xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> A infâmia da contradição - Por: Emerson Monteiro | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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27 abril 2017

A infâmia da contradição - Por: Emerson Monteiro

Vejam quem me pego lendo, diante dos absurdos em que a política se reverteu neste começo de século no Brasil. Jean-Paul Sartre. O Ser e o Nada. O velho problema da liberdade e da responsabilidade de novo a levantar a crista, no auge de todas as agruras morais do neoliberalismo que dominou o mundo inteiro, não sendo aqui exceção. E a classe política estéril deita os intestinos ao terror da inutilidade. Talvez inimaginável diante de todas as ficções, tão só culpados chegam ao palco das sombras de mãos abanando, a receber prêmio do fracasso que impuseram ao tempo.

Não bastasse em que se transformou o senso clássico da administração da sociedade, herdado de gregos e romanos, apenas o interesse individual prevalece e deita seus tentáculos a credos e cores, numa sanha de ganância jamais prevista nas terras cabralinas.

O desespero pequeno-burguês de arrecadar em conta própria, confiar em quem agora?, toscos parasitas de boteco. Em que fragmento, que ideário, quais sonhos... Enquanto a massa populacional apenas repete os slogans vencidos do desespero e da alienação tecnológica. Passar aos outros embriaguez de fama, dos prazeres fáceis, na intenção da cidadania inexistente. A que santos acender as velas? Era infame esta, quando a História exige atitudes e entendimento e os filmes viraram superproduções ideológicas descartáveis.

De cabeças enterradas na areia, o exército dos acadêmicos entediados apenas reclama melhores salários a fim de preservar a dominação do gigante Moloc, senhor das terras e dos mares de todos os continentes. Ninguém sabe mais onde mora o dono da máquina totalitária que impera nos mercados digitais.

A liberdade, esta esqueceram nas prateleiras do passado. A responsabilidade, a transferiram aos outros por demais, aos zumbis dos subúrbios, que ainda insistem manter funcionando a máquina esfumaçada e vadia das antigas fábricas.

Nisso, urgente, olhos postos na realidade inevitável, a consciência humana impõe o compromisso das horas aos ombros das novas gerações. Admitir o erro requer humildade e profunda reflexão de tudo, da incompetência posta em prática até que hora, onde quer que seja. Os horizontes cinzentos, sim, gritam aos ouvidos das maiorias silenciosas o dever que lhes chama, no mínimo a título da sobrevivência de uma espécie bendita.

(Ilustração: Jogos infantis, de Pieter Brueguel).

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