xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 07/08/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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07 agosto 2016

Padre Francisco Pinkowski -- por Armando Lopes Rafael (*)


Ao longo do seu povoamento, iniciado há cerca de 300 anos, o sul do Ceará sempre contou com bons e santos sacerdotes católicos.    
Um deles foi o Padre Francisco Pinkowski, da Ordem Salesiana, nascido na Polônia em 1882. Ainda jovem ele foi estudar em Turim, na Itália, indo, depois, para Montevidéu, capital do Uruguai. Nesta última cidade foi ordenado sacerdote em 1920. Dali foi enviado para o Brasil, para Pernambuco, onde residiu de 1921 a 1939. Foi transferido, em seguida, para Fortaleza, no Ceará, onde exerceu várias atividades pastorais entre os anos 1940-1943. De Fortaleza veio para Juazeiro do Norte, onde permaneceu os anos 1944-1945, retornando a Pernambuco em 1946. No entanto, Padre Francisco Pinkowski viveu seus últimos anos em Juazeiro do Norte, aonde veio a falecer em 1979 com 96 anos.
         Sobre este sacerdote escreveu o escritor Mário Bem Filho:
         “Em Juazeiro do Norte, Padre Francisco Pinkowski, apesar da idade avançada, jamais se deixou vencer pelo cansaço. Levantava-se cedo e começava a rezar o terço e, após meditação, celebrava a Santa Missa. Posteriormente começava a atender às confissões, saindo, em seguida, sempre a pé, para prestar assistência aos enfermos pobres que habitavam a periferia de Juazeiro do Norte. Seu maior sonho era ver concluída a construção da igreja do Sagrado Coração de Jesus, o que conseguiu realizar.
           “Padre Francisco Pinkowski era um padre virtuoso, um autêntico apóstolo do bem, devoto de Nossa Senhora Auxiliadora e de Dom Bosco. Durante sua existência apresentou características marcantes, dentro as quais destacamos: profundo amor pelas vocações; zelo sacerdotal pelas almas, demonstrado no ministério das confissões, principalmente aos enfermos; coração aberto aos pobres. Jamais um necessitado que o procurasse, dele se afastava de mãos vazias; coração sempre inclinado ao perdão, nunca guardando rancor de ninguém”. 

***   ***   ***

            Sobre o Padre Francisco Pinkowski conta-se, em Juazeiro do Norte, uma história de domínio público. Certa manhã ele foi chamado para dar a Unção dos Enfermos a uma moribunda que residia na Rua da Palha, periferia daquela cidade. Carregando a hóstia consagrada, estola, livro-devocionário e um recipiente com água benta, para a Rua da Palha dirigiu-se para lá, a pé, o bom padre. Em lá chegando, Padre Francisco Pinkowski entrou numa pequenina palhoça, destituída de qualquer móvel onde ele pudesse colocar os objetos sagrados, enquanto vestia a estola. Constrangido, por não querer colocar esses objetos no chão, eis que entra, na palhoça, um rapazinho de boa aparência, bem vestido e pede ao Padre Francisco para segurar os objetos. Após cumprir a tarefa o rapazinho se afastou do pequeno recinto.
   A sós com a moribunda, Padre Francisco ministrou a confissão, deu-lhe a comunhão e procedeu a Unção dos Enfermos.  Ao sair, perguntou a algumas pessoas que estavam do lado de fora da choupana:
– Onde está aquele mocinho que segurou meus objetos? Gostaria de agradecer a ele...
     Para surpresa do sacerdote todos insistem em dizer que, na palhoça, não entrara ninguém. Padre Francisco retornou ao Colégio Salesiano um tanto intrigado com o fato. Chegando ao Colégio Salesiano, entrou no educandário pela antiga capela, onde hoje funciona o auditório. Foi na capela que seus olhos vislumbraram num altar uma imagem de São Domingos Sávio. São domingos Sávio faleceu adolescente.  Pe. Francisco Pinkowski reconheceu, emocionado, na fisionomia daquele santo o rapazinho que o ajudara momentos antes, no casebre da enferma a quem dera assistência espiritual.
    Padre Francisco Pinkowski faleceu em 15 de abril de 1979. Foi sepultado no dia seguinte, no interior da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Juazeiro do Norte, após missa de corpo presente concelebrada por 26 sacerdotes. Ainda hoje sua sepultura é muito visitada. Muitas pessoas vão até seu túmulo para dar testemunho de graças alcançadas por sua intercessão.

(*) Armando Lopes Rafael é historiador.
             

Venezuela afunda na violência e em ruína que só tem paralelo na Síria – por Clóvis Rossi (*)

Espantoso é que a esquerda brasileira silencie ou, pior, defenda um modelo que é o mais redondo fracasso. Torna-se inexoravelmente sócia do fracasso.
A inflação da Venezuela é a maior do mundo. O socialismo bolivariano força os sofridos venezuelanos trazerem pilhas de dinheiro para comprar arroz, feijão, açúcar e...papel higiênico,no Brasil. São longas viagens para eles virem se abastecer no Estado de Roraima, o menor estado do Brasil...
Há algum país no mundo em que as pessoas sentem-se mais inseguras do que na Síria, em multifacetada guerra civil há cinco anos? Existe, sim. Fica na esquina norte do Brasil e chama-se Venezuela, como você já adivinhou.
Segundo o site InSight Crime, a porcentagem de sírios que se sentem seguros é de 32%; ao passo que na Venezuela a sensação de segurança é percebida por apenas 14%, pior índice dos países pesquisados.
Não é que os venezuelanos sejam paranoicos. Eles se sentem inseguros porque a violência escapou completamente do controle das autoridades. Já faz tempo que é assim, mas, em julho, atingiu-se um nefando recorde: ao correspondente caraquenho do Instituto Médico Legal chegaram, no mês passado, 535 cadáveres vítimas de crimes.
Dá, portanto, 17 cadáveres por dia, o que só confirma a capital venezuelana como a mais violenta do mundo. Para comparação: são 119 homicídios par¬a cada 100 mil habitantes, quando em São Paulo, que não é exatamente uma Suíça em matéria de segurança, o índice é um décimo, aproximadamente, do registro de Caracas.
Aliás, no citado levantamento da InSight Crime, no que a publicação chama de Índice da Lei e da Ordem, o Brasil fica com 57 pontos em uma classificação que vai de 0 (péssimo) a 100 (ótimo). A Venezuela também é a última colocada, com 35.
Não é à toa, portanto, que os venezuelanos fujam em massa do país: segundo estudo do Centro de Pesquisas Pew, referência na área, 10.221 venezuelanos pediram asilo nos Estados Unidos apenas entre outubro de 2015 e junho passado. É três vezes mais do que os 3.810 que fizeram idêntico pedido no mesmo período um ano antes.
É tal o desespero que os venezuelanos buscam não apenas o suposto paraíso americano, mas até países mais pobres, em teoria, do que a própria Venezuela.
O Equador, por exemplo, registrou em junho e julho 2.000 entradas de venezuelanos em fuga do inferno em seu país. Em geral, trata-se de descendentes de equatorianos que, nos anos de bonança na Venezuela, fugiram da pobreza no Equador. Agora que a bonança deu lugar a uma crise que só países em guerra chegam a conhecer, fazem o percurso inverso.
É um sinal claro (apenas mais um, aliás) que indica o redondo fracasso do chamado "socialismo do século 21". Há outros sinais, talvez ainda mais dramáticos: a agência de notícias Reuters relata que crescente número de mulheres jovens recorre, a contragosto, à esterilização, para evitar as agruras da gravidez e da criação de filhos em um país em crise tão infernal.
Explica a agência: "Contraceptivos tradicionais, como preservativos e pílulas anticoncepcionais, praticamente desapareceram das prateleiras, empurrando as mulheres rumo à cirurgia de difícil reversão".
Dá para censurar os governos de Argentina, Brasil e Paraguai, que se recusam a passar a Presidência do Mercosul a essa ruína irremediável?
Espantoso é que a esquerda brasileira silencie ou, pior, defenda um modelo que é o mais redondo fracasso. Torna-se inexoravelmente sócia do fracasso.

(*) Clóvis Rossi é jornalista da “Folha de S.Paulo”

O acerto de contas com a Justiça, o papel de Lula

Editorial deste domingo do jornal "O Estado de S.Paulo"
 Os mais de 20 advogados de Lula terão de ter argumentos um pouco mais sólidos para defendê-lo

Caberá à Justiça decidir se Lula da Silva é a “viva alma mais honesta do Brasil”, como o ex-presidente se jactou algumas vezes, ou se o chefão petista não só “tinha ciência do estratagema criminoso” na Petrobrás, como “dele se beneficiou”, como acusaram quatro procuradores da República que compõem a equipe da Operação Lava Jato, em um documento tornado público na sexta-feira passada.
bviamente, uma das duas versões é completamente falsa, e será necessário aguardar a conclusão das investigações e do eventual julgamento para que o distinto público possa decidir em quem deve acreditar. No entanto, impressiona, nas 70 páginas do parecer do Ministério Público, a quantidade de informações que, se acompanhadas de prova, podem comprometer Lula, colocando-o na condição de beneficiário do assalto ao Estado realizado em seu governo e no de sua sucessora, Dilma Rousseff. A julgar pelo que lá vai, dificilmente Lula poderá alegar que nada sabia, como fez, candidamente, quando estourou o escândalo do mensalão, espécie de avant-première do monumental esquema que dilapidou a Petrobrás e outras estatais.
A manifestação do Ministério Público Federal se deu em razão de uma consulta da 13.ª Vara Federal de Curitiba, depois que a defesa de Lula alegou que aquele tribunal, onde atua o juiz Sérgio Moro, não teria competência para avaliar as acusações relacionadas ao caso do sítio em Atibaia e do apartamento no Guarujá. Como as propriedades estão em São Paulo, os advogados do ex-presidente entendem que o processo deveria ser julgado por um tribunal paulista.
Para o Ministério Público, não se pode falar de exceção de incompetência em relação a Moro a esta altura porque ainda não há nenhuma ação penal contra Lula, apenas investigações policiais. Mesmo assim, os procuradores entenderam que o caso deva ser encaminhado ao juiz paranaense, responsável pela Lava Jato, porque, em sua opinião, as acusações contra Lula dizem respeito a desdobramentos do petrolão. Trata-se, diz o Ministério Público, de “uma só organização, com o mesmo modus operandi, integrada pelos mesmos agentes, em contextos parcialmente diferentes, mas sempre com o mesmo fim: enriquecimento ilícito dos seus integrantes e manutenção do poder político”. Sendo assim, continua o parecer, “a investigação e o processo de cada infração devem correr perante os mesmos órgãos, que possuem a visão de todo o esquema criminoso”.
Segundo os procuradores, as provas recolhidas até aqui no âmbito da Lava Jato permitem entender as formas pelas quais os operadores do propinoduto da Petrobrás repassaram o dinheiro desviado para seus beneficiários. Entre esses mecanismos estão “a compra e reforma de imóveis pelas empreiteiras ou empresas intermediárias da lavagem de ativos, em benefício dos destinatários finais da propina” – justamente a suspeita que recai sobre Lula e os misteriosos imóveis sem dono em Atibaia e no Guarujá.
Outra forma de esquentar o dinheiro desviado da Petrobrás, dizem os procuradores, foi disfarçá-lo de doações eleitorais. Nesse caso, o parecer lembra que, “ainda em 2005, Lula admitiu ter conhecimento sobre a prática de caixa dois no financiamento de campanhas políticas”, ou seja, “Lula sabia que empresas realizavam doações eleitorais ‘por fora’ e que havia um ávido loteamento de cargos públicos”.
Ademais, os procuradores lembram que “a estrutura criminosa perdurou por, pelo menos, uma década” e que Lula ocupou nesse período “posição central em relação a entidades e indivíduos que diretamente se beneficiaram do esquema”. Dizem também que “não é crível que ele desconhecesse a existência dos ilícitos” e que muito provavelmente “foi beneficiado direta e indiretamente por repasses financeiros de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato”.
Por ora, a defesa de Lula preferiu recorrer a uma escalafobética denúncia à Comissão de Direitos Humanos da ONU e apelar à ironia, ao dizer que o caso do sítio em Atibaia não pode ser julgado pela Justiça paranaense porque “Atibaia não é Atobá, uma cidade do Paraná”. A julgar pela força da acusação do Ministério Público, porém, os mais de 20 advogados de Lula, mais cedo ou mais tarde, terão de ter argumentos um pouco mais sólidos para defendê-lo.

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