xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 07/01/2017 - 08/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 julho 2017

Ali entre a culpa e o medo - Por: Emerson Monteiro

Quando ouço rumores de guerra vindos de longe, algo mexe por dentro da velha casa desses enormes trapos escondidos debaixo da sombra dos egos vadios, vaidosos. Tremem dores arcaicas do passado que ainda transporto de lodo infame. Mortalhas abandonadas a monturos fétidos, na trama dos dominadores. Aqueles eus que ainda sobrevivem às duras penas do presente, nada mais que visagens de mim. Portos vazios de naus fantasmas e tramas inconfessáveis. Bem ali, no território do abismo, vejo aonde as paralelas do medo e da culpa um dia marcariam encontro fortuito e nele desaparecerão esgotadas de prazer e pranto.

Que humanidade esta, onde ainda falam sorrindo das guerras no Nascente, pobres criaturas de dramas mal sucedidos. Quem de si terá direito a indicar os responsáveis senão a si mesmo? Quem dormirá diante das ameaças humanas e comandos em festa, no furor das contradições, sanguinários algozes do furor? Quem, ninguém de sã consciência, desviará o dedo acusador dos tribunais e destinos que insistem na ganância e nos interesses inconfessáveis.

Quais sombras um do outro, medo e culpa, marcaram, pois, esse tal encontro no finito da miséria, porém conspiradores confessos de infiéis, e dopados descem ao cais da perdição. Enquanto aqui em nós impera o sonho do perfeito, que busca o caminho do Sol, a vontade mórbida atiça o passado em brasa e foge agoniada pelas brumas, e deixam de fora as cogitações do amor e do arrependimento dos pecados antigos. Feitos salteadores das florestas mais escuras, somos esses que baixamos, certa vez, a cabeça ao erro e doamos carne aos abutres. De garras afiadas, só então colheremos dos nossos jardins as sementes que levarão ao Céu. Então, Pai, perdoai, por não sabermos o que fizemos por desobediência. Ensina-nos, agora, a viver com sabedoria e fé os passos que nos restam seguir.

O sangue dos pobres - Por: Emerson Monteiro

Consta da relação dos fenômenos extraordinários atribuídos a São Benedito, o Mouro, santo católico de origem árabe, que, quando administrava a cozinha do Convento dos Capuchinhos onde morava, e após a ceia dos monges eremitas, ele sempre oferecia aos pobres que habitavam as comunidades próximas sopa por demais substanciosa. Famintos, saciariam a fome diante da boa vontade daquela refeição caritativa dos inícios de noite. O meio que religioso utilizava era reaproveitar as sobras que ficavam da preparação dos alimentos principais, restos de verdura, gorduras de carnes, caldos de fervuras, substâncias que de comum seriam jogadas fora.

Os noviços responsáveis pelas rotinas do estabelecimento, no entanto, nutriam pouca disposição de, além dos afazeres regulares, ainda pegarem as sobras para constituir a sopa dos necessitados, e dificultavam o trabalho que resultaria no sustento da longa fila andrajosa dos mendigos.

Com isso, aos seus modos humildes, São Benedito, repetia com insistência que eles, os auxiliares, indiferentes, derramavam o sangue dos pobres. Inúmeras vezes aconteciam os conselhos sem clara manifestação de produzirem os devidos frutos.

Até que, belo dia, o frade, utilizando a estopa de limpeza do balcão onde preparavam os pratos, nela recolheu os mantimentos que iriam a caminho da lixeira e, em seguida, com força, espremeu o tecido, às vistas de todos em volta, reafirmando o sempre dizia:

- Meus irmãos, vejam, na verdade, que o que fazem é derramar o sangue dos pobres – enquanto, na mesma hora, escorria sobre a bancada o mais puro e expressivo sangue humano, razão de espanto dos presentes, passando esta a ser uma das ocorrências analisadas com mérito quando da canonização do virtuoso santo.  

Populações do Brasil e Rússia têm veneração por suas famílias imperiais – Por Pedro Afonso de Oliveira Murta

Imperador Dom Pedro II, Imperatriz Teresa Cristina e as princesas Isabel e Leopoldina

 A distante Nação Russa, por mais distinta que seja do Brasil em termos étnico-culturais e históricos quanto à sua origem, assemelha-se bastante conosco no que tange aos processos de ruptura para com a estabilidade regimental.  Esta, vigorou esplendidamente nos dois impérios.
    Infelizmente ao Brasil não foi reservada a sorte de ser governado por mais sete décadas pela monarquia imperial, que, entre outros, conquistou a independência do País e fez de sua nova pátria uma das potências mais modernas e respeitadas do planeta. No caso da Rússia, porém, a monarquia perdurou séculos e determinou, de maneira decisiva, os destinos do maior país do mundo.
    Em nome do vil positivismo progressista, foi consumado no Brasil o golpe de Estado em 1889, culminando com o início de uma longa era de crises, revoluções armadas, guerrilhas e tudo o que materializou a instabilidade positivista, como bem colocou o jurista e pesquisador baiano Renê Ladeia.
    Pedro II, tido hoje pela esmagadora maioria dos historiados como o mais íntegro homem que jamais governou o país, foi exilado por efeitos da sanção de uma lei garantidora da liberdade. Lei assinada pela Princesa Isabel de Bragança e Bourbon, Princesa Imperial Regente, em nome de S.M.I. o Imperador Dom Pedro Segundo, na qual declarou extinta a escravidão no Brasil.
Contra a solidez monárquica no Brasil, lutaram os positivistas. Já na Rússia, esse papel foi protagonizado pelos bolcheviques, atuando na derrubada do Império na Rússia. Aí entra a figura do sanguinário Lenin, que sentenciou o Czar e sua família a serem brutalmente assassinados.

Russos são mais monarquistas do que os brasileiros
No aniversário de 99 anos do assassinato da Família Imperial Russa – os Romanov – ocorrido no último dia 17, mais de 60 mil pessoas participaram da procissão em homenagem aos Romanov. A presença de público bateu o record de 2016, ou seja a procissão do ano passado. A procissão começou do local onde os membros da Família Imperial Russa foram assassinados e terminou onde os restos mortais do Czar, da Czarina e dos príncipes filhos deles  foram escondidos, num local onde  hoje em dia é um mosteiro em homenagem aos santos mártires reais.
 Nas fotos abaixo, a homenagem que os russos fizeram aos mártires da Família Imperial,no último dia 17:




As voltas que o mundo dá: "Imperatriz Leopoldina encarna o ideal de políticos que o Brasil precisa hoje", dizem autores da novela "Novo Mundo"


Na foto: Imperatriz Dona Leopoldina do Brasil, interpretada na novela "Novo Mundo" pela atriz Letícia Colin.

   O canal televisivo Rede Globo tem transmitido, desde março deste ano, a novela "Novo Mundo", a qual gira em torno do romance entre a professora inglesa Anna (personagem de Isabelle Drummond) e o ator luso-brasileiro Joaquim (personagem de Chay Suede).
   A teledramaturgia acontece no Rio de Janeiro do começo do século XIX, a partir da chegada da Arquiduquesa Leopoldina da Áustria ao Brasil e passando pelos acontecimentos que antecederam o Grito do Ipiranga. Como não poderia deixar de ser, entre suas personagens estão figuras históricas do período, como nossos primeiros Imperador e Imperatriz e José Bonifácio de Andrada e Silva.
   Em recente entrevista concedida a Mauricio Stycer, do portal de notícia UOL, os autores da novela, Thereza Falcão e Alessandro Marson, disseram que "[a Imperatriz Dona] Leopoldina encarna o ideal de políticos que o país precisa: alguém realmente capaz de governar e com uma visão de interesses mais dignos do povo que lidera".
   Sem dúvida, a capacidade de governar da Imperatriz Dona Leopoldina se deve à primorosa educação que Sua Majestade recebeu, desde a infância, para esse fim. A Casa de Habsburgo, a mais alta da Cristandade, Soberana da Áustria, era conhecida por produzir princesas altamente preparadas para servir com excelência aos países de seus esposos. Dizia-se que "casar-se com uma Habsburgo era ter consigo a melhor mulher que um governante poderia ter".
   Aliás, o devido preparo para a Chefia de Estado não é exclusividade da Casa d'Áustria, mas sim uma característica comum das Casas reinantes e um dos principais pontos positivos da Monarquia.
Ora, se é de alguém devidamente capacitado e que visa ao bem comum que este País precisa, ninguém melhor do que o seu tetraneto, o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, que, além de herdar o nobilíssimo sangue da Imperatriz Dona Leopoldina, recebeu também educação voltada aos interesses pátrios e compartilha dos mesmos valores monárquicos e cristãos de sua veneranda ancestral.
   Por fim, é válido ressaltar que, apesar de a trama se desenvolver em um dos mais importantes momentos da História do Brasil, a novela "Novo Mundo" não tem comprometimento com a verdade histórica, tendo já, mais de um vez, transmitido cenas contrárias aos fatos que realmente aconteceram, com o intuito meramente apelativo, na busca por mais audiência. A Globo vem promovendo sistematicamente, nas últimas décadas, uma verdadeira revolução cultural, caracterizada pela desconstrução dos padrões tradicionais e a promoção da extravagância, da amoralidade e ausência de regras.
Postagem original: Facebook "Pro Monarquia"

30 julho 2017

A força da Paz - Por: Emerson Monteiro

Lembro um tempo em que aceitar a leveza das coisas simples se tornou atitude distante, naquela geração recém-saída dos impulsos adolescentes, e eu ali no meio deles, dos meus amigos, queria demonstrar força de vontade, adotando surrados princípios materialistas. Fugia das religiões por determinações da moda. Ler a vida dos santos era algo fora de propósito. Crer nos princípios da bondade qual norma de fé seria estapafúrdio, longe, lá longe do que pregavam os credos ideológicos que mais pareciam haver descoberto a fórmula de nova Revolução Francesa no interior do Brasil. Época de mexer nos miolos dos antigos postulados atirados na lama do esquecimento.

E segui batendo cabeça naquelas contradições e falta de respeito que a tudo quisessem destruir, levar no eito irracional da violência. O mundo virava de ponta cabeça, com a guerra impondo condições miseráveis a qualquer sonho de pacificidade. Andávamos tontos na face de juventude arrebatada pelos desesperos bravios das estradas fechadas, sem fim, sem esperança, sem nexo. Vagávamos cheios de vontades imensas de quem terminaria na ausência dos destinos de continuar, ideias abandonados nos mangues das despedidas melancólicas. Aonde foram eles, aqueles paladinos de cucas maravilhosas? Sumiram nas saudades, ficaram órfãos muitas vezes por conta da macroestrutura desumana que chagava ao poder, ou dele nunca se afastara.

Hoje, no entanto, vozes falam claras aos ouvidos que apenas começávamos a longa jornada pela vida espiritual, de querer ser salvo deste chão pegajoso, que apresenta em si a face da salvação, jovens e veteranos que só agora se apegam aos dons reais da profecia. Enquanto isto, valores bem mais sólidos ora consistem noutras formações em que impera o desejo franco de refazer os caminhos e alimentar novas histórias. Chegavam ali os arautos da saúde, da boa alimentação, os mártires da nova Humanidade, que criariam as primeiras gestas da Paz vindoura. Medos e culpas comprimiram seus dedos amolados sobre as velharias do passado, e foram apenas a grandiosidade do Amor que quer dominar o Universo. Foram precisas décadas a que isto pudesse acontecer, e me faz, aos poucos, reviver os sonhos de Paz que tanto alimentávamos há quanto tempo. Hoje, mais que nunca, são pura necessidade e razão de sobrevivência.

No tempo que existia rivalidade entre Crato e Juazeiro: início dos anos 60, tempo das "misses"


Memória de Neir Sobreira de Melo (por Renato Casimiro)

   Houve um tempo em que muito se falou (em Juazeiro do Norte) de uma jovem, loura, olhos verdes, belíssimo rosto, elegante, charmosíssima, que se mais não fez, naquela época, cumpriu admiravelmente a chance que se abriu para que essa cidade tivesse instantes prolongados para fazer crescer sua autoestima, por um viés inusitado, o da beleza de uma de suas mais belas mulheres.
    Esse tempo se iniciou em 1960, quando Juazeiro do Norte foi representado no Concurso de Miss Ceará, parte da promoção mais glamourosa, do Miss Brasil, realizado pelo Diários Associados. Foi a hora e a vez de Neir Sobreira de Mello representar Juazeiro do Norte. Naquele ano ela participara do momento inicial, o Miss Juazeiro, 1960, quando em memorável festa dançante no Treze Atlético Juazeirense, já na sua nova sede da Av. Mons. Joviniano Barreto (hoje inexistente, em razão da reforma da área, com a instalação do Memorial Padre Cícero), concorrendo com duas outras candidatas: Mirian Calado e Creuza Campos. Vitoriosa, ela é inscrita para o Miss Ceará.
   Retroagindo um pouco, em meados dos anos 50, precisamente 1955, o Ceará exportou a beleza de Emília Barreto Correia Lima, então representante do Maguary que se tornou Miss Brasil. A vitória de Emilia desencadeou um efeito multiplicador do prestígio do certame e o interior passou a ser incluído, especialmente Sobral, Crato, Juazeiro do Norte, Crateús, dentre outros. No concurso de 1960, acontecido como sempre no Nautico Atlético Cearense, no dia 28 de maio, oito candidatas concorreram o certame daquele ano. Eram elas: Iolanda Romcy, do Iate Clube de Fortaleza; Irene Delne Bastos Forte, do consenso dos clubes Líbano, Círculo Militar e dos Diários; Irineide Silveira, do Comercial Clube; Marta Garcia, do consenso dos clubes Náutico e Iracema; Neir Sobreira de Mello, de Juazeiro do Norte; Regina Silvia Dias de Araújo, do Sport Club Maguari; Vanda Lúcia Gomes de Matos Medeiros, de Crato; e Zelly Carneiro Frota, de Sobral, representando a zona Norte. Os jurados foram: Stênio Azevedo; Meire Prado Azevedo (Miss Pará 1959); Geraldo Oliveira, fotógrafo dos Diários; Gastão Portela, jornalista; José Fontenele, presidente da AABB de Sobral e Maria José Braz (casada com o juazeirense Aderson Braz).
   O resultado do certame foi o seguinte, pela ordem de classificação: 1º - Miss Crato – Vanda Lúcia Gomes de Mattos Medeiros; 2º - Miss Comercial Clube – Irineide Silveira. Apesar da pontuação realizada pela mesa julgadora, não se revelou a classificação que seria pertinente para as demais concorrentes. O concurso se revestia um disputa muito acirrada, não só pelas torcida mas pelas rivalidades que se manifestavam entre cidades concorrentes. Foi o caso de Vanda Lúcia, que em princípio viu a sua vitória ameaçada, por ter sido denunciado que não era cearense, mas baiana de Jacobina, o que seria expressamente vetado nas normas do certame.
   Consultando jornais e livros, não encontramos as confirmações sobre essas notícias, se falsas, a ponto disso não ter afetado o resultado proclamado. Neir e Vanda Lúcia terminaram no foco de mais uma página da rivalidade entre Crato e Juazeiro e depois do concurso apareceram uns versinhos com os quais se cantava:

 "Juazeiro, Juazeiro, me responde, por favor...
 Por que foi que tua miss, tão bonita não ganhou/ 
Ai, Juazeiro compreendo a tua dor...
 Mas tua miss não deu nada de maiô/ 
Juazeiro tua miss de cara não é feia não 
Mas o corpo da Vandinha encantou a comissão!"

 Neir voltou a Juazeiro do Norte depois do concurso e foi recebida no aeroporto e pelas ruas da cidade em clima de apoteose. No ano seguinte, com muito carinho dos seus conterrâneos, já que a cidade comemorava o seu cinquentenário, Neir foi escolhida a Miss Cinquentenário e continuou sendo muito festejada, fato que talvez não tenha tido nenhum paralelo e nossa história.

Postagem original: "Coluna de Renato Casimiro", no site Portal de Juazeiro. 30-07-2017.


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Adendo à crônica de Renato Casimiro:  Vanda Lúcia e o tempo da delicadeza (por José Flávio Vieira)
"Aromas de jacintos me infinitam
E estes ermos me somam"

Esta nossa primeira Miss Crato e depois Miss Ceará ainda nos anos 60.Vanda era lindíssima e a paixão de toda uma geração. Certo , o tempo escorreu pelas frestas da porta mas ainda é impossível olhar para esta foto sem admitir que a vida é bela e que deve existir um pintor soberbo capaz de debuxar um olhar deslumbrante como o de Vanda.
(José Flávio)

29 julho 2017

Pelos mares do Inconsciente - Por: Emerson Monteiro

Respostas ao enigma do Tempo, aqui vamos nós a descobrir onde largar de vez a dúvida cruel de navegar perdidos à busca das ilhas deste oceano sem fim, amém, contudo ainda desconhecendo roteiros os portos que nos aguardam de dentes a mostra, Ulisses de aluguel, revelam a si o trilho escuro do destino e repousa nos verdes campos do prazer as armaduras reluzentes. Ser feliz, afinal, diante de tudo, ainda que meros traços dos rascunhos e das horas. Desenhar, sim, nas nuvens dos céus desta caverna a fisionomia da certeza, eis dever de ofício que lhes resta. Enquanto isso, vagar face aos sintomas da dor de existir e existir como verdade única, exclusiva, sem nada em troca além da saudade lá distante de quando nem existia. E persistir no pulsar dos corações adormecidos.

São eles a certeza dessa dúvida a guiar ao bem depois, que significa fazer de todos uns atores da própria história, heróis da inocência original, clientes da mesma sorte nem, sempre tão felizes quais quisessem ser no de manhã das gerações. Prudentes, por vezes, no entanto, olhos fixos nas dobras sucessivas da longa jornada, seguem estrangeiros do inesperado, máquinas que limpam lábios com insistência e fervem de vontade aos gozos insanos da carne. Longas filas de guerreiros e sonhos, espinhos e flores.

Passageiros de nau fantasma, querem saber, a qualquer custo, mais, saber o suficiente de sofrer resignados, cientes de transportarem corpos em sinais de salvação, tatuagens de imortalidades. Lutam nas trevas da solidão e tremem ao furor das montanhas d’água que lhes penetram as narinas e invadem as entranhas. Entre realidade e promessa, os sapiens sapiens vamos transportados aqui dentro ilusões das caravanas que haverão de abandonar às portas do Infinito. Nenhuma consciência absoluta e todas as chances de ser possível marcam a pele dos animais deste Chão das almas imerso nas galáxias luminosas. Quando em dias radiantes, seriam foliões de bailes super animados. Entretanto, cara a cara nos esporões dos peixes, amargam de dar dó durante o julgamento nos tribunais do para sempre. Ah! Busquemos as praias do esquecimento, e dormiremos em paz outra vez.

Coisas desta República: Temporada de cachorro louco

Como funcionam as gangues de redes sociais que intimidam e difamam quem critica Lula, Doria e Bolsonaro, os três presidenciáveis mais fortes nesse campo
Fonte: VEJA -- Por Pieter Zalis

 (Negreiros/VEJA)

Eles não querem conversa, querem briga. Agem em bando nas redes sociais, quase sempre contra um único indivíduo — alguém que postou uma crítica contra o político ou o partido que eles apoiam. Costumam incluir votos de que o adversário “morra”, “apodreça” e sugestões para que explore práticas eróticas heterodoxas. Ultimamente, a defesa dos nomes que poderão concorrer à eleição de 2018 vem ocupando a discussão, mas, como o objetivo não é debater, imagens, frases e memes de apelo fácil e entendimento imediato fazem as vezes de “argumento”. Cartazes virtuais com dizeres como “Feminazi boa é feminazi morta” fazem grande sucesso por não requererem maiores esforços de leitura nem raciocínio, dois anátemas nas redes sociais. Com métodos assim, capazes de gerar “engajamento” imediato — ao menos entre os que já tendem a simpatizar com a ideia —, as gangues virtuais engrossam as fileiras das tropas hiperpartidárias e hiperagressivas incumbidas de duas missões: enaltecer seu candidato e massacrar quem falar mal dele.
No cenário político atual, há três presidenciáveis que, de longe, dispõem de maior poder de foto: o ex-presi­dente Lula, o deputado Jair Bolsonaro e o prefeito paulistano João Doria. Nenhum deles coordena as gangues virtuais nem estimula abertamente suas táticas de intimidação, mas também nunca se ouviu deles uma palavra para dissuadir seus apoiadores das práticas de hostilização. O fato é que, se mais de um ano antes da eleição presidencial o ambiente já está tão contaminado, são péssimas as perspectivas para o pleito de 2018.
No mês passado, o Instituto de Internet da Universidade de Oxford divulgou um estudo feito em 28 países intitulado “Troops, trolls and troublemakers: a global inventory of organized social media manipulation” (Tropas, troladores e encrenqueiros, um inventário global da manipulação nas redes sociais). A pesquisa, que incluiu o Brasil, concluiu que a atuação das tropas cibernéticas — definidas como grupos que tentam manipular a opinião pública por meio das redes sociais — deixou de ser uma forma de guerrilha marginal para se transformar em prática política padrão.
O estudo analisou grupos patrocinados ou estimulados por governos, forças militares, partidos e movimentos políticos. Um exemplo citado de gangue virtual inserida na estrutura do governo é a plataforma digital Somos+, criada no Equador na gestão de Rafael Correa — em que os inscritos recebiam relatórios com informações potencialmente prejudiciais ao então presidente e eram estimulados a defendê-lo nas redes. Já na Rússia, as gangues cibernéticas alinhadas ao Kremlin são comandadas por partidos e integrantes da sociedade civil — suas táticas incluem, por exemplo, a divulgação na internet de listas com nomes de ativistas de direitos humanos, classificados pelos organizadores como “os mais vis inimigos” da nação. No México, ao longo deste ano, jornalistas foram desacreditados e tiveram suas páginas inundadas por robôs comandados por tropas virtuais patrocinadas por agentes federais cada vez que publicavam reportagens críticas ao governo. A facilidade de atingir o alvo — a um clique de distância — é um dos principais trunfos dos novos exércitos virtuais, afirma o estudo.

Em VEJA desta semana -- Youssef: "Eu disse que derrubaria a República no Brasil . E derrubei"

Doleiro Alberto Youssef falou com exclusividade a VEJA e contou o dia a dia da prisão e a rotina de políticos e executivos detidos no petrolão
 Fora da Cadeia - Libertado após três anos, Youssef mora em São Paulo, onde cumpre o resto de sua pena em regime aberto (Jefferson Coppola/VEJA)
Um dos principais delatores da Operação Lava-Jato, o doleiro Alberto Youssef é hoje um homem em busca de emprego. Cumprindo pena em regime aberto depois de revelar como funcionava o esquema clandestino de pagamento de propina a políticos, o operador financeiro do Partido Progressista (PP) no petrolão recebeu VEJA em duas oportunidades e esmiuçou o dia a dia da cadeia que hoje abriga, em Curitiba, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Descreveu a compulsão do herdeiro Marcelo Odebrecht por ginástica, os roncos do ex-diretor da Petrobras Renato Duque e avaliou o papel dos partidos políticos no maior escândalo de corrupção do país.
Às vésperas de concluir um livro que mostrará o que considera a “verdadeira história” do petrolão, Youssef afirma, com a autoridade de quem conhece os meandros da distribuição de dinheiro sujo no mundo político: “essa fase de Lava-Jato vai passar e vai continuar tudo como está. O sistema vai continuar”.
(Mais detalhes na VEJA que começa a circular neste sábado)

29 de julho: Princesa Isabel: 171 anos de nascimento

* 29/07/1846, Rio de Janeiro
+ 14/11/1921, Paris
Uma das mulheres mais citadas na história do Brasil, Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, a princesa Isabel, colocou um ponto final no dia 13 de maio de 1888 em uma das maiores manchas do país - a escravidão. Naquele domingo, princesa Isabel assinou a Lei 3.353, mais conhecida como "Lei Áurea", declarando extinta a escravidão no Brasil, mesmo enfrentando muitas resistências dos fazendeiros e da elite em geral.
"A princesa imperial regente, em nome de sua majestade, o imperador d. Pedro 2º, faz saber a todos os súditos do império, que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Artigo 1º - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil; Artigo 2º - Revogam-se as disposições em contrário", dizia o texto que libertou milhões de escravos, que por três séculos serviu de mão-de-obra para o crescimento do país.
Segunda filha de d. Pedro 2º e da imperatriz Teresa Cristina, princesa Isabel foi, por três vezes, regente do império. Em 1864, casou-se com o francês Luís Gastão de Orleans, o conde D'Eu. Antes da Lei Áurea, princesa Isabel sancionou as leis do primeiro recenseamento do império, naturalização de estrangeiros e relações comerciais com países vizinhos.
Em 28 de setembro de 1871, ela também sancionou a Lei do Ventre Livre, o primeiro passo efetivo para o fim da escravidão no Brasil - a lei estabelecia que todos os filhos de escravos estavam livres. A Lei do Ventre Livre foi assinada na época em que d. Pedro 2º fez a sua primeira viagem para a Europa, deixando, pela primeira vez, a princesa Isabel como regente do império. Em outras duas oportunidades a princesa também assumiu as mesmas funções.
Disposta a acabar com a escravidão no Brasil, princesa Isabel pressionou o ministério, que era contrário à abolição. A pressão exercida pela princesa deu resultado e o Gabinete foi dissolvido e seus integrantes foram substituídos por pessoas que defendiam o fim da escravatura. Em abril de 1888, um mês antes da assinatura da Lei Áurea, ela entregou 103 cartas de alforria para alguns escravos, deixando claro que esperava da Câmara federal a aprovação da lei, o que, de fato, aconteceu.
Com a morte de seu irmão mais velho, o príncipe d. Afonso, tornou-se herdeira do trono e sucessora do seu pai quando tinha apenas 11 meses. O reconhecimento oficial como sucessora aconteceu no dia 10 de agosto de 1850. No dia 29 de julho de 1860, ao completar 14 anos, princesa Isabel prestou juramento comprometendo-se a manter no Brasil a religião católica e ser obediente às leis e ao imperador.
Somente depois de 11 anos de casamento - fato raro para a época -, é que princesa Isabel teve o seu primeiro filho, Pedro de Alcântara. Depois, vieram mais dois: Luiz Maria Felipe e Antônio Gusmão Francisco. Com a proclamação da República, em 1889, a família real embarcou para o exílio na Europa. Ao lado de amigos, filhos e netos, e com grande dificuldade para se locomover - precisava do auxílio de uma cadeira de rodas -, princesa Isabel viveu os seus últimos dias em Paris, onde morreu no dia 14 de novembro de 1921. Os seus restos mortais foram transferidos para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido, em 1953.
Em tempo, o nome completo da Princesa Isabel era: Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon d'Orléans.

A Pátria acima de tudo
No exílio imposto pela República, ao ficar sabendo que o Dr. Ricardo Gumbleton Daunt não queria aceitar a cadeira de deputado que lhe coubera numa das eleições, por ser visceralmente monarquista e não querer, portanto, ocupar posto algum de saliência no Brasil sob outra forma de governo, a Princesa Dona Isabel, já Chefe da Casa Imperial e Imperatriz “de jure” do Brasil, disse à irmã do eleito:
– Diga ao seu irmão que ele deve aceitar a cadeira de deputado e propugnar pela grandeza moral, econômica e intelectual de nossa Pátria. Não aceitando, ele estará procedendo de maneira contrária aos interesses da coletividade. De homens como ele é que o Brasil precisa para ascender mais, para fortalecer-se mais. Faça-lhe, pois, sentir que reprovo sua recusa.

- Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier.

27 julho 2017

Degraus do Paraíso - Por: Emerson Monteiro

Houvesse razões menores, ninguém gastaria vidas e vidas nos grotões de perdição que resfolega o espaço das horas, porém querer sonhar virou a hipótese mais importante deste século XXI de tantas contradições, irresponsabilidades e outras histórias contadas pela metade em meio à fumaça dos guetos. É tanto que inventaram outros equipamentos de controle populacional, face ao gesto de usar tudo quanto possível de viajar no tempo do delírio nas naves menos indicadas pela mídia dominante. Milhões, bilhões de almas depositaram confiança nas cartas menores do Tarô e vivem, por isso, o estranho hábito de morrer e matar antes da hora prevista, eles, os animais dos vales, e destruir as florestas em chama. Largaram de lado o imprevisível das indústrias bélicas e dos alimentos químicos. Puseram em xeque o fluir natural dos instantes sagrados. Cruzam mares nos piores veleiros deixados em troca dos tais paraísos artificiais e sensações outras, cigarros fortes e possibilidades fracas.

Nisto, somem pela bruma dos céus as chances de chegar ao real merecimento. A escadaria se desmancha na saudade do objetivo. O gesto de receber de Deus a Revelação transformadora de noviços em santos resta quase em crise pessoal, que ficou das existências que insistem querer felicidade através das vias anormais. O senso comum este até que admite poder ultrapassar o além da imaginação, desde que nas tecnologias da programação e invada, na marra, os fossos da alucinação. Rituais de magia humana quer tomar o reino da Justiça na força bruta das incompreensões. Daí virar vontade perdida os páramos da ausência do sentimento. Ninguém parece amar ninguém. Todos querem vencer o eterno sem ultrapassar os portões do Apocalipse. E durma e ainda queira sonhar...

O preço disso nem profetas sabem, hoje em dia. Enfileirados nas longas avenidas, esses atores do imprevisível trocam passos, adotam normas de comportamentos de feras que só acalmam o desespero nos dias seguintes. Mundo de ferro e cimento; fervor e terapias. Logo ali depois do outro lado da ponte, num casebre abandonado, mora feliz o guia da Paz, bem aqui no coração das sementes e das pessoas.                            

Floração dos ipês encanta a Cidade

A notícia abaixo, publicada nesta 5ª feira no jornal "O Povo", poderia muito bem se reportar também à região do Cariri, onde o Pau d'Arco também está florescendo e embelezando a paisagem do sul do Ceará. A conferir:
   "É julho e espécies como ipês, jambeiros, mangueiras e cajueiros floram, antecipando a primavera em Fortaleza. E as cores, especialmente dos ipês, dão mais vida à Cidade e aos espaços de concreto.
   Roxos, róseos, raramente brancos e, mais comumente, amarelos, os ipês têm floração antecipada do lado de cá. É privilégio nosso, segundo reconhece Carlos Pereira Vieira, 63, morador do Papicu, que tem um exemplar pertinho de casa. No canteiro central da avenida Engenheiro Santana Júnior, surge a sutileza do rosa. “Acho bonito, viu. Lá no Interior, a gente conhece como pau d’arco. E bota flor nessa época mesmo”, conta.
   Tem ainda ipê rosa no começo da avenida Júlio Abreu, outro amarelo na Dom Luís. Há ainda nas praças da Imprensa e do Otávio Bonfim. E a avenida Domingos Olímpio guarda ipês amarelos.
   O ipê é de fácil cultivo, tem médio porte e muita resistência — inclusive à falta d’água, conforme o engenheiro agrônomo Vladimir Sena, da Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (UrbFor)".

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Quando será que Crato vai ter a sorte de possuir  um prefeito com sensibilidade de arborizar a Cidade de Frei Carlos Maria de Ferrara com mudas do Ipê, ou Pau d'Arco,  como chamamos aqui no Cariri esta belíssima árvore? Neste quatriênio com certeza não será, pois estamos vivendo ainda a maldição da "Cantiga da Perua"...

“Padre Cícero: santo dos pobres, santo da Igreja” – um bom livro (por Armando Lopes Rafael)

   O pequeno texto que está na Internet resume muito bem:
 “Escrito pela Irmã Annette Dumoulin, o livro é mais que uma simples biografia. É um estudo inédito, cuidadoso e apaixonado que apresenta a vida de Padre Cícero Romão por meio de documentos históricos pouco conhecidos e a partir de uma hermenêutica de fé, esperança e caridade.
Padre Cícero é interpretado pelas vias da fé e da razão pela estudiosa-devota que adotou o personagem de Juazeiro como causa de sua vida acadêmica e pastoral há mais de quarenta anos. A autora, psicóloga e religiosa, é profunda conhecedora da história do grande santo popular, das devoções vivenciadas pelos romeiros nos dias de hoje nas romarias a Juazeiro do Norte, além de defensora da "reconciliação" da Igreja com o patriarca dos pobres do sertão nordestino.
    O estudo feito por ela contribui de forma lúcida com a construção de uma nova etapa na vida do "padrinho dos pobres". Seja ele canonizado ou não pela Igreja, encontra-se agora legitimado pelas palavras do Papa Francisco como virtuoso homem de Deus, defensor dos pobres e instrumento da ação de Deus.
    O leitor se surpreenderá com este livro. O estudo realizado interessa tanto a estudiosos do assunto quanto a devotos curiosos em conhecer mais profundamente a vida do santo de Juazeiro. A linguagem simples comunica fatos complexos e esclarece os processos históricos e os limites humanos que envolveram a vida de Padre Cícero no contexto histórico, político e eclesial em que viveu. O percurso da exposição e da reflexão permite encontrar um santo em meio à seca, um protetor dos pobres, um místico que suporta os sofrimentos com resignação e um injustiçado que aguarda por justiça”.

Princípios fundamentais -- por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

        No caos político-social em que vivemos, relembramos aos católicos os princípios fundamentais da doutrina social da Igreja, que devem servir de pauta à sociedade. Eles são baseados na lei natural e na busca do bem comum.
        1º. Subordinação da ordem social à ordem moral estabelecida por Deus: Não “querer construir uma ordem temporal sólida e fecunda prescindindo de Deus, fundamento único sobre o qual ela poderá subsistir” (João XXIII, Mater et Magistra, 214).
        2º. Dignidade da Pessoa Humana: “A dignidade da pessoa humana se fundamenta em sua criação à imagem e semelhança de Deus” (C. I. C., 1700). À luz do cristianismo, qualquer ser humano deve ser considerado pessoa, objeto do ideal cristão do amor fraterno. Assim, a vida humana deve ser respeitada desde a concepção até o seu término natural.
         3º. Solidariedade: “O homem deve contribuir, com seus semelhantes, para o bem comum da sociedade, em todos os seus níveis. Sob este ângulo, a doutrina da Igreja opõe-se a todas as formas de individualismo social ou político” (CDF, Nota Doutrinal).
         4º. A busca do bem comum, “a total razão de ser dos poderes públicos” (João XXIII, Pacem in terris, 54). Bem comum, não individual próprio.
         5º. A atenção especial aos pobres: por serem mais fracos, precisam de maior proteção e cuidado do Estado (Leão XIII, Rerum Novarum 20).
         6º. Não ao império do dinheiro, considerado como valor supremo, e do lucro sem moral. Portanto, repúdio completo a toda a forma de corrupção.
        7º. Não ao socialismo, que pretende a abolição da propriedade privada, inspirado por ideologias incompatíveis com a fé cristã (Paulo VI, Octog. Adveniens, 31). Sim à socialização, no sentido do crescimento e interação de relações sociais e crescente desenvolvimento de formas associativas, sem se precisar recorrer ao Estado (cf. João XXIII, Mater et Magistra).
       8º Subsidiariedade ou ação subsidiária do Estado, que não absorva a iniciativa das famílias e dos indivíduos. Incentivo à iniciativa privada, na geração de empregos e na educação.
         9º Prioridade do trabalho sobre o capital. “É preciso acentuar o primado do homem no processo de produção, o primado do homem em relação às coisas” (J. Paulo II, Lab exercens, 12f). “Ambos têm necessidade um do outro: não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital” (Leão XIII, Rerum Novarum, 28).
      10º. Destinação universal dos bens, sem prejuízo do direito de propriedade privada. “O direito à propriedade privada está subordinado ao direito ao uso comum, subordinado à destinação universal dos bens” (João Paulo II, Laborem exercens, 19).
        11º. O justo salário: “Acima dos acordos e das vontades, está uma lei de justiça natural, mais elevada e mais antiga, que o salário não deve ser insuficiente para assegurar a subsistência do operário sóbrio e honrado” (Leão XIII, Rerum novarum, 63).
            (*) Dom Fernando Arêas Rifan é Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney



26 julho 2017

Aspirações interiores - Por: Emerson Monteiro

O esforço materialista de evitar a religiosidade dá de cara com a insistência dos humanos em admitir os princípios espirituais. Sempre houve, no decorrer dos tempos, empenho dos impérios em desmerecer as crenças. Pronde procurar, ali implica seres poderosos nos comandos a diminuir ou buscar eliminar quem respeita valores maiores do que apenas força física. Querem deter o poder, mas nada podem com relação à fé na Verdade absoluta.

É que desde os primeiros passos do homem que ele busca o desconhecido. Depois de encher a barriga, olhar em volta outros prazeres, restou procurar um jeito de sustentar vidinha mansa que possa levar. E poucas vezes consegue nada além. Porquanto uma resposta passeia pelo ar, nem sempre fácil de usufruir. Quer saber donde veio, aonde vai e o que está fazendo aqui, as bases de toda filosofia.

Vem na busca de quê, em resposta às crises grandes. Valorizar o ócio e achar a porta das maravilhas. Desvendar os mistérios. Descobrir do véu da ignorância. Um sonho profundo em forma de psicologia, religião e arte. Quantas intuições em forma de ansiedade, desejos e visões, mergulhos de vazios e desespero.

Bom, foi quando Jesus veio revelar o segredo da imortalidade real, e poucos viram. Demonstrou com a presença histórica, no seio do povo judeu, o quanto há de luz no coração dos seres. Apresentou a face do Universo de jeito familiar, indicando o proveito no fazer bem entre os demais, qual existe dentro da gente, na essência do Ser. Jesus de todos e na alma das pessoas. E o tanto do equilíbrio que persiste no Cosmos, leis perenes, eternas. Três aspectos distintos: Jesus histórico, Jesus místico, Jesus cósmico.

Ainda que tal conteúdo que represente o formato original de um tudo no Todo, mesmo assim os pequenos seres fervilham de impaciência em negar os postulados sobre os quais se firmam eternos os objetivos da sempre Eternidade.

25 julho 2017

E se a moda pega?... ‘‘O mundo pelo avesso’’ – por Pedro Esmeraldo

Não sabemos como começar, mas desejaríamos fazer pesquisas sociais a fim de conseguir com o pensamento infiltrado nos meios sociais para descobrir a verdadeira causa do pessimismo da sociedade cratense. Muitos andam pelo avesso: não lutam e trabalham para o erguimento do crescimento técnico do município de Crato. Somos cidadãos que praticam as atividades que poderiam levar o Crato ao caminho da realeza: que seria o estímulo do desenvolvimento. Infelizmente, não utilizamos a igualdade social e o desenvolvimento urbano e não consegue dar a melhoria de condições de vida para alcançar o crescimento de equilíbrio ético.
O que observamos é uma luta desigual entre os municípios.
Há deles que não pensam pensam em formar uma sociedade abrangente e que poderiam avançar o homem com o anseio de trazer melhores perspectivas no trabalho profícuo que poderia mostrar boas qualidades técnicas.
Examinamos portanto que alguns dos municípios caririenses  só pensam em si mesmo. Não querem crescer juntos com outros municípios irmãos. Não  há compreensão mútua e querem que os cidadãos vivam de baixo do seus pés, isto é, desejam pisar de mansinho no município do Crato. Lembrem que estamos no crescimento industrial, pois notamos que o Crato só recebe migalhas e nos deixam com o pensamento negativo.
Quando acabam vem com conversas esfareladas, dizendo que a população cratense não possui representação no Congresso Nacional e nem na Assembleia Legislativa do estado. Querem dizer que somos desprestigiados e não tentamos conseguir nada ao nosso favor.
Vivemos sem alegria e sem avançar, mas permanecemos com o pensamento obscurecido que  nos empurra para a queda do esquecimento governamental.
Por isso, estamos alheios, de queixo caído e esquecidos. Aqui agora vamos responder aos insultos desse povo que nos arranca tudo que temos e querem reagir as atitudes de palavras ofensivas que nos leva a permanecer na omissão e que finalmente nos deixa entristecidos.
Na semana passada vimos um artigo ma revista ‘‘A Província’’ que com muito ardor foi publicado esse artigo escrito (...) pelo escritor que possuímos pensamentos que há anos vimos esquentando a população cratense e que o poder maioral estado estamos absorvido no desprezo do município de Crato.
Olhem senhores, o Crato tem o poder milagroso da natureza que é a chapada do Araripe com o panorama exuberante que se desse um estímulo faria vir a vista maviosa desse imenso chapadão e o Crato poderia readquirir e reerguer o enobrecimento e o crescimento que tínhamos antes. E agora pedimos sejam contemplativos com o Crato porque o mesmo poderá se equilibrar dentro das normas democráticas, satisfazendo os bons anseios de município civilizado. Sejam coerentes com o Crato. Poderemos formar uma corrente de atividades éticas e fazer uma campanha plebiscitária a fim de enquadrar o Crato no Pernambuco.
O Crato não é bagre podre para que venham satisfazer o desejo do povo que tem o desejo de transformar o Crato, mais atuante, e tenta celeremente alevantar o espirito seguindo o caminho da grandeza e da prosperidade.

24 julho 2017

O renascer da esperança monárquica na Rússia

Bandeira da Rússia Imperial

    A Rússia também está junto ao Brasil, Romênia, Sérvia, Geórgia e França entre os países em que, cansada dos malefícios e dos desgastes causados pelo regime republicano, a população começa a se voltar para a restauração da Monarquia como uma solução natural para os problemas nacionais.
   O jornal “The Moscow Times” noticiou que, na madrugada da última segunda-feira, dia 17, mais de 60 mil fieis, incluindo membros da Duma (parlamento russo), participaram de uma procissão, em Ecaterimburgo, em homenagem ao Czar Nicolau II da Rússia, à sua esposa, a Czarina Alexandra, e aos cinco filhos do casal, o Czarevich Alexei e as Grã-Duquesas Olga, Tatiana, Maria e Anastácia, todos cruelmente assassinados pelos bolcheviques, há 99 anos, no dia 17 de julho de 1918. Em 1981, a Família Imperial foi canonizada e reconhecida como Santos Mártires e Portadores da Paixão, pela Igreja Ortodoxa Russa.
   A procissão começou às três horas da manhã, no local em que a Família Imperial foi assassinada, e terminou às sete horas, com uma oração no local em que seus corpos foram inicialmente enterrados, sobre o qual foi construído um monastério. Muitos fieis trajavam uniformes e vestidos usados à época do reinado do último Czar, e levavam imagens dos membros da Família Imperial.
   É impressionante ver que, mesmo após ter passado mais de 70 anos sob o jugo da ditadura comunista da famigerada União Soviética, o sentimento monárquico permanece vivo e pujante entre os russos, sobretudo os jovens – de acordo com uma pesquisa feita em março, 37% dos jovens russos entre 18 e 34 anos se declararam favoráveis à restauração do regime monárquico no País; e como esse número só faz crescer, está claro de que o futuro da Rússia é monárquico!
   Agora, após décadas de exílio, os membros remanescentes da Família Imperial são cada vez mais requisitados e presentes na vida nacional, com a Grã-Duquesa Maria, atual Chefe da Casa Imperial da Rússia, e seu filho e herdeiro, o Czarevich George, sendo extremamente bem recebidos em todas as partes do enorme País. Oficiais do alto escalão do governo já deram seu apoio para que a Família Imperial volte a residir permanentemente na Rússia, e um membro do alto clero da Igreja Ortodoxa Russa declarou que a igreja deve participar ativamente das discussões acerca de uma restauração monárquica.
Postagem original: Facebook Pro Monarquia
Foto abaixo: Sua Alteza Imperial a Grã-Duquesa Maria Vladimirovna, Chefe da Casa Imperial da Rússia.

Dentro das paredes deste lugar - Por: Emerson Monteiro

Ainda que visse lá de fora pela janela, era tudo, no entanto, o mundo cinza permaneceria quando vieram os primeiros raios de sol rasgando nuvens que passeiam pelo céu. Fome de tudo. Um gesto interno de pura vontade no querer transformar emoções antigas em máquinas de superação da dor. Pois o impulso de continuar vivo investe contra a vidraça feito besouro teimoso de permanecer aqui mesmo que o fastio queira tomar conta do universo em volta.

Ele sai batendo nos objetos espalhados pelo chão. Mochilas de antigas cavalgadas, rastros de campos de batalha e marcas de sangue espalhadas nas árvores secas da caatinga. Pedaços de saudades escorregando feitas formigas impacientes através das telas do horizonte. Fiapos de melodias. Nervos e engrenagens percorrendo o corpo inteiro, por se saber passageiro preso dentro da velha cápsula rumo do céu do infinito. Enquanto isso, as pessoas, que vêm e vão, acenam pela porta entreaberta nos cumprimentos agradáveis de parceiros da jornada em outros veículos iguais. Sabe que elas gostam dele. Respeitam sua história, sem com isso poderem sentir o tamanho da dor de existir que lhe fere o peito com a intensidade dos mil sóis.

Se as frestas todas se abrissem num único instante por certo dividiriam o passado interminável por milhões, daí querer responder a questão do porquê do que atravessa premido naquelas circunstâncias. Pisa quase automaticamente os passos que caminha. Solto pelo ar, voa integrado ao corpo do bólide que conduz, na missão da vida. Passageiro, comandante, deus. Olhos acesos, de algum ponto do espaço lhe contemplam o andamento da jornada. Deixaram de compor o quadro interior dos pensamentos, pois revelaram pouca razão de pensamento. Eles desaparecem do jeito que chegam, longe de mudar o nível de energia que alimenta os motores da nave.

Com isso, dias passam, os astros, os animais, as cores, as visões fantasmagóricas do destino, as amarguras, os sonhos. Passam, passam, passam pelas janelas, mexendo nos sentimentos. Pequenos filamentos de antigos módulos formam os restos das bodas que sumiram no escuro dos mares, fora, no céu imenso. Só permanece consigo os traços deste presente que unem com o presente seguinte, quais bolhas que nunca param de formar novos mistérios do foco de existir. Só isto. E sabe que há tantas conexões disponíveis todo tempo. Elas aparecem num dos lados da tela principal.

22 julho 2017

Uma esperança mais próxima - Por: Emerson Monteiro

Diante do tanto que acontece neste velho mundo dagora, qual houvessem os seres humanos simplesmente esgotado as possibilidades coletivas e quisessem pensar em si para consigo, do ego mais adentro, quem for podre que se quebre, por que chorar ainda outro tanto, invés de erguer a cabeça e elevar as vistas no horizonte, e saber do Bem maior que a tudo rege? Significa, sim, vontade soberana, desejo de alternativas sábias. Rever os padrões da sorte cega e refazer a assinatura da esperança. Baixar a bola do desespero agressivo e cuidar de bom gosto das novas chances que sempre indicam a Natureza mãe?!

Que esgotar, esgotaram as chances, isso confessam há tempo os índices e as pitonisas. Porém perder por perder fica feio a quem desejou singrar os mares e viajar céus infinitos. Controlou os ares, acalmou os mares, desvendou as dúvidas matemáticas, sem, no entanto, conter o touro bravio da dor entre os tais seres vivos. Humildade, resta, pois, aceitar ser humildes. Olhar de lado e ver o quanto de semelhantes palmilham o mesmo chão. Abrir as portas do coração e partilhar tesouros, as notícias do mistério e o desejo maior de felicidade equitativa. Querer, enfim, pacificar a fera acuada, que vaga solta nos escuros glaciais, e aceitar de om grado uma paz duradoura. Nutrir bichos menos indomáveis e sonhar novidades que promovam os bens de salvação desse trem das amarguras em que tornaram a vida dos muitos trabalhadores. Justiça, solidariedade e confiança, formas ideais de convivência, revelações da política verdadeira de filósofos e profetas geniais.

Enquanto isto, vem o sol das almas com seu brilho de coração em festa. Inova o prisma de cores incontáveis, nos fenômenos inclusive de dentro do próprio corpo que nos conduz, máquina livre e perfeição absoluta. Admitir a esperança qual gênero de primeira necessidade. E permitir sinceridade em todo sorriso que preencha de luz os dias da eterna Humanidade.

(Ilustração: Cristo na tempestade no Mar da Galileia, de Rembrandt).

A relação de Dom Luís Antônio dos Santos com Crato -- por Armando Lopes Rafael (1ª parte)

A revista "A Província", edição de julho/2017, publicou um artigo de minha autoria com o título acima. Republico-o aqui no Blog do Crato, dividindo-o em postagens pelos próximos dias.
 Armando Lopes Rafael

    
         Em 29 de setembro de 1861, Dom Luís Antônio dos Santos (foto acima) fez sua entrada solene no Ceará, a fim de tomar posse na nova diocese para a qual fora nomeado.  E já no dia 3 de dezembro do mesmo ano, fez ele seu primeiro contato com a população cratense. Dom Luís enviou uma carta aos fiéis da Freguesia do Crato, solicitando ajuda para a construção de um Seminário Católico em Fortaleza, sede da diocese. Na correspondência constava este parágrafo: “Nós, amados filhos, com as vistas em Deus e nutrindo a mais bem fundada esperança de sermos atendidos, recorremos a vossa caridade e vos pedimos, em nome da Igreja Católica, nossa boa Mãe, e em nome da pobre e ainda nova Igreja Cearense, uma esmola. É um Bispo pobre que vos pede uma esmola, não para engrandecer e aformosear sua casa, mas para vós mesmos, para vossos filhos e vindouros que, bendizendo a vossa memória, se utilizarão do edifício que queremos legar à Diocese da Fortaleza”.

         A carta foi dirigida ao Pároco de Crato, Pe. Manoel Joaquim Aires do Nascimento. Este nomeou uma comissão, composta por seis notáveis da cidade (o Pároco era um deles), para angariar as doações pedidas pelo bispo. A população cratense não decepcionou Dom Luís Antônio. Irineu Pinheiro, no seu livro “O Cariri”, arremata: “Depois de pouco mais de uma década, recompensou regiamente Dom Luís as populações do Cariri, que o ajudaram a edificar o Seminário de Fortaleza, dando-lhes de presente o Seminário São José de Crato”. Instituição que ainda hoje está em atividade, formando o clero de cinco dioceses de três Estados nordestinos.

As três viagens que Dom Luís fez a Crato
    Eram precárias as comunicações na Província do Ceará, na segunda metade do século XIX. Cento e dez léguas (cerca de 660 km) separavam Fortaleza, a capital da Província, localizada às margens do Oceano Atlântico, da cidade de Crato, esta situada nas faldas da Chapada do Araripe, já na fronteira com Pernambuco. Chegavam a durar cerca de trinta dias uma viagem entre essas duas cidades, naquele tempo. Esses deslocamentos eram feitos utilizando-se as precárias estradas vicinais constituídas, na maioria das vezes, de simples veredas.
    Para as viagens, naquela recuada época, utilizavam-se animais. Nos primeiros meses do ano, temporada das chuvas – devido aos lamaçais e aos riachos a serem transpostos – aqueles deslocamentos poderiam demorar ainda mais. Não raro, alguns trechos das veredas ficavam, dias, intransitáveis. Também nos meses da estiagem os obstáculos eram grandes! O sol escaldante, o forte calor e as estradas poeirentas constituíam um cenário monótono, durante os longos e cansativos dias das viagens, em meio à paisagem cinzenta da vegetação seca da caatinga.
     O primeiro bispo do Ceará, Dom Luís Antônio dos Santos, durante o tempo em que morou neste Estado (entre 1861 a 1881), enfrentou essas dificuldades, vindo três vezes a Crato. A sua primeira visita ocorreu de 8 a 16 de outubro de 1863. Nos oito dias em que permaneceu em Crato, crismou durante seis dias. Na manhã da chegada, presidiu a um Te Deum na acanhada igreja-matriz de Nossa Senhora da Penha, cuja torre do lado Sul fora, há pouco, concluída e até dispunha de um relógio. Não existia, portanto, a segunda torre daquele templo, a do lado Norte. Esta só seria erguida quarenta e sete anos mais tarde.  Na primeira vinda a Crato, Dom Luís celebrou missas e fez duas homilias. No dia 11 de outubro de 1863, ordenou um presbítero e um diácono.  Foi a primeira vez que a população de Crato assistiu à imposição de ordens sacras a seminaristas. Resultou dessa primeira visita o surgimento da amizade entre o primeiro bispo do Ceará e o coronel Antônio Luiz Alves Pequeno, o segundo deste nome (1). 
Notas:
1) Houve três coronéis com o nome de Antônio Luís Alves Pequeno, avô, filho e neto. Neste trabalho, falamos apenas do segundo, o que se tornou amigo do bispo do Ceará. Diz o adágio latino “Verba volant, Seripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem). É verdade. A carta abaixo, escrita por Dom Luís Antônio dos Santos ao coronel Antônio Luís, está transcrita na página 428 do livro “Efemérides do Cariri”, de Irineu Pinheiro. A conferir:
“Meu amigo e compadre. Acabo de receber duas cartas, de 16 e 17 do corrente, na segunda dá-me V.S. (Vossa Senhoria) a notícia da passagem da terra para o céu da boa e muito virtuosa menina Ritinha, por tal acontecimento parece em lugar de pêsames deveria só dar parabéns a toda a família, e na verdade, olhando com os olhos da fé, não pode o meu procedimento ser outro. Uma menina, que sempre foi tida por uma das mais inocentes e virtuosas do colégio, ornada com a coroa da virgindade, Deus a chamou, não pode inspirar outros sentimentos senão os de uma santa inveja. Feliz dela que sem as lutas, combates e perigos do mundo ganhou a palma da vitória. Assim se lembre ela de mim perante Deus, como espero.
Na primeira carta pinta V.S. o horroroso quadro desses lugares em consequência da seca. Não sei, meu amigo, o que será da pobre Província do Ceará, pois o que V.S. diz desse lugar, dizem todos dos respectivos lugares de suas habitações. A miséria é real, porque para isto basta ter-se perdido grande parte da lavoura e do gado, miséria que tem aumentado com a especulação de muitos, que sob o pretexto da seca arrebatam o que podia matar a fome aos verdadeiros necessitados.
A ideia de esmola tem feito com que muita gente tenha abandonado o seu canto, onde podia ir vivendo e lutando com a adversidade. Ainda ontem me disseram que nos sambas que fazem os retirantes aqui em suas palhoças, entre as libações, dão vivas à seca de 1877! Na verdade, muitos nunca foram tão felizes como agora. Outros, porém, morrem de fome. O certo é que nada chega, o governo como o auxílio de particulares é impotente por isso a desgraça é irremediável e muita gente morrerá.
Até os ladrões e assassinos se aproveitam da seca! Isto é horrível e V.S. deve estar de sobreaviso e bem prevenido. A sua mudança seria dificultosíssima, entretanto às vezes devem-se largar os anéis para ficarem os dedos. Deus se compadeça de nós. Saudosa visita a toda a família a quem abençoo. De V.S. amigo e compadre, Luís, bispo do Ceará. Fortaleza, 28 de novembro de 1877”.

(continua na próxima postagem)
 Dom Luís Antônio próximo da sua morte, quando era Arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil.
***   ***   ***

A relação de Dom Luís Antônio dos Santos com Crato - por Armando Lopes Rafael (2ª parte)

Cel. Antônio Luís Alves Pequeno, o segundo com este nome


Este coronel era um abastado comerciante com matrícula no Tribunal do Comércio de Recife. Para a capital pernambucana ele viajava costumeiramente indo de cavalo até Aracati ou Fortaleza. De lá pegava um navio com destino a Recife, à época o maior empório comercial do Norte do Brasil, onde comprava mercadorias para abastecer sua loja, a maior de Crato. As mercadorias vinham pelo mar de Recife até Aracati. Desta cidade – em carros de boi, que atravessavam todo o Ceará – seguiam em direção a Crato. 
     O coronel Antônio Luís vendia muitos produtos na sua loja, dentre eles: tecidos, livros, ferragens, remédios, louças, charutos, rapé, vinhos, remédios e até manteiga que vinha acondicionada em barris. Graças à hospitalidade que o abastado coronel ofereceu ao Bispo do Ceará, nas vezes em que este visitou Crato surgiu entre os dois um clima recíproco de admiração e respeito. Mais do que isso, viraram compadres e amigos. Basta lembrar a atuação do coronel, junto ao bispo, em favor do seminarista Cícero Romão Batista, este afilhado de crisma de Antônio Luís. Quando ficou órfão do pai, em 1862, o jovem Cícero Romão Batista teve de interromper seus estudos, no Colégio do Padre Rolim, em Cajazeiras (PB). Retornando a Crato, Cícero, então com dezoito anos, acompanhou as dificuldades financeiras da mãe viúva e das duas irmãs órfãs de pai.
      A partir daí, o coronel Antônio Luís tomou sob sua proteção os estudos do afilhado. Em 1864 o jovem Cícero Romão Batista foi matriculado no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Como a família de Cícero não dispunha de recursos financeiros para pagar as despesas com o estudo, o coronel Antônio Luís conseguiu com Dom Luís que seu afilhado fosse matriculado gratuitamente. Entretanto, já em 1868, o reitor do Seminário, o padre francês Pedro Chevalier, resolveu dispensar o seminarista Cícero, taxando-o de aluno fraco em teologia, além de dado à leitura de obras de ocultismo.  Mas, oficialmente, a desculpa para a dispensa de Cícero foi a falta de recursos do Seminário, para manter o estudante gratuitamente.
     Segundo Nertan Macedo: “O coronel Antônio Luís montou no seu cavalo e atravessou o sertão do Ceará para garantir a educação do afilhado. Cícero pôde, então, passar à condição de pensionista e concluir o curso. Em novembro de 1870, o reitor Pedro Chevalier fazia ver a Dom Luís Antônio dos Santos que Cícero não estava em condições de ser ordenado, alegando tratar-se de um moço teimoso e dado a visões do outro mundo. Mas o prestígio do padrinho, junto ao bispo, valeu-lhe, mais uma vez, e Cícero, no dia 30 de novembro de 1870, recebia a ordem do presbiteriato, voltando para Crato, a fim de ensinar latim, na escola do primo José Joaquim”.
       Voltemos a Dom Luís Antônio dos Santos. Sua segunda visita a Crato ocorreu em 1872. O destaque dessa visita ficou por conta do apelo feito por Dom Luís Antônio para início de trabalhos de melhoria na velha e inacabada igreja-matriz cratense. Com efeito, no dia 18 de setembro daquele ano, Dom Luís nomeou uma comissão – composta, como sempre, pelos notáveis da terra – para tirar a igreja-matriz de Crato do “estado de abjeção em que se achava”. Nessa comunicação, o primeiro Bispo do Ceará acrescentou: (a igreja-matriz) “não corresponde de nenhum modo aos religiosos sentimentos dos numerosos e abastados habitantes de toda a paróquia, pois além de nunca ter sido acabada, muitas cousas de primeira necessidade lhe faltam, o que não era de esperar da matriz de uma opulenta e religiosa cidade como o Crato...” Dom Luís concedeu, ao final da sua mensagem, indulgências aos que concorressem com doações de qualquer espécie para a restauração da igreja de Nossa Senhora da Penha da nobre e heráldica cidade de Crato.
    Já a terceira e última permanência de Dom Luís em Crato durou sete meses, e não seis meses como sempre escreveram os historiadores. Com efeito, ele aqui chegou no último dia do ano, ou seja, 31 de dezembro de 1874, e só retornou a Fortaleza nos primeiros dias de agosto de 1875. Veio para acompanhar a construção do Seminário São José, epopeia da qual falaremos adiante.

(Continua na próxima postagem)

A relação de Dom Luís Antônio dos Santos com Crato (3ª e última parte) 
Crato em 1859 (aquarela de José Reis)

Um homem corajoso e dotado de fé
    Dom Luís veio ao mundo, no dia 17 de março de 1817, em Angra dos Reis, cidade localizada em meio à Mata Atlântica, na região conhecida como Costa Verde, a 155 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. Angra dos Reis é um lugar de rara beleza, cercada pelo verde das matas e pelo azul das águas do oceano. Em seu entorno existem 365 pequenas ilhas. Consta que, quando os portugueses descobriram o Brasil, chegaram a uma angra (ou seja, uma enseada aberta no litoral com costas altas) no dia 6 de janeiro de 1502, dia dos Santos Reis. Eis aí a razão do nome desta cidade fluminense
   O menino Luís Antônio dos Santos desfrutou, na sua infância, daquele cenário tropical de Angra dos Reis. E, quando adolescente e adulto, sempre viveu em lugares onde predominava o verde e um clima ameno. Deve ter estranhado muito, quando, já na posição de primeiro bispo do Ceará, defrontou-se com a vegetação da caatinga do sertão cearense. Um tipo de mata pouco densa, composta por árvores de pequeno porte que se desfolham completamente, nos meses da estiagem. A caatinga é marcada pela irregularidade de chuvas, pela forte insolação, baixa nebulosidade e altas temperaturas. Bem diferente da natureza abençoada de Angra dos Reis.
     Ainda adolescente, Luís Antônio estudou com o Padre Antônio Viçoso, no Colégio de Jacuecanga, na sua cidade natal. Naquela época, já sentia inclinação para o sacerdócio. Teve a sorte de ser acompanhado pelo virtuoso Padre Viçoso, um santo homem, e conviver, por longos anos com ele, que depois seria nomeado bispo da diocese de Mariana (MG). Dom Antônio Viçoso caminha para ser declarado santo da Igreja Católica, já que seu processo de beatificação está em análise no Vaticano. Já foi declarado Servo de Deus, um estágio da longa etapa antes de ser declarado Beato. Graças à atuação e orientação de Dom Viçoso, a Igreja Católica no Brasil ganhou ótimos sacerdotes e missionários. Um deles já foi beatificado. Trata-se do Beato Padre Francisco de Paula Vítor, nascido em Minas Gerais, o primeiro escravo negro a atingir o sacerdócio no Brasil. Outros três alunos de Dom Viçoso foram eleitos bispos e morreram com fama de santidade. São eles: Dom João Antônio dos Santos, bispo de Diamantina (MG); Dom Pedro Maria de Lacerda, bispo do Rio de Janeiro, e Dom Luiz Antônio dos Santos, primeiro bispo do Ceará.

Dom Luís gostava da cidade de Crato
    Antes mesmo de visitar Crato, pela primeira vez, Dom Luís Antônio dos Santos já havia feito um ato concreto em defesa da saúde dos seus diocesanos residentes nesta cidade. Em maio de 1862, ocorreram em Crato os primeiros casos de cólera-morbo, que viria a provocar a morte de cerca de 1.100 cratenses. O historiador Irineu Pinheiro fez o seguinte registro no seu livro Efemérides do Cariri, à página 148: “1862, 17 de Junho – Fundado em Crato, na estrada entre esta cidade e Juazeiro, por ordem de Dom Luiz Antônio dos Santos, primeiro bispo do Ceará, o cemitério dos coléricos, o qual mediu vinte braças de largura e quarenta e três de profundidade. Foi benzida em frente dele pelo padre João Marrocos Teles uma cruz de madeira, mandada erguer pelo pároco do Crato, Manoel Joaquim Aires do Nascimento. Morreram da epidemia o padre Marrocos e Joaquim Romão Batista, pai do Padre Cícero Romão Batista”.
    Homem culto e, ao seu tempo, bem informado, Dom Luís sabia que o Cemitério Bom Jesus dos Pecadores (hoje denominado de Nossa Senhora da Piedade) de Crato não era o local certo para sepultar as vítimas de cólera-morbo, pois isso poderia contribuir para alastrar o contágio da moléstia. Para tanto, em 1862, determinou a improvisação de novo cemitério, distante, dois quilômetros do centro de Crato, no local onde hoje fica a subestação de energia da COELCE, no bairro São Miguel.
A grande obra de Dom Luís em Crato: o Seminário São José
   O Seminário São José de Crato foi fruto de um desejo de Dom Luís, com o objetivo de ampliar a divulgação da Boa Nova de Cristo e salvar almas, no território da sua vasta diocese, a qual, à época, compreendia todo o Estado do Ceará.  Para concretizar esse anelo, e depois de ter recebido sugestão nesse sentido, em 1871, do recém-ordenado Padre Cícero Romão Batista, Dom Luís encaminhou – em 1872 – dois padres lazaristas, – padres Guilherme Van den Sandt (alemão) e José Joaquim de Sena Freitas (português nascido no arquipélago dos Açores) – para realizarem uma missão religiosa, em terras do Cariri cearense. Os dois missionários lazaristas ficaram encantados com o progresso da cidade e com o entusiasmo com que a população acolheu as missões.
     Os dois padres receberam orientação para angariar doações visando à construção de um Seminário Diocesano, na cidade de Crato. Depois disso Dom Luís Antônio enviou para Crato o padre italiano Lourenço Vicente Enrile, para acompanhar a construção do vasto prédio, que seria erguido em grande terreno doado pelo coronel Antônio Luís Alves Pequeno, no aprazível subúrbio, à época conhecido como Grangeiro, hoje denominado bairro do Seminário. Logo faltaram os recursos para dar continuidade à construção. Então Dom Luís Antônio resolveu deslocar-se de Fortaleza para Crato, ficando ele próprio à frente dos trabalhos. Aqui chegou no dia 31 de dezembro de 1874.
       Durante sua estada em Crato, foi-lhe preparada uma residência episcopal pelo seu grande amigo e compadre, coronel Antônio Luís Alves Pequeno, que arcou também com as despesas de cama e mesa de Dom Luís Antônio e sua comitiva. A residência ficava num sobrado localizado na esquina da atual Rua João Pessoa com Praça Juarez Távora. Como sempre, a população de Crato acolheu com festas, respeito e muita alegria o primeiro Bispo do Ceará. Pôs-se Dom Luiz à frente da construção, mas, dada a grandiosidade da obra, o Seminário São José foi inaugurado, em 07 de março de 1875, em barracões provisórios, feitos de taipa e cobertos de palha, enquanto a construção dos blocos de alvenaria tinha prosseguimento. O povo cratense apelidou os barracões de taipa de “seminarinho”. Este funcionou com salas-de-aulas, dormitório, refeitório, cozinha e uma pequena capela até o mês julho, quando foi concluído o lado sul do atual prédio do Seminário São José.
         Estava realizado o grande sonho de Dom Luís, dotar  Crato do seu Seminário, que vem funcionado, com algumas interrupções nos primeiros anos, até os dias atuais. Nos início de agosto, Dom Luís Antônio retornou a Fortaleza para nunca mais voltar às terras caririenses. Em 1881, Dom Luís foi transferido para Salvador, como Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil, e lá permaneceu até 11 de março de 1891, data do seu falecimento. Foi sepultado na capela do Santíssimo Sacramento da Catedral de Salvador.

Uma personalidade rica e marcante
    Dom Luís Antônio dos Santos, apesar de ter nascido numa família humilde, tornou-se – ao longo da sua existência – uma pessoa dotada, naturalmente, de gestos fidalgos, modos educados, lhaneza no trato com as pessoas, principalmente as mais humildes. Foi também um aristocrata, no sentido literal da palavra. No período monárquico, foi agraciado, em 16 de maio de 1888, com o título de Marquês de Monte Pascoal, honraria concedida pela Princesa Isabel, a Redentora, quando esta governava o Império do Brasil como Princesa Regente, na ausência de seu pai, o Imperador Dom Pedro II. Dom Luís era ainda cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo e oficial da Imperial Ordem da Rosa, duas condecorações criadas na vigência do Império do Brasil.
           No entanto, ele nunca usou nem ostentou esses títulos. Sequer falava neles. Nunca mudou, em momento algum, o seu modo simples e despojado de viver. Durante a terrível seca de 1877 a 1879, quando era Bispo do Ceará, presenciando milhares de pessoas atacadas pela varíola e morrendo de fome, Dom Luís Antônio deu o testemunho de amor ao próximo e protagonizou cenas de verdadeiro heroísmo. Ajudava como podia. Sem temer o contágio da doença, Dom Luís tinha por hábito percorrer os imundos tugúrios e as barracas de palha, que proliferavam nas periferias de Fortaleza, para levar uma palavra de conforto aos flagelados. Chegava, por vezes, a deitar-se nas esteiras nauseabundas dos pestosos, para ouvi-los em confissão. Diante de tão deprimente cenário, Dom Luís Antônio fez uma promessa pública: cessadas as calamidades, o Ceará seria consagrado ao Sagrado Coração de Jesus. Também seria construída, na capital do Estado, uma igreja, com a finalidade de incentivar a todos que desejassem crescer na amizade ao coração manso, humilde e misericordioso do Cristo Jesus... Dom Luiz Antônio, antes de deixar o Ceará, cumpriu ambas as promessas!

(*) Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e Membro Correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).


Uber chega ao Cariri

Fonte: jornal O POVO, 22-07-2017.
Após um ano e três meses de serviço em Fortaleza, Juazeiro do Norte será o segundo município cearense a receber a Uber. O aplicativo de transporte particular está cadastrando motoristas na cidade do Cariri. Os cadastros começaram na última quinta-feira, 20, pelo site uber.com/dirija. Não foi informado quando o sistema entrará em operação na Cidade. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a plataforma opera em mais de 60 cidades do Brasil.
Para realizar a pré-inscrição, os motoristas devem fazer o cadastro no site, incluir a Carteira Nacional de Habilitação com a observação Exerce Atividade Remunerada (EAR) e cadastrar o veículo (que deve ter sido fabricado a partir de 2008, ter quatro portas e ar-condicionado).
A Uber ainda não é regulamentada em Fortaleza. Para trabalhar com a plataforma, motoristas têm conseguido liminares na Justiça. As decisões normalmente determinam que a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) e a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) não realizem quaisquer atos ou medidas repressivas com fundamento de transporte irregular ou clandestino.

21 julho 2017

Comparando os ministros do Império com os ministros da república

Como eram os ministros na época da monarquia


   Os ministros do reinado do Imperador Dom Pedro I reduziram seus ordenados à metade do que eram na época do Rei Dom João VI, quando havia mais prosperidade. Ficaram em quatro contos e oitocentos mil réis anuais, pagos mensalmente.
   O Patriarca da Independência, José Bonifácio, recebeu, certa vez, seu salário de quatrocentos mil réis, meteu as notas no fundo do chapéu e foi para o teatro, onde lhe roubaram o chapéu e o conteúdo. No dia seguinte, achou-se sem ter com que mandar comprar o jantar, e seu sobrinho, Belchior     Fernandes Pinheiro, foi quem pagou as despesas do dia.
   Em reunião do Conselho de Ministros, José Bonifácio referiu esta ocorrência e a extrema necessidade a que ela o reduziu e à sua família. O Imperador, generoso, entendeu que o Ministro, visto a penúria em que se achava, deveria ser indenizado, pagando-se-lhe outro mês de ordenado, e, neste sentido, deu ali suas ordens a Martin Francisco, irmão de Bonifácio e Ministro da Fazenda.
    Mas Martim Francisco não obedeceu. Argumentou com o Soberano que não havia lei que pusesse a cargo do Estado os descuidos dos empregados públicos; que o ano tinha doze meses para todos, e não treze para os protegidos; e, finalmente, pediu a Sua Majestade que retirasse a ordem, por ser inexeqüível e por que ele, Martim Francisco, repartiria com o irmão o seu próprio ordenado, e viveriam ambos com mais parcimônia naquele mês. Isto seria melhor do que dar ao País o funesto exemplo de se pagar ao Ministro duas vezes o ordenado de um só mês.

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier)

Memorial da Imagem e do Som do Cariri Luiz Gonzaga de Oliveira registra:

CDL e Prefeitura homenagearam cratenses que se destacam na cultura local

Por Jackson Bantim (Diretor do Memorial da Imagem e do Som do Cariri)

Os postes da Avenida Maildes de Siqueira, próximos ao Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, em Crato, durante o período da Expocrato, foram alvo das atenções da grande multidão que participou do maior evento festivo da região do Cariri. Lá, o Clube dos Diretores Lojista do Crato, associado a Prefeitura local, prestou um tributo a diversos cratenses que se destacam em atividades relacionadas às arte, cultura e educação, através da exposição das fotos dos homenageados.
A iniciativa foi bem recebida por toda a opinião pública. Da nossa parte, enaltecemos este ato de reconhecimento às ilustres personagens cratenses.
Vejam algumas fotos:
 



 

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