xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 05/12/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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05 dezembro 2016

Paz no coração - Por: Emerson Monteiro

Sim, eis a busca incessante dos humanos. Espécie de motivo principal do drama/comédia que protagonizam, trocam passos insistentes na tal direção desse objetivo sem igual. Inventam ser uma beleza a conquistar, porém guardam nas gavetas íntimas a cápsula da felicidade na forma de tranquilizar desejos e serenar o coração. Eles saem na floresta à procura das metas que criam na solidão, às vezes à cata de leões, lebres, outros corações apaixonados, no entanto prenhes só na grandeza de serem os heróis de criação individual e viverem momentos parciais de fama durante o intervalo das guerras existenciais.

Nesses sonhos precários de excelência, limpam os cascos no tapete dos palácios e vendem almas em leilões de arrogância, contudo nem de longe se enganam de que são meros equívocos a dançar sinfonias de desespero, que mais adiante irão querer recuperar diante do Eterno. Ainda assim deitam e rolam pelas encostas dos abismos, drogas, violência, injustiça, etc.

Pudessem ao menos refrear o Infinito e dormiriam a sono solto, no sentido de sonhar com a paz de todos os sonhos. Acalmar o firmamento do desassossego, e sintonizar melhores estações espaciais, aonde pudessem aportar horas depois de tudo haver terminado das ilusões. Sustentar o projeto da divindade em forma da salvação dos prudentes. Porém sofrem com isso, de ter de adiar sem nova data o reencontro das esperanças consigo mesmo. Demorar, que demoram, todos sabemos disso. Haja vista o espaço nos trilhos do futuro, e construiremos a igreja do Amor no interior das criaturas.

Sonhar, que todos sonhem; reavivem o objetivo, pois, da humana aventura de tantos sóis em obter o clímax de todas as emoções. Queiram sim não fazer o mal e sempre fazer o bem, atitudes no mínimo de sabedoria, o que leva a crer ser possível ampliar o fulgor de certa manhã, no dia definitivo, abraçar a Luz ao foco dos desejos e brilhar com força no seio de todos os viventes.

Diamantes e poetas - Por: Emerson Monteiro


Eu queria que a própria linguagem fosse inventada a cada poema.                                                       
Ferreira Gullar          

A escola do poeta é a vida. O destino do poeta, a Eternidade. Assim me vêm os pensamentos quando, na madrugada de ontem, regressou aos páramos celestes o poeta maranhense Ferreira Gullar. Essa raça de gente não morre nunca, pois eles nascem no sentido único de eternizar de si a palavra. Vão daqui e deixam os sentimentos plasmados nos poemas, nos livros, em suas histórias inigualáveis e impossíveis. Rasgam a empanada que os separa do outro lado da vida com as próprias unhas, por saber da certeza do lugar aonde firmarão os pés espirituais, nas bandas de lá, aqui de junto.

Ele nasceu com outro nome, José de Ribamar Ferreira, em São Luís MA, no dia 10 de setembro de 1930. Cresceu em sua cidade e logo cedo, ainda adolescente, resolveu ser poeta, profissão sem profissão, de risco, à toa. Aos 18 anos, frequentava os recantos boêmios da Capital maranhense e aos 19 anos conheceria a poesia moderna através da leitura de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.                              

De pensamento libertário, diante das movimentações políticas dos anos 60 evidenciaria atitudes que o marcariam definitivamente qual escritor, teatrólogo e compositor de largo costado e visado pela repressão daquela fase histórica. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras, reconhecimento dado aos grandes autores nacionais.

Hospitalizado durante 20 dias, a 04 de dezembro de 2016,  um domingo pela manhã, Ferreira Gullar deixaria o rol dos vivos, pai que fora de dois filhos, Luciana e Paulo, e avô de oito netos, e voltaria ao mundo espiritual, subscrevendo belos poemas que decerto permanecerão para sempre na memória da melhor literatura brasileira.

E jamais sobrará reviver suas palavras ao afirmar com gosto: Porque nada do que foi feito satisfaz a vida, nada enche a vida. A vida é viver.

Cantar é com os passarinhos - Por: Emerson Monteiro

Nas horas de Deus amém, quando a gente observa caminhos tortos que percorreu e sente de perto o ranço das consequências do que fez no passado distante, que agora sujeito voltar a buscar o preço, resta não outra que razão diferente de olhar a natureza, contemplar, quais dizem, e viver de perto as bênçãos do Criador. Buscar meios de acalmar os sintomas dos equívocos e acertar a casa da paciência. Viver de novo o que ficou lá atrás de maneira certa, sob o prisma da virtude.

Trabalhar os sentimentos em favor de sofrer menos e descobrir as caixas da alegria jogadas nos despejos, renovar os modelos de perfeição que um dia se buscou. Ouvir as mensagens harmoniosas das matas, os pássaros que vibram ainda que neste mundo errado de tantos desencontros. Sorrir, afinal.

Por tais motivos estamos nisso, tangendo nossos rebanhos. Olhar face a face os dramas, e saber que há uma justificativa plausível de vivê-los, porquanto inexiste a injustiça na Lei. Aceitá-los na palavra de São Paulo, de não recalcitrar contra o aguilhão. Aguentar os resultados que o tempo ofereceu de resposta, a gratidão da Eternidade em nome da libertação.

Porém ouvir também o canto das aves benditas que insistem avisar o quanto de possibilidades persistem no decorrer dos próximos passos. Evita esquecer o sentido de estar aqui nas estradas da realização pessoal. Conduz aos planos mais elevados da consciência, aonde existem os sinais do mundo espiritual, matriz da felicidade definitiva, sonhos dos humanos.

Assim sobreviver nas marcas fortes da Criação, os animais, as plantas, os fenômenos, cores, brisas, mares, rios, tudo em volta, evidências do Poder Superior. É isto, são eles, os instrumentos da orquestra divina a pulsar dentro de nós as vivas lembranças da amabilidade universal.


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