xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> O castigo do caluniador | Blog do Crato
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08 julho 2017

O castigo do caluniador

       A Rainha Santa Isabel, esposa do Rei de Portugal, Dom Dinis, tinha um criado de confiança muito bom e fiel, a quem costumava entregar as esmolas que ofertava aos pobres.
          Outro criado, mau e invejoso, que despertava a desconfiança da Rainha, ferido por ciúmes, procurou o Rei e começou a falar-lhe com grandes fingimentos, sem dizer ao certo o que queria, e por meias palavras deu a entender que o caso era grave. E aguçou assim a curiosidade do Rei, que irritado gritou.” Fala de uma vez e fala já!”
          E então o invejoso saiu com uma mentira feia contra o colega, o criado de confiança, nada mais nada menos que este andava a conquistar o amor da Rainha.
          O Rei acreditou e furioso vai para o campo para espairecer, e ao mesmo tempo preparar um castigo para o “criminoso”.
          Passando por um forno, onde se fazia carvão, teve uma idéia. Era ali que haveria de morrer o malvado. E diz ao forneiro-chefe:
          -- Amanhã muito cedo, virá aqui um homem para perguntar-lhe da minha parte:
          -- Já está feito o que o Rei mandou? Quando ele disser tais palavras, agarrai-o e arremessai-o  ao forno, pois é um criminoso que merece tal castigo.
          No dia seguinte pela manhã, o Rei chamou o pagem da Rainha e disse-lhe que fosse ao forno de carvão e perguntar ao forneiro se já estava feito o que o Rei tinha mandado.
          O inocente rapaz partiu, mas ao passar por uma Igreja, ouvindo tocar a campainha da Consagração, entrou para adorar o Santíssimo Sacramento e ficou até o fim da Missa. Seguiram-se mais duas Missas e ele assistiu-as também, com muita devoção.
           O Rei estava ansioso por saber do sucedido, e passada uma hora mandou aquele seu criado predileto perguntar ao forneiro se já estava cumprido o que na véspera lhe tinha mandado fazer.
          O caluniador partiu com grande pressa, e lá chegando, mal acabara de dar o recado os homens do forno o agarraram e apesar dos seus protestos e gritos amarraram e lançaram-no ao forno, onde em breve ficou reduzido a cinzas.
          Pouco depois apareceu o criado inocente perguntando:
          -- Já está feito o que o Rei mandou?
          -- Sim, está tudo feito e acabado.
           O rapaz correu ao palácio para dar a notícia.
          Ao vê-lo são e salvo, o Rei assombrou-se e não pode conter-se sem bradar:
          -- Como é isto? Que fizeste?
          -- Senhor, confessou ingenuamente o pagem, eu ia cumprir as vossas ordens quando em uma Igreja ouvi o sinal da campainha de elevação da Hóstia. Então entrei e ouvi aquela Missa e mais duas, porque o meu pai, à hora da morte me recomendou que ficasse até ao fim das Missas que ouvisse começar. E como sempre assim fiz, também hoje não quis faltar ao conselho do meu pai.
          Assombrado, o Rei ficou vendo aqui a justiça de Deus.
          Abriram-se-lhe de repente os olhos da lama e reconheceu a inocência da Rainha, a virtude desse pagem e a maldade do outro.
          Grande recompensa de quem tanto estimava a Missa! E que castigo tremendo para o criado caluniador!

 Fonte da transcrição:  Revista  O CLARIM – Braga - Portugal

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