xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 10/12/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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10 dezembro 2016

Situações bem humoradas - Por: Emerson Monteiro

José Luiz de França, Zeba, alfaiate conhecido e líder político de Crato, na época da antiga UDN, vereador de várias legislaturas e ex-presidente da Câmara Municipal, visitava, em noite de comício, as hostes gloriosa da sua agremiação na cidade de Nova Olinda.

Quando chamado ao microfone para discursar, Seu Zeba expressaria todo seu entusiasmo numa tirada espirituosa:

- Nova Olinda! Nova, porque és nova. Linda, porque és linda.

...

Ele, ao se hospedar na fazenda Condado, no Piauí, pertencente ao Dr. Antônio Araripe, de manhã cedo era visto pela esposa do dono da casa utilizando a escova de dente que a ela pertencia. Bem educada, a boa senhora considerou:

- Seu Zeba, essa que o senhor está usando é a minha escova.

Sem perder o tom sereno e grave, o político cratense retrucou:

- Eu sei, Dona Donita. Mas acontece que não tenho nojo da senhora, não.

...

Espedito Gurgel, esposo de Tia Nildes, irmã de meu pai, demonstrava constantes preocupações devido às atividades profissionais que desenvolvia em Crato, a ponto de se tornar desligado aos extremos.

Certa feita, defronte à Estação Ferroviária, subiu de jipe a Praça Francisco Sá, indo jogar o veículo em cima de um dos bancos daquele logradouro.

Rodeado por populares, no afã do acidente, ouviu alguém dizer:

- Está tudo bem, Seu Espedito?! Só o jipe é que estragou um pouco ali na frente.

Em face da observação, e ainda meio abalado, Tio Espedito retrucou:

- Jipe! Jipe! Que jipe?

...

Livreiro em Crato por mais de 60 anos, certa feita, Ramiro Maia recebia intelectual de Fortaleza, que lhe observava o estoque do comércio. Meticuloso, o visitante examinava os livros um a um, e avaliou com solenidade, indicando com gesto da mão:

- Conheço todos eles; por dentro e por fora.

Tranquilo, seu Ramiro apenas sorriu de leve e revidou:

- Conheço todos; mas só por fora.

Já está circulando nova edição da "Cariri Revista"

Já está sendo distribuída em todo o Cariri e na capital do Estado a mais recente edição da Revista Cariri, cuja matéria principal é uma grande homenagem ao médico Napoleão Tavares Neves. 
Um depoimento importantíssimo sobre sua vida, seus amores entre família, cidadania, hábitos e gostos. Leitura imperdível, especialmente para conhecer de perto o universo desse homem extraordinário, um servidor impenitente da sua profissão em busca do bem estar do seu próximo. 
Um grande contador de histórias é este caririense de muitos costados, um pesquisador nato da sua própria nordestinidade. De parabéns a redação de Cariri Revista por esta edição primorosa, especialmente por esta imagem de capa que é de grande fidelidade não só pelos traços fisionômicos, mas porque ela traduz na sua postura a simplicidade de um grande homem. 
(Postagem original "Coluna do Renato", no Portal do Juazeiro)

Quem é Napoleão Tavares Neves, na opinião de Emerson Lacerda

"Ele, um médico escritor, age com fidelidade no exercício dos seus talentos e logo na juventude foi chamado ao ofício da preservação do cotidiano. Apóstolo do que executa, cumpre propósitos de preservar a história da província caririense qual fez tão bem Afonso Daudet, no sul da França da segunda metade do século 19.

Dr. Napoleão, aos moldes do autor francês, por meio de crônicas e estórias desenvolvidas com habilidade, narra detalhes da época quando testemunha fiel, com técnica prudente e amadurecida.

Hoje nome destacado de nossas letras, desde as origens, no município de Barbalha, vindo de família tradicional dos engenhos, visualiza a riqueza da história ligada ao Ciclo da Cana de Açúcar, entremeada nas movimentações circunstanciais dos pés de serra onde passara a meninice.

Olhos clínicos, enxerga a poética da zona rural qual poucos artistas, o que esmera sob refinada qualidade e privilégio, em favor das gerações atuais e vindouras, sob leveza fluência digna dos registros que elabora. No empenho, pois, de substanciar esses aspectos essenciais do tempo nas letras, sustenta vivências num clima de carinho e estilo elegante, comunicativo e linheiro.

Além de publicar nos livros, revistas e jornais, também colabora amiudadamente no Jornal do Cariri, noticiário matinal da Rádio Educadora, em Crato, da responsabilidade do radialista Antônio Vicelmo, dono de larga audiência. Sempre traz a público novidades bem propositais, páginas eternizadas com inspiração.

Nessa religiosidade fruto da literatura pessoal dos interiores, vence o aprendizado das pessoas e a escrita oferece função de conservar os elementos principais das épocas, continuando aquilo que os séculos de comum triturariam. Porém o esforço sobre-humano dos autores detém a voracidade do desaparecimento na forma das obras da cultura humana.

O exercício do papel importante na interpretação e no acondicionamento desse material valioso da memória cabe aqui aos escritores, entre os quais, dizemos por dever de reconhecimento, que impera no Cariri o Dr. Napoleão Tavares Neves".
 

Em VEJA desta semana – delação: Jaques Wagner ganhou relógio de 25 000 dólares

Jaques Wagner (foto: José Cruz/Agência Brasil), ganhava presentes caríssimos da Odebrecht, mas também sabia retribuir, diz delator Cláudio Melo. Já em 2012, como presente de aniversário, Wagner ganhou da empreiteira um relógio Hublot, modelo Oscar Niemeyer, com a imagem do Congresso Nacional estampada no fundo, cujo valor é estimado em 20 000 dólares. A Odebrecht também lhe deu um relógio Corum, que custa cerca de 4 000 dólares, e, em 2014, financiou a campanha de Rui Costa ao governo baiano. Costa, que venceu o páreo, era o candidato de Wagner.

A delação do lobista da Odebrecht Claudio Melo Filho ajuda a elucidar a relação próxima entre o esquema petrolão e os governos petistas. Um dos aliados mais fiéis da ex-presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, teve um grande espaço no depoimento dado à força-tarefa da Lava Jato, que VEJA publica na edição desta semana. Segundo o delator, os agrados ao politico baiano foram de propinas a relógios caríssimos.

Segundo Melo Filho, o ex-¬ministro da Casa Civil de Dilma recebeu 3 milhões de reais, “de forma oficial e via caixa dois”, em 2006, quando venceu a disputa pelo governo da Bahia. Entre agosto de 2010 e março de 2011, o departamento de propina da Odebrecht repassou 7,5 milhões de reais ao petista, em dez parcelas.

De acordo com Melo Filho, a generosidade era mútua. Como governador, Wagner atendeu a uma série de demandas da Odebrecht. Nomeado para a chefia da Casa Civil de Dilma, Wagner fez gestões para acalmar empreiteiros em apuros e tentar conter o avanço da Lava Jato. Diz o ex-executivo da empreiteira: “Enquanto Jaques Wagner era ministro, mantivemos uma reunião junto com Emílio Odebrecht para que o Emílio reforçasse a ele a importância de que existisse uma medida legislativa de urgência cuidando da possibilidade de que empresas fizessem acordos de leniência”. A legislação foi editada sob medida para a empreiteira, mas acabou naufragando com a prisão dos seus executivos. “Repare: eu era muito amigo de Claudio Melo, que é gostador de relógio. Posso ter ganho esse relógio, mas desconheço esses pagamentos de caixa dois. Não existe isso”, explicou Jaques Wagner, o “Polo”.

Deveria haver reação do homem do campo (por Pedro Esmeraldo)


    A qualidade de vida do cidadão rural cratense, não a consideramos regular. Ainda permanece no atraso, pois é provocada pela falta de desenvolvimento. Não sabe utilizar das boas qualidades técnicas do ramo da agricultura. Não se pode aniquilar as dificuldades reveladas ao extremo da grande pobreza técnica e social. O cidadão rural cratense, ainda permanece no atraso técnico e intelectual, pois nos deixa perdidos na podridão que se torna indigesta e insegura. Isto é, devido à permanência de péssimos políticos, já que não compreendem às agruras provocadas pela indisposição do homem do campo em seguir o caminho da tecnologia. Não pratica esforço e um ponto mais elevado que vem e que permanece na desigualdade e no desembesto de uma agricultura rasteira.
    Notamos que a qualidade da vida do homem do campo não está em posição definida e se aproxima do conjunto de saliências e repreensões ao qual, não se destaca como um cidadão determinado, que não sabe em que posição se coloca no conjunto de existência pragmática que faz empurrar o homem ao dinamismo.
    Por isso, estamos aqui em lutas para que determinem ao homem do campo com orientações a fim de conseguir a doutrina que se preconiza que as ideias devem ter aplicação prática para ter valor. Com eficiência, desejando saber, da expressão que utilizar a capacitação técnica afim de conseguir os efeitos produtivos e a necessidade de relevar o seu espírito ao píncaro das montanhas que venham socorrer as necessidades existentes do trabalho rural. Pedimos que aja com veemência e com o avanço das boas ações para conseguir melhoria na organização do crescimento econômico deste município.
    Desta arte, queremos pedir a Deus que nos perdoe pela falta de coragem do cidadão cratense de não subir ao cume das montanhas para que torne um cidadão produtivo, nas atividades agropastoris.
    Trazemos à tona o nosso pensamento: “talvez enigmático”, mas condizente ao trabalhador para que tenha como hábito utilizar uma série de palavras que sejam necessárias e que nos venham socorrer com a prática e a arte do trabalho com seriedade e que nos faça transformar as ações em trabalhos organizados acelerando o crescimento econômico.
    Há muito tempo, Crato vem sofrendo acidez, devido à causa do comodismo de seus habitantes. Pois não se satisfaz com trabalho inócuo que causa aborrecimentos, devido à falta de apoio técnico-financeiro no caminho do desenvolvimento da agricultura.
    Ontem mesmo, conversamos com um pecuarista (ex militar, pecuarista Helder Macário de Brito) que foi um grande cidadão na criação bovina pela qual possuía uma pequena “bacia leiteira” no município de Campo Sales. Dizia ele: este município que é o Crato tem condições de prosperar na prática e desenvolvimento no “ramo agropecuário” e que poderia trazer bons recursos econômicos e consequentemente traria emprego e renda ao homem do campo, já que anda totalmente à toa, sem condições de relevar o espírito, devido ao pouco conhecimento técnico no ramo das atividades agropastoris.
    Afirmava atualmente: temos sofridos muito porque o homem do campo ainda não sabe manejar com eficiência o trabalho técnico na produção bovina. Por isso, desejamos que o novo prefeito coloque na secretaria da agricultura “um senhor técnico” de boa qualidade moral, de grande valor e possuidor de bons conhecimentos práticos nesse ramo, quer seja formado em agronomia ou simplesmente um técnico de mão cheia, “que tenha prática e conhecimento no manejo da agricultura”, conhecedor profundo das atividades campestres. Só assim poderíamos contornar com melhoramentos pragmáticos o trabalho eficiente no campo agrícola.
    Afirmava ainda, dizia ele: poderíamos efetuar mais vantagem na produção, dando orientação ao homem do campo, que anda atoleimado, sem saber usar o emprego de irrigação em vários tipos de plantas forrageiras, visto que os nossos técnicos não andam em boa disposição para preservarem e socorrerem os jovens do campo com benefícios e muita garra, trazendo uma produção relevada que seria beneficiada com a eficiência, aproveitando as águas para irrigação do nosso campo.
    Constantemente somos esquecidos pelas linhas limitróficas das dificuldades de nossas autoridades.
    Notem bem que o município do Crato tem sofrido devido a posições de político de péssima conservação e do péssimo tratamento do seu trabalho vigilante. Somos inobservantes, já que temos uma política de vizinhança rasteira que vem praticar astuciosamente o tráfico de influência promovida por pessoas inescrupulosas que constantemente veem, no período eleitoral, efetuar balburdias para depois caiem no esquecimento com as promessas não cumpridas que deixam o município de Crato desanimado e ficar o povo a cair no esquecimento.
    Ainda falamos com certa maneira: de modo initerrupto somos inseguros devido à retirada desta gleba, de jovens que provocam a diáspora da zona rural. Esses ditos jovens se desgarram da terra para procurarem melhoria de vida em outra localidade.
    Com insistência desejamos obter, atingindo pensamento sóbrio deste povo que venha nos tornar esquecidos, pois há tempos, usamos palavras ardilosas que farão chegar com frieza o progresso. Contudo, falam abertamente que a culpa é do povo da cidade, pois deixa acontecer e nos conduz ao sufoco, visto que se coloca ao lado de político de péssima qualidade moral e técnica.
    Por isso, lembramos: nem tudo está perdido se não efetuarmos com amor o excesso de trabalho. O que devemos praticar agora é acabar com as picuinhas, mas que todos os munícipes deste torrão, vivem na ocorrência das dificuldades, pedindo a Deus que a população arregace as mangas, esqueça das intrigas, enfrente a luta com dignidade e amor ao trabalho. Vamos à frente, confiante em Deus, alevantemos a cabeça e enfrentemos às dificuldades. Seremos contemplados com a graça de Deus. Só assim seremos alvejados pela sorte Divina.

             

Temas natalinos - Por: Emerson Monteiro

Época de final de ano também nas terras cearenses do Cariri. Sol aberto e algumas nuvens a se aventurar no céu aberto. Expectativa de boas chuvas, depois delas ausentes há cinco longos anos. 2016 do calendário gregoriano. Na mídia, festival de notícias políticas de tudo quanto natureza, desde a prisão de homens ditos públicos a mudanças radicais em tudo quanto é setor do País, da economia à democracia. Mas dizem os manuais do Oriente que crise significa desafio, venho abordar, neste rápido comentário, as reflexões do período.

Vamos celebrar alguns propósitos pessoais, quais sejam: esquecer os maus impulsos da raiva, da inveja, da ganância, e nos voltar ao lado bom da personalidade, ao caráter positivo. Trabalhar de acordo com princípios da boa consciência, que nos ensina Jesus, de amar e ser feliz.

Praticar a compaixão e neutralizar os instintos do egoísmo. Aparentemente a dificuldade predomina diante da urgência de melhorar as atitudes individuais. No entanto, o que pesa mesmo nas modificações morais representa a coragem e a boa vontade no praticar. As conquistas pessoais reclamam, sim, coragem de vencer a si mesmo e buscar o lado bom da existência da gente. Fórmula única de evolução, reverter a preguiça espiritual e criar métodos de construir o novo ser de que tantos dão notícias a toda hora pelas redes sociais. Sobremodo nesta fase de multimodos e tecnologia avançada na comunicação.

Conquanto as mensagens descrevam bondade, providências necessárias a felicidade, justiça e sentimentos sadios, aceitemos praticar o que dizemos. Elevemos o conhecimento ao dever de exercitar o que aprender.

Em fase das novas decisões, portanto, que pratiquemos as religiões, os desejos de bondade e virtude dos sábios em oferecer ao mundo, à sociedade, seres renovados de que precisa a Humanidade, e só ninguém mais do que nós pode produzir isto. Faze por ti, que os Céus te ajudarão, base sólida da consciência limpa.

Coisas desta república: "Marco Aurélio acabará entrando na história pela porta dos fundos", diz Renan Calheiros

Fonte: O Estado de São Paulo, 10-12-2016
O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse a Luiz Maklouf Carvalho que, “com decisões atrapalhadas”, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello “Acabará entrando para a história pela porta dos fundos”. Uma delas, em sua opinião, foi a que o mandou se afastar do comando do Senado. Renan citou lei que elevou de 70 para 75 anos idade de aposentadoria no STF. “Minha proposta era de que houvesse nova sabatina no Senado, mas ele se revoltou e acabei retirando. Errei. Marco Aurélio precisava de nova sabatina.”

Dom Bertrand de Orleans e Bragança: "O sentimento monárquico nunca esteve tão vivo como agora"

Fonte: entrevista concedida ao jornal “O Povo”, de Fortaleza

Segundo na linha sucessória, primeiro na família imperial entre os que defendem com mais força a restauração da monarquia no país. Eis Dom Bertrand de Orleans e Bragança
Perfil
Dom Bertrand tem oito nomes e dois sobrenomes. A citação de todos é extensa demais para um texto jornalístico e incomum o suficiente no Brasil para ser deixada de lado em introduções oficiais e informais. Facilita-se apresentações e se arranja o primeiro nome com os sobrenomes: Dom Bertrand de Orleans e Bragança. O príncipe, pois, não tem trono a herdar, nem filhos a quem passá-lo. Celibatário, o que o bisneto da princesa Isabel possui é o sangue da Casa Imperial e vida devotada unicamente à causa monárquica. Não ter “obrigações de família” nem ser o herdeiro direto do trono – é o segundo na linha de sucessão, precedido pelo irmão, Dom Luís Gastão –, acredita, lhe dão “muito mais liberdade” para se dedicar à “restauração católica e monárquica” do Brasil.
O POVO - Como o senhor avalia o momento do País?
DOM BERTRAND - Nós estamos num momento muito interessante. Porque, a impressão que tinha é que o Brasil ficaria atolado nesse governo que introduziu um verdadeiro caos na nação. Que é o PT.  E o problema do PT não era só a corrupção. O problema do PT é que tinha uma agenda de reforma do Estado que, a realizar-se, iria transformar o Brasil em um país perfeitamente comunista. Quando o Lula tomou o poder, o José Dirceu, chefe da Casa Civil, no seu discurso de posse disse claramente: nós temos um projeto de governo pra 30 anos. Nosso objetivo é construir um País socialista.
O Lula confirmou isso em uma entrevista que deu ao jornal ‘El País’ de Madrid. Ele disse a mesma coisa: o objetivo é fazer do Brasil um país socialista. Essa corrupção toda que houve havia muito desejo pessoal de enriquecer, tirar proveito, mas sobretudo fazer caixa para poder segurar o Congresso e fazer o projeto socialista deles avançar. Eles entraram já com o PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos), que graças a Deus fracassou. A Dilma, depois, tentou um outro projeto semelhante que também graças a Deus fracassou. O que eles não contavam é que no Brasil houvesse uma reação. O brasileiro é infenso a isso. Não gosta disso. O brasileiro é a favor da propriedade, da religião, da família e etc. E ainda levaram a coisa longe demais. Depois, com a questão do mensalão, petrolão, esses... Lava Jato, o brasileiro deu conta de que “nós estamos sendo saqueados”. E aí, o Brasil autêntico saiu às ruas.

OP - O senhor acha que o momento que descreveu do País, com o PT, se deve também ao sistema e à forma de governo praticados no Brasil? a República não funciona?
DOM BERTRAND - Não funciona. Você imagina uma empresa que, a cada 4 anos, muda tudo. Toda a estrutura, de cima abaixo. Funciona? Me lembro que uma vez, nos EUA, dei uma palestra que não era sobre Monarquia. Mas ao fim, fizeram algumas perguntas, uma das quais foi sobre Monarquia. E eu expliquei porque era monarquista. Acho a Monarquia em tese superior à República por tais, tais, e tais coisas. E aí um empresário presente, grande empresário, muito rico, levantou a mão e disse que não concordava. Ele disse que achava a República superior por duas razões: na República, o povo escolhe livremente o Chefe de Estado. Em segundo, na República qualquer um pode ser presidente. Na verdade, porém, o povo numa República não escolhe absolutamente nada. Nem nos EUA, nem aqui no Brasil. O máximo que nós fazemos é votar. Referendar entre dois ou três candidatos, escolhidos pelas convenções dos partidos, escolha dos  grupos do poder, que dominam os partidos políticos, e impõe suas escolhas de cima para baixo. Nós não escolhemos nada. Votamos em que foi escolhido pela cúpula partidária. Um decisão vinda de cima para baixo que o povo apenas referenda. 

OP - E é possível restaurar o Império? No plebiscito de 1993, apenas 13% votaram a favor da monarquia.
DOM BERTRAND - Foram 13% dos votos validos. O que faltou naquele momento foi informação. Se existe uma corrente política teve seus direitos cassados por 99 anos fomos nós, os monarquistas. A República nasceu – o decreto número 1 da República prometia no art. 7º uma “consulta popular”. Previa-se que o povo deveria ser ouvido se de fato queria República ou continuar com a Monarquia. Em vez de fazer o plebiscito, alguns dias depois, o decreto número 85 da República pôs a Monarquia fora da lei. Ficamos com os direitos políticos cassados até o dia 3 de outubro de 1988, quando entrou em vigor a atual constituição, que revogou a limitação dos nossos direitos políticos. Foram 99 anos de deformação da história pela República. Toda a máquina governamental era contra (a Monarquia), grande mídia contra e, apesar disso, 13% da população votou na Monarquia, com esse aspecto muito interessante: em todos os debates, com um plebiscito simulado, vencia a monarquia.

OP - Os símbolos da monarquia ainda fazem parte do imaginário das pessoas?
DOM BERTRAND - A índole do povo é monárquica, porque a ordem natural das coisas é monárquica. As crianças nascem monarquistas e depois vão sendo corrompidas  pelo falso ideologismo e ficam republicanas. Mas o interessante é que hoje no Brasil de 2016 o governo monárquico está muito mais vivo do que estava em 1993, quando houve plebiscito. Em toda parte do Brasil, de norte a sul, o sentimento monárquico está renascendo na juventude. Até alguns anos atrás, havia, por ano, apenas um encontro monárquico no Brasil: no Rio de Janeiro, em junho, que coincidia com o aniversário de Dom Luiz, meu irmão, chefe da Casa Imperial. Esse ano de 2016 já fizemos vários encontros monárquicos no Rio, em Minas Gerais, Porto Alegre, Curitiba, aqui em Fortaleza. Nunca o sentimento monárquico esteve tão vivo. E o público que participa desse sentimento monárquico onde está renascendo tem maioria na juventude.

Comentário de Armando Rafael:  Palavras verdadeiras e lúcidas!  A entrevista do Príncipe  é longa. Uma página inteira. A grande imprensa parece que está dando mais espaço para a discussão do caos da “ré-pública” brasileira.
Outro fato relevante a ser considerado é a hipótese de os  detentores do poder tentarem impedir a Justiça de agir para apurar a “Operação Lava Jato”, que está passando a nação a limpo. Aí seria  o fim desta comédia que se arrasta há mais de um século...

A propósito, veja esta frase de Santo Agostinho: "Afastada a justiça, o que são os reinos senão grandes bandos de ladrões? E os bandos de ladrões o que são, senão pequenos reinos?" (Santo Agostinho, Bispo de Hipona, in "A cidade de Deus", finais do século IV d.C.).
Outras palavras verdadeiras... e lúcidas!
             



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