xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 02/01/2017 - 03/01/2017 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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28 fevereiro 2017

Faltou equilíbrio e serenidade ao jornalista J. Alcides -- por Armando Lopes Rafael

O jornalista J. Alcides tem como característica primordial escrever externando um  comportamento ou opinião inflexível. Ele é o que podemos chamar de extremista ou  radical. Além do mais, J. Alcides escreve ao sabor da última emoção, produz escritos sem se arrimar em  opiniões calcadas na realidade, na veracidade e no bom senso.
Lamentável, profundamente lamentável!
Nesse episódio das demarcações das fronteiras dos municípios da Região Metropolitana do Cariri, talvez patrocinado por versões apressadas, irrefletidas ou mesmo enganosas, ele fez pesados ataques ao povo de Crato, em ilações que – mais dias, menos dias – verá que foram precipitadas, irrefletidas e imprudentes.
Enquanto leremos abaixo a versão do jornalista J. Alcides, veremos antes outro artigo sobre o mesmo assunto. Este foi escrito pelo jovem Mauro Cordeiro Filho, uma pessoa sensata, equilibrada, objetiva e que pesquisou sobre o assunto antes de produzir o artigo que passo a transcrever:

“Afinal, onde estou? Juazeiro do Norte e a redistribuição geográfica: mitos e verdades  – Por Mauro Cordeiro Filho
Bandeira de Juazeiro do Norte

O título ficou grandão? Ficou. Mas o burburinho nas vias públicas de Juazeiro e nas redes sociais (calçada virtual) também foi grande. Não é que tenhamos desenvolvido nosso blog com caráter de observatório urbano, mas não podemos deixar de falar sobre o dia 21 de fevereiro de 2017.

Nós, juazeirenses, amanhecemos com uma notícia bomba…

Esse foi o costumeiro “bom dia” dessa terça feira, distribuído nos grupos de celular e redes sociais. Tratava-se na verdade de um texto alvoroçado informando levianamente sobre a nova divisão territorial de Juazeiro do Norte e cidades circunvizinhas.
Quem conhece o Cariri sabe concretamente que é possível, por estrada, percorrer as cidades do triângulo Crajubar (Crato-Juazeiro-Barbalha) com mais de uma rota. O que demonstra por si só uma interligação entre as cidades da região. A propósito, o desenvolvimento da região metropolitana tem apontado para uma ampliação das condições de mobilidade; como é o caso do Projeto do anel-viário (quase em conclusão), com 43km de malha viária, facilitando a locomoção entre Caririaçu-Juazeiro-Crato-Barbalha-Missão Velha.

Acontece que a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, em 29 de dezembro de 2016, a Lei Estadual n.º 16.198 que descreve os limites intermunicipais de 128, dos 184 municípios do Ceará.
 
Nesse contexto, Juazeiro do Norte, ao lado de  Abaiara, Altaneira, Antonina do Norte, Assaré, Aurora, Baixio, Barbalha,  Barro, Brejo Santo, Campos Sales, Canindé, Caririaçu, Farias Brito, Icó, Iguatu, Jardim, Jati, Lavras da Mangabeira, Mauriti, Milagres, Missão Velha, Nova Olinda, Potengi, Santana do Cariri, Tarrafas, Umari, Várzea Alegre e tantas outras cidades, tiveram seu espaço remodelado. Até Fortaleza teve redimensionamento territorial.
 
Deixando de lado o partidarismo, a explicação mais simples para o estranhamento da população de Juazeiro, se dá pela de falta de percepção de algo que já vem acontecendo há muito tempo: um fenômeno urbano-geográfico chamado de conurbação – típico de regiões metropolitanas.

Do fenômeno urbano
Quando olhamos a legislação remota, de 1911, que eleva o povoado de Juazeiro à cidade, encontramos uma delimitação esparsa do território:
Conforme a Lei Estadual n.º 1028, de 22 de julho de 1911, tem-se que:

Art.2.º: Os limites do Município:
(…)

Linhas divisórias:
Com São Pedro, ao Norte, a linha divisória é o riacho dos Carneiros. Com Barbalha, ao Sul, a linha divisória é a Lagoa Seca. Com Missão Velha, a Leste, a linha divisória é o Rio Carás, no Alto da Jurema. Com o Crato, a Oeste, a linha divisória é o riacho São José.

O que acontece, afinal?
Na realidade é que a expansão de Juazeiro do Norte tem superado o seu limite territorial. A ocupação do território – com loteamento e construção de residências, entre outras intervenções urbanas, acabou que extrapolando o nosso limite – ou ocupando áreas ainda não delimitadas. Ou seja, no processo de extensão de Juazeiro, experimenta-se o fenômeno de conurbação.
 
Conurbação se dá quando duas ou mais cidades se encontram formando um mesmo espaço geográfico. Em outras palavras, dividem entre si o mesmo contexto urbano, diminuindo as diferenças territoriais nas áreas de entorno. É a expansão de uma cidade em direção às cidades vizinhas.

Quando transitamos pelas vias, as placas de trânsito conseguem sinalizar a delimitação dos territórios. No entanto, dentro dos espaços, somente com as glebas de terra, difícil é encontrar os marcos originais de território. Pelos efeitos da conurbação, a grande parte da população – e até o Governo, não sabia exatamente onde começava e terminava os limites município.
Para termos compreensão visual do que é redimensionamento territorial, basta olharmos os mapas da Evolução Territorial do Ceará, entre os anos de 1823 a 2000, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), que é uma fonte oficial. Numa análise simples é possível observar que o território cearense vem sido alterado no lastro temporal. Haja vista, desde 1920, quase não houve alteração entre os territórios municipais do estado cearense. Aliás, há 66 anos (desde 1951) não há alteração no atlas cearense.

O que é mito?


 Muitas pessoas acabaram repassando informações inverídicas a respeito da divisão. Recebemos um mapa em que se ressalta
somente o território mais central da zona urbana, dizendo ser os novos limites de Juazeiro. A Colina do Horto aparece recortada, tendo o principal Cartão Postal da cidade como pertencente à Caririaçu. Até o Aeroporto Orlando Bezerra, praticamente o único em funcionamento na região, agora pertenceria à Missão Velha. Pasmem! Houve até a possibilidade de construírem uma estátua de “Jonas Esticado”, já que a do Pe. Cicero foi embora pra Caririaçu. Foi piada pra gringo ver!

O que é verdade?
A verdade é que não precisamos nos preocupar em fazer ocupações, manifestações ou outros atos similares. Muito menos sair dizendo por aí que Juazeiro foi vendido pro Crato.
Alimentar esse tipo de posicionamento só enfraquece as relações sócio-político-econômicas, promovendo um aldeamento regional.

De fato, se ampliarmos o novo mapa, verifica-se que houve sim um redimensionamento. Mas não é verdade a informação de venda de glebas ou de que Horto do Juazeiro agora pertença à Caririaçu.
A Lei Estadual vem para suprir uma carência existencial. Com a moderna tecnologia de georreferenciamento é possível traçar exatamente as coordenadas dos marcos delimitadores. Com a atualização, áreas que até então eram territórios indefinidos, passam a pertencer a um determinado município. Mas isso não altera o contexto urbano em que se encontram.

Se essa região limítrofe não fosse ocupada, certamente não haveria tanta discussão nas redes sociais.


O ponto de maior virtude nessa história, é conseguir levantar um debate atraindo o interesse dos cidadãos em reconhecer o espaço que lhe pertence, que lhe é de direito. Apesar disso, a discussão e apropriação não pode se dá de forma arrogante, incrustando sentimentos desarojados ou sem fundamentação. A Cidade é um direito e deve ser pensada de forma universal e democrática, mas nunca com tom jocoso. 

Procurando o “Norte”!

Vislumbramos sim a possibilidade de surgir alguns problemas nessa história. Algumas situações desconfortáveis já podem ser identificadas. Por exemplo, os loteamentos e as residências que estavam compreendidos nessa área indefinida, que ora achou-se pertencer à Juazeiro, agora pertencem a outros municípios.
A conurbação tem essa característica em si. Quando a concentração urbana limita-se ao centro, não há esse tipo de problema. Mas, quando há expansão à deriva, num processo rápido e contínuo, fica difícil compreender onde realmente é o limite. Na maioria das vezes,  como neste caso, se faz necessário um redimensionamento a partir do cenário urbano hodierno.

Afinal, onde estamos?
Voltando a pergunta que nos insere nesse diálogo urbano: onde estamos? Estamos no Ceará, na Região Metropolitana do Cariri. Estamos juntos e misturados! O Cariri tem um feeling que nos une, ao passo que cada espaço tem traços peculiares. Somos distintos, mas umbilicalmente ligados.
Por isso a importância de um planejamento urbano voltado para as necessidades da Cidade e Região. Uma cidade com desenvolvimento, com acessibilidade… uma cidade universalizada. Se até agora estávamos dormindo quanto aos problemas da urbe, este pode ter sido o estalo que faltava para despertar.
A conversa não para por aqui… Vai ter Parte II, sim!”
***    ***   ***
O leitor agora compare o artigo acima (de Mauro Cordeiro Filho) com o artigo que vai ler abaixo (do jornalista J. Alcides)


Traição e Guerra – por J. Alcides

O estudo inicial apresentava uma delimitação diferente da atual. O resultado divulgado em 2013 não foi favorável ao município do Crato, pois perderia território para Farias Brito, Caririaçu, Juazeiro do Norte e Barbalha. Este resultado atual assinado por Camilo Santana foi articulado pelo então deputado José Aílton Brasil, atual prefeito de Crato. Para melhor compreender o que aconteceu, vamos relembrar a trajetória desse projeto até seu final absurdo.
No início de 2011 foi lançado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, o projeto de consolidação das Leis de Limites Intermunicipais, coordenado pelo deputado Neto Nunes do PMDB. Em 2012, uma comissão de Triagem da Assembleia esteve no Cariri para realizar o trabalho de georreferenciamento dos limites municipais, objetivando esclarecer pendências e analisar retificações feitas por alguns prefeitos. O resultado desse trabalho, divulgado no final de 2013, não foi favorável ao município de Crato, pois perderia território para Farias Brito, Caririaçu, Juazeiro do Norte e Barbalha. De acordo com a mídia. o limite municipal de Juazeiro e Crato, na Avenida Padre Cícero, ficaria localizado nas proximidades da casa de shows Texas (nesse caso o Juazeiro ganharia uma faixa de aproximadamente 1 km). Para um geógrafo cratense que deu entrevista na TV Verdes Mares Cariri, o Crato perderia aproximadamente 80% do Distrito Industrial para Juazeiro.
Por isso que o prefeito do Crato iniciou a instalação de um "novo" distrito industrial. Com esse resultado, as autoridades cratenses se organizaram para retirar o Projeto de Lei da pauta da Assembleia, exigindo um novo georreferenciamento. Na ocasião foi feita uma reunião do deputado Neto Nunes com os prefeitos do Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. A partir desse evento uma série de textos difamatórios sobre o Juazeiro foram difundidos na internet. Um deles, de autoria do cratense Pedro Esmeraldo, assumidamente inimigo do Juazeiro, foi publicado pelo Juanorte em fevereiro 2014. Nessa carta aberta, Pedro Esmeraldo atacou fortemente Juazeiro tratando-o como "cidade maldita que pretende invadir as terras do Crato na marra". Foi tão agressivo e insano que o então vice-prefeito do Juazeiro, Roberto Celestino, me ligou perguntando se era verdade aquela ofensa de Pedro Esmeraldo, tendo como resposta a confirmação. Agora, três anos depois do estudo inicial, a verdade verdadeira mostra quem é a cidade maldita do Cariri, exatamente quem andou difamando Juazeiro, o invejoso Crato.
É bom explicar: inveja não é querer ter as coisas que outro tem; isso é ambição de conquista; inveja é querer ter o que é do outro e que o outro não tenha. E é esta a marca característica de Crato que, há cerca de um século e meio', só tem uma preocupação: prejudicar Juazeiro, esquecendo-se de trabalhar pelo seu progresso. Mais uma vez na história, Ceará se une ao Crato e Crato se une ao Ceará. para destruir Juazeiro. Na maior surdina, roubaram e passaram para Barbalha terras de áreas nobres do Juazeiro, como Lagoa Seca. Traidores. Ninguém esquece o que aconteceu em 1914, a guerra que cearenses e cratenses chamam de "Sedição do Juazeiro" só para denegrir a imagem do Juazeiro. Não houve sedição do Juazeiro, mas sedição do Ceará. Faz sedição quem provoca desordem, confusão social,Tumulto, conflito.

Quem fez isso foi o Governo do Ceará, representado pela besta quadrada Franco Rabelo, que teve total apoio de Crato para seu objetivo criminoso de destruir Juazeiro e matar o Padre Cícero. O governador Franco Rabelo chegou a mandar mais de mil militares fortemente armados para Crato com a missão destruidora. Mas os romeiros do Nordeste correram ao Juazeiro, salvaram a cidade e o Padre Cícero, depois ocuparam Fortaleza, cercaram o governador em palácio, que foi forçado a fugir em navio e caiu, deposto. Agora, a safadeza se repete. Se existe um município do Ceará que não pode perder terras é Juazeiro porque já é o menor do Estado. Mas, o governador Camilo Santana, que é cratense-barbalhense, macumunado com os inescrupulosos deputados estaduais e sob pressão de Crato, aprovou essa sandice, sem consulta pública, sem plebiscito, sem o conhecimento do povo do Juazeiro. aí essa maldita lei contra Juazeiro, fruto de um plano secreto de Ceará e Crato. Não somos a favor de guerra, mas o que Ceará e Crato acabam de fazer é uma declaração de guerra assinada pelo governador Camilo Santana.
Em honra de sua história, de suas tradições, do Padre Cícero e do seu povo valoroso, lutador e destemido, Juazeiro deve resistir e reagir como ensina Shakespeare: "Em tempo de paz convém ao homem serenidade e humildade; mas quando estoura a guerra deve agir como um tigre!".
(Artigo publicado originalmente no Site JUANORTE, última edição e reproduzido no Blog de Antônio Morais, em 28-02-2017)

27 fevereiro 2017

Tempo, este senhor maravilhoso - Por: Emerson Monteiro

Que reverte dramas das existências num abrir e fechar de olhos. O senhor absoluto de todas as razões. Tempo de flores e frutos. Manhã estonteante das belezas raras. Luzes de fins de tarde em que o coração pára no campo da saudade e espera confiante novos amanheceres. O pai das criaturas, que pare e devora, e depois de novo pare seus filhos. Força viva que pulula em nosso ser mais íntimo, que dorme nas noites de agonia e acorda nas madrugadas em festa da felicidade. O amor, a dor: a dor e o amor, que envolve as ondas fiéis dos desejos em melhores dias.

Força viva dos fenômenos naturais, que terce a teia das vitórias e encobre as ruínas das dores, os amargores e as alegrias. Circulante da mais intensa das eternidades, ali impera de olhos acesos na continuidade em tudo. Marcas deixadas no peito dos aflitos, juventude e animação das horas. Condição inabalável de a que todos têm de obedecer incondicionalmente. Símbolo da confiança.  Objeto da transformação do desespero em nova esperança. Chama forte das doces recordações. Maior de todos, orixá admirado nos terreiros, parceiro das tempestades e bonanças. Ali ele está de braços abertos aos frios, calores e fulgores.

Quanto de poder o tempo tem. Quando de conforto e conformação guarda consigo aos que jamais alimentariam outras oportunidades. Claridade nas horas incertas, chances de reverter os quadros da intranquilidade, ele vem dotado das potencialidades do Criador. Quanto guardas contigo em termos de renovação e possibilidades. Grandioso. Maravilhoso ser, vivo senhor das curas. O sabor dos pratos finos. Brilho das estrelas. Luz da reabilitação dos sofredores. Mãe. Pai. Irmão. Filho. Avô. História de todas as histórias. Estrela e sol das almas. Tempo, o tempo, aqui te peço que abrace-nos a todos e ofereça a transformação em forma do silêncio das eras em nossos corações abençoados.

26 fevereiro 2017

O mito Tiradentes e o homem Joaquim -- por Otávio Frias Filho (*)



Publicado na “Folha de S.Paulo”, 26-02-2017
 Cena do filme 'Joaquim', de Marcelo Gomes, que está na programação do Festival de Berlim 2017
    Não existe história mais recoberta de ferrugem verde-amarela, depositada em tantas décadas de reiteração escolar e oficial, que a de Tiradentes. O frescor acre que exala de "Joaquim", exibido na semana passada no Festival de Berlim, decerto tem a ver com a opção do diretor Marcelo Gomes, já sugerida no título, de focalizar a vida do herói nacional brasileiro nos anos que antecederam a Inconfidência Mineira (1789). Quando começa a acontecer o que aprendemos na escola, o filme termina.
O pouco que se sabe sobre o alferes consta dos autos da devassa, o inquérito instituído pela Coroa portuguesa para punir a conspiração frustrada, e do relato escrito pelo frei Raimundo de Penaforte, que assistiu os réus nos quase três anos em que estiveram presos no Rio e testemunhou a encenação na qual, horas após condenar 11 conspiradores à forca, a corte anunciou que a rainha comutara em degredo na África a pena de todos, menos um. Cenas assim ficarão para um futuro filme disposto a enfrentar a montanha de clichês.
Em seu livro sobre o personagem ("Tiradentes: O Corpo do Herói", Martins Fontes), a historiadora Maria Alice Milliet demonstra como sua mitologia foi elaborada pelo movimento republicano a partir da década de 1870. Os clássicos da historiografia do Império, Robert Southey e Francisco de Varnhagen, desprezavam a Inconfidência, que julgavam, com certo realismo, movimento inconsequente e prematuro, e tratavam sumariamente do alferes como uma espécie de maluco.
Menos separatista que o pernambucano frei Caneca, menos radical que os "alfaiates" da Conjuração Baiana (1798), Tiradentes provinha de um estrato social médio, composto por aqueles "homens livres na ordem escravocrata" que deram título ao famoso estudo de sociologia histórica de Maria Sylvia de Carvalho Franco. Sua persona convinha, portanto, como protótipo do cidadão-patriota idealizado pelos intelectuais positivistas que criaram a simbologia do movimento.
E convinha por ainda outro motivo. Desde o relato de frei Raimundo, ganha corpo uma sutil associação entre Cristo e Tiradentes. Depois de negar participação no mal planejado levante, como fizeram os demais presos, "não se sabe se por extrema coragem ou ambição extrema, ele atraiu para si toda a culpa", nas palavras de Maria Alice Milliet. A iconografia republicana logo começa a retratar um Tiradentes sacrificial, de sudário e longas barbas. Na exclamação de um crítico monarquista do Segundo Reinado, "prenderam um patriota, executaram um frade!".
A identificação se explica não só pelas ressonâncias que é capaz de evocar na sensibilidade de um país católico mas também porque a moral cristã era vista, pelos positivistas, como esboço da fraternidade que apregoavam a título de postulado de sua própria religião, de cunho "científico" e professada em nome de toda a humanidade. Desde o pintor Pedro Américo, passando por artistas e poetas como Candido Portinari, Cecília Meireles e Renina Katz, Tiradentes sempre teria um quê de Cristo.
Nada mais distante disso que o enfoque de "Joaquim", que narra com realismo virtuosístico as decepções de um homem ambicioso, impulsivo, algo ingênuo ou estouvado, e como elas o conduzem a uma lenta mas impetuosa politização. Este e "Vazante", de Daniela Thomas, também apresentado em Berlim e que se passa no mesmo espaço-tempo das Minas na transição da Colônia para o Império, são filmes em que a câmera quase desaparece em proezas de evocação etnográfica.
Mas quando Joaquim se encontra, afinal, com os conspiradores, nas figuras abstratas do "poeta" e do "padre", o filme se congela ou se ritualiza e subitamente temos a sensação de estar de volta a "Os Inconfidentes" (Joaquim Pedro de Andrade, 1972), nobre exemplar de uma época discursiva e alegórica do cinema brasileiro. A ideia talvez fosse mostrar, pela artificialidade presunçosa, o quanto havia de inautêntico naquela elite e em sua rebelião, e por um momento ocorre ao espectador a pergunta injusta sobre o que evolui mais devagar: o Brasil, sua classe dominante ou seu cinema.
É perturbador constatar como a crítica implícita em "Os Inconfidentes" e na peça "Arena Conta Tiradentes"(1967), de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, é parecida com a dos historiadores conservadores do Império, para quem a Inconfidência era frivolidade de elite e delírio de um alferes. Alferes é subtenente; parte da fama de Tiradentes o associa à sombra dos militares sobre a política brasileira ao longo do século passado. Numa simbologia mais profunda, porém, ele representa o elo perdido entre um povo acusado de apatia e sua classe dirigente, acusada de incapaz.
(*) Otávio Frias Filho é jornalista




24 fevereiro 2017

Todo o amor do mundo - Por: Emerson Monteiro

A ordem natural em andamento mantém o equilíbrio de tudo quanto há, desde o pequenino ao maior, da lesma ao bentivi, ventos e trovoadas. Dentro dos seres aqui vive intenso o sentido de amar na integração que orienta o destino dos elementos. Coração em festa emite força suficiente a tudo conquistar no mais das ações da sinfonia perfeita.

E nós de tanto amar resistimos aos desafios de injustiças e guerras púnicas. Alguém sadio de consciência compreenderá o atraso na observação desse princípio perene de somar todos os seres num todo harmônico, corpo único do sistema onde existem países ricos e pobres que pede tão só a iniciativa de cessar o fogo da desunião e imaginar sábias alternativas que englobem a fraternidade em seus tratados, honesto dever dos líderes e das nações no entanto longe do respeito nos milênios perdidos, contínua frustração do egoísmo que reclama providência da Natureza mãe. Continentes fartos nas riquezas das colônias guardaram pra si os tesouros que posicionam por cima da carne seca, e vitimam outros continentes submersos no antigo reinado, sofredores e pobres.

Quais fazeres aguardam os impulsos da boa vontade humana desta hora crítica os sinais indicam fortemente. Ali junto de uma Europa que mal pisa no chão de tamanha vaidade existem os maiores contingentes populacionais da Ásia à espera dos gestos magnânimos que nunca vêm, refugiados nas praias indiferentes. Além da exploração dos tempos contemporâneos à busca de petróleo, que expoliam o mundo árabe, isto tal se nada de errado ali acontecesse, quando o pulsar não para instante algum, máquina de produção de exatidão matemática.

Amar o mundo e as pessoas com isso virou determinação histórica e norma de sobrevivência, senão dores virão cobrar a conta dos alienados da fortuna e do ouro, da prata e das pedras preciosas que saquearam nos antigamentes da ilusão de conquistas. Será mesmo que ninguém avista o Sol da verdade que vem sobranceiro no horizonte das civilizações bárbaras? Talvez haja por certo últimas chances de reverter o quadro bem diante das barbas do Criador alerta...

(Ilustração; Pieter Bruegel).

23 fevereiro 2017

Instituições desacreditadas?"– por Pedro Henrique Chaves Antero (*)

Em meio à movimentação incessante dos que compõem a elite política brasileira, no sentido de amordaçar o juiz Sérgio Moro e seu grupo de trabalho, identificamos que as instituições políticas do Brasil caem no descrédito da opinião pública. Há uma nítida vontade solidária dos partidos políticos de destruir o que foi construído nos últimos tempos em Curitiba. Já à época do governo Dilma, Lula sentia-se à vontade para ameaçar a existência daquilo que ele mesmo chamava de “República de Curitiba”. Hoje, segundo a revista Veja, há uma cegueira moral, uma surdez oportuna e um silêncio cúmplice por parte dos atuais atores da vida pública.
 Infelizmente, nenhuma pesquisa de opinião foi realizada nos últimos tempos acerca das nossas instituições. Com certeza, Senado, Câmara dos Deputados e Presidência da República não receberiam uma boa avaliação, pois as denúncias de corrupção nesses poderes se arrastam desde o tempo do Mensalão. Por sua vez, a Suprema Corte poderá ter perdido também a admiração e o respeito dos brasileiros, em face do que vem ocorrendo. Todos lembram-se, certamente, da engenhosa decisão conjunta dos presidentes do Senado e do Supremo Tribunal acerca da manutenção dos direitos políticos de Dilma, após seu impeachment.
A erosão ética ocorrida nos três poderes da República abre espaço para o enfraquecimento da democracia e para o surgimento de movimentos autoritários, em busca da segurança social, política e econômica. Essa experiência já foi experimentada na Europa e em inúmeros países da América do Sul, inclusive o Brasil. Aqui destaco os eventos de 1930 e de 1964 como os mais expressivos.
Esperamos que o povo saiba reagir à podridão política do momento e eleja políticos jovens com disposição de continuar o saneamento da desordem deixada pelos atuais líderes partidários, particularmente os do PT e do PMDB. Esses souberam fazer chegar à excelência prática, que, de certa maneira, já havia acontecido no passado.

(*) Pedro Henrique Chaves Antero – Professor de Ciências Políticas – E-mail: phantero@gmail.com

Lei que diminui território do município de Juazeiro gera polêmica -- por Daniel Walker

Vou falar sobre essa polêmica da diminuição do território do município de Juazeiro. Mas antes quero fazer alguns questionamentos pertinentes à questão para em seguida fazer meu juízo de valor.
1.A lei é de 29 de dezembro de 2016.
2.Juazeiro faz limite com os municípios de Crato, Barbalha, Missão Velha e Caririaçu,e é o menor deles, com apenas 249 km2 (precisamente: 248,832 km2).
Feitos esses questionamentos, vou analisar cada um.
1. Por que a lei foi aprovada em 29 de dezembro de 2016 e somente agora a bomba explodiu? Onde estavam os nossos representantes (se é que os temos) que não colocaram a boca no trombone logo no nascedouro da questão? Em nota a Procuradoria do Município de Juazeiro esclareceu que “Esse tipo de alteração é criteriosa, e necessita de consulta pública à população, por meio de plebiscito, além de alguns critérios estabelecidos na própria Constituição Federal, como também na Constituição Estadual, para que seja aprovado, porém isso não aconteceu”. Se isso é verdade, os deputados que a aprovaram agiram de má-fé?
2. Se Juazeiro é um dos menores municípios do Ceará tem sentido diminuí-lo mais ainda? É muita maldade!

A Lei aprovada subtrai de Juazeiro terras altamente produtivas e geradoras de divisas, e isso não pode ser aceito em hipótese alguma, pois Juazeiro não está tão rico assim a ponto de ceder divisas para qualquer que seja o município. E depois, onde já se viu: tirar terra de um município pequeno para dar a municípios maiores? E ceder justamente terras valiosas! Essa história está realmente mal contada. Pelo visto, parece que tem caroço nesse angu. E isso precisa ser investigado rigorosamente.
Padre Cícero sempre disse que Juazeiro era uma cidade invejada e perseguida, isso porque aqui existem coisas que não existem em nenhum lugar do mundo.
Fiquemos todos tranquilos, pois nenhuma lei será capaz de diminuir o tamanho de Juazeiro. Mas fiquemos atentos, atentos também. Que a lei seja revogada, já!
Afinal, lá no Horto, o Padre está vivo! O Padre não está morto!

(Publicado originalmente no Blog Portal de Juazeiro)

COMENTÁRIO DE ARMANDO LOPES RAFAEL
Brincadeiras e gozações à parte (e a população se divertiu muito – através das redes sociais –  com esse bizarro episódio da lei que diminuiu o território de Juazeiro do Norte) tal fato nos remete à clássica frase do Presidente dos EUA, Ronald Reagan: “O governo não é a solução para os problemas da sociedade, é o problema”.
Reagan tinha razão!
Juazeiro do Norte deve seu vertiginoso progresso à iniciativa privada. O pouco que o Governo (Federal, Estadual e Municipal) fez foi pouco para dar uma resposta aos grandes problemas que enfrenta a maior cidade do Cariri. Os recursos públicos para investimentos são limitados, e a iniciativa privada só aplica recursos onde a presença do estado garanta estabilidade e retorno.
O que o Brasil viveu na “Era PT” é um exemplo palpável disso. Sob a égide da demagogia e da incompetência dos lulopetistas, em pouco tempo a corrupção tomou conta do Brasil, o desemprego atingiu níveis estratosféricos, a inflação voltou. E os serviços públicos de primeira necessidade (segurança, saúde e educação) viraram (e continuam até hoje) um caos.
Se Juazeiro hoje tem destaque no cenário de desenvolvimento do Nordeste isso se deve unicamente à iniciativa privada. Os edifícios que mudaram a fisionomia de Juazeiro, os grandes empreendimentos comerciais, com destaque para os hipermercados, Shopping Center etc. veio tudo da iniciativa privada. As Universidades privadas são exitosas, as públicas estão estagnadas no tempo e no espaço...
Essa lei oriunda da Assembleia Legislativa, diminuindo a área territorial do minúsculo município de Juazeiro é o atestado claro daquilo que Ronald Reagan constatou: “O governo não é a solução para os problemas da sociedade, é o problema”.
Claro que essa lei absurda será revogada! Mas que fique, pelo menos, a lição: não devemos esperar grande coisa das administrações públicas, todas elas estão  hoje desacreditadas.

O Carnaval – por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

          Semana próxima é o Carnaval. Como todos os anos, aproveitamos a ocasião para uma reflexão de ordem histórica e espiritual.
            Segundo uma teoria, a origem da palavra “carnaval” vem do latim “carne vale”, “adeus à carne”, pois no dia seguinte começava o período da Quaresma, tempo em que os cristãos se abstêm de comer carne, por penitência. Daí que, ao se despedirem da carne na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas, se fazia uma boa refeição, com carne evidentemente, e a ela davam adeus. Tudo isso, só explicável no ambiente cristão, deu origem a uma festa nada cristã. Vê-se como o sagrado e o profano estão bem próximos, e este pode contaminar aquele. Como hoje acontece com as festas religiosas, quando o profano que nasce em torno do sagrado, acaba abafando-o e profanando-o. Isso ocorre até no Natal e nas festas dos padroeiros das cidades e vilas. O acessório ocupa o lugar do principal, que fica prejudicado, esquecido e profanado.
         O Carnaval poderia até ser considerado uma festa pitoresca de marchinhas engraçadas, de desfiles ornamentados, um folguedo popular, uma brincadeira de rua, uma festa quase inocente, uma diversão até certo ponto sadia, onde o povo extravasa sua alegria. Mas, infelizmente, tornou-se também uma festa totalmente profana e nada edificante, onde campeia o despudor, as orgias e festas mundanas, cheias de licenciosidade, onde se pensa que tudo é permitido, onde a imoralidade é favorecida até pelas autoridades, com a farta distribuição de preservativos, preocupadas apenas com a saúde física e não com a moral.
        A grande festa cristã é a festa da Páscoa, antecedida imediatamente pela Semana Santa, para a qual se prepara com a Quaresma, que tem início na Quarta-Feira de Cinzas, sinal de penitência. Por isso, é a data da Páscoa que regula a data do Carnaval, que precede a Quarta-Feira de Cinzas, caindo sempre este 47 dias antes da Páscoa.
        Devido à devassidão que acontece nesses dias de folia, muitos cristãos preferem se retirar do tumulto e se entregar ao recolhimento e à oração. É o que se chama “retiro de Carnaval”, altamente aconselhável para quem quer se afastar do barulho e se dedicar um pouco a refletir no único necessário, a salvação eterna. É tempo de se pensar em Deus, na própria alma, na missão de cada um, na necessidade de estar bem com Deus e com a própria consciência. “O barulho não faz bem e o bem não faz barulho”, dizia São Francisco de Sales.
        Já nos advertia São Paulo: “Não vos conformeis com esse século” (Rm 12,2); “Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso, apreciam só as coisas terrenas” (Fl 3, 18-19); “Os que se servem deste mundo, não se detenham nele, pois a figura deste mundo passa” (cf. 1 Cor 7, 31).
      Passemos, pois, este tempo na tranquilidade do lar, em algum lugar mais calmo ou, melhor ainda, participando de algum retiro espiritual. Bom descanso e recolhimento para todos!
 
(*) Dom Fernando Arêas Rifan é Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney - Campos de Goytacazes (RJ)

Nosso bem mais precioso - Por: Emerson Monteiro

A vida, este nosso bem mais precioso. A vida, a existência, a individualidade. Pois sem ela seríamos nada, a escuridão que antecedeu as luzes da Criação. Não teríamos chance alguma de pensar, sentir, amar. Nem de considerar as possibilidades de todos os outros bens. Seríamos inexistência absoluta. Portanto só depois vêm os demais requisitos de viver: saúde, riqueza, poder, amizade, família, sexualidade, amor, arte, sonhos, etc.

E considerar quantas vezes intentamos desistir de continuar perante a vida. Tantos desânimos, frustrações e agruras em manter o barco no curso diante de obstáculos e dores de existir. As tais dores do mundo, de que fala o filósofo, pois os limites da emocionalidade, quando se apresentam, rasgam a paz de meio a meio, indicando temporadas de testes.

Porém fugir de quê, quando sem nós nada somos?! Sem a existência seríamos tão só inconsciência pura e ausência dos meios mínimos de refazer as jornadas infelizes. O espírito fora da carne significa período errante pelo Infinito, à espera de novas oportunidades do reencontro da existência física, oceano de chegar ao porto seguro da realização do Ser de que somos protagonistas desde sempre.

Abandonar o trilho das horas e sentar num canto de calçada onde ficar fora do palco à espera das novas chances... Que perdição de tempo útil do viver da existência, eis o que seria largar o presente pelas indecisões abstratas, porquanto a vida vale qual oportunidade exclusiva de continuar até resolver os impasses e motivos às vezes do desânimo. A moeda forte de abrir o firmamento dos novos dias.

Assim, vamos descobrir e reconhecer esta sagração absoluta do Universo de dentro de nós, a parcela mais importante do Mistério e foco de tudo quanto há, desde lugares, emoções e do tempo. Amar, amar muito a si e aos demais. Apreciar existir sob a condição de reconhecer o quanto de preciosidade incondicional temos nas mãos, a essência plena e razão da maior Felicidade.

22 fevereiro 2017

Depois da capela do Parque Grangeiro, agora o Seminário Diocesano adquire nova imagem de São José

A primeira a adquirir uma bela imagem (de resina e fibra de vidro) do Patriarca São José foi a capela de Nossa Senhora da Conceição, do bairro Parque Grangeiro. Seguindo o exemplo dos fiéis daquela capela, agora foi a vez dos católicos que frequentam a igreja do Seminário São José comprar uma imagem idêntica (foto acima).
Parabéns aos padres que administram a capela do Seminário São José de Crato. Na festa do padroeiro do bairro do Seminário, a ocorrer no próximo mês de março, a nova imagem presidirá as comemorações dos festejos.

Abaixo, à direita,  a imagem da Padroeira,  Nossa Senhora da Conceição,  que pontifica no altar-mor  da capela do bairro Parque Grangeiro. Tanto a imagem de São José, como a da padroeira - Nossa Senhora da Conceição - são belíssimas.

Correios emitem dois selos comemorativos relacionados ao Cariri cearense (postado por Armando Lopes Rafael)

No apagar das luzes de 2016, a Central Filatélica dos Correios do Brasil  procedeu à emissão de dois lançamentos de selos comemorativos. A primeira emissão foi em homenagem ao GeoPark Araripe e a segunda homenageou o político Miguel Arraes de Alencar, por motivo do seu centenário de nascimento.

1ª emissão: dois selos sobre o GeoPark Araripe
Ao lado, os dois selos e o carimbo comemorativo que homenagearam o GeoPark Araripe

Nessta emissão, os Correios apresentam o GeoPark Araripe, abordando a importância biológica, geológica e paleontológica desse fantástico universo natural do nordeste brasileiro. Criado em 2006, é o primeiro geoparque nas Américas reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO.

Patrimônio Paleontológico
O território de 6 (seis) municípios que compõem o GeoPark Araripe tem uma história natural de milhões de anos, cujas paisagens foram marcadas pela junção e separação (ainda em curso) entre a América do Sul e a África. Uma história que viu a estruturação geológica da maior bacia sedimentar interior do território brasileiro, a bacia sedimentar do Araripe, que recebeu a influência de águas marinhas, cuja relação deixou estemunhos únicos nas telas rochosas desse verdadeiro museu a céu aberto.
Assim, no GeoPark Araripe, projeto da Universidade Regional do Cariri (URCA) estão dois dos principais depósitos fossilíferos do Brasil e do mundo: as formações Crato e Romualdo, com incríveis exemplares expostos no Museu de Paleontologia da URCA.
Na Formação Crato, constituída principalmente por calcários laminados, são encontrados os mais variados grupos de seres vivos, como também é abundante o número de fósseis por metro quadrado, bem preservados com tecidos moles, comprimidos ou em forma de impressões.
A Formação Romualdo é constituída por folhelhos com níveis de concreções carbonáticas, nas quais, em muitas delas, são encontrados fósseis, a maioria peixes, e também, conta com a presença incrível de pterossauros, quelônios, crocodilomorfos, dinossauros e plantas.
Juntas, essas formações são consideradas um Konservat Lagerstätte, ou seja, seus estratos apresentam fósseis em excelente estado de preservação, e compõem parte do singular patrimônio natural do Cariri cearense, cuja conservação faz parte dos objetivos básicos do GeoPark Araripe.

Fóssil de Libélula
A libélula, símbolo do Museu de Paleontologia da URCA, em Santana do Cariri-CE, é um dos mais belos e impressionantes fósseis que compõe o acervo desse museu e é um verdadeiro ícone do GeoPark Araripe e da paleontologia brasileira.
No passado, há pelo menos 120 milhões de anos, no entorno de um grande lago, diversas espécies de libélulas planavam sobre suas águas. Os fósseis de libélulas da Formação Crato, são extremamente semelhantes às libélulas encontradas na Chapada do Araripe nos dias de hoje. Esses insetos fazem parte do grupo Odonata, que possui um ciclo de vida estreitamente ligado aos corpos d’água e que surgiu no Paleozoico, conservando, até hoje, as mesmas características morfológicas gerais.

Fóssil de Mariposa
As mariposas, conhecidas cientificamente como Lepidoptera, já voavam pelos ares da região que hoje é o Cariri no Cretáceo Inferior, principalmente durante a deposição dos calcários laminados da Formação Crato. Fósseis de Lepidoptera são extremamente rarosnessas rochas, sendo que a grande maioria dos fósseis encontrados são de asas isoladas.
Dessa forma, esse belíssimo exemplar do Museu de Paleontologia da URCA é único devido à preservação excepcional de todo o corpo do animal, inclusive com partes delicadas, como as antenas. O mais extraordinário desse fóssil é a preservação do padrão de cor das asas da mariposa.

Informações prestadeas pelos professores:
Álamo Feitosa Saraiva
Coordenador do Laboratório de Paleontologia
(Ciências Biológicas/URCA)
Flaviana Jorge de Lima
Laboratório de Paleontologia da URCA
Marcelo Martins de Moura Fé
Diretor Executivo do GeoPark Araripe
Laboratório de Geomorfologia e Pedologia (DEGEO/URCA)


2ª emissão centenário de nascimento de Miguel Arraes de Alencar
Acima, o selo e o carimbo comemerativo homenageado Miguel Arraes

Miguel Arraes de Alencar era cearense de nascimento, mas construiu sua carreira política em Pernambuco e se tornou um dos maiores expoentes da esquerda brasileira.
Foi deputado estadual, federal e governador de Pernambuco por três vezes. Arraes nasceu no dia 15 de dezembro de 1916, em Araripe, Ceará, onde frequentou os primeiros anos de escola.
Em 1932, concluiu o curso secundário no Colégio Diocesano, no Crato, também no Ceará, e em seguida mudou-se para a capital pernambucana. No Recife, foi aprovado num concurso público para o hoje extinto IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool).Foi no IAA que Arraes conheceu Barbosa Lima Sobrinho, seu ex-presidente, e que o levou para a vida pública.
Em 1948, Miguel Arraes aceitou convite do então governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho, para ocupar o cargo de secretário estadual da Fazenda. Dois anos depois, disputou sua primeira eleição para deputado estadual e ficou na suplência,vindo depois a ocupar a cadeira. Em 1958, conquistou uma vaga de titular na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
No governo de Cid Sampaio, em 1959, voltou à Secretaria da Fazenda como titular. Nesse mesmo ano, foi convocado pelas forças progressistas para ser candidato a prefeito do Recife e se elegeu para seu primeiro mandato executivo.
Em 1962, depois de uma administração aprovada pela população da capital, Miguel Arraes foi eleito pela primeira vez para governar Pernambuco.
No seu governo (que não chegou a concluir), Miguel Arraes implantou programas de destaque na área de educação e no setor rural. O Acordo do Campo, assinado em seu gabinete, teve como princípio a implantação da justiça na relação trabalhistados canavieiros com os donos de usinas.
No dia primeiro de abril de 1964, Arraes foi deposto pelo Golpe que instituiu a ditatura militar no Brasil. Depois de ficar preso em quartéis do Recife e da Ilha de Fernando de Noronha, seguiu em 1965 para o Rio de Janeiro onde pediu asilo na Embaixadada Argélia. Ao lado da família, passou 14 anos exilado na capital argelina. Retornou ao Brasil em 1979, quando foi decretada a anistia pelos militares golpistas que estavam sendo pressionados por vários setores da população brasileira.
De volta ao Recife, Arraes retomou sua trajetória política, se filiando ao PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Foi eleito deputado federal em 1982. Em 1986, ainda pelo PMDB, Miguel Arraes foi eleito pela segunda vez para governarPernambuco. Em 1990, já filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), do qual presidente nacional, Arraes foi eleito, novamente, deputado federal, com a maior votação proporcional do país.
Em 1994, foi eleito pela terceira vez governador de Pernambuco. Quatro anos depois de perder a reeleição para o quarto mandato de governador, Arraes elegeu-se mais uma vezdeputado federal.
Morreu aos 88 anos, no dia 13 de agosto de 2005, no exercício do mandato, depois de passar quase dois meses internado no Hospital Esperança, no bairro da Ilha do Leite, na área central do Recife.
(Postado por Armando Lopes Rafael)

A fortuna das boas iniciativas - Por: Emerson Monteiro

Nunca é demais o uso das palavras na intenção de propagar valores positivos, tão esquecidos nesses tempos de sensacionalismo infeliz.  Falar do que seja bom, das possibilidades infinitas em nossas mãos do gosto alegre pela existência, da coragem de pelejar com dignidade, trabalhar com honestidade e disposição, fugir da preguiça e da acomodação. Fora tempos de sabedoria pai dégua, do quanto pior melhor, enganos destrutivos e sacanas. Chega o período da renovação da história, de passar a limpo os fracassos e praticar o bom ânimo. Fora as mazelas dos escrotos e porcalhões, viciados e ganhadores à custa da paz alheia. Hora de revisar avaliações equivocadas e desvendar o mistério da virtude no seio da Natureza mãe, justa e fiel.

Todo esse poder mora em Si, no âmago dos corações em festa, na religiosidade humana imortal. Quem apostou na divisão entre o ego e o Eu quebrou a cara. Eles, invés de inimigos, são complementares. Quem fez, afundou o próprio destino, pois agora vem pagar a conta daquilo que engoliu pelo buraco errado, porquanto existe, sim, um Ser Soberano que a tudo rege e domina dentro da absoluta determinação, e impera bem aqui no centro do Universo que somos cada um dos habitantes deste chão. Quem imaginava esconder nos escombros dos erros o anonimato dançou feio, vez que haveria o momento de receber o preço que pagou pela descrença da ignorância. Os tempos são chegados bem no íntimo da Verdade imbatível.

São as tais circunstâncias de que tudo ocupa seu lugar no espaço do tempo e dos acontecimentos. Cabe agora abrir o senso do desejo e querer viver em harmonia sob as leis do Eterno, e continuar. Isto de há muito vem sendo avisado nas cartas dos santos, na voz das injustiças que clamam correção e amor. Ninguém percorrerá outros caminhos além da vontade maior que pulsa no  seio da mais limpa consciência, pois.

21 fevereiro 2017

Sede do Absoluto - Por: Emerson Monteiro

Vala comum dos humanos, por que sabem das teorias, a prática sempre fica devendo revelar a verdade. Ainda desse modo, no entanto querem mais e mais. Aliás, desejam ardentemente respostas consistentes a propósito de quase tudo, sem obter êxito suficiente. Estejam todos bem, satisfazem o estômago, as partes baixas, a vaidade, e o resto deixam ficar num largo depois. Correm feitas máquinas, buscando satisfazer os objetivos imediatos, porém logo adiante dão de cara com o bicho Tempo, espécie de areia movediça que iguala os gregos e os troianos na tal vala comum de que falamos.

Bom, mas a intenção principal do comentário é avaliar a carência enorme que persegue os humanos de achar as respostas definitivas ao conceito de absoluto, neste mar de relatividades. Distribuir as palavras nas ações e gozar do direito de ter paz, por saber de onde vêm, o que fazem aqui e para onde irão. Só tudo saber, fonte dos suspiros absolutistas. Saber, afinal, o objetivo das razões que nos dominam.

Contudo passamos longe de encontrar as fórmulas mágicas que resolvam a equação fundamental. Isso leva indivíduos a ideias quais: náusea de viver, angústia, desespero, fastio, vazio interior, depressões variadas, bem ao gosto dos filósofos da existência, os existencialistas. Dizer e fazer, achar o caminho.

Nesse momento, insistir na vontade das respostas sólidas, todavia impossíveis. A gente avança, pois, devagar nesse aprendizado de viver. Sofre e quer saber os motivos. Reza, clama, medita, reflete, pratica boas obras, estuda, ouve os sábios, ler livros, aguarda, aguarda... Vão horas e horas na aventura de conhecer, olhos postos no horizonte. Quantos rios de esforço terão, por isso, de aferventar e beber e diminuir a secura de nossos lábios, à luz da libertação do misterioso Infinito?!

Geraldo Urano na revista Cariri

O site da revista Cariri republicou o artigo de autoria do médico e escritor José Flávio Vieira, intitulado “Sou um sapo que engoliu uma estrela”, que presta uma homenagem ao poeta Geraldo Urano. O artigo foi originalmente publicado em uma rede social da Internet no dia do falecimento do poeta.

Também, cita e linka o artigo de autoria do historiador Carlos Rafael Dias que "conta um pouco da vida de Geraldo, cita algumas de suas poesias e analisa a importância do poeta para a história e as artes do Crato", publicado no Blog do Crato.

Ainda, publicou um vídeo onde Geraldo Urano e o cantor e compositor cratense Luís Carlos Salatiel interpretam uma parceria musical dos dois.

Confira: http://caririrevista.com.br/sou-um-sapo-que-engoliu-uma-estrela/

Geraldo Urano – por Olival Honor de Brito

Os poetas não morrem. Atendendo ao seu chamamento, emudecem e se transferem ao Olimpo, a morada bendita dos Deuses e das Musas, para o convívio eterno da felicidade, nos braços abençoados da Poesia. Foi assim com Geraldo Urano, o genial Menestrel do Parque Municipal. Aos 63 anos de idade, achava ter ainda muitos versos a decantar. Por isso para seu cunhado, mestre dos pincéis e das tintas, seu último poema, rogando: NÃO ME DEIXEM MORRER! (Esquecido ele próprio de sua condição de IMORTAL POETA DO CRATO).

Foi ali que o conheci, no romântico bosque onde viveu muitos anos. A ele, à sua mãe, Dona Erice, de quem Geraldo herdou a vocação, às suas cinco irmãs, das quais me tornei amigo, apresentado por uma das muitas musas daquele logradouro famoso, palco glorioso onde uma mocidade vibrante e inteligente, viveu com ele as artes cênicas, a pintura, a música e a poesia, no doce encanto de uma juventude idealista, agora imortalizada por Geraldo Urano.

Crato, 12.02.2017

Olival Honor de Brito

20 fevereiro 2017

Reconquistar a autoestima - Por: Emerson Monteiro

Os tempos representam, pois, papel importante no que vemos e ouvimos no momento atual do País. Qual hecatombe de consequências imprevisíveis, instituições inabaláveis perderam a credibilidade e o rastro de estrago persiste através da mídia, que insiste ferir de morte a nacionalidade diante dos sintomas da descrença que parece varre o mundo.

Processos judiciais momentosos, investigações de âmbito jamais imaginado, valores políticos e sociais feridos e líderes antes respeitados que passaram à outra margem do descrédito de pecados mil. Ventos arrasados percorrem os caminhos da vida pública, a ponto de antes importantes personalidades hora habitar as grades dos presídios, isto dentro da maior sem cerimônia.

Claro que tudo isso dói e constrange os sonhos da nossa história ufanista, pede alternativas e desperta vontade extrema de nomes dignos que comandem os destinos dessa gente bronzeada, honrada e trabalhadora, contribuinte fiel do Erário e valiosos cidadãos a preservar a continuidade dos dias a troco de largos custos e esforços.

Somos dos que acreditam em dias mais venturosos, onde seres humanos deixem de ser fera da raça e disponibilizem matéria prima de sonhos em dias de felicidade, alegria e paz. Cabe-nos a todo vigor encetar as possibilidades que alimentam a qualidade coletiva dessa gente. Trabalhar com afinco sob o prisma da responsabilidade, com práticas de justiça e fidelidade.

Este momento já está na ordem do dia das razões brasileiras de saber reverter a todos o direito à vida harmoniosa, livre de temores e traições. Há que vermos o pavilhão nacional tremular na gávea longe das perversidades dos maus elementos que avançaram nos dotes gerais e agora exigem que tomemos a gosto os direitos e os deveres dos homens públicos decadentes.

Providenciemos logo cedo os instrumentos de soberania e construamos  aqui o Coração do Mundo a e Pátria do Evangelho, a terra donde jorra leite e mel, lugar da esperança e da fé, morada dos justos do Terceiro Milênio.

O primeiro livro que ganhei – por Armando Lopes Rafael

   Nunca esqueci o primeiro livro que recebi de presente. Era um volume fino e comprido, produzido em papel couché. Tinha uma capa grossa e por titulo “A Filha do Rio Verde”, da escritora Lúcia Miguel Pereira (foto ao lado). Profusamente colorido, meu primeiro livro contava a história de uma menina que um dia subiu num peixe e foi descendo o Rio Verde para conhecer novas paisagens, ou seja, para descobrir o mundo. Eu devia ter por volta de 6 a 7 anos quando recebi aquele livro. Foi-me presenteado por meu pai, Antônio Rafael Dias. Meu pai era um entusiasta dos livros. E com aquele presente queria incentivar-me ao hábito da leitura. Hábito que se tornou presente no meu modo de vida até os presentes dias do ano da Graça de 2017.
   No entanto, só muitos anos depois, senti a plenitude daquele gesto do meu pai. Homem pobre, com muitos filhos para criar, o livro que me presenteara – adquirido numa livraria de Crato, em meados dos anos cinquenta – deve ter custado a ele um bom dinheiro, dado o seu modesto salário. Em troca, restou em mim uma doce recordação que guardei ao longo da minha existência.
   Por que estou escrevendo isso? É que anos atrás, recebi um exemplar do Jornal da ANE-Associação Nacional dos Escritores, entidade, àquela época, presidida por José Peixoto Júnior, intelectual caririense, originário do distrito de Cariri mirim (também conhecido por Caririzinho) um vilarejo localizado no lado pernambucano da Chapada do Araripe.
   No jornalzinho da ANE estava publicado um artigo sobre Lúcia Miguel Pereira, a autora do livro “A Filha do Rio Verde”. Constava, no jornal, a seguinte informação: “Miguel Pereira, o grande médico brasileiro das duas primeiras décadas do século passado, teve uma vasta prole. Lúcia Vera, ou apenas Lúcia, como ela mesmo se encarregou de simplificar, foi a segunda dos seus seis filhos, precedida apenas pela irmã Helena. Nascida em 12 de dezembro de 1901, era mineira por acaso. Sua mãe, para fugir do calor do verão do Rio de Janeiro, passava uma temporada em Barbacena, quando deu à luz, sem tempo de voltar ao Rio para fazê-lo, como era seu desejo”.
Lúcia Miguel Pereira tornou-se escritora ainda adolescente. Em 1936, escreveu e publicou o livro “Machado de Assis–estudo crítico e biográfico”. Escreveu também uma biografia do poeta Gonçalves Dias, intitulado “Prosa de Ficção”. É autora de quatro ivros infantis. Ao todo foram mais de quarenta livros da sua lavra.
O artigo do Jornal da ANE, sobre Lúcia Miguel Pinheiro, foi encerrado assim: “Filha exemplar, companheira perfeita, mãe e avó incomparável, amiga atenta e presente, intelectual e escritora como poucas o Brasil conheceu, a vida de Lúcia Miguel Pereira, encerrada tragicamente, ao lado do seu amado, em 22 de dezembro de 1959, encontrou sua melhor definição na síntese irretocável que sobre ela produziu seu primo e discípulo Antônio Cândido de Mello e Souza: “Lúcia foi um ser de exceção”.
Lúcia e o marido faleceram num acidente com um avião em que viajavam. Este caiu em Ramos, um bairro da zona norte do Rio, devido a uma colisão, motivada por erro de Eduardo da Silva Pereira, piloto da FAB, que tinha apenas 19 horas de voo.
Para mim, na minha meninice, Lúcia Miguel Pereira fez-me descobrir os livros, povoando meus sonhos infantis, com a obra que escreveu sobre Esmeralda, uma menina montada num enorme peixe, descendo o Rio Verde, descobrindo novas paisagens, descobrindo o mundo...

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael.

18 fevereiro 2017

Geraldo Urano homenageado em praça pública

Programa Rapadura Culturarte presta tributo ao poeta-maior de "Craterdã"

Fotos: Carlos Rafael Dias

O programa  Rapadura Culturarte, promovido e apresentado pelo professor Jorge Carvalho, prestou uma singela homenagem ao poeta Geraldo Urano, falecido no último dia 5 de fevereiro.
O evento, ocorrido na manhã deste sábado, 18, na praça Siqueira Campos, centro do Crato, foi prestigiado por um significativo público.
Com a presença de familiares do poeta, diversos artistas celebraram, com música e poesia, a obra e a vida  de Geraldo Urano, conforme se vê pelas fotos abaixo:

 "Varal" com imagens de várias fases da vida do poeta

Prof. Jorge Carvalho, apresentador do Rapadura Culturarte

De poeta para poeta (1): Olival Honor ler crônica para Geraldo

 João do Crato e Abidoral Jamacaru na órbita uraniana

 João do Crato canta Urano: do regional ao universal

 De poeta para poeta (2): Lupeu Lacerda recita Geraldo Urano

 João Paulo (violão): o sobrinho-parceiro

 Familiares e amigos de Geraldo: Heron Aquino (cunhado), Ana, Fátima e Claudinha (irmãs), Márcia Figueiredo e Roberto Jamacaru (amigos de infância)
 
 Mais amigos: Jorge Carvalho, Carlos Rafael, Lupeu Lacerda e Jô Garcia

Márcia Figueiredo, Olival Honor, Abidoral Jamacaru, Victor e Roberto Jamacaru

Monsenhor Edimilson será sagrado bispo no dia 22 de abril próximo

A Sagração Episcopal do monsenhor Francisco Edimilson Neves Ferreira, recém nomeado bispo da diocese de Tianguá, deve acontecer às 17h, do sábado dia 22 de abril, na Catedral Nossa Senhora da Penha, igreja mãe da diocese de Crato.
A celebração terá como sagrante o bispo emérito da diocese de Crato, dom Fernando Panico. Dom Gilberto Pastana de Oliveira e dom Francisco Javier Hernandez Arnedo serão os consagrantes principais.
A nomeação do monsenhor Edimilson Neves como bispo foi anunciada na última quarta-feira, dia 15 de fevereiro.
Fonte: Patrícia Silva

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