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03 janeiro 2017

Com "Corações ao Alto", fiéis se despedem de Dom Fernando e acolhem seu sucessor, Dom Gilberto: “Venha o Teu Reino”

Fonte: Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato
 A celebração litúrgica da solenidade que faz memória à Santa Mãe de Deus, neste domingo, o primeiro do ano, foi ainda mais permeada de sentimentos e significados.

   Reunidos na Igreja Catedral de Nossa Senhora da Penha, vindos dos mais variados recantos da Diocese de Crato, fiéis se despediram do agora bispo emérito, Dom Fernando Panico, ao mesmo tempo em que, agradecidos e jubilosos, acolheram o seu sucessor, Dom Gilberto Pastana.
   À cerimônia, estiveram presentes o arcebispo de Teresina (PI), Dom Jacinto Brito, e o bispo emérito de Cajazeiras (PB), Dom José Gonzalez, além de todo o clero diocesano, seminaristas, religiosos e religiosas, leigos e leigas.
   Ao despedir-se da diocese, a qual pastoreara durante quinze anos e meio, inspirado no Cântico Evangélico de Zacarias, e com o coração repleto de gratidão e de emoção, Dom Fernando bendisse, louvou e agradeceu a Deus.

Já o 6º Bispo de Crato, Dom Gilberto Pastana de Oliveira, pronunciou a seguinte mensagem:

"Ao assumir nesta data a Diocese de Crato, como seu sexto bispo, sejam de gratidão as minhas primeiras palavras. Agradecimento primeiramente a Deus, pelo dom da vida e da vocação; aos meus pais e à minha família, que cuidaram de mim e me educaram na fé católica. Gratidão a inúmeras pessoas que Deus colocou na minha vida, como sinal do seu infinito amor.
Tenho consciência de que estou numa terra abençoada e sobre a qual Deus tem seus insondáveis desígnios, pois, para os índios que habitavam a região, o vale do Cariri cearense já era “território sagrado”. Nos primeiros anos do século XVIII, quando teve início a colonização do Vale do Cariri, núcleo central da atual Diocese de Crato, a Igreja Católica Apostólica Romana já exercia sua influência sobre a população residente nesta porção do território cearense. Situado em meio à seca e às agruras do semiárido nordestino, o Cariri cearense, com seu clima temperado, suas fontes de águas cristalinas, suas terras verdes e férteis, é rodeado pela Chapada do Araripe, donde vem a poética tradução da palavra indígena Araripe, que significa: “lugar onde nasce o dia”. 

     É sob a égide da espiritualidade cristã que o dia continua nascendo na Chapada do Araripe! Para cá, já no segundo quartel do século XVIII, foram enviados os franciscanos capuchinhos para organizarem as missões, com objetivo de catequizar os índios aqui residentes. Foi assim que surgiram a Missão Velha e a Missão do Miranda, esta última origem da atual cidade de Crato.

Vem daquele remoto tempo, aqui no Cariri, a devoção, à Virgem Maria, sob a invocação da Mãe do Belo Amor. Foi esta a primeira invocação mariana no sul do Ceará. A histórica imagenzinha da Mãe do Belo Amor ainda é guardada – em perfeito estado de conservação – nesta catedral.   Por volta de 1745, já existia também nesta igreja, a imagem de Nossa Senhora da Penha, padroeira desta cidade e da nossa diocese. É a mesma imagem que percorre as ruas desta cidade na procissão da festa da Padroeira, no dia 1º de setembro.
           
        No decorrer dos tempos, e até os dias atuais, plasmou-se, nestas terras, uma cultura profundamente católica. Todas as conquistas desta região, que redundaram em progresso e desenvolvimento para seu povo, foram iniciativas, ou receberam a chancela da Igreja Católica.
        Mesmo nos dias atuais – quando predominam os meios de comunicação e a globalização – o Cariri continua se destacando no cenário cultural do Nordeste pelas romarias, os festejos religiosos, as manifestações da tradição popular, os folguedos, os poetas e cantadores. Conserva-se a memória da religiosidade do seu povo, a exemplo da experiência comunitária do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, organizada pelo Beato José Lourenço e tantas outras manifestações.

       Desde que fui designado Bispo Coadjutor de Crato, procurei informar-me sobre esta centenária diocese. E ainda hoje, passados mais de cinco meses, tendo já visitado todas as paróquias, vez por outra ainda me surpreendo com fatos ou informações sobre esta região e sua Igreja Particular. São grandes os desafios desta Diocese, detentora de uma extensão territorial de quase 18 mil quilômetros quadrados, onde residem cerca de um milhão e vinte e cinco mil pessoas, distribuídas em 32 municípios e 57 paróquias.

      Ao longo dos seus 102 anos de existência esta Diocese foi administrada por cinco pastores, cujos nomes cito e reverencio com respeito e elevada gratidão.  A Dom Quintino, Dom Francisco, Dom Vicente, Dom Newton e Dom Fernando, com quem tive a alegria de conviver estes meses, o nosso reconhecimento e agradecimento pelo generoso labor pastoral que eles nos doaram e pelos seus testemunhos de fé sólida, de piedade e de zelo, demonstrados no exercício do múnus episcopal.
        Iniciando hoje minha missão de Bispo Diocesano, quero destacar em primeiro lugar o chamado que o nosso mestre e Senhor Jesus Cristo, nos faz, para estar come Ele, conviver e se deixar renascer com Ele, e por Ele ser enviado à missão, para que “venha o teu reino”. Certamente contarei com a importante colaboração de todos vocês, Sacerdotes, Diáconos Permanentes, religiosos e religiosas, leigos e leigas engajados nas diversas pastorais e movimentos e demais colaboradores desta Igreja Particular.
          Cada um, indistintamente, encontrará no seu Bispo um pai a incentivá-los nas grandes e pequenas realizações pastorais, em união diante das dificuldades de toda sorte. Buscarei sempre animar, consolar e quando necessário, corrigir com firmeza, na caridade, tendo em vista o amadurecimento progressivo no exercício do Ministério, para o bem de toda a Igreja.
    Vale aqui recordar Santo Agostinho quando dizia: “Para vós sou bispo, convosco sou cristão. “Ser cristão não é conquistar Cristo, mas deixar-se conquistar por Ele. Deixa que Ele conquiste em ti, que Ele conquiste para ti, que Ele te conquiste:

    É vivendo como cristão que vamos construindo a Igreja de Cristo, que nosso querido Papa Francisco define-a como “uma mãe que guarda Jesus com ternura, e O dá a todos com alegria e generosidade. Nenhuma manifestação de Cristo, nem sequer a mais mística, pode jamais ser separada da carne e do sangue da Igreja, da realidade histórica concreta do Corpo de Cristo. Sem a Igreja, Jesus Cristo acaba por ficar reduzido a uma ideia, a uma moral, a um sentimento. Sem a Igreja, a nossa relação com Cristo ficaria à mercê da nossa imaginação, das nossas interpretações, dos nossos humores. Amados irmãos irmãs! Jesus Cristo é a bênção para cada homem e para a humanidade inteira. Ao dar-nos Jesus, a Igreja oferece-nos a plenitude da bênção do Senhor. Esta é precisamente a missão do povo de Deus: irradiar sobre todos os povos a bênção de Deus encarnada em Jesus Cristo. E Maria, a primeira e perfeita discípula de Jesus, modelo de Igreja em caminho, é Aquela que abre esta estrada de maternidade da Igreja e sempre sustenta a sua missão materna destinada a todos os homens. O seu testemunho discreto e materno caminha com a Igreja desde as origens. Ela, Mãe de Deus, é também Mãe da Igreja, e por intermédio dela, é Mãe de todos os homens e de todos os povos”.

          A vocês fiéis desta diocese, Povo de Deus do sul-cearense, ovelhas, cuja missão de apascentar recaiu agora sobre meus ombros, dirijo uma palavra especial. Neste curto tempo de mútuo convívio posso dizer que já os admiro e tenho simpatia por vocês. É visível que vocês formam um povo marcado pelas dificuldades da sobrevivência, pela escassez da água, pela incerteza do dia de amanhã.
         E, apesar de todas essas dificuldades, sinto em vocês um povo bondoso, corajoso, resistente; homens e mulheres dotados de fé e confiança em Deus. Talvez resida nisso a têmpera forte que tão bem caracteriza o povo cearense e o povo nordestino.

       Espero que as dificuldades e perpelexidades deste mundo atual, divulgadas profusamente pelas redes sociais, não apague em vocês a propensão aos ideais de missionários. Que vocês conservem as virtudes da hospitalidade; que continuem a alimentar a sadia cultura vincada na religiosidade, já que esta exprime a confiança na Providência, na esperança e no amor a Deus, que é Pai de Misericórdia. 
Nesta terra nasceram e viveram pessoas boas e santas, que representam para nós ícones de caridade e serviço ao póximo, a exemplo do Padre Cícero, da menina Benigna Cardoso da Silva, do Padre Ibiapina e de tantos outros, cuja existência, mesmo no aninomato, representa bênçãos e nos animam a enfrentar as adversidades.

       Confesso-lhes também um sentimento de que chego com muitas expectativas da parte de vocês. Sinto que todos esperam muito de mim. Convido todos vocês, juntemos nossas forças, unamos nossas orações e compreendamos que só com o auxílio de Deus poderemos ajudar na construção de sua querida e desejada Igreja. Comprometida com a vida do povo. Igreja que tenha por alicerce a esperança; Igreja que nunca desanima e sempre segue adiante, apesar dos desafios. Vamos fortificar e criar comunidades cristãs, viver e expressar nossa fé, comunhão e participação em pequenas comunidades.

      Saúdo os leigos e leigas, unidos todos pelo santo Batismo que nos faz ter na Igreja a mesma dignidade. Tenho consciência de que sem um laicato adulto, atuante, discípulo e missionário, dificilmente cumpriremos essa missão.
Uma palavra de incentivo à família, a primeira e mais original formação social, invenção de Deus. Sem famílias estruturadas não teremos uma sociedade sadia. Sejamos Igreja doméstica.
Lembro-me, neste momento, de maneira especial dos jovens, que enfrentam tantas crises: na família, na sociedade, no mercado de trabalho, nas instituições. Sem a orientação cristã os jovens correm o risco de desanimar. Faço minhas as palavras ditas pelo grande Papa, São João Paulo II: “Não tenham medo, confiem em Deus, confiem em vocês mesmos”.

    Convido as religiosas (os) a continuarem seu comprometimento com a ação pastoral diocesana, associando à ação, os seus carismas. A riqueza espiritual da vida de seu fundador (a) será um grande testemunho. Sintam a alegria que brota da certeza de serem amados por todos nós.
E vós, seminaristas, bem sabeis que o seminário representa para a diocese um dos bens mais preciosos. Aproveitem bem este tempo de preparação para o ministério presbiteral. Sejam em primeiro lugar, Cristãos. Seguidores do Mestre Jesus. O seguimento de Jesus exige conversão e vida nova. Lembrem sempre disso.

     Aos diáconos permanentes, lembro o que o Documento de Aparecida sugere, que acompanhem “a formação de novas comunidades eclesiais, especialmente nas fronteiras geográficas e culturais, aonde ordinariamente não chega a ação evangelizadora”. Ordenados que foram para o serviço da caridade, da proclamação da Palavra de Deus e da Liturgia, espero contar com todos vocês para esta missão.
Aos meus primeiros colaboradores, corresponsáveis na missão especialmente os párocos e vigários paroquiais; apesar da sobrecarga de múltiplas tarefas assumidas, conto com sua generosa disposição a serem padre-pastor, dedicado, generoso, acolhedor e aberto ao serviço na comunidade. Vocês são um dom de Deus para a comunidade à qual servem, sendo autênticos discípulos de Jesus Cristo, porque só um sacerdote apaixonado pelo Senhor pode renovar e estimular a vida de seus paroquianos.
      O seu recente gesto renovando ao seu novo bispo “respeito e obediência”, toca também a mim, quando, com este sinal, comprometo-me a salvaguardar as suas mãos. Procurarei comportar-me com vocês como pai e irmão que os ama, escuta, acolhe, corrige, conforta, busca a colaboração e cuida o melhor possível de suas vidas.

     Por fim, tenho consciência de que a evangelização só será completa se nela incluirmos os pobres, os sofredores, os doentes, os encarcerados e as vítimas da dependência das drogas.  Deus ama os pobres e os excluídos. Acreditemos no amor de Deus por nós. Deus é bom! Deus não desiste de nós!
Amemos esta Igreja, sejamos esta Igreja, fiquemos nesta Igreja.
    Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

Dom Gilberto Pastana
Bispo Diocesano de Crato
“Venha o teu Reino”!

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