xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 09/10/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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09 outubro 2016

As ausências e o tempo - Por: Emerson Monteiro

Isso de gostar dos objetos, das pessoas e dos lugares alimenta o desejo incontido da perpetuação dos indivíduos. Eis assim uma afirmação aparentemente trágica, porquanto ninguém aqui permanecerá além do triturar das moendas da Eternidade que nunca recolherão seus tentáculos. Trágica, contudo pura e verdadeira. Quem, de alma em punho, fugiria dos anseios de fixar o que transcorre perante nossas vistas sem, contudo, obter o mínimo êxito. Suster do desespero as ausências; amar as saudades vertiginosas, incandescentes; nutrir o senso de seguir sozinho, mesmo que todo o Universo conspire e destrua com suas garras de destinos.

Quantos amam e sabem da fragilidade desses momentos do amor... Quantos... De sentimentos acesos no apego, oram pela permanência, ainda que cientes da transitoriedade dos objetos, pessoas e lugares. Qual tremor frio das madrugadas, cessam rápido nos fulgores do alvorecer. Tinta de cores inimagináveis os sonhos da noite, e rompem o dia no auge das circunstâncias. Deixam cair cortinas de escuridão e desnudam a velocidade infalível do presente.

Entretanto amar quer persistir, ainda que ofereça apenas a transformação do momento em nuvens evanescentes. Amar, essa força poderosa de conter a solidão durante algumas e poucas frações infinitesimais, transação solitária equivalente a morrer nas praias da Perfeição. Amar, a luz de todos os verbos conjugados à porta da Felicidade.

Quando a pulsão de mudar é maior que a de permanecer, a gente muda, isto no dizer de Sigmund Freud. Um querer semelhante a mudar de trilha e achar dentro de si próprio o mistério dos sonhos. Animar a permanência de viver e a renunciar todas as ausências e amar desesperadamente os sabores da real sobrevivência do Ser.

No exótico ritmo da salvação, a herança restará do íntimo do desejo de todos, afeitos, no entanto, ao poder nascido de querer sempre e sincero. Sofrer a saudade e jamais desistir de amar.

Crônica do domingo: Não se enganem as "forças do atraso" estão vivas e fagueiras -- por Armando Lopes Rafael



O resultado das urnas, nas eleições de 2 de outubro último, parece demonstrar o naufrágio sofrido pelo Partido dos Trabalhadores–PT. Aparentemente, diminuiu a gritaria inconformada dos companheiros, que ia desde o insulto surrado do jargão “Golpista”, ao “Fora, Temer”.  Ledo engano! As forças lulopetistas têm fôlego de sete gatos. E os grotões da miséria e do atraso, além do atraso mental da “esquerdona troglodita” estão mais vivos do que nunca!
      Não nos iludamos. As forças lulopetistas et caterva nunca se acomodarão. Se não vingar suas atuais falácias – criadas por marqueteiros – de que no Brasil “ocorreu um golpe”; ou que “derrubaram uma presidente honesta e sem culpa comprovada”, serão criados novos sofismas. Repetir-se-ão o argumentum ad nauseam, de que os corruptos governos lulopetistas tiraram 20, 30, 40 milhões de pessoas da miséria. Essas estatísticas inventadas, sem base em números sérios, e de duvidosa credibilidade, variam ao gosto de cada um.
    Dirão, quem sabe, que os milhões de brasileiros, que foram às ruas das grandes cidades protestarem contra o descalabro do governo Dilma, eram fascistas, manipulados pelo capitalismo internacional voraz que queria apenas se apossar das reservas do pré-sal...
     Esconderão a verdadeira face do Brasil dos últimos treze anos: a implantação de um estado assistencialista, que não somente custava caro aos cofres públicos, mas cujos resultados, além de insatisfatórios, provocaram o descalabro das contas públicas, com o rebaixamento das notas do Brasil pelas agências internacionais de risco. Fruto desse desastre administrativo foi o retorno da inflação, o desemprego de mais de 12 milhões de brasileiros... Sem falar no estado falimentar das nossas mais fortes estatais e fundos de pensão. Correu  mundo afora a triste realidade das propinas, e as eleições ilegítimas financiadas por essas propinas.
      Desgraça pouco é lucro. O desastre dos governos lulopetistas se espalhou pelos Estados da Federação. Com a queda da arrecadação, os governos estaduais também quebraram. Dez deles já parcelam o pagamento dos salários de seus funcionários. Todos os 27 membros da federação, sem exceção, gastam mais do que o recomendado com pagamento de funcionalismo público. Em três deles, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro (estados ricos, diga-se de passagem), já se gasta mais com aposentadorias e pensões do que com educação e saúde. E para onde quer que se olhe, o cenário é quase sempre o mesmo.
        Mais uma vez, não nos iludamos. Muita lama pútrida ainda vai assomar á superfície vinda da Operação Lava Jato. O Brasil quebrou que rachou. A corrupção, a incompetência, a mentira e a enganação foram o pano de fundo dos últimos tempos. E depois de um terremoto leva-se muito tempo para reconstruir o que foi destruído.

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