xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 05/01/2017 - 06/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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25 maio 2017

Corrupção epidêmica -- por Dom Fernando Arêas Rifan (*)


          Certa vez, um rei perguntou aos seus ministros a causa de o dinheiro público não chegar ao seu destino como quando saiu da sua fonte. Um ministro mais velho, sentado na outra cabeceira da mesa, tomou uma grande pedra de gelo e pediu que a passassem de mão em mão até o Rei. Quando a pedra lá chegou estava bem menor. O ministro então disse: é essa a explicação: “passa por muitas mãos e sempre deixa alguma coisa”.
          A corrupção é considerada pela ONU o crime mais dispendioso de todos, causa de muitos outros. A corrupção propicia a ocupação de cargos por pessoas indignas, manobras políticas, compra de votos, licitações desonestas, o desvio, a malversação e o desperdício do dinheiro público, a impunidade, o tráfico de drogas, a sua veiculação nos presídios etc.
          “Aquele que ama o ouro não estará isento de pecado; aquele que busca a corrupção será por ela cumulado. O ouro abateu a muitos... Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula... Quem é esse homem para que o felicitemos? Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito está reservada uma glória eterna:... ele podia fazer o mal e não o fez” (Eclo 31, 5-10). São palavras de Deus para todos nós.
        Ao ler o título desse artigo, pensa-se logo nos políticos. Mas há muita gente, fora da política, que se enquadra nesse título: quantos exploradores da coisa pública, quantos sugadores do Estado, que não são políticos! Aí se enquadram todos os profissionais ou amadores que se corrompem pelo dinheiro.  Quem vota por dinheiro é corrupto. Quem vota apenas por emprego próprio é corrupto. Quem corre atrás dos políticos para conseguir benesses espúrias é corrupto.
        O Papa Francisco tem insistido sobre a diferença entre pecado e corrupção, entre o pecador e o corrupto. Pecadores somos todos nós, mas corrupto é aquele que perdeu a noção do bem e do mal. Já não tem mais o senso do pecado. Os corruptos fazem de si mesmos o único bem, o único sentido; negando-se a reconhecer a Deus, o sumo Bem, fazem para si um Deus especial: são Deus eles mesmos. O Papa lembrou que São Pedro foi pecador, mas não corrupto, ao passo que Judas, de pecador avarento, acabou na corrupção. “Que o Senhor nos livre de escorregar neste caminho da corrupção. Pecadores sim, corruptos, não.” (Homilia, 4/6/2013).
      
  A Igreja proclamou padroeiro dos Governantes e dos Políticos São Tomás More ( foto à esquerda) , “o homem que não vendeu sua alma”, exatamente porque soube ser coerente com os princípios morais e cristãos até ao martírio. Advogado, Lorde Chanceler do Reino da Inglaterra, preferiu perder o cargo com todas as suas regalias e a própria vida a trair sua consciência. Possa o exemplo de Santo Tomás More ensinar aos políticos, atuais e futuros, e a todos nós, que o homem não pode se separar de Deus, nem a política da moral, e que a consciência não se vende por nenhum preço, mesmo que isto nos custe caro e até a própria vida.
         Que Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos, que hoje celebramos, interceda pelo nosso Brasil para que Deus o livre desse grande mal da corrupção.


(*) Dom Fernando Rifan é Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, em Campos dos Goytacazes (RJ) -- Contato: http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

24 maio 2017

Os dons artísticos de que são dotados os membros da Família Orleans e Bragança

Muitos não sabem, mas não são apenas as habilidades de estadistas e o desejo de servir à Nação que parece correr pelas veias dos membros da Família Imperial do Brasil, ao longo das gerações, mas, também, dons artísticos.
Assim como inúmeros de seus antepassados da Casa de Bragança, o Imperador Dom Pedro I (1798-1834) tinha fascinação e dom para a música. Dom Pedro I compôs música sacra, o Hino da Independência do Brasil e o Hino da Carta (que foi o Hino Nacional Português até 1911), entre outras coisas. Instrumentista de grande talento, o Imperador tocava piano, flauta, fagote, trombone, violino, clarinete, violão, lundu e cravo. Mas os talentos artísticos de nosso primeiro Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo não paravam por aí: Sua Majestade Imperial era pintor, litógrafo, escultor, poeta, marceneiro e chegou a frequentar aulas de desenho da Academia Imperial de Belas Artes.
A veia artística de Dom Pedro I teve continuidade nos seus descendentes. Hoje, os filhos de Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança dão continuidade a esses dons. Dom Antônio (terceiro colocado na linha sucessória) é exímio pintor de aquarelas. Sua irmã caçula, dona Gabriela prefere o óleo sobre tela.

Exposição da Princesa de Maria Gabriela de Orleans e Bragança
Entre os dias 5 e 12 deste mês, a Princesa Dona Maria Gabriela de Orleans e Bragança expôs uma seleção de 16 das suas belíssimas aquarelas retratando as belezas naturais do Brasil, mais especificamente a Mata Atlântica, no Pátio das Carruagens do Palácio Santos, sede do Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, em Montevidéu.
A Princesa foi convidada pelo Embaixador do Brasil no Uruguai, Hadil da Rocha Vianna, para participar das comemorações do Dia da Língua Portuguesa (5 de maio). E nada mais simbólico do que convidar uma Princesa da Casa Imperial do Brasil para expor as belezas do nosso País, ainda mais em se tratando de uma trineta do Imperador Dom Pedro II, que foi pioneiro na preservação da Mata Atlântica. A exposição, que foi um sucesso, repercutiu tanto na imprensa uruguaia quanto na brasileira.
A Princesa Dona Maria Gabriela é a caçula dos doze filhos e filhas do saudoso Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 a 1981, e da Princesa Mãe do Brasil, Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, e, portanto, irmã do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil.
Abaixo,4 telas pintadas pela Princesa Maria Gabriela.
Postado por Armando Lopes Rafael, a partir de informações divulgadas no site Pro Monarquia.



Base aliada já elabora planos para a sucessão de Temer

Fonte: "Folha de S.Paulo", por IGOR GIELOW
Liderados pelo PSDB, partidos aliados ao PMDB na sustentação do governo de Michel Temer consideram que o presidente perdeu as condições de ficar no cargo, e já fizeram chegar a ele essa avaliação de forma reservada.
Pelo roteiro elaborado até aqui, sujeito a revisões dada a imponderabilidade da crise, como o peemedebista resiste em renunciar na esteira da delação da JBS na Operação Lava Jato, a solução será contar com a cassação da chapa eleita em 2014 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Até aqui, havia a expectativa de que o TSE "mataria no peito" e livraria Temer de punição, apesar das provas reunidas no processo que será julgado no próximo dia 6.
Agora, o consenso é de que a cassação resolveria o impasse institucional e livraria o presidente da "confissão de culpa", como ele chama a hipótese de renúncia. Como bônus, Temer sempre poderá culpar Dilma pelas irregularidades na campanha.
O presidente foi gravado pelo empresário Joesley Batista, que narrou crime de obstrução de Justiça, em um encontro secreto no Palácio do Jaburu, em março.
Além disso, segundo Batista Temer indicou o deputado agora afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para receber propina. Por fim, na delação Temer é acusado de pedir R$ 15 milhões em caixa dois para a JBS, e de ter ficado com R$ 1 milhão para si.
Temer nega tudo. Com a desistência em pedir que o Supremo Tribunal Federal suspendesse o inquérito do caso contra si, o presidente indicou a aliados que tentaria defender seu mandato estimulando uma agenda econômica no Congresso.
O problema é que ninguém acredita que isso seja viável, como a dificuldade na mera leitura do texto da reforma trabalhista no Senado nesta terça (23) provou.
Ainda que considere Temer capaz de transformar o Planalto num "bunker da resistência", o que importa, nas palavras de um líder tucano, é "o próximo passo".
O PSDB, maior aliado do governo Temer, chegou a quase desembarcar do governo estouro da crise. Tem buscado esticar ao máximo a permanência porque conta com o PMDB na montagem de uma nova gestão.
O principal grupo tucano em favor do desembarque imediato é o da Câmara, com quem o presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (CE), deverá ter encontro para acalmar os ânimos nesta quarta (24).
Os partidos trabalham com o cenário constitucional, ou seja, de uma eleição indireta 30 dias depois da saída de Temer. A eleição direta, que dependeria de alguma leitura heteredoxa do TSE ou de até quatro meses de tramitação de emenda constitucional, desagrada à atual situação.
Primeiro, porque o país talvez fosse jogado numa barafunda legal, uma vez que pela lei o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), só poderia ficar um mês como presidente interino.
Segundo, porque aumentaria o cacife eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um primeiro turno –corrida que ele lidera em todos os cenários, segundo o Datafolha, embora tenha contra si alta rejeição.
Nas conversas do grupo aliado, a bolsa de apostas tem se reduzido a dois nomes para apresentar ao Congresso em uma eleição indireta: o do ex-ministro Nelson Jobim (PMDB-RS) e o de Tasso.
Apesar de o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e outras lideranças terem ventilado a possibilidade de convocar uma Assembleia Constituinte com a eleição de 2018, os partidos aliados ao Planalto por ora rejeitam a ideia. Seria "uma confusão", nas palavras de um membro do PSD.
A preferência é por acelerar a votação da reforma política que já está no Senado, prevendo cláusula de barreira e outras medidas saneadoras do quadro partidário.
E tentar manter a agenda econômica de Temer. Para tanto, a presença da equipe de Henrique Meirelles (Fazenda), ele mesmo um presidenciável especulado, é considerada essencial.
O problema é tentar fazer avançar medidas impopulares, como reformar a Previdência, em um ambiente tão convulsionado. Em favor da ideia, a ausência de resistência nas ruas fora do campo da esquerda militante.

FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA: ANTE A CRISE QUE ANGUSTIA A NAÇÃO, UM CHAMADO À COOPERAÇÃO EM BUSCA DE SOLUÇÕES PONDERADAS



Nos últimos dias o Brasil entrou numa das etapas mais agudas da crise que o assola gravemente. É uma profunda crise moral, de valores, ideológica, com dramáticos reflexos institucionais e até econômicos.
Não escapa a um observador atento da realidade que uma série de movimentações, propostas e artimanhas oportunistas tentam semear o clima de desconserto e de caos nesse cenário, alimentando soluções mágicas e imediatistas de salvadores da Pátria, bem ao estilo do republicanismo vigente.
As convulsões provocadas por políticos, altamente desmoralizados, distantes dos anseios e esperanças das faixas mais sadias de nossa população, tornam muito difícil um caminhar confiante do País rumo a um futuro de paz social, de prosperidade, de grandeza e de Fé, que a grande maioria almeja.
É alentador perceber que, uma vez mais, a perspicácia de nossa gente tem levado o País a desconfiar de tais movimentações e a permanecer distante das manobras com que os fautores do caos parecem querer envolvê-lo.
Neste momento crítico é compreensível e natural que muitos olhares se voltem para a Família Imperial, que, desde o golpe republicano de 1889, sem qualquer ressentimento pelo passado, tem mantido sua postura de serviço à Pátria, dentro da mais estrita legalidade, cônscia de seu alto papel social.
O momento, carregado de muitas incertezas, exige antes de tudo grande vigilância e argúcia, a fim de não permitir que comoções momentâneas conduzam a Nação para choques que só interessam aos que buscam semear a discórdia e retalhar o Brasil, inclusive em seu território.
Através de inimagináveis esquemas de corrupção, o Brasil tem sido vítima de um projeto de dominação socialista do Estado, de destruição e aviltamento das instituições, de adulteração completa dos mecanismos de representatividade do chamado regime democrático, e de financiamento do socialismo do século XXI por toda a América Latina. A instituição da família tem sido triturada, a economia sufocada, com um cerceamento da propriedade privada e da livre iniciativa e nossos valores cristãos espezinhados em todos os campos.
Contra todas as expectativas, e numa demonstração de sadia reação, milhões de brasileiros fizeram sentir, de Norte a Sul do Brasil, num clima de serenidade e de paz, que querem seu País de volta e que sua bandeira jamais será vermelha. Muitos, inclusive, proclamaram sua convicção de que um retorno às benéficas, equilibradas e moralizadas instituições da Monarquia seria o caminho de resgate da grandeza Pátria.
No presente momento, acentua-se o divórcio desse Brasil profundo que trabalha e vive em harmonia, com políticos que em acertos espúrios pretendem encaminhar o País para as vias do autoritarismo, da discórdia e miséria socialista, como bem podemos penalizados observar na nossa vizinha e irmã Venezuela.
Torna-se necessário, pois, encontrar soluções sábias que congreguem de modo consensual os diversos setores da sociedade. A Família Imperial, juntamente com a crescente corrente monárquica espalhada pelo Brasil, está disposta a cooperar na busca das soluções ponderadas que sejam uma saída para a crise que angustia aos brasileiros, na certeza de que não faltará ao Brasil, uma vez mais, a proteção de sua Padroeira, Nossa Senhora Aparecida, a quem, por ocasião da Independência, Dom Pedro I consagrou esta Nação.

São Paulo, 23 de maio de 2017
Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

23 maio 2017

O chapeado indócil - Por: Emerson Monteiro

Em Crato, naquele tempo, os ônibus do Expresso de Luxo, que faziam a linha para Fortaleza, saíam da esquina da Rua Nélson Alencar ao lado da Praça Cristo Rei, espécie de rodoviária improvisada no centro da cidade, também conhecida por Esquina de Chagas Bezerra.

As malas dos passageiros chegavam trazidas no ombro e na cabeça pelos chapeados, tipos humanos forçudos, peões que também carregavam e descarregavam as bagagens do trem e os vagões da estrada de ferro. Braços musculosos, pescoços atarracados de tanto peso, cachaceiros de marca maior, esses profissionais se organizavam numa espécie de sindicato, para receber assistência coletiva e uma chapa de bronze polido com um número gravado, que fixavam bem na frente de chapéu de maça acolchoado, ficando mais conhecidos por esse número do que pelo próprio nome.

De todos eles o mais famoso era Noventa, figura folclórica pelo jeito ligeiro de andar, falar e contar suas histórias prenhes de humor fino e malicioso.

Bom, dizíamos, em Crato, naquele tempo, os ônibus do Expresso de Luxo, que faziam a linha para Fortaleza, saíam da esquina da Rua Nélson Alencar ao lado da Praça Francisco Sá, a da Estação Ferroviária... Época quando vieram a Crato Irmã Maria Alice e outras freiras do Silêncio, assim denominadas pela ausência de hábito ostensivo, característica dessa ordem da qual participou
Tia Vanice.

Vieram em visita de poucos dias, conhecer Crato, Juazeiro de Norte e lugares típicos da Região, e nessa noite retornavam para Fortaleza, daí seguindo a Recife, casa de onde provinham e residiam.

O chapeado que transportava a bagagem da freira e das suas acompanhantes, a seu turno, não parecia viver noite das mais felizes quando chegou superlotado de malas e sacos, despejando-os sobre a passarela de embarque. Exasperado, resmungão, grosseiro, ele falava alto, chamava nome feio, respondia ríspido aos que lhe falavam, esbravejava com tudo e todos, bruto de causar espanto, coiceando até o vento.

Apreensiva, Tia Vanice, uma das anfitriãs, meio sem jeito, observou instante em que a Madre aproximou-se do chapeado agressivo, chamando-o fora do movimento e dizendo-lhe baixinho algumas palavras próximas aos ouvidos. Depois daquilo, a calma dominou o recinto aonde circulava boa quantidade de gente, passageiros e familiares, na hora da despedida. O homem terminou de cumprir sua função, recebeu o pagamento, e viajaram em paz.

Porém Tia Vanice guardou o gesto que modificou o astral do chapeado. Lembrou ainda por longo tempo da cena, força persuasiva da religiosa e sua atitude tranquilizadora.

Passados cinco anos, ou mais um pouco, achava-se em Salvador, durante bela festa de homenagem à Irmã Maria Alice, que inteirava meio século de serviços prestados, conquista marcante em prol da educação, da solidariedade... Ótima ocasião de recordar o poder de convencimento da feira na estação de passageiros de Crato... Indagação que alimentara tanto tempo.

Na primeira chance, chamou de lado a homenageada e perguntou-lhe o transmitira de conselho ao chapeado, o que causara efeito mágico de mudar o seu humor, arrefecer-lhe os impulsos, pondo-o de volta à passividade.

Sem maiores esforços, a freira lembrou com detalhes o episódio, inclusive o que dissera:

- Não falei coisa muito especial, não. O que fiz foi mostrar a ele que sua braguilha estava desabotoada. - Daí, ele se afastou um pouco, recompôs o traje e continuou a trabalhar como se nada houvesse acontecido.  - Apenas isso.

Memorial da Imagem e do Som do Cariri registra:

50 anos de morte do cantador cratense Cego Aderaldo

Por Jackson Bantim (Diretor do Memorial da Imagem e do Som do Cariri)
Foto: do Museu Histórico de Quixadá


No próximo dia 29 de junho, daqui há pouco mais de um mês, ocorrerá o transcurso dos 50 anos da morte de um dos maiores nomes da cultura popular brasileira, o poeta popular e cantador cratense Cego Aderaldo.
Aderaldo Ferreira de Araújo, nome de batismo do lendário Cego Aderaldo, nasceu em Crato, no dia 24 de junho de 1878, vindo a falecer em Fortaleza, com 89 anos, no dia 29 de junho de 1967.
Embora nascido em Crato, Aderaldo começou sua vida artística na cidade de Quixadá, após perder a visão em um acidente. Com o falecimento da mãe, Cego Aderaldo decidiu viajar pelos sertões nordestinos, cantando seus versos acompanhado de uma rabeca e disputando desafios de repente com outros cantadores. É lendário o desafio mantido com o também famoso cantador piauiense Zé Pretinho, ocorrido em 1914 e registrado por Firmino Teixeira do Amaral no cordel “A peleja de Cego Aderaldo e Zé Pretinho”, ficando, igualmente, imortalizado na memória e no imaginário popular.

22 maio 2017

Além do infinito - Por: Emerson Monteiro

A maior frustração dos romanos e fariseus foi não ter enquadrado Jesus em nenhuma das limitações conhecidas de vícios ou interesses pessoais. Cercaram de tudo quanto era lado, mas o trauma persiste no vazar dos séculos, inclusive até de querer eliminá-lo numa cruz infamante e sabê-lo vencedor da própria morte nas aflições do Calvário.

Viveu vida exemplar de prodígios e bondade, ente imaculado e perfeição absoluta neste chão de histórias que terminam em pouco mais ou quase nada. Pregou de um reino fora daqui, o reino dos Céus, onde a Verdade predomina e rege, sobretudo, o teto da feliz imortalidade. Demonstrou o quanto o Amor realiza em termos de paz nos corações, estrada de felicidade e crescimento eternos.

Os seres humanos até hoje ainda batem cabeça querendo seguir Jesus, sem galgar resultados definitivos. Mas preciso seja vivê-lo quem quiser encontrar a resposta do dilema das gerações. Ninguém dá traço em Deus. Ou aceita evoluir ou volta a reencarnar, até um dia quando desvendar o mistério da morte e vencer a história que passa dentro de ética incorrigível.

E insistem no querer inventar maquinações e resistências, escondendo a coerência debaixo dos tapetes dos palácios da vaidade, parceiros da derrota e do tédio. É aceitar, ou deitar na lama do pecado e beber a taça de fel do infortúnio os que desejarem vencer o mundo na marra, no furor.

Todo tempo isso apresenta a face dos fariseus de si mesmos alimentam o pesadelo de trair os ideais cristãos, doutores perdidos nas falsidades. A vitória do Bem já vem a caminho, a passos largos todo momento em que caem os velhos propósitos da covardia deslavada. E o Mestre divino persiste a guiar os eleitos no prumo da realização do Ser, plena luz da condição em que existem no sentido da correção. Porquanto somos projeto da certeza nos dias da Salvação eterna.

(Ilustração: Centro de Cultura Popular Mestre Noza - Juazeiro do Norte CE).

20 maio 2017

Um país inviável – Por José Roberto Guzzo

O único Brasil possível, para eles, é o Brasil que tem como única função pôr a máquina pública a serviço dos seus bolsos. O resultado está aí

Com o PMDB veio Michel Temer — mais Eliseu Padilha, Eunício Oliveira, Romero Jucá, Renan Calheiros, Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha, e daí para pior. Hoje são odiados por Lula e pelo PT. Ontem eram os melhores amigos
O presidente Michel Temer, no fim das contas, não conseguiu atravessar nem mesmo a miserável pinguela que tinha pela frente para usar a faixa presidencial até o último dia oficial de seu mandato. Era o seu sonho, ou seu único objetivo real — cumprir o curtíssimo prazo que a lei lhe deu para despachar no Palácio do Planalto. Chegou até mesmo a montar um bom ministério, e não só na área econômica. Estava começando, enfim, a anotar bons resultados. Mas não deu, e nem poderia dar. Temer assumiu a Presidência da República em situação de D.O.A., como dizem os relatórios hospitalares e policiais nos Estados Unidos — dead on arrival, ou morto na chegada.

Chegou morto porque só sabe fazer política, agir e pensar para um Brasil em processo de extinção, onde presidentes da República recebem em palácio indivíduos à beira do xadrez, discutem com eles coisas que jamais deveriam ouvir e não chamam a polícia para levar ninguém preso. Desde a semana passada, com uma colossal denúncia criminal nas costas de Michel Temer, as datas oficiais da sua certidão de óbito como presidente deixaram de fazer diferença. Seu governo não existe mais. A atual oposição (até ontem governo) do PT-esquerda não existe mais; eles estão rindo, mas riem no próprio velório. Os políticos, como classe, não existem mais. Querem viver de um jeito inviável e manter de pé um país inviável. Acabaram por tornar-se incompreensíveis.

Prefeito de Juazeiro, Arnon Bezerra, inaugura neste sábado (dia 20) mais uma Praça: desta vez a Antônio Conserva Feitosa

A nova praça conta com quiosques, playground, posto de vigilância, pista de cooper para corrida, 15 palhoças e 5 mesas de xadrez, para que os moradores do bairro e  localidades circunvizinhas possam desfrutar de lazer e comodidade.

São João Bosco, um grande pedagogo, dizia que “Como é a criança será o adulto". Noutras palavras: pelo início se conhece como será o fim. Assim ocorre também com o início das administrações públicas. Neste sábado José Arnon entrega a terceira praça construída por sua administração que no próximo dia 31 completará 5 meses de existência.
Nos próximos dias ele iniciará a grande reforma da principal praça de Juazeiro, a Padre Cícero no centro da cidade. A reforma incluirá também os dois terminais de ônibus intermunicipais localizados na proximidade da mencionada praça. Por outro lado, o Departamento Municipal de Trânsito (DEMUTRAN) de Juazeiro do Norte, em busca de dar mais segurança e fluidez ao tráfego de veículos e pedestres, realiza uma série de estudos com o intuito de melhorar o trânsito do Município, cujo início de mudanças já começou.
Já em Barbalha, o prefeito Argemiro Sampaio concluiu neste fim de semana – com recursos próprios da Prefeitura de Barbalha – a  Operação Tapa Buraco (ver foto abaixo). Essa operação proporcionou um novo perfil à Terra dos Canaviais e preparou Barbalha para receber os milhares de visitantes que prestigiarão os festejos de Santo Antônio, no período de 28 de maio a 13 de junho próximo.
 Aliás, o prefeito Argemiro Sampaio mostra-se atuante em todos os setores. Até nos símbolos oficiais de Barbalha ele agiu, pois realizou uma atualização no Brasão do Município para entrar em plena concordância com a legislação. O brasão anterior não estava de acordo com a Lei Municipal nº 574, que dispõe sobre os símbolos oficiais.
Na conurbação Crajubar o único brasão que ficou em desacordo com a heráldica foi o do Crato, feito por pessoas que não eram especialistas,neste assunto,  há 64 anos, ou seja em 1953
Acima como era o brasão de Barbalha e como ficou depois da atualização

É isto. Pelo início de uma administração se conhece como será o seu o fim! Tanto em Juazeiro como em Barbalho o Projeto Zona Azul ( que disciplina o estacionamento de veículos) passou por melhorias...
O mesmo tempo tem a atual administração municipal de Crato. O que ela fez nesses cinco meses?
Postagem de Armando Lopes Rafael

Uma Festa Exemplar - por Pedro Esmeraldo

Ontem, 13 de maio de 2017. Eu e minha esposa fomos assistir os festejos comemorativos da padroeira do Pimenta, Nossa Senhora de Fátima.
Causou-nos admiração quando olhamos o estado de satisfação e o prazer com entusiasmo, quando observamos a alegria de conjuntos de valores éticos de certo teor religioso.
Acompanhamos com agrado, observando a alegria do povão que sobressaia com uma sensação admirável, devido a execução e a religiosidade do povo católico do município de Crato.
Também ficamos entusiasmados por que notamos que, apesar da expansão religiosa (dos evangélicos) devido o aumento do tamanho de qualidade que vem de interferir em nosso meio Católico, elementos alheios a doutrina católica, fundada por Cristo que pelo qual, aparecem correntes evangélicas desejando abocanhar alguns fiéis, às vezes incorrigíveis, incendiando com sérias conversas sem prumo, conduzindo o povo para o meio de seu redil.
Ultimamente, tornou-se uma constante, permanente a teimosia desses evangélicos querendo açambarcar com insistência exagerada, o aumento e a busca de novos fiéis que nos fazem entristecer porque o nosso desejo é permanecer no contexto da religiosidade permitida por cristo.
Infelizmente, há uma debandada exagerada de fiéis, indo cair em outra área de terreno que não nos satisfaz.
Com o entusiasmo do povão, notamos uma corrente de valores positivos incólume, dentro dos princípios de valores éticos que sobrepõem a nossa religião, ensinada por Cristo.
Agora, pensando bem em seguir os preceitos da igreja Católica, desejamos estar diante do nosso rebanho, observando a maneira de agir a fim de procurar elevar o espírito no caminho da religião e ao mesmo tempo, pedir a Deus que nos dê força e coragem suficientes com intuito de permanecer atentos, em meios eficientes que nos tragam a regra determinada pela exigência da Santa Madre Igreja.
Por último, queremos enviar parabéns ao vigário daquela paróquia, porque se comportou com astúcia, já que vindo de outras plagas, mostrou coragem de seguir com veracidade o caminho reto do cristianismo.
Por esse mesmo motivo, queremos alertar o vigário da Sé que seja nobre e venha portar-se com segurança para que os festejos da padroeira sigam o mesmo caminho e a mesma objetividade que é pastorear com veemência o seu rebanho.
Nessa ocasião relembramos os políticos cratenses que emitem com coragem e segurança as idéias de grandezas que haja motivação.
Por isso, lembramos do pensamento do meu pai, que foi um político autêntico e que dominou o pensamento de outros políticos por vários anos, neste município. Afirmava que se um administrador tivesse grandeza de motivação, o povo todo seria motivado e seria animado.
Portanto, ainda afirmava que se esses políticos administradores de hoje, fossem fracos e de pensamento obtuso o povo seguiria o exemplo de fraqueza e o desanimo da desigualdade de um povo que se deixa elevar pela ignomínia seguiria a maldade de certos políticos apáticos e desanimados.
É isso que está acontecendo no Crato. Políticos sem autenticidade, dinâmicos e não observadores do bom princípio ético que conduzam o homem ao bom trabalho e a esperança do porvir.
Sejamos autênticos, não podemos esmorecer, mas devemos nos elevar com o trabalho intenso, honesto que traga prosperidade e o bem estar do povo.

O vaso do Imperador

O Imperador Dom Pedro I era avesso ao protocolo que era imposto pela Corte Imperial. Nesse rígido sistema, que caía em extremo desuso, encontravam-se os servidores diretos do Soberano, nobres e pessoas próximas ao Imperador, que desempenhavam funções de criados sem receberem nada pelo serviço, meramente pela honra de servir ao Monarca. Estas pessoas ilustres e próximas ao Sua Majestade desempenhavam funções triviais, porém rígidas e extremamente específicas, como Barbeiro, Varredores, Camarista, Guarda-Roupas do Imperador, etc.
Em julho 1823, ao sofrer uma queda de seu cavalo, durante uma de suas muitas cavalgadas esportivas, o Imperador bateu violentamente suas costas em barro seco, fraturando duas costelas. Dessa forma, acometido por fortes dores, ficou restrito, até a recuperação total, em seu leito.
Conta-se que o Monarca, ignorando todo o cerimonial imposto pelo protocolo daqueles que lhes prestavam serviços, dirigiu-se ao seu médico, o Dr. Domingos Ribeiro dos Guimarães Peixoto, Cirurgião da Imperial Câmara e assistente de Sua Majestade o Imperador, pedindo-lhe um copo d'água, pois estava com muita sede. O médico foi prontamente impedido pelo servidor cuja função era o de Copo d’Água do Imperador. Após realizar um bochecho, e precisando expelir a água, o Imperador demonstrou este desejo. Sua Majestade por ninguém foi atendido, ficando todos imóveis diante da situação. Então, o Dr. Guimarães Peixoto, para não tomar função de algum ilustre amigo do Soberano, gerando possíveis rancores, debochadamente indagou em voz alta:
- E quem é o “Vaso do Imperador”!?
Diante da tragicômica cena, em que dentre tantas funções protocolares específicas não havia esta, deixando Sua Majestade desamparado em um momento de necessidade, pelo receio de um tomar a posição do outro, o Imperador e seu médico desataram a gargalhar.
O Dr. Guimarães Peixoto acompanhou a recuperação de Sua Majestade por pouco mais de um mês. E devido a sua competência, recebeu, no mesmo ano, o título de Cirurgião-Mor do Império, e, em 23 de fevereiro de 1825, o de Conselheiro de Estado. Próximo à Família Imperial, o médico participou dos partos da Imperatriz Dona Leopoldina, tendo sido por suas mãos trazido à luz o futuro Imperador Dom Pedro II, sendo, por este feito, agraciado com a Imperial Ordem de Cristo.
Talentoso médico, o Imperador Dom Pedro I financiou de seu próprio bolso sua formação acadêmica em Paris, reconhecendo a pureza de suas intenções, para onde partiu o médico em 1827. Até o fim de sua formação, em 1831, o Soberano financiou integralmente seus estudos.
Suas teses e descobertas médicas causaram sensação na Europa. Em reconhecimento, foi agraciado com a Imperial Ordem da Rosa. De volta ao Brasil, em 1833, lecionou Cirurgia na Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro e foi o primeiro Diretor e Professor de Cirurgia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo nesse ano salvado a vida do jovem Imperador Dom Pedro II. Por este feito, a Assembleia Geral lhe ofereceu uma recompensa pecuniária, que ele respeitosamente recusou.
O Conselheiro Dr. Guimarães Peixoto aceitou o título de Primeiro Médico do Imperador e da Família Imperial pela Regência. Em 1841, foi feito Oficial-Mor da Casa Imperial e, no seu último ano de vida, 1845, o Imperador Dom Pedro II o agraciou com o título de Barão de Iguaraçu. Gradualmente, as posições honoríficas e protocolares dos servidores do Soberano, já em desuso no Primeiro Reinado, foram sendo extintas, restando apenas aquelas estritamente essenciais.
(Baseado em trecho do livro "Dom Pedro I", da historiadora cearense Isabel Lustosa).

Em VEJA desta semana: Basta - 1

Delator diz que Temer pediu R$ 1 milhão em dinheiro vivo
Ex-diretor da JBS afirma que valor foi entregue em empresa cujo dono é homem de confiança do presidente. Pedido foi feito pelo próprio , em bilhete
Por Thiago Bronzatto 

O ex-diretor do frigorífico JBS Ricardo Saud afirmou, em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que o presidente Michel Temer pediu a entrega de 1 de milhão de reais, em dinheiro vivo, numa empresa do coronel aposentado João Baptista Lima. O militar, amigo de Temer, é um dos homens de confiança do presidente.

O endereço do local, segundo o delator, foi repassado por Temer num bilhete para o executivo durante reunião ocorrida em São Paulo no auge das eleições de 2014. “O dinheiro era do PT. O PT deu para o presidente Temer para usar para campanha de vice. E assim foi feito e, não satisfeito, ainda guardou um milhão para ele no bolso”, diz Saud.De acordo com o delator, os recursos destinados a Temer faziam parte de um acerto feito entre o PT, PMDB e a JBS durante a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Naquela época, um grupo de senadores peemedebistas ameaçava apoiar o PSDB.
Por Thiago Bronzatto 
 

Em VEJA desta semana: Basta - 2

O mundo parece ter desistido do teatro do obsceno no Brasil
A mãe de todas as crises é de tirar o fôlego, mas cobertura desatualizada e preguiçosa na imprensa estrangeira reflete desinteresse pelo “filme de  sempre”

Por Vilma Gryzinski 
 De novo, de novo, de novo: personagens e desdobramentos estarrecedores mal são registrados. (BBC/Reprodução)

Para nós, pode ser a catarse final. Para os de fora, é mais do mesmo.
Sem fôlego nem interesse em acompanhar os desdobramentos que nos estarrecem minuto a minuto, os jornalistas que se dão ao trabalho de atualizar o noticiário sobre o Brasil, mesmo que com compreensível atraso, vão deixando o assunto para lá.
Principalmente quando o tom da narrativa muda e, sem tirar do foco o atual presidente, passa a incluir seus dois antecessores.
A BBC, por exemplo, esconde lá no meio que os dois indigitados “receberam 50 milhões e trinta milhões de dólares para financiar campanhas políticas, segundo o testemunho”. O glossário da crise também só foi preguiçosamente atualizado em referência ao incumbente.
Um dos maiores indicadores de boas reportagens e análises que despertam atenção é o site agregador RealClearPolitics. Nos destaques da seção Mundo, aparecem artigos sobre Rússia, política externa americana, Balcãs, Nepal e Arábia Saudita.
Lá no meio, um fraco e desanimado comentário da Foreign Policy. O título praticamente diz tudo: “De novo, escândalo de corrupção presidencial atinge Brasil”.
A mãe de todas as crises e o pai de todos os delatores são assuntos sensacionais, com a torrente de obscenidades políticas e morais despejada em ritmo calmo e assustador como um rio de lava.
O neto do presidente que foi sem nunca ter sido, a Tia, o grão-eleitor da Tia, o incumbente. E o inabalável delator, o bilionário dono do “império cárnico” , na descrição do El País, contando tudo, nos mais íntimos e indecentes detalhes. Cada um deles mereceria infinitos espaços digitais. Recebem praticamente nada.
O único que faz um esforço é, justamente, o El País. Sua última reportagem sobre o tema fala, em tom algo exasperado, sobre os novos episódios de um “Brasil que está há meses trazendo à luz suas cloacas”.
O Financial Times, como é próprio de sua atividade, foca nas oportunidades e desoportunidades econômicas da crise. E faz graça, no título, com a atividade-meio do grande delator: “Açougueiro brasileiro deixa presidente na ponta da faca”.
E nós, onde ficamos?
Por Vilma Gryzinski 

19 maio 2017

Olhos do destino - Por: Emerson Monteiro

São largas, bem largas, essas ondas que a tudo dominam, revelações constantes dos acontecimentos. Sementes que nascem, dias crescem por entre os dedos das horas e os momentos vêm e vão feitos fragmentos que, unidos a único feixe, ponteiam o caminhar de todos os seres. Alguns, os humanos, demonstram quase saber que vivem assim pouco caso fazendo diante dos impasses do Senhor do destino. Deixam fluir as atitudes que produzem quase largando ao léu da sorte o direito de viver e a sabedoria imensa que organiza e equilibra.

Raras pessoas notam que desempenham papéis de valia e abandonam o gosto de querer com amor os ditames e as oportunidades. Gostam de render homenagem ao pouco caso e ferem de morte a existência livre. Vivem jogados às roletas dos perdidos. Bem que, no entanto, será diferente à medida que aceitar o prazer da liberdade. Entregar aos sopros dos ventos e marés viver a vertigem dos resultados em movimento. Querem, outrossim, achar que sobram nas curvas do acaso, quando nem isso existe, o acaso, mera insuficiência da imaginação, cobre o sonho.

A perfeição absoluta, segundo Platão, existe tão só no mundo das ideias, lá contudo existem, nesse mundo necessário dos sonhos em carne viva, o padrão universal do absoluto perfeito, reino de luz e perfeição. Guardá-lo consigo cabe a nós seres meio pensantes. Trazer a dentro, permitir mergulhos siderais nas nuvens suaves do coração do poder e da felicidade. Permitir, enfim, despertar o íntimo nas possibilidades infinitas.

E fugir de ficar preso aos caprichos da mediocridade sem cair na solidão fantasmagórica dos medos ocultos e das culpas que carrega. Alimentar o valor supremo da glória e dos amores imortais, e vivê-los intensamente. Bem nessas horas vazias, em luzes multicoloridas brilha o Sol das almas no seio de Si próprio. Acorda, então!...

(Ilustração: Camille Pissarro).

18 maio 2017

Celso de Mello pede “obediência irrestrita à Constituição” em momento de crise



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, integrante mais antigo da Corte, pediu hoje (18) que órgãos de Estado e cidadãos respeitem a Constituição Federal como forma de preservar as liberdades e os direitos fundamentais. Segundo o decano do STF, a “obediência irrestrita à Constituição e às leis” deve nortear as decisões em um momento de crise.

“Mais do que nunca, neste particular momento em que o Brasil situa-se entre o seu passado e o seu futuro, os cidadãos deste país, as instituições nacionais e os membros integrantes dos poderes do Estado devem prestar obediência irrestrita à Constituição e às leis da República como condição de preservação de nossas liberdades fundamentais e de nossos direitos”, disse Mello, em nota. Mello fez a declaração em meio às repercussões da divulgação, pelo jornal O Globo, de denúncias de que o presidente Michel Temer teria dado aval ao empresário Joesley Batista para manter pagamento de mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba, para que este se mantivesse em silêncio.
“Somos todos servos da lei para que possamos ser livres e, também, para que, com esse gesto de respeito solidário aos princípios de nossa lei maior, sejamos verdadeiramente capazes de preservar os fundamentos e a integridade dos valores que constituem o sopro inspirador da ordem democrática e a razão legitimadora do Estado de Direito”, acrescentou o ministro.

Repercussões

A delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista também cita o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e levou a uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã de hoje em endereços do senador e a pessoas ligadas a ele, entre elas sua irmã, Andrea Neves, e o senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Além disso, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a PF realizou buscas e deteve, em caráter preventivo, o procurador Ângelo Goulart Vilela – já exonerado da função de assessor da Procuradoria-Geral Eleitoral junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República (Anpr) disse que a prisão de Villela a pedido do próprio procurador-geral da República demonstra que qualquer investigação do MPF é impessoal e respeitadora do Estado de Direito. “As apurações têm de prosseguir sempre, independentemente dos envolvidos”, defendeu a entidade. “Como em qualquer investigação, não cabem julgamentos precipitados, e sim as medidas legais e o curso de investigações.” A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) disse que recebeu com “enorme indignação” as acusações contra todos os envolvidos. “Lamentamos os níveis de corrupção que se instalaram no País. Todas as autoridades citadas, inclusive o presidente da República, têm a obrigação de prestar os esclarecimentos necessários a toda a sociedade, dado os cargos que ocupam, sendo isso que deles se espera”, afirmou a entidade. O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, usou as redes sociais para defender novamente a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto contendo dez medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal.
“Há muitas reformas necessárias, mas a prioritária é a anticorrupção. Ninguém mais aguenta toda essa podridão. Se este Congresso não fizer as reformas necessárias contra a corrupção, será uma confissão de incompetência e merecerá a vergonha dos crimes que o cobrem – com as honrosas exceções daqueles que estão lutando por essas mudanças. E a melhor coisa que a sociedade poderá fazer, além de protestar, será mostrar sua indignação nas urnas, colocando no Congresso em 2018 pessoas comprometidas com as transformações que queremos ver”, escreveu Dallagnol.
Em nota assinada pelo presidente da entidade, Claudio Lamachia, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobrou a imediata apuração das denúncias. “São estarrecedores, repugnantes e gravíssimos os fatos noticiados. A sociedade precisa de respostas e esclarecimentos imediatos. As cidadãs e cidadãos brasileiros não suportam mais conviver com dúvidas a respeito de seus representantes”, defende a OAB. A entidade pede a divulgação das supostas gravações e vídeos anexados às delações dos irmãos Batista.

Agência Brasil
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Lula e PT avaliam que cassação no TSE é caminho mais curto para eleições diretas


Reunidos desde a manhã desta quinta-feira (18), em São Paulo, as principais lideranças do PT, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidiram que a prioridade agora é a realização de eleições diretas para a sucessão do presidente Michel Temer. Para o PT, a queda do peemedebista é apenas questão de tempo e a candidatura de Lula é "óbvia".
Na avaliação dos possíveis cenários para a sucessão, Lula e a cúpula petista concluíram que a cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujo julgamento está marcado para o início de junho, é um caminho mais curto para as eleições diretas do que a renúncia ou o impeachment. "De acordo com a minirreforma eleitoral, se houver renúncia é eleição indireta, mas se a chapa for cassada é eleição direta", disse o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, que participa da reunião.
Caso Temer renuncie, os petistas apostam na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) que determina a realização de eleições diretas em caso de vacância da presidência. "A cassação no TSE é o caminho mais rápido. Ninguém aprova uma PEC em 40 dias", disse o coordenador nacional do MST João Paulo Rodrigues, que também esteve na reunião com Lula.
Durante a conversa, o ex-presidente destacou a necessidade de deixar claro para a população "por causa do que nós estamos lutando" e, assim, incluir a oposição às reformas trabalhista e da Previdência na pauta das manifestações. "Ninguém está propondo rasgar a Constituição", disse o presidente do diretório municipal do PT de São Paulo, Paulo Fiorilo. A queda de Temer é dada como certa. "PSDB, PPS e até Rodrigo Maia (presidente da Câmara) já abandonaram o barco", disse o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP).
Participantes da reunião com Lula acreditam que a maior preocupação do presidente, hoje, é buscar uma saída negociada com o Supremo Tribunal Federal (STF) para não ser preso depois de deixar o cargo.
Os petistas e seus aliados também devem definir ainda nesta quinta um calendário de manifestações. Às 19h, um grupo se reúne na frente do escritório da Presidência em São Paulo, na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta. No domingo, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo fazem uma manifestação nacional. No dia 24, está prevista uma marcha a Brasília. Integrantes das frentes estão reunidos na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para definir detalhes.

Fonte: Última Hora
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Eunício Oliveira na mira da Lava Jato - Fachin autoriza 2º inquérito para investigação.


Fachin autoriza 2º inquérito para investigar Eunício Oliveira. Com pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin autorizou a abertura de um novo inquérito para investigar o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Com a autorização, esse é o segundo inquérito para investigar o senador em andamento na Corte no âmbito da Lava-Jato. O caso tramitava em segredo de Justiça e os documentos ainda não foram disponibilizados pelo STF. Por tal razão, não há detalhes sobre o que motivou o pedido de investigação da PGR. O processo deu entrada no STF em outubro de 2016 como uma petição e estava tramitando de forma sigilosa até esta quarta-feira.  "A manifestação do órgão acusador revela que não mais subsistem, sob a ótica do sucesso da investigação, razões que determinem a manutenção do regime restritivo da publicidade, também não se constatando qualquer razão que assim determine em favor do requerido", disse Fachin, na decisão. No despacho de Fachin que retira o sigilo do inquérito, o ministro também determinou a remessa à Polícia Federal para atender a diligências pedidas pela Procuradoria-Geral da República e abriu um prazo de 60 dias para o cumprimento.

Odebrecht

Em 11 de abril, Fachin já havia aberto um inquérito contra Eunício Oliveira, com base nas delações da Odebrecht, sob a suspeita de que recebeu R$ 2 milhões em troca de atuação no Congresso Nacional para converter medidas provisórias em lei em benefício do grupo baiano. Eunício, neste inquérito, é investigado em conjunto com os também senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e para os deputados Rodrigo Maia (DEM) e Lúcio Vieira (PMDB-BA). O grupo teria recebido um montante total de R$ 7 milhões em vantagens indevidas.] O Diário do Nordeste procurou a assessoria do senador e até agora não obteve resposta. 

Fonte: DN
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Economia Brasileira derrete após denúncias envolvendo Temer: Dólar dispara e chega a R$ 3,43. Bolsas em queda e Risco Brasil nas núvens. BC interfere.



O dólar opera em forte alta em relação ao real nesta quinta-feira (18), com os mercados reagindo à forte turbulência política iniciada na noite de quarta-feira, quando o jornal "O Globo" publicou notícia de que o dono da empresa JBS gravou o presidente da república, Michel Temer, dando aval para comprar silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Às 16h30, a moeda norte-americana subia 7,92%, cotada a R$ 3,3818 na venda, após chegar a operar a R$ 3,43 mais cedo. Veja a cotação do dólar hoje. A alta desta quinta supera os picos de nervosismos da crise de 2008. Pela manhã, a moeda chegou a subir 9,45%.
O dia nos mercados de câmbio e juros do Brasil é típico de momentos de pânico, e nas mesas de operações predomina um clima de incerteza, pois o mercado não precificava tamanha crise política no país e, diante de uma reversão do cenário doméstico, os agentes financeiros buscam zerar suas posições no câmbio. Os negócios no mercado à vista demoraram a acontecer pela manhã, com os investidores evitando tomar posições. Diante disso, o Banco Central anunciou nova intervenção no mercado, com 2 leilões de contratos de swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, e que não eram voltados para rolagem de contratos já existentes.

O economista Roberto Troster credita a forte alta desta quinta-feira não apenas às incertezas geradas pelas turbulências políticas, mas também ao chamado “efeito manada”. “Não existe nada mais covarde que o dinheiro, e há uma coisa que se chama comportamento em manada”, afirmou em entrevista ao G1.

Ele explica que a primeira reação dos investidores é comprar dólar. “Primeiro porque as pessoas buscam refúgio no dólar e segundo porque os investidores estrangeiros, que entendem menos de Brasil, estão vendendo suas ações. Essa saída de dólares da Bovespa afeta o câmbio.”

Fonte: G1
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Aécio Neves é afastado do Senado por ordem de Fachin




Relator da Lava Jato no STF mandou afastar senador do PSDB gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS. Parlamentar tucano afirma estar 'tranquilo quanto à correção de todos os seus atos'.
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O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, informou que a Casa foi notificada da decisão do ministro Luiz Edson Fachin – relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) – que determinou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fosse impedido de exercer as atividades parlamentares. Segundo Cascais, o parlamentar automaticamente passou a ser considerado afastado assim que o Senado foi comunicado oficialmente, na manhã desta quinta-feira (18), da ordem de Fachin.

Em delação premiada à Procuradoria Geral da República (PGR), o empresário Joesley Batista – um dos donos do frigorífico JBS –, entregou uma gravação de 30 minutos na qual o senador e presidente nacional do PSDB pede R$ 2 milhões para, supostamente, pagar a defesa dele na Lava Jato. A delação, revelada nesta quarta (17) pelo jornal "O Globo", foi homologada pelo ministro Fachin.

O Ministério Público Federal chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal a prisão de Aécio, mas o ministro Luiz Fachin, relator da Lava Jato, rejeitou o pedido e não levará o caso ao plenário, que só poder tomar alguma decisão se a Procuradoria Geral da República recorrer.
Em nota divulgada por sua defesa, Aécio afirma que o pedido de dinheiro ao empresário se tratou, "única e exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas, em que o senador solicitou apoio para cobrir custos de sua defesa, já que não dispunha de recursos para tal" (leia a íntegra do comunicado ao final desta reportagem).

Fonte: G1
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Valdemir Correia e o Assaltante - Por: Valdemir Correia de Sousa


De tanto se falar em assalto, roubo, sequestro, ete, vou contar aqui um caso que aconteceu comigo há cerca de uns 5 anos atrás. Eu tinha em empresa em Petrolina-PE, e toda semana me deslocava para aquela cidade pernambucana. Ia na terça-feira de madrugada e voltava aos sábados à noite. Em um destes sábados, saí de lá  às 9 horas da noite, para percorrer uma distancia de 330 Km. Ao me aproximar de Ourucuri, era quase meia noite, e entrei numa reta longa que antecede a cidade. A noite estava linda, a lua muito clara. De repente, notei que ao passar por um trecho da estrada que estava danificada, um motoqueiro, saiu da lateral e me acompanhou. Aumentei a velocidade e o mesmo também. Já vinha com uma velocidade de 70kms, quando ele emparelhou comigo, pela esquerda e  vi o mesmo sacando um revolver da cintura. Quando o mesmo foi levantando o braço em minha direção, ao perceber a gravidade da situação, e como estava muito próximo ao mesmo, dei uma puxada para a direita e encostei a Toyota no guidon da moto. Com a velocidade, so foi encostar e o pseudo assaltante saiu desgovernado na moto e há uns 15 metros se espatifou no chão. Caiu para um lado, a moto pra outro, o revolver ficou no meio da pista. Parei o carro, minha mulher aos gritos, pedindo para a gente ir embora. Calma, disse. Desci rápido e enquanto o mesmo vinha se arrastando para pegar o revolver, eu cheguei antes, empurrei o mesmo com o pé, abri e tinha 6 balas calibre 38 duplo. Aí eu disse..vagabundo você ia me matar, pois agora quem vai morrer é você. "Não faça isso pelo amor de deus, estou com a perna quebrada, me ajude". "Ajudo vou passar por cima de você, então ele começou a gritar pedindo clemência. So que eu não tinha a menor intenção de fazer qualquer mal ao mesmo. A mulher aos grtios, "vamos vamos", "calma, está tudo sob controle". Então entrei no carrro, deixei o bandido caído na pista, e segui viagem. 

Como em ouricuri tem um posto da Rodoviária Federal. se acaso eles parassem meu carro  e encontrassem o revolver, eu seria preso por porte ilegal de arma, se fosse fazer uma queixa, teria que ficar na cidade, dar depoimento, etc coisa e tal. Então, ao me aproximar da cidade, joguei o revolver e as balas dentro de um açude lá existente, que por sinal estava sangrando, e nunca soube qualquer noticia daquele azarado assaltante, e continuei fazendo esta viagem ate hoje, só que mais  espaçadamente, e nunca mais aconteceu nada.


Valdemir Correia de Sousa
Crato, 28-04-2017



Temer declara que não renunciará, mas segundo informa o jornalista Ricardo Noblat, renunciará em breve.


Atualizada às 18:00 



Segundo o jornalista Ricardo Noblat, o presidente Michel Temer estaria pronto para anunciar sua renúncia ao cargo no início da noite desta quinta. Entretanto, Temer fez coletiva de imprensa na tarde de hoje, que de forma alguma irá renunciar ao cargo. Segundo Noblat, Temer teria conversado a respeito com alguns ministros de Estado e, pessoalmente, acompanha a redação de um possível pronunciamento definitivo que informaria o país a respeito.

Caso Temer renunciar ( Mais cedo ou mais tarde ), Rodrigo Maia (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, deverá substituí-lo como previsto na Constituição, convocando o Congresso para que eleja o novo presidente que governará o país até o final de 2018.

A Secretaria de Comunicação Social da presidência da República suspendeu a veiculação de peças de propaganda do governo que estavam no ar ou que poderiam ir ao ar.

Fonte: Ricardo Noblat - O Globo
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Eventual saída de Temer levaria a eleição indireta pelo Congresso, diz Constituição

'O Globo' informou que empresário fez gravação de conversa com Temer na qual se discutiu compra do silêncio de Eduardo Cunha. Presidente nega acusação e não cogita renunciar.
Diante da revelação, pelo jornal "O Globo", de que o empresário Joesley Batista, dono da JBS, entregou uma gravação ao Ministério Público de uma conversa entre ele e o presidente Michel Temer na qual os dois discutiram a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), parlamentares da oposição passaram a defender a renúncia de Temer ou o impeachment.
Entenda abaixo o que acontecerá se o presidente renunciar ao cargo ou sofrer impeachment no Congresso Nacional. Segundo a colunista do G1 Andréia Sadi, porém, Temer não cogita deixar a Presidência da República.
Pela Constituição, tanto na hipótese de renúncia quanto num eventual cenário de impeachment, deverão ser realizadas novas eleições.
Conforme o Artigo 81, como faltam menos de dois anos para o fim do mandato (que se encerra em dezembro de 2018), a eleição seria feita pelos deputados e senadores, 30 dias depois da vacância no cargo.
Até lá, assume interinamente o presidente da Câmara, posto atualmente ocupado por Rodrigo Maia (DEM-RJ). 
Fonte: jornal "O Globo"

José Luís Lira compartilhou a foto do site Monarquia Brasil: Por um governo de nível, honesto e qualificado!

Quem é Dom Luiz de Orleans e Bragança

Luiz Gastão Maria José Pio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach (nasceu no exílio da Família Imperial em Mandelieu (França), 6 de junho de 1938 e veio para o Brasil em 1945), príncipe de Orléans e Bragança de 1938 a 1981, príncipe imperial do Brasil de 1938 a 1981 e atual chefe da Casa Imperial do Brasil, desde 5 de julho de 1981, após a morte do pai. Dom Luiz seria, portanto, de jure, o imperador do Brasil. É formado em química pela Universidade de Munique.
É o primogênito de Pedro Henrique de Orléans e Bragança, e neto de Luiz de Orléans e Bragança, bisneto da princesa Isabel do Brasil e de Gastão de Orléans, conde d'Eu, e trineto do imperador Pedro II do Brasil.
Se fosse imperador, estaria reinando como Sua Majestade Imperial, Dom Luiz I, Por Graça de Deus, e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

O que é a maturidade política?

Por: Pedro Sette-Câmara

26/09/2009

Há mais ou menos oito anos eu trabalhava numa empresa de internet. Um belo dia, um dos meus colegas começou a falar veementemente contra um político brasileiro, famoso por sua corrupção. Sem crer nem descrer da corrupção do político, pedi que um de seus crimes fosse enumerado. Apenas um. Ou que ele me apresentasse um dado qualquer. Se o político roubou, quanto roubou? Não tive resposta. Mas a certeza de meu amigo também não pareceu ficar abalada.

Não digo o nome do político para preservar o argumento. Considerando o senso comum brasileiro, se eu dissesse a alguém que por um momento apostei na inocência dele, até meus amigos passariam a achar que não estou bem da cabeça. Repito que nem aposto, nem desaposto: só queria algo mais concreto. Uma acusação mais profissional, digamos assim. Não tenho por que ficar abalado com a presunção de culpa. Sei que a desaprovação de quem acusa assim, amadoristicamente, é a mera reprovação da turba de linchadores que descobre um desertor. E que esse desertor é o próximo candidato ao linchamento. Afinal, se chega a cogitar que o culpado é inocente, deve ser culpado também.

Essa é uma constante da vida brasileira. A imprensa levanta fatos. Solta acusações. Nada acontece. Barbárie? Não, claro que não. Barbárie é querer fazer justiça sem o Poder Judiciário. Se o Poder Judiciário é corrupto, é outra história. Mas é claro que é corrupto. Assim como eu sou corrupto, e você também, e todos nós que temos certeza da corrupção de outra pessoa sem sequer saber exatamente o que foi que ela fez. Ficar admirado com a corrupção humana (e o governo é uma coisa humana) é ingênuo demais. Isso, na melhor das hipóteses. Porque admira-se com a corrupção aquele que se julga puro. Puro o suficiente para dirigir as vidas alheias. As vidas corruptas. A minha vida. Não quero, obrigado.

Mas voltemos. É fácil ver que a longa sequência de acusações que não dão em nada cria uma frustração. Eugen Rosenstock-Huessy diz em A origem da linguagem que a ordem cria uma “taça de tempo” que é preenchida pelo relatório. “Faça.” “Fiz.” Cada acusação é como uma ordem ao governo. “Puna.” Porém, o governo não aceita ser pautado pelo jornalismo. Posso compreender. Só não posso deixar de observar que a expectativa fica no ar, e do ar nunca sai. Quase nada acontece. Poucas vezes há investigação. Meu colega não sabia qual o crime do político. Acostumou-se a vê-lo acusado tantas vezes que, mesmo que nada acontecesse, já sabia que ele era culpado. As autoridades competentes nada disseram.

Quem deve cair em descrédito? A autoridade que se recusa a ser o braço dos linchadores, ou o linchador que levanta falso testemunho? Para o linchador, a autoridade não preenche a taça de tempo. Suas palavras de ordem caem no vácuo. A linguagem se despedaça. Nada significa nada. Para a autoridade, o linchador é um mero possesso que não deve ser levado a sério.

A situação fica ainda mais grave por causa do seguinte. Enquanto todos falavam da corrupção de um outro político, o bairro onde moro sofreu uma onda de eventos extraordinários de violência: em poucos dias, tivemos um arrastão num túnel e um sequestro numa cobertura. De onde vem a famosa sensação de impunidade? Da percepção clara de que os culpados não são punidos. Todos tinham certeza de que o político era culpado. Até — talvez mais do que qualquer um — o ladrão deveria ter essa certeza. “Sou culpado, mas também o figurão, e nada acontece com ele; se acontecer comigo, é uma maldade arbitrária.” A punição seguida dos culpados (com ou sem aspas) acabaria com a sensação de impunidade. Haveria um deslocamento da violência que provavelmente beneficiaria as pessoas comuns, que não precisariam mais disputar seus pequenos e grandes bens com pequenos ladrões.

Então, temos muita maturidade política porque nos recusamos a fazer com que o governo se torne braço armado de linchadores, ou não temos maturidade política nenhuma porque nos recusamos a aceitar que a única maneira de ter paz social é satisfazer a esses linchadores?

(Publicado em OrdemLivre.org)

O dia que Ronald Reagan afirmou que os Pastorinhos de Fátima eram mais poderosos do que o exército dos EUA


O Presidente dos Estados Unidos evocou o exemplo dos pastorinhos de Fátima quando discursou no Parlamento, em Lisboa, em 1985.
Quando Reagan disse que os pastorinhos eram mais poderosos que o seu exército

Quando os deputados portugueses se sentaram na Assembleia da República para ouvir discursar Ronald Reagan, em 1985, poucos esperariam uma referência a Fátima e aos pastorinhos. Mas foi isso que aconteceu.
Já na fase final do seu discurso, Reagan abordou a dimensão religiosa do homem. “A nossa reivindicação de liberdade humana e a nossa sugestão de que os direitos inalienáveis vêm de alguém maior do que nós estão ancoradas no transcendente”, disse, para depois evocar João Paulo II, seu amigo e aliado na luta contra o comunismo.
“Ninguém fez mais para recordar o mundo da verdade da dignidade humana, bem como do facto de que a paz e a justiça começam com cada um de nós, que aquele homem especial que veio a Portugal há uns anos depois de ter sofrido um terrível atentado. Veio cá, a Fátima, o local do vosso grande santuário, movido pela sua especial devoção a Maria, para pedir pelo perdão e pela compaixão entre os homens, para rezar pela paz e o reconhecimento da dignidade humana através do mundo", disse Reagan.
Mas o mais surpreendente ainda estava para vir:
“Quando me encontrei com o Papa João Paulo II, no ano passado, no Alasca, agradeci-lhe pela sua vida e pelo seu apostolado. Atrevi-me a sugerir que o exemplo de homens como ele e nas orações de pessoas simples em todo o mundo, pessoas simples como os pastorinhos de Fátima, reside mais poder do que em todos os grandes exércitos e estadistas do mundo.”Reagan concluiu então, dizendo que apesar de ele ser Presidente de uma das duas superpotências mundiais, vinha a Portugal também para aprender sobre o poder. “Isto também é algo que os portugueses podem ensinar ao mundo. Porque a grandeza da vossa nação, como a de qualquer nação, reside no vosso povo. Pode ser vista no seu dia-a-dia, nas suas comunidades e vilas, e sobretudo nas igrejas simples que pontuam a vossa terra e que dão testemunho de uma fé que justifica todas as reivindicações de dignidade e liberdade dos homens.”
“Digo-vos que é aqui que está o poder, aqui se encontra a realização final do sentido da vida e do propósito da história e aqui se encontra a fundação para uma ideia revolucionária – a ideia de que os homens têm o direito de determinar o seu próprio destino.”
A história deste discurso foi revelada num artigo escrito pelo historiador Paul Kengor, na revista Crisis. O autor recorda que Tony Dolan, o principal autor dos discursos de Reagan, era um católico devoto que conhecia bem Fátima. Dolan confirmou a Kengor que o Presidente, apesar de não ser católico, estava a par do fenómeno.

“Ele sabia de Fátima. Fátima era uma parte importante do movimento anticomunista. O movimento de Fátima era algo que ele teria conhecido e, para além disso, ele tinha uma vertente mística muito forte.”
Por isso Dolan incluiu a frase no discurso: “Eu sabia que ele ia gostar e que a iria usar. Tinha a certeza. Foi muito atrevido”.
Ms o interesse de Reagan por Fátima não se ficou por aí. Em 1987 o Presidente ia novamente encontrar-se com o Papa, em Roma, e sabendo da importância de Fátima para João Paulo II quis inteirar-se totalmente sobre o assunto. O homem encarregue de o fazer foi o embaixador dos EUA junto da Santa Sé, Frank Shakespeare, que, por coincidência, tinha sido embaixador em Lisboa antes de ser colocado no Vaticano.
“Falei com o Reagan sobre Fátima na viagem, tanto no avião como no carro. E ele escutou com muita, muita atenção – estava muito atento. Estava mesmo muito interessado”, recorda Shakespeare, em conversa com Kengor.
Ajulgar por estes testemunhos, dos líderes mundiais da altura, não era apenas o Papa João Paulo II que Fátima tinha um papel importante a desempenhar na luta contra o comunismo.


Se a JBS delatar, será o fim da República’, disse Eduardo Cunha, segundo jornal

Fonte: jornal Estadão, 17.05.17.

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) se mostrou ‘apreensivo’ esta semana com a possibilidade de vazamento do teor das delações dos executivos do Grupo JBS. Em conversa com interlocutores, ele afirmou que “se a JBS delatar, será o fim da República”.
Segundo informações do jornal O Globo, a JBS pagou R$ 5 milhões pelo silêncio de Cunha – para que ele não faça delação premiada.
O jornal informou, com exclusividade, que Joesley Batista, da JBS, gravou conversa com o presidente Michel Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.
Nessa reunião, que durou cerca de quarenta minutos, Temer teria incentivado o empresário a continuar pagando mesada milionária ao ex-presidente da Câmara – em troca do silêncio de Eduardo Cunha.
Condenado a 15 anos e quatro meses de prisão na Operação Lava Jato, o peemedebista está recolhido no Complexo Médico Penal de Pinhais, nos arredores de Curitiba, desde outubro de 2016, por ordem do juiz federal Sérgio Moro.
Cunha também comentou a interlocutores que as delações da empreiteira Odebrecht seriam “pequenas causas” se comparadas ao teor das revelações dos controladores do Grupo JBS.
O ex-parlamentar não comentou se estaria envolvido em esquemas de corrupção com os novos delatores.



Comentário de Armando Rafael:
Consta que, pertinho de morrer,no seu exílio em Paris,  o Imperador Dom Pedro II  -- como num "testamento espiritual" -- teria composto o soneto:

Terra do Brasil

Espavorida agita-se a criança,
De noturnos fantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descansa.

Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugilo de terra; e neste creio
Brando será meu sono e sem tardança...

Qual o infante a dormir em peito amigo,
Tristes sombras varrendo da memória,
ó doce Pátria, sonharei contigo!

E entre visões de paz, de luz, de glória,
Sereno aguardarei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da história!

Pedro de Alcântara
Pode dormir em paz, magnânimo Dom Pedro II. A Justiça de Deus já foi feita e mostrada a 204 milhões de brasileiros...

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