xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> O pecado e a Consciência - Por: Emerson Monteiro | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 janeiro 2017

O pecado e a Consciência - Por: Emerson Monteiro

Qual macaco vadio, invade o salão branco da Consciência e sai destruindo tudo levado da breca, feito touro bravio em loja de porcelana, a confrontar o que lhe vem à frente. Bichos desengonçados, colhe nas suas malhas a irresponsabilidade dos incautos e devora o sonho, abandonando lástimas ao relento. O custo disso aparecerá na sequência dos acontecimentos, deixando peias do fracasso. Quisera, no entanto, cobrir o Sol com a peneira; usar um pouco de lama e fuligem aqui ali acolá, insuficiente a trazer tranquilidade ao céu das almas nas culpas do remorso.

Há um livro de Albert Camus que reflete tais circunstâncias, o peso nas consciências. A queda, eis o título. Ele, o titular da história, cruzava uma ponte, noite tardia, quando avista pessoa em gesto suspeito de quem quer abandonar a vida. Ver a situação, reconhece o quanto de risco o outro corria naquele instante, porém se faz desentendido, indiferente. Passa perto, com chances de evitar o desenlace, e nada faz, ciente do que implicava se jogar no rio gelado, turbulento. E deixa acontecer. Com isto, ainda ouve a pouca distância o som mórbido da queda do corpo.

Daquela data em diante, no entanto, jamais desfrutará de paz, se sabendo o único que testemunhara a ocorrência. E carregará a marca da omissão face ao desespero, conivente que fora perante o desvario da vítima. A partir do dia em que fiquei alerta, veio-me a lucidez, recebi todos os ferimentos ao mesmo tempo e perdi de uma só vez as minhas forças. O universo inteiro pôs-se então a rir à minha volta.

Nem a morte vencerá, pois, a fraqueza da derrota do homem, que reclamará todo tempo do pecado que acumpliciou e escondeu na indiferença. Lembrar que um dia trouxera consigo, e perdera, a Salvação da boa paz. Adeus.

(Ilustração: Munch, O grito).

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