graças ao gesto de Prometeu, é essa a penalidade que terá que dividir com o herói, nas encostas do Cáucaso das existências. E padece com o doador a tarefa extrema, vítima do abutre do tempo que lhe devora, e se refaz pelas reencarnações. Isto durante o período em que durar conhecer a Luz que transporta e libertar de vez o deus da amargura ingrata.

No decorrer das existências, os humanos padecem a angústia de saber que possuem o condão da Salvação, contudo ainda vive prisioneiro das dores da inferioridade, ligados aos apegos da carne, e arrastar consigo o pecado de Prometeu.


Mito dos mais brilhantes do passado clássico, norteia as interpretações dos porquês da ansiedade, do desespero, nas vidas sucessivas. Houve de haver, pois, quem aceitasse infringir os ditames imortais, na missão de oferecer o fogo sagrado aos cativos e libertá-los da condição humana. 

(Ilustração: Prometeu, de Rubens).

DEVEMOS AGRADECER A QUEM NOS FAZ MAL - Por: Dihelson Mendonça



Devemos agradecer às pessoas que nos fazem o bem e às que nos fazem o mal também, por quê ? Porque as que nos fazem o mal, as que duvidam da nossa capacidade, as que nos desprezam por ignorância ( que fazem pouco caso ), acabam nos ajudando. Elas fazem com que não nos acomodemos, fazem com que possamos reagir, lutar e mostrar todo o nosso brilho e atingir nossos limites. Não se deixe abater nunca pelas críticas negativas dos infelizes. Pessoas que muito criticam os outros, verifique, e verá que todas são pessoas vazias, que não têm nenhum trabalho a mostrar, são derrotadas, e querem ver os outros derrotados também. Quando alguém criticar o seu trabalho, primeiro verifique se a crítica procede. Se proceder, conserte o seu erro. E se não proceder, ou se a crítica for em tom de desdém, de deboche, acredite: Essa pessoa tem INVEJA de você, e ela gostaria de ser você e de fazer o que você faz. Viva bem ! ( Por: Dihelson Mendonça ).

Blog do Crato
Desde 2005 registrando todo dia a história do Crato para a posteridade







Do seriado "Coisas da República"

Conselho de Ética do Senado aceita denúncia contra Lindbergh
Petista discutiu com outros parlamentares na votação de representação contra senadoras que ocuparam Mesa Diretora em protesto contra a reforma trabalhista
Fonte: VEJA
 O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que virou alvo do Conselho de Ética (Pedro França/Agência Senado)

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), admitiu denúncia contra o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em razão do comportamento do petista na última reunião do colegiado, quando o órgão julgava a abertura de um processo contra seis senadoras que ocuparam a Mesa Diretora por cerca de oito horas para tentar evitar a votação da reforma trabalhista, em julho.
Lindbergh se exaltou ao pedir o arquivamento do processo contra as senadoras Gleisi Hoffmann (PT-RS), Fátima Bezerra (PT-RN), Regina Sousa (PT-PI), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice da Mata (PSB-BA) e Ângela Portela (PDT-RR). O protesto durou aproximadamente seis horas e atrasou a aprovação da reforma trabalhista.
Na terça-feira, os trabalhos do Conselho de Ética tiveram de ser interrompidos por dez minutos, após Lindbergh dizer que o arquivamento do processo de cassação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) , investigado pelo Ministério Público Federal no escândalo da JBS, era “muito mais grave” do que o caso das senadoras.
Exaltado, Lindbergh se dirigiu ao presidente do Conselho de Ética e afirmou que ele não tinha autoridade para abrir um processo contra as senadoras. Sérgio Petecão (PSD-AC), que estava sentado ao lado de Souza, gritou para o petista “não encostar” em Souza e o chamou de “covarde”. Lindbergh passou a gritar com o dedo em riste para o senador acriano. Petecão, então, deu socos no ar para tentar acertá-lo e o xingou de “filho da p…”. Houve gritos para Lindbergh respeitar a sessão, mas o petista seguiu discutindo. “Isso aqui eu não respeito, não”. Petecão ainda chamou o petista para a briga antes de o tumulto ter fim.
(Fonte: VEJA)


Senado da República vira “Casa de Mãe Joana” -- por Armando Lopes Rafael
A oposição que atua hoje no Senado da República tem uma das piores representações, em toda a história, da mais alta casa legislativa do País. Recentemente, um bando de   senadoras destabanadas ocuparam a mesa diretora daquela casa e, aboletadas ilegalmente onde não poderiam usurpar, comendo “quentinhas” em meio a risadas,  protestavam contra uma lei que seria votada democraticamente -- pela maioria dos senadores --naquele dia.
Cena típica da ditadura venezuelana, que vive seus estertores. Ontem tivemos mais um dos "peripaques", ou seja os costumeiros atos de desequilíbrio emocional e histerismo de Lindberg Farias. Tudo isto serve-nos para comparar como era diferente o Senado durante do Império do Brasil.
Segundo José Celso de Macedo Soares: “O Senado Imperial tinha mais ou menos as funções que o atual Senado: Câmara revisora e também iniciadora de leis, entretanto, a eleição de seus membros diferia totalmente dos dias atuais”.
“O Senado do Império sempre foi o celeiro dos grandes nomes que foram à base das instituições brasileiras, à época. Para só citar alguns nomes que fazem parte da História do Brasil: Visconde do Uruguai, Visconde de Itaboraí, Eusébio de Queiroz, Teófilo Otoni, Paranhos, Nabuco de Araújo, e a lista seria tão extensa que não caberia neste espaço. De iniciativa do Senado partiram as grandes leis que moldaram nossa história, sobressaindo-se a maior de todas: a que aboliu a escravidão”.
***   ***   ***
Veio a Republica. Mesmo hoje, quem poderíamos citar como nomes que poderiam rivalizar, em influencia nacional, com aqueles do Império que mencionei anteriormente? Só se considerarmos como tal, os “ Calheiros”, os “Jucás” os “Lindbergs” , as “Fátimas Bezerra”, as  Reginas Souza”, as “Gleisis Hoffmann”, as  “Vanessas  Grazziotin”...as pseudos estrelas  do Senado.
Outros tempos, outros costumes. E a coisa só tende a piorar.

10 agosto 2017

Esses mundos mecânicos - Por: Emerson Monteiro


E no entanto é preciso cantar / Mais que nunca é preciso cantar / É preciso cantar e alegrar a cidade.
                                                                                                                         Vinicius de Moraes

Os livros de ficção, ah, os livros de ficção, livros dos destinos, que tanto falaram nisso, naquele mundo de hoje, quase ninguém admitia que nele fôssemos viver, integrados à máquina do jeito das máquinas, e não do jeito dos homens. E as profecias só agora resolveram acontecer de verdade. No embate da criatura versus o criador, e venceu a criatura. Bom, mas temos de adotar o comportamento das máquinas, a título de sobrevivência. Quer algo melhor? Vamos e venhamos, não existe o acaso, tão só a necessidade. E quando fundamos isto, esse reinado de absurdos, as máquinas, decerto já imperava este princípio no âmago do aço e das correntes contínuas e alternadas. Conhecia antecipadamente os significados secretos daqueles códigos siderais.

O que fazer, então, senão incorporar os princípios da termodinâmica e viver intensamente a ausência de jeito dos habitantes do planeta de subúrbio em que transformamos o Planeta? Aceitar os métodos e manuscritos do Senhor dos Engenhos dos tempos bíblicos logo agora? Afinal as cidades cresceram na proporção geométrica e nós atrofiamos na proporção aritmética. Fabricamos guetos de morar a fim de ganhar o pão sobre rodas. Gastamos a vida e a saúde presos às bólides envidraçadas, dentro do emaranhado das cidades grandes.  Nada de ruim, conquanto ganhemos altura de voar e nos elevar aos sonhos. Consumir combustíveis fósseis, vez nada ser objeto do acaso. Havia de contar, desde os inícios, com o instinto dos elementos de que seríamos escravos sobre rodas e máquinas de propulsão, no sentido de andar mais rápido e chegar à perfeição dos lugares mais distantes. Tudo estava escrito, guardado nas gavetas do Cosmos.


Enquanto isto, um deus vive cativo nos nossos corações. Nas gretas dessas cavernas escuras, onde mora o rei clandestino de Si mesmo. Ouve sozinho, saudoso do futuro, as cascatas da circulação do sangue das ruas e avenidas, e aguarda, lendo nos velhos livros de ficção, o dia de ser libertado afinal. Sabe que não existe a injustiça na Lei. Que uma nação feliz acordará em Paz bem no instante das consciências em festa. 

As conversas esquisitas - Por: Emerson Monteiro

O que seriam essas conversas esquisitas?! Elas existem e assustam. Elas, as em que mexem no sistemão das futilidades, que dizem da sinceridade, da verdade, do amor, dos sinais do que acontece no íntimo das criaturas. Que não repetem o ramerrão velho das facilidades imorais dos toscos. Ferem de morte os interesses vadios das cabeças agressivas, interesseiras. São as conversas esquisitas de que falam os salteadores da moralidade pública. As que procuram alternativas reais a esse mundo troncho. Que azucrinam os pretensos donos do poder, do poder que já tem Dono, desde antes até das palavras existirem e se fazerem carne e habitarem este Chão. Lá nas origens, quando esses ditadores terminais dormiam de toca.

Bom, histórias esquisitas que querem acordar os sonâmbulos nos becos escuros. As epopeias dos que lutam a fim de transformar a ilusão em concretude. Nessas horas, eles, os caretas, sobem nos cascos e querem mandar onde nem lhes cabe. Donatários alienados que invadiram os salões da felicidade, porém com horário certo de descerem ao fundo. Respiram os derradeiros haustos do gás carbono que lançaram na atmosfera dos vivos.

Ah! Conversas esquisitas, que longe delas a esperança sucumbiria de vez. No entanto elas enchem as almas reunidas em volta das fogueiras. Os contos de sonhos. As visões do Paraíso. As viagens impossíveis ao mundo da plenitude. Lindas narrativas de quem alimentou a transformação que ora advém sorrateira, contudo verdadeira e sã. A literatura da beleza que salvara os orixás da renovação.

Enquanto os mercenários vacilam e padecem da inanição, autores das histórias esquisitas tocam adiante o ofício luminoso de narrar memórias que merecem se ouvir. Missionários do ofício de contar, alimentam novas gerações de humanos que irão salvar a História e viver tudo de bom quanto há neste Universo de meu Deus.

(Ilustração: Vladimir Kush).

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