xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 03/11/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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03 novembro 2016

Hora de saber - Por: Emerson Monteiro

Nem sempre podemos ignorar, pois existe a hora de saber, quando todo mistério se desfaz. Sobre essa hora queremos falar, apoiados na indispensável atenção do leitor.

Tanto disseram sobre tantas coisas, enquanto o essencial permanecia posto à margem, que isso agora vem a lume, parido na força visceral da precisão, no chamado enigma humano, centro e motivo deste ligeiro comentário.

De início, abordemos o cérebro, que se compõe de uma figuração dupla, montado sob a estrutura dos dois hemisférios, que, articulados entre si, geram a sua função principal: o esquerdo e o direito, no dois da mesma concepção nas outras coisas naturais.

Chineses conheciam esses aspectos e os estudavam sob a designação de Princípio Único do Universo, ou Lei da Bipolaridade. Tudo tem que ter o seu contrário para poder existir - Yin/Yang.

No Egito Antigo, o sábio Hermes Trismegisto examinara o assunto, considerando que um mesmo princípio perpassa todas as coisas que existem.

Assim, obedecemos, mesmo que diante de aparentes desobediências, por nos achar submetidos à Lei universal.

Outros exemplos revelam as tais dicotomias complementares: mulher/homem; noite/dia; Lua/Sol; escuro/claro; doce/salgado; baixo/alto; negativo/positivo; frio/quente. Pares de equivalências se distribuem com perfeição, lições constantes dos valores eternos que os mantêm.

Onde pisarmos, cumpriremos as ordens eternas do Supremo Ser, criador do equilíbrio de tudo o que há.

Tais evidências persistem na energia elétrica, que apresenta os dois pólos: terra e fase, ou fogo. Terceira alternativa inexiste além da harmonia dessas lateralidades, totalizando a força. Quaisquer disfunções redundariam no desmantelamento e posterior inércia dos sistemas. Ao ocorrer desequilíbrio nos extremos, o barco da ordem irá a pique.

Quando falamos que o cérebro se estabelece nesses dois inter complementos, vale observar também que são partes à procura do todo, conclusão dos estudiosos da alma nas várias escolas, isso que assegurar saúde mental por via de negociações conosco mesmos, na maior de paz interna e obtenção da almejada felicidade.

Vertentes religiosas, igualmente, indicam o nosso outro lado como a trilha do encontro rumo à evolução, plano elaborado pelos milênios afora, no processo denominado de Individuação pelo psicanalista suíço Carl Gustav Jung.

Jesus de Nazaré marcou a história sob o signo de Cristo (o Ungido de Deus), o Eu verdadeiro que nos ensina; Sidarta Gautama, por sua vez, ficou conhecido como Buda, o Iluminado da Ásia. Na Canção Sublime, dos vedas, Arjuna ouviu Krishna, a Suprema Personalidade Divina, que o conduziria à vitória maior sobre os exércitos da Ilusão. Já Saulo de Tarso mudou até de nome (Paulo) após encontrar o Cristo em pleno caminho de Damasco. Isto para citar alguns dos fenômenos mais notáveis de transformações que marcariam a História.

- Descobrirás a Verdade e ela vos libertará -, recomendava Jesus, nas suas pregações ao povo ainda voltado quase só aos atos da vida transitória.

Além destas, outras afirmações suas se voltam a esse esclarecimento: Se teu olho é bom, todo o teu corpo é bom. Se teu olho é mau, todo o teu corpo é mau, disse de acordo com os evangelistas.

O espaço das palavras, ao seu modo, reclama a economia de detalhes. Hora de saber, título escolhido a fim de escrever sem qualquer subterfúgio. Portanto, eis o que achamos devesse constar recordando a assertiva dos sábios de que Deus é a simplicidade das coisas mais simples.

Por via de consequência, ao buscar novas perspectivas da realização pessoal, avaliemos o assunto dos lados da mesma moeda, então.


Dom Fernando Panico celebra 45 anos de sacerdócio e livro é lançado em sua homenagem – por Patrícia Mirelly

O bispo diocesano de Crato, Dom Fernando Panico, comemorou seus 45 anos de ordenação sacerdotal na tarde desta segunda-feira, dia 31, com missa em ação de graças na Igreja Catedral de Nossa Senhora da Penha.
 O pastor de 70 anos, que por motivos de saúde apresentou ao Papa o pedido de ser liberado da diocese de Crato, estava jubiloso ao lado de seu coadjutor, Dom Gilberto Pastana. Durante a cerimônia, os dois prelados se abraçaram em um gesto de respeito e lealdade recíprocos.
Dom Antônio Carlos Cruz Santos, bispo de Caicó, RN, e seu colega à época do Seminário também esteve presente, assim como os padres ordenados por Dom Fernando nestes 15 anos à frente da diocese: Juntos, chegam a 67 presbíteros.
Da esquerda para a direita: Dom Gilberto, bispo coadjutor, Dom Fernando, bispo diocesano, e Dom Antônio, bispo de Caicó, RN. Foto: Patrícia Silva)
Convidado a proferir a homilia, Dom Antônio evocou bonitas ocasiões de seu tempo no seminário ao lado do colega, quando da vez em que Panico, como é conhecido na Congregação dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus (MSC), lhe apresentara os “Exercícios Espirituais de Santo Inácio”, experiência que muito lhe marcara a vida.
Adiante, ressaltou a sensibilidade do amigo em dedicar-se à causa do Padre Cícero, dizendo ser este o seu maior legado, e o exortou a permanecer sempre fiel à missão que lhe fora confiada. “Dom Fernando esta é, talvez, a melhor homenagem que o senhor pode levar daqui, a lembrança de ajudar esse povo”, afirmou.
Homenagens ao Sacerdote Magnus
Um dos momentos de maior emoção deu-se, ao final da santa missa, durante homenagem prestada por estudantes dos colégios católicos da cidade, Diocesano do Crato, Pequeno Príncipe e Santa Teresa de Jesus, bem como a Academia de Ensino, Escola José Alves de Figueiredo e o Colégio Eldorado. Entoando a canção “Aleluia”, muito emocionaram o coração do senhor bispo.
A Comunidade Missão Resgate, em nome de todas as pastorais da diocese, também fez comovente apresentação, findada com uma grande faixa, onde estavam contidos os nomes de todos os sacerdotes ordenados pelas mãos de Dom Fernando.
(Faixa trazia os nomes dos 67 sacerdotes ordenados por Dom Fernando Panico. Foto: Patrícia Silva)
De pé, com a voz clara e segura, o pastor agradeceu pela celebração: “Obrigado a todos que me acompanham com as suas orações”, disse o bispo, ao iniciar sua fala de agradecimento. “Coragem, vamos em frente! Hoje eu chorei, com o coração, ao ver estas crianças e jovens cantando, com todos nós, “Aleluia”, esta palavra que significa “Glória a Deus”, Ele que tudo pode com a Sua graça. Obrigado, mais uma vez! Que Nossa Senhora nos fortaleça!”.
Exemplo de pastor
Dom Fernando foi ordenado sacerdote no dia 31 de outubro de 1971. Em 13 de dezembro de 1974 chegou ao Brasil, como missionário no Estado do Maranhão.
Para o seminarista Rodrigo Leite, do terceiro ano de Filosofia, o bispo sempre lhes pareceu um pastor inquieto, preocupado com o bem de suas ovelhas, sobretudo, com a causa dos romeiros. “Um dos maiores exemplos que nós, enquanto seminaristas, podemos colher de seu ministério é, justamente, esse cuidado com os romeiros, a porção fiel do povo de Deus. Ele nos deixa este grande exemplo de cativar, de pastorear os romeiros, ministério esse que nós seminaristas também almejamos, um dia, seguir”, pontuou.
Lançamento
Após as homenagens, os convidados foram recepcionados nas dependências do Colégio Pequeno Príncipe, onde aconteceu o corte do bolo e o lançamento do livro “Padre Cícero e Dom Fernando, uma relação que deu certo”, escrito pela professora Maria do Carmo Pagan Forti, que fez parte da comissão de estudos criada para fazer o pedido à Santa Sé sobre as penalidades que ainda eram vigentes em Roma sobre a pessoa do Padre Cícero.
Professora compilou falas de Dom Fernando relacionadas ao Padre Cícero: “Queria deixar escrita esta história”. Foto: Patrícia Silva)
A obra reúne falas do bispo relacionadas ao “padim”: “Eu achei que, por ter sido testemunha, eu devia escrever esse livro ao menos sobre um único aspecto de toda missão de Dom Fernando nesta Diocese, sobre a relação dele com o Padre Cícero. Esse é o meu testemunho, agora. Eu queria deixar escrita esta história”, explicou.
O interesse pastoral de conhecer mais em profundidade o fenômeno das romarias e, naturalmente, a figura do Padre Cícero, bem como a expressão de religiosidade popular no Nordeste, deu-se em  29 de julho de 2001, ao iniciar o seu ministério episcopal na diocese de Crato. Para Dom Fernando, o livro servirá aos interessados em conhecer o pós-Padre Cicero nestes quinze anos aqui no Cariri



Palavras Admoestatórias – por Pedro Esmeraldo


    Toda vida, tenho como objetivo, desde minha infância, defender o município do Crato, meu querido torrão natal. Sempre fico enraivecido, quando ouço palavras destoantes grandiosidade histórica desta cidade; quando atacam este município. Às vezes, sou obrigado a revidar com firmeza porque esses comentários desairosos causam-me revolta e enxovalham o orgulho nativo dos verdadeiros cratenses.
    Com pesar observo que a maioria desses políticos não demonstram garra nem vontade resoluta em lutar pelo desenvolvimento deste município. Contudo, julgo que a maior causa desse desfibramento é alimentada pelo nosso próprio povo. Este deixa de escolher pessoas competentes e capacitadas para nos representar. Nosso povo entrega, de mão beijada, aos políticos medíocres e sem compromissos com o desenvolvimento de Crato mandatos que eles usam para se locupletar.
    Por isso, o Crato vem sendo enganado e esquecido pelo poder político, poderoso e, às vezes, oligárquico. Isso vem travando o progresso deste valoroso município de Crato. Ao invés de fazer jus à votação obtida, esses nossos representantes não têm sensibilidade para os reais interesses de Crato na luta pelo nossos melhoramentos, que, se fossem conquistados nos levaria a um desenvolvimento harmônico, como acontecia até anos atrás. 
    O que vemos é a apatia da classe política, feita – com raras exceções – por pessoas sem jaça, que menosprezam o povo, dizendo palavras inofensivas e entregando facilmente o ouro aos bandidos. Constantemente reclamo dessas fraquezas e com frequência não consigo entender porque nosso povo permanece omisso, enfraquecido, sem lutar e sem trabalhar, em prol dos mais urgentes e inadiáveis interesses da cratensidade. Não me conformo quando vejo minha cidade natal esquecida, menosprezada e desagradada por pessoas invejosas, que insistem em transformar o Crato em cidade-dormitório. Quero dizer aos meus conterrâneos que é nosso dever reagir com dignidade e coragem, defendendo as conquistas deste torrão com 250 anos de história, de conquistas, de altivez e coragem cívica.
    Quisera ter coragem para lutar até o fim, mostrando ao povo que deve avançar com firmeza, pois assim será contemplado com a vitória, e reconquista todos seus direitos perdidos. Quisera que houvesse conscientização do para não elegermos mais pessoas descompromissadas com o Crato.
    Que o cratense volte a exercer o direito de exigir, e mostre que esses cidadãos eleitos à custa de promessas embusteiras, que eles têm por obrigação, lutar, aos troncos e barrancos, mostrando o povo que é devedor em prol dos interesses coletivos desse mesmo povo. Que ajam com espírito público, correção e honestidade. Que cumpram suas promessas feitas por ocasião do período pré-eleitoral.
           Assim agindo esses políticos estarão apenas cumprindo o dever de representantes de um povo altivo, patriota, amante da sua cidade, cumpridores das leis.    Por isso, pedimos: não enganem o povo, cumpram com honestidade e orgulho o seu dever. Deixem de lado as picuinhas, o “disse me disse”, as urdiduras provenientes de políticos maldosos que somente têm o desejo de fazer o mal. Pedimos com sinceridade tenham honestidade acima de tudo.

Crato – CE, 03 de Novembro de 2016.



15 de Novembro - feriado da Proclamação da República: comemorar o quê? -- por Patrick Beserra (*)

Uma República caótica e prenhe de crises

Abaixo o discurso de encerramento -- proferido pelo advogado Dr. Patrick Bezerra -- do 1º Encontro Monárquico Conservador do Norte-Nordeste, organizado pelo Círculo Monárquico de Fortaleza e pela Associação Cultural São Tomás Morus.

Sua Alteza Imperial e Real, Dom Bertrand de Orleans e Bragança,
Sua Alteza Real, Dom Gabriel de Orleans e Bragança,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
    A nação, convulsa, assistiu, há poucos meses, o paroxismo de uma das mais graves crises de sua história.  Os fatos mais recentes da política nacional juntam-se para dar prova do que parece ser a vocação inescapável da República no Brasil. De crise em crise, de golpe em golpe, o governo republicano se perpetua, roubando da pátria o destino glorioso que a Providência lhe parecia reservar. Outrora, o Ilustre Marquês de Santa Cruz e Arcebispo primaz do Brasil, Dom Romualdo Antônio de Seixas, pôde dizer, em presença de Sua Majestade, o Imperador Dom Pedro II, que nenhum povo poderia gloriar-se, como o brasileiro, de proteção mais singular e de mais copiosas bênçãos do céu, no heróico empenho de conquistar seus legítimos foros e independência. Hoje, o governo da nação nada pode inspirar de auspicioso ou benfazejo. Nós, os brasileiros, já não podemos esperar que os interesses de Estado coincidam com os interesses permanentes da Nação. Tudo leva ao esmorecimento, ao desalento, ao derrotismo. Mas enganam-se aqueles que pensam que o Brasil já não conta com os favores da Divina providência, ou que o Supremo Legislador e Árbitro dos Impérios desviou de nós seu olhar, entregando-nos à própria sorte.
    Por toda parte, de norte a sul do país, multiplicam-se as iniciativas de brasileiros patriotas e honrados, ávidos por resgatar os princípios que orientam qualquer ordem política estável e duradoura, e, cada vez mais, conscientes de que o bem estar da nação depende do resgate da cultura sobre a qual foi edificada a civilização ocidental, que é, antes de tudo, uma civilização cristã. O Encontro Monárquico Conservador do Norte e Nordeste, organizado pela Associação Cultural São Tomás Morus e pelo Círculo Monárquico de Fortaleza, junta-se a essas iniciativas com o mérito de ser o primeiro evento de seu tipo. Sua singularidade constata-se não apenas por reunir pela primeira vez o Norte e o Nordeste – que são os próprios berços da nação brasileira – ou por realizar-se em uma capital Nordestina – esta Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção – mas também por caracterizar-se, a um só tempo, como Monárquico e Conservador.
    No cerne desta denominação está uma convicção profunda: não há autêntico conservador que não reconheça os valores da Monarquia; não há regime autenticamente monárquico que não se funde sobre a conservação de uma ordem moral. Mas, ainda que não tragam em si uma implicação direta e manifesta, Monarquia e conservadorismo unem-se por um aspecto comum: aquilo que é o fio da continuidade histórica, o laço que une as gerações, e que chamamos Tradição.
    Vê-se, em nosso tempo, certo espírito narcisista e mesquinho que põe, na língua dos tolos, expressões como: “nunca antes”, ou “isto nunca se viu”. É o espírito dos homens sem passado e das nações sem história. É o traço distintivo de uma civilização que se ressente de seus feitos e que se envergonha de suas glórias, deixando para trás tudo aquilo que lhe dá forma e identidade. Mas esta geração, que busca trancafiar o passado e esquecê-lo, inebriada pelos encantos de um progressismo estéril, sempre haverá de ouvir os ecos das palavras do escritor sacro: “nihil novi sub sole”, nada há de novo sob o sol. Somente a perenidade da natureza humana, comum aos homens de todos os séculos, é capaz de garantir a força da tradição. Somente a perenidade da ordem moral, impressa nos corações dos homens, como atesta a apóstolo São Paulo, pode fiar a conservação da ordem social.
                    “Maldito seja aquele que começa por si mesmo! – dizia o escritor alemão Achim von Arnin – Somente a infâmia começa por si mesma um novo mundo. O que é bom, o foi eternamente”. A defesa da tradição, comum ao ideal conservador e à causa monárquica, é, sobretudo, uma defesa do bem e da justiça, aspirações dos homens de todos os tempos. Não pode ter, portanto, nada de anacrônico. Do mesmo modo, não pode sucumbir aos preconceitos de época alguma, especialmente, aqueles que foram gerados no ventre do cavalo de pau revolucionário. Em sua melhor fase, o grande crítico literário Otto Maria Carpeaux ressaltava que o principal inimigo da tradição é a anarquia espiritual, que esmaga todas as continuidades. Ela, a anarquia espiritual, cega os homens às experiências de todos os tempos, não lhes permite enxergar a luz de sua própria razão, torna-os imunes ao bom senso. O resgate da cultura brasileira começará, portanto, com o abrir de olhos de gerações inteiras deseducadas com os valores deformados das revoluções.
                 Este não é o trabalho de uma única vida. Este não tem sido o trabalho de uma única geração. Olhai a vossa volta, minhas senhoras e meus senhores, e compreendereis da forma mais concreta o que é tradição. Nos rostos de uns, vereis as marcas de uma longa vida dedicada à reconstrução da pátria; nos rostos de outros, enxergareis o vigor da juventude e a disposição para levar adiante a flâmula sagrada que receberam. Não creio que algum dia teremos certeza se somos dignos de tarefa tão insigne, mas contaremos incessantemente com os favores da providência, que concorre sempre para a vitória dos bons.
                Ainda ontem, tive a honra de lembrar a Sua Alteza Imperial e Real do particular empenho que o povo cearense demonstrou, no passado, em favor da causa abolicionista. O pioneirismo do Ceará na abolição da escravatura, no Brasil, gravou na história um marco da fidelidade dos cearenses à nobre causa levada a termo pela Princesa Isabel, a Redentora. O que era verdade naquela época é também verdade hoje. Sempre haverá cearenses dispostos a apoiar as nobres causas da família imperial. E quanto mais nobres forem as causas, mais convicto será o apoio. Ontem, Alteza, exprimi-vos a minha convicção pessoal de que os valores de Vossa Augusta família sempre ecoarão nos corações dos cearenses. Hoje, asseguro-vos a disposição inabalável de seguirmos adiante, sempre adiante, sem desfalecer. Não apenas os cearenses, mas todos os nortistas e nordestinos, que permanecemos fiéis nos mais decisivos momentos da vida nacional.

Não capitularemos.
Não trairemos nosso dever histórico.
Permaneceremos fiéis até o fim.

Viva a Casa Imperial Brasileira!
Viva o Brasil!

Fortaleza, 15 de outubro de 2016.
(*) Patrick Beserra é advogado

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