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03 junho 2017

Do Cariri cearense ao Deserto do Atacama (no Chile) sobre duas rodas

O grupo, com jornalista empresários, tabelião, médico, mecânico e coronel reformado, partiu na quinta-feira

No início, o plano de Paulo Ernesto era fazer o trajeto sozinho ( Fotos: André Costa )
Em cada motocicleta, além dos equipamentos de segurança e roupas térmicas, os motociclistas acoplaram câmera tipo GoPro para registrar os detalhes da aventura

Juazeiro do Norte. O escritor e romancista espanhol Miguel de Cervantes de Saavedra certa vez escreveu que "Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade". A celebre frase utilizada por Raul Seixas em sua música "Prelúdio" sintetiza bem a realidade de um grupo de sete apaixonados por motocicletas e aventura. Há pouco mais de dois anos, o jornalista Paulo Ernesto começou a maturar um antigo desejo de percorrer, sobre duas rodas, vários países da América Latina, tal qual fez o revolucionário Ernesto Guevara de la Serna.
"Em 1952, Che Guevara percorreu mais de 10 mil quilômetros pela América do Sul em uma moto Norton 500, apelidada de 'La Poderosa'. A intenção dele era conhecer outros países, outras culturas, inclusive se misturando com pessoas doentes. Isso sempre me instigou e eu tinha vontade de fazer algo semelhante", contou o jornalista, que recebeu o nome em homenagem ao guerrilheiro argentino.
No início, o plano de Ernesto, o caririense, era fazer o trajeto sozinho. Posteriormente, ele compartilhou o desejo com alguns amigos, que prontamente se apropriaram do mesmo sonho. "Sabia que seria muito difícil rodar toda essa quilometragem sozinho. Por conta da falta de experiência, dos perigos e tudo mais. Então conversei com algumas pessoas e elas se interessaram. Inicialmente eram só planos, mas há dois anos, sentamos, colocamos tudo no papel e começamos a nos programar", disse. Nascia, então, a "Expedição Cariri/Atacama".

Equipe heterogênea
O grupo, composto por empresários, jornalista, tabelião, médico, mecânico e um coronel reformado, saiu na madrugada da última quinta-feira, da concessionária Vereda, em Juazeiro do Norte, empresa que patrocinou parte da viagem. Apesar da heterogeneidade da equipe, com profissionais de áreas variadas, o coronel reformado da Polícia Militar do Ceará e um dos líderes do grupo, Klerton Macambira Dantas, garante que "foi apenas coincidência".
"Quando o Paulo começou a nos contar sobre seus planos, a gente foi compartilhando com amigos mais próximos, que tinham o mesmo espírito aventureiro e que também gostavam de motocicletas, e começamos a montar o grupo. Quando vimos, ele estava bem completo no sentido de que os profissionais podem atender a alguma eventual necessidade", explicou.

15 mil quilômetros
Em um mês, eles acreditam que viverão as mais diversas e adversas experiências. "Serão 15 mil quilômetros em 30 dias", pontuou o tabelião Heberth Carvalho de Santana. Durante esse período, os aventureiros farão das motocicletas a extensão do próprio corpo. "É um trajeto muito longo, cansativo. Vamos passar por sete países, incluindo o Brasil", acrescenta o empresário Sonístenes Gomes Figueiredo Campelo. Por dia, o grupo deve rodar, em média, 1.000 quilômetros em solo nacional e 600 quilômetros quando estiverem em território estrangeiro.
A cada dia, uma nova vida. É assim que eles estão encarando essa expedição rumo ao Deserto do Atacama. Paulo conta que não foi feita reserva em nenhum hotel, "justamente para termos liberdade durante a viagem". "Vamos viver um dia de cada vez. Quando for chegada a hora do descanso, a gente busca uma acomodação em hotel. Se fizéssemos reserva, corríamos o risco de ficarmos presos a determinada cidade. Não queremos isso", acrescentou o jornalista.

Preparação 
Para aguentar o trajeto, que inclui uma subida de quase 5 mil metros de altitude, Paulo Ernesto, Thiago Gomes, Pedro Nogueira, Sonístenes Gomes, Frederico Heberth, Francisco Klerton e Pierre de Oliveira iniciaram uma preparação ainda em 2015, com grau de intensidade elevado nos últimos três meses. A mobilização se fez necessária diante dos desafios a serem encontrados ao longo dos 30 dias de expedição. Os sete aventureiros vão pegar, por exemplo, temperaturas que variam de 4ºC a 40ºC. "Numa diferença de poucas horas enfrentaremos mudança climática de até 30ºC", ressaltou Thiago Gomes Araruna, empresário do setor corretagem de seguros.
São extremos em que é preciso, além de um bom preparo físico, orientação com nutricionista, fisioterapeuta e psicólogo. "Eu, por exemplo, parei de fumar e fiz dois meses de pilates. Outros integrantes entraram para o mountain bike. Enfim, o grupo todo se preparou bem. Será uma aventura com o máximo de responsabilidade", destacou Paulo Ernesto. O trajeto entre o Semiárido cearense e o Deserto do Atacama, no Chile, a região mais árida do mundo, será realizado em quatro motos da família Ténéré Yamaha (uma 1200cc, duas 600cc e uma 250cc), uma Suzuki Hayabusa de 1340cc, uma BMW f8004 e uma Yamaha MT-07 de 689 cilindradas.
Além do Brasil, os expedicionários passarão por trechos do Paraguai, Uruguai, Argentina, Peru, Bolívia e Chile. Todo percurso será registrado em fotos, vídeos e textos. "Nossa intenção é mapear a rota. Queremos, além de compartilhar a experiência com outras pessoas, deixar o trajeto todo mapeado para facilitar a vida de outras pessoas que queiram fazer a mesma aventura", explicou Paulo.
Em cada motocicleta, além dos equipamentos de segurança e roupas térmicas, os motociclistas acoplaram câmera tipo GoPro. "Estamos levando vacina de pneu, ferramentas diversas, peças de reposição, kit de primeiros socorros, colete reflexivo, segunda pele, dentre outras coisas", enumerou o mecânico Pedro Nogueira da Silva. Para equipar a máquina que os conduzirá nessa aventura, cada motociclista gastou em torno de R$ 6 mil.

Atacama
O Deserto do Atacama, localizado no norte do Chile, até a fronteira com o Peru, é considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo, devido às baixas incidências de chuva na região. Com cerca de 1.000 quilômetros de extensão, as temperaturas do Atacama variam entre 0ºC à noite a 40ºC durante o dia. Por conta destas condições extremas, existem poucas cidades e vilas no deserto
Fonte: Diário do Nordeste, 03-06-2017.

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