xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817: a participação de Crato neste movimento -- por Armando Lopes Rafael (*) - 2ª e última parte | Blog do Crato
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12 fevereiro 2017

Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817: a participação de Crato neste movimento -- por Armando Lopes Rafael (*) - 2ª e última parte


   Em 1967, há 50 anos, a data do sesquicentenário da Revolução Pernambucana de 1817, aqui em Crato, só não passou em branco porque o Instituto Cultural do Cariri realizou uma sessão comemorativa aos 150 anos daquele episódio histórico. A sessão foi realizada no dia 3 de maio, à noite, no auditório da Associação Comercial de Crato. O orador oficial da solenidade foi o intelectual Antônio Levi Epitácio Pereira, funcionário da agência local do Banco do Brasil.
   Em belíssimo discurso, Antônio Levi Epitácio Pereira mostrou as razões porque a Revolução Pernambucana de 1817 deveria ser sempre comemorada em Crato. Cotejando as razões apresentadas por ele, 50 anos atrás, com a realidade dos dias atuais, neste ano 2017, tanto da nação como da cidade de Crato, constatamos que a população regrediu no culto ao civismo, na educação coletiva e na falta de confiança em nossos governantes.
     Em 1967, no início da sua fala, disse o orador: “Uma revolução será ou não frustrada, não na medida em que tiver conseguido estabelecer um sistema de coisas diverso, mas na medida em que tiver criado a confiança nos ideais por ela defendidos e ensinados”.
     Em 2017, os ideais republicanos no Brasil não mais existem. Pior ainda. A forma de governo republicana vive seu maior descrédito, desde que foi aqui implantada – em 15 de novembro de 1889 – por meio de um golpe militar, sem consulta ao povo. Hoje a população brasileira leva a imagem da República na base da gozação e até no deboche. Há anos a República tem recebido – por parte da mídia e do povo – denominações tipo: “República das Alagoas” (no governo Collor), “República do Petrolão”, “República da Lava-jato” (nos governos Lula/Dilma). Em março de 2016, mais de um milhão de pessoas ocuparam a Avenida Paulista, no que foi o maior protesto popular da história do Brasil, pedindo a volta da ditadura militar. Muitos portavam bandeiras do Brasil-Império, ou seja, pedia o retorno da monarquia, banida pelos golpistas republicanos.
      Em 1967, a certa altura do seu discurso, Antônio Levi Epitácio Pereira disse:Nesta cidade, pobre em monumentos públicos, ainda não lhes foi elevada no bronze a perpetuação consagradora da memória dos heróis cratenses que fizeram a Revolução Pernambucana de 1817”.
        Quase 50 anos depois, na administração do prefeito Ronaldo Gomes de Matos, a Prefeitura de Crato “inaugurou”, em 2016, um mini monumento dedicado à Bárbara de Alencar. Uma caricata figura de anã, burlesca, ridícula, (que significaria dona Bárbara), foi plantada rente ao chão, na calçada da Coletoria Estadual. Feito em alvenaria (hoje a pintura marrom está manchada por outra cor, um azul escuro) o que seria “um monumento” tem até um grave erro histórico. A anãzinha segura uma placa com a bandeira da Confederação do Equador (da qual dona Bárbara não participou) ao invés da bandeira da Revolução Pernambucana de 1817, atual bandeira do estado de Pernambuco.
          Até onde vai o desprezo que tiveram para com aquela que é considerada a maior heroína da cidade...
Falta de Respeito: uma anã representa a heroína Barbara de Alencar
Carregando uma placa com a bandeira da Confederação do 
Equador, da qual dona Bárbara não participou
Quando o correto seria ter colocado a bandeira da
Revolução Pernambucana de 1817.






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