xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/12/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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27 dezembro 2016

A felicidade não se compra - Por: Emerson Monteiro

A verdadeira arte permanece, independente da transitoriedade das circunstâncias, dos acontecimentos que lhe deram origem e até da duração da existência física dos que a produziram. Em sentido inverso, a arte de qualidade duvidosa, além de não merecer classificação de arte, nasce com seus dias contados, por vezes virando lixo antes mesmo de ser conhecida.

Tal consideração quer falar de perto a propósito de um filme lançado em 1946, há mais de 60 anos, portanto, intitulado A felicidade não se compra, do diretor norte-americano Frank Capra, estrelado, dentre outros, pelo consagrado ator James Stewart, bem nos inícios de sua brilhante carreira.

A película em preto e branco, de duas horas e nove minutos, circulou o mundo e obteve das maiores consagrações do cinema em todos os tempos. Eis, então, uma obra de arte eterna, qual dissemos, isto em qualquer momento da história humana, digna de chegar aos apreciadores da beleza como bela mensagem de otimismo a toda prova, uma realização que encheu salas de exibição anos a fio em variados países.

Essa narrativa cinematográfica, oferecida ao público em uma fase de sofrimento coletivo recentemente provocado pela Segunda Guerra Mundial recém-finda, aborda momentos difíceis de uma família do interior dos Estados Unidos, atingida por sérias privações sem, no entanto, desistir da esperança e da firmeza da fé.

Um pai de família bem situado na vida se depara, de uma hora para outra, com obstáculos que lhe comprometem a rotina da família, diante da incompreensão de outros e adversidades sociais avassaladoras. 

O encaminhamento das situações segue numa escala de impossibilidades, e demonstra quase nenhuma chance ao êxito que, no desfecho emocional e clímax valioso, dar-se-á, em plena noite de Natal. 

Enquanto ocorrem os desdobramentos do roteiro, o diretor transmite, em estilo magistral, a grandeza de alma que sustenta o ânimo dos personagens, envolvendo também os espectadores nos passos geniais da transposição para a tela do livro homônimo, escrito por Philip Van Doren Stern.

Raros instantes da criação artística obtiveram, pois, as glórias que esse trabalho de Frank Capra veio, com justiça, merecer, a significar bom motivo de os apreciadores da sétima arte buscarem conhecer a destacada produção do cinema internacional.



O Cartão de Natal do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança ( por Armando Lopes Rafael)

Todos os anos o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, envia aos seus amigos e admiradores um bonito Cartão de Natal. Os temas escolhidos, para a impressão desses cartões do Príncipe, são sempre dentro da doutrina católica aliada a um resgate de episódios da história do Brasil.
Em 2016, Dom Luiz dissertou sobre São Pedro de Alcântara, o Padroeiro principal do Brasil. Hoje, poucas pessoas sabem que, logo após a Independência, o Imperador Dom Pedro I pediu ao Papa daquela época que decretasse como Padroeiro da nossa pátria o santo franciscano São Pedro de Alcântara. E isso, embora ele, o Imperador Dom Pedro I, já tivesse feito a consagração do Brasil a Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, em sua vinda de São Paulo para o Rio, logo após o 7 de Setembro de 1822.
Com o golpe militar que implantou a República no Brasil, São Pedro de Alcântara foi discretamente esquecido, provavelmente porque seu nome lembrava o dos imperadores e, além disso, mostrava o quanto havia de positiva ligação entre o Império e a religião católica.
Abaixo, fotos do Cartão de Natal de Dom Luiz de Orleans e Bragança, neste 2016:

Horácio de Matos - Por: Emerson Monteiro

À época heroica da Revolução de 30, as tropas vitoriosas dominavam passo a passo os rincões do Brasil e chegavam à Chapada Diamantina, onde confrontariam coronéis de jagunços armados até os dentes, nisto a prevalecer interesses da ordem antiga dos feudos, sem margem de pacificação. O mais importante dos caudilhos, Horácio de Matos, plenipotenciário e senhor de baraço e cutelo, absoluto das Lavras da Diamantina até as margens do Rio São Francisco, afrontara e vencera a Coluna Prestes, nos idos de 1926, à frente do pelotão denominado Batalhão Patriótico Chapada Diamantina, a pedido do então Governo Federal.

Assim, diante das sucessivas conquistas da Revolução, que na Bahia era coordenada por Juracy Magalhães, tratativas seriam desenvolvidas no sentido de que recolhessem armamentos e admitissem o novo poder.

De início e face ao que lhe solicitara o governo derrotado, Horácio de Matos ainda mobilizaria suas tropas em prol dos legalistas, porém conteria os ânimos e iniciaria negociações de rendição, no que, em confiança ao pacto de anistia oferecido pelos getulistas, incentivou os demais coronéis e jagunços a depor as armas, admitir o comando de Magalhães, e incólumes restariam sob a guarda dos vitoriosos.

Mas qual o quê! Mesmo de tal modo seriam aprisionados sem dó nem piedade. Preso pelo tenente Hamilton Pompa, Horácio de Matos é transferido a Salvador, contrariando tudo quando ficara estabelecido. Nenhuma resistência ocorreria mais, porquanto as armas e munições dos jagunços já estavam apreendidas e a região tomada de soldados. E sob o esforço das forças conservadoras, Horácio de Queiroz Matos obteria liberdade condicional, ficando, no entanto, proibido de sair da Capital baiana. Em 1931, ano seguinte, seria assassinado quando andava ao lado de sua filha mais velha pelas ruas de Salvador. Deixava, contudo, forte legenda na história do interior nordestino devido a liderança e disposição de luta que demonstrara durante toda existência.


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