xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 15/10/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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15 outubro 2016

15 de outubro: Dia do Professor -- Saiba mais sobre São José de Anchieta, o primeiro professor do Brasil


Em 1553, chegava ao Brasil aquele que viria a se tornar o primeiro professor no país: o padre José de Anchieta, que dava aulas para índios na época da Colônia. Sua missão era ensinar aos índios sobre o cristianismo. No entanto, ele também aprendeu o guarani, língua falada na época e que fazia parte da cultura indígena. 

São José de Anchieta, o primeiro mestre-escola do Brasil
O primeiro mestre-escola do Brasil foi o padre José de Anchieta, da Companhia de Jesus, ordem religiosa que foi fundada por Inácio de Loyola, com finalidades de apostolado religioso, quer dizer, converter os gentios e educá-los para o cristianismo. José de Anchieta chegou ao Brasil em 1553, depois de ter estudado na Universidade de Coimbra e ter feito o seu aprendizado religioso. Muito devoto da Virgem Maria, resolveu dedicar-se a ela. Tudo o que fez na vida foi em função do seu amor por ela. 

Naquela época, nos campos de Piratininga, que é hoje São Paulo, o padre Manuel da Nóbrega, também jesuíta, fundou uma escola para educar os índios. Para ajudá-lo nessa missão, é o que Anchieta veio para o Brasil. Muito jovem, mas dedicado, começou a lecionar aos índios, mamelucos (que são os filhos de brancos com índios), assim como aos brancos também. Numa cabana de barro, coberta de palha, o primeiro mestre-escola do Brasil tinha uma classe de leitura. 

Além de professor, era médico, enfermeiro e advogado dos índios, isto é, quando os brancos pretendiam disfarçadamente escravizá-los, Anchieta os defendia junto às autoridades. Uma vez, depois de uma briga entre índios e brancos, enquanto se negociava a paz, Anchieta ficou como refém dos índios, em Iperoig. Durante esse tempo em que ele foi uma espécie de prisioneiro, escreveu nas areias da praia versos a Virgem Maria, que o tornaram um dos mais importantes poetas do Brasil. Aprendeu o guarani, língua dos índios, para melhorar compreender sua maneira de viver. Escreveu a primeira gramática dessa língua. Morreu aos 64 anos de idade, ele, que viera com apenas 20 anos para o Brasil, cercado dos silvícolas, como sempre viveu. Foi o Apostolo do Brasil. E o seu primeiro mestre-escola.
             
(Fonte: jornal “Folha de S.Paulo”, 15-10-2016)

Nota do postador
São José de Anchieta, sacerdote jesuíta, foi declarado, em abril de 2015, co-padroeiro do Brasil, durante a 53ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, a chamada CNBB.
Ele nasceu em San Cristóbal de La Laguna (Ilhas Canárias, Espanha) em  19 de março de 1534 e faleceu em  Reritiba (hoje denominada de Anchieta, no Estado do Espírito Santo) em, 9 de junho de 1597. São José de Anchieta foi um dos fundadores da cidade de São Paulo, hoje a maior do Brasil.
Padre José de Anchieta foi o primeiro dramaturgo, o primeiro gramático e o primeiro poeta do Brasil, e, apesar de ter nascido na Espanha, é considerado um dos heróis da história do Brasil. Além dos milagres que fez, no Brasil Colonial, ele é autor da primeira gramática da língua tupi, e um dos primeiros autores da literatura brasileira, para a qual compôs inúmeras peças teatrais e poemas de teor religioso. Sua obra é uma verdadeira  epopeia.
É o patrono da cadeira de número um da Academia Brasileira de Música. Beatificado em 1980 pelo papa João Paulo II e canonizado em 2014 pelo papa Francisco, é conhecido como o Apóstolo do Brasil, por ter sido um dos pioneiros na introdução do cristianismo no país.
 

As lembranças bem guardadas - Por: Emerson Monteiro

O meu amigo Thiago Duarte mora em Crato. Antes estudara e fora casado em Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde deixara uma filha, Aline, que agora tem oito anos e vive junto da família da mãe, longe, pois, do pai, que este ano resolveu visitá-la na quinta-feira da semana que antecedia o segundo domingo de agosto, o Dia dos Pais.

Chegou à Cidade do Sal em tempo suficiente de participar da festinha anual do colégio que homenagearia os pais dos alunos. Passara rápido no hotel, tomara um banho e rumara ao local.

Às 16h, ocorreria a solenidade na quadra do colégio, sob os olhos animados de professores, alunos e familiares. Ao terminarem os pronunciamentos, apresentações artísticas e outras movimentações, os pais seguiram até as salas, no sentido de receberem algumas lembrancinhas dos filhos, como organizam os colégios em tais datas.

Nessa hora, Thiago observou que Aline recebera a sua lembrança das mãos da professora, mas evitara lhe repassar na mesma ocasião, qual faziam os demais colegas. Cuidadosa, guardara na bolsa a prenda e dirigira-se ao pai convidando-o para descerem ao pátio do colégio.

Ali, num ponto reservado, de mãozinhas delicadas, abriu a pequena bolsa e disse ao genitor:

- Papai, nos anos em que o senhor não pode vim eu guardei as lembrancinhas para o senhor. – Nessa hora, Thiago, que já disfarçava algumas lágrimas, observou emocionado surgirem enfileirados os mimos que a menina carinhosa guardara ano a ano.

Eram elas um chaveiro de moto feito um cordão grande e a medalhinha de São José na extremidade. Outra, uma lanterna pequenina, já meio gasta pelo uso, o que decerto a criança usara nas suas brincadeiras. A terceira, moldurazinha de praia de uns 10 cm de altura por uns 5 de largura, realçando fotografia de um pai pegado com o filho, levando-o ao alto, e a frase Pai, você é o meu herói. E, por fim, a lembrança atual, boné decorado pela inscrição do nome do colégio.

Em seguida, Aline também tiraria da bolsa desenho de seu próprio punho onde mostrava três figuras. A dela, Aline, e a palavra filha. De Gabriela, e a palavra irmã. Na outra, um homem e as palavras papai, Thiago. Todos felizes. Do lado, uma árvore bem delineada e um sol risonho. Em cima do desenho, este pensamento: Agora a família está completa.

As luas do coração - Por: Emerson Monteiro

Pois ele tem lá suas fases. Flutua quais marés de sentimentos. Vem num ritmo e desanda, e anda, e desanda. E anda de novo. Que seja eterno enquanto dure. (MORAES, 1962) Sofre e faz sofrer por isso. Vacila e erra por isso. Mas acerta por isso, também. Morre, nasce, reascende no Nascente.

Ah, coração! que recebe tanta culpa e condenação diante das vezes quando cruzava linhas imaginárias de amar e buscar a felicidade. Sofre e ama, verbos tão primos entre si. Primos que se amam. Bem dos primos.

Na teoria, o coração passeia feito as palavras, que nem sabem ler. Sai vagando nas flutuações e oscila no céu das contraditórias criaturas. Ora alimenta tradições clássicas; ora naufraga nos folhetins da perdição. Quarto minguante. Crescente. Cheia. Nova.

Em uma jornada imaginária, aventureira, ofereceria prazer aos outros, venderia o corpo freguês a fregueses ocasionais; sujaria a alma; desvairaria; e padeceria ali de junto. Fases escandinavas, contraditórias, de quem quer ser feliz à toa, nas incertezas sem conta. Desesperada mergulharia fundo nas noites e aprenderia noutros universos bem longe dali. Nas mágoas e desgostos. São as tais funções de crescer pela dor, jeito estúpido de evoluir, porém que existiria.

Vacila e morre o coração. Vacila e revive, no entanto, o heroico coração imortal. Muda de fases como quem troca de roupa, e descobre, um dia, que existe salvação. Nisso largará de lado seu jeito de lua e diferentes sabores dos instantes, e revelará natureza plena, que seja definitiva, o Sol de si. O Si, o sol de tantos fulgores e horas que ficaram pelo caminho.

Porquanto o itinerário dos corações é chegar no Sol, ser sol certo dia. Nisso haverá de reunir o teto do amor maior, centro de tudo; equilíbrio; o Sol das gerações que antes percorriam a janela do Tempo. E pousará assim o campo de marte da Eternidade.

Quantas fases, até tocar o piso do Sol, ninguém saberá antes do dia. De Lua a Sol, transcurso das evoluções de tantas luas correndo os céus do sentimento... E um sol que brilhará no todo e sempre.

Para televisão russa, Terceira Guerra Mundial já começou




O cenário de uma Terceira Guerra Mundial é remoto, mas quem ligar a televisão na Rússia vai se surpreender ao saber que, na verdade, ela já começou.

Na principal emissora pública do país, o apresentador do programa estrela do domingo à noite anunciou que as baterias antiaéreas russas na Síria vão “derrubar” aviões americanos. O canal de notícias 24 horas Rossiya 24 exibiu uma reportagem sobre a preparação de abrigos antinucleares em Moscou. Em São Petersburgo, o canal digital Fontanka diz saber que o governador quer racionar o pão diante de uma futura guerra, embora as autoridades garantam que a única coisa que estão tentando fazer é estabilizar o preço da farinha. Na rádio, debate-se sobre exercícios de “Defesa Civil”, os quais, segundo o Ministério de Situações de Emergência, mobilizam 40 milhões de russos durante uma semana. O objetivo: evacuações de edifícios e simulações de incêndio. Se o visitante preferir passear pelas ruas de Moscou a ver televisão, é muito provável que esbarre em um dos imensos grafites “patrióticos” dos artistas pró-Putin da organização “Set”, que tomam os prédios. Em um deles, vê-se, por exemplo, um urso – símbolo da Rússia – distribuir coletes à prova de balas a pombas das paz. Esse enaltecimento da iminência de uma “Terceira Guerra Mundial” ganhou cada vez mais espaço com a ruptura, em 3 de outubro, das negociações entre Washington e Moscou sobre a guerra síria, após o fracasso de um cessar-fogo negociado em setembro entre as duas potências em Genebra.

Uma ruptura com consequências.

As bombas russas e sírias transformaram Aleppo em um “inferno na Terra”, segundo a ONU, avivando as críticas dos países ocidentais. No terreno, o Exército russo mobilizou em sua base naval do porto sírio de Tartus baterias antiaéreas S-300, artefatos capazes de destruir caça-bombardeiros. Uma demonstração de força que não é dirigida aos extremistas, nem aos rebeldes sírios, mas à Marinha e aos aviões americanos.

Confrontação Rússia-Ocidente


Em Moscou, onde os jornalistas russos e ocidentais dormem e acordam com os comunicados do Ministério da Defesa, os veículos de comunicação plasmam e amplificam o clima de confrontação. O porta-voz do Exército russo, general Igor Konachenkov, lança advertências à Casa Branca, ao Pentágono e ao Departamento de Estado dos EUA. “Lembro aos estrategistas americanos que os mísseis antiaéreos S-300 e S-400 que garantem a cobertura aérea das bases russas de Hmeimim e de Tartus têm um raio de ação que pode surpreender qualquer aeronave não identificada”, advertiu o general Konachenkov, em 6 de outubro, em uma ameaça velada aos Estados Unidos. Na emissora pública Rossiya 1, o apresentador Dimitri Kisilev, que também é chefe da agência de notícias Ria Novosti, resume a declaração do general Igor Konashenkov para “pessoas comuns, como eu e você”: “derrubaremos” os aviões americanos. Em seguida, ele revela o “plano B” dos Estados Unidos na Síria. “O plano B é, em linhas gerais, que os Estados Unidos recorram diretamente à força contra as forças sírias do presidente Bashar al-Assad e contra a aviação russa”, relata. “Deve-se temer provocações? Foi assim que os Estados Unidos entraram em guerra no Vietnã”, conclui Kisilev, advertindo os ocidentais de que os mísseis estacionados em Kaliningrado, território russo próximo à Polônia, podem carregar ogivas nucleares. “A Rússia atual está mais do que preparada, sobretudo psicologicamente, para a nova espiral de confrontação com o Ocidente”, resume o cientista político Gueorgui Bovt, em uma tribuna no veículo digital Gazeta.ru. Bovt avalia os cenários possíveis, levando-se em conta as dificuldades econômicas da Rússia. No primeiro deles, otimista, as duas potências “chegam a um acordo sobre novas condições de coexistência, como uma espécie de Ialta-2”, referindo-se à distribuição das zonas de influência entre os Estados Unidos e a então União Soviética, após a Segunda Guerra Mundial. O outro é catastrófico. A Rússia reagirá, partindo da máxima “se não se pode evitar o confronto, deve-se ser o primeiro a bater”.

História

Em recente entrevista à Ria Novosti, o último presidente soviético, Mikhail Gorbachov, alertou que o mundo flerta “perigosamente com a zona vermelha”. Há 30 anos, Gorbachov e o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, promoviam o princípio do fim da Guerra Fria. Na quarta-feira (12), surgiu o primeiro sinal de distensão, depois de dias de acusações verbais. Moscou anunciou uma reunião internacional sobre a Síria para este sábado (15) em Lausanne. Visto como uma última chance de diálogo, o encontro colocará frente a frente, mais uma vez, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

Fonte: Istoé.
Via www.blogdocrato.com






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