xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/07/2016 | Blog do Crato
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16 julho 2016

Dom Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo–coadjutor, já está em Crato, e inicia suas atividades pastorais no domingo, 17 de julho, com missa solene na Sé Catedral


A população católica de Crato foi às ruas da cidade, na manhã deste sábado, para dar as boas vindas ao bispo-coadjutor Dom Gilberto Pastana de Oliveira. Ele foi recebido à entrada da cidade, no bairro Batateiras onde foi recepcionado por Dom Fernando Panico, padres, e populares. Depois, Dom Gilberto veio em carro aberto, passando pelo centro da cidade, até a residência episcopal no bairro Grangeiro.
Houve manifestações mais carinhosas a Dom Gilberto em frente à catedral de Nossa Senhora da Penha (com queima de uma girândola de fogos), em frente à capela de Santa Teresa (com a presença de delegações de religiosas do Cariri) e no bairro Ossian Araripe, em frente à capela de São Sebastião.

Programação do domingo
Amanhã, haverá café-da-manhã no antigo Palácio Episcopal. Depois, de onde sairá o cortejo em direção da Sé Catedral para a missa com início previsto para 08:00h. A frente do cortejo virá Dom Gilberto Pastana de Oliveira, acompanhado bispos Dom Fernando Panico, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques (Arcebispo Metropolitano de Fortaleza), Dom Ângelo Pignoli (Bispo de Quixadá–CE), Dom Edson de Castro Homem (Bispo de Iguatu–CE), Dom José Haring (Bispo de Limoeiro do Norte), Dom Magnus Henrique Lopes (Bispo de Salgueiro–PE), Dom Severino Batista de França (Bispo-emérito de Nazaré da Mata–PE), além do monsenhor Agripino Ferreira de Assis (Administrador Diocesano de Cajazeiras-PB), e expressivo número de sacerdotes desta diocese, de uma representação do clero da Diocese de Imperatriz (MA), além de padres de outras dioceses nordestinas.
Antes da missa, Dom Fernando Panico fará a apresentação de Dom Gilberto aos presentes. Na sequência, o Chanceler da Diocese de Crato, Sr. Armando Lopes Rafael, fará a leitura da Bula assinada pelo Papa Francisco, designando o Exmo. e Revmo. Senhor Dom Gilberto Pastana de Oliveira, como Bispo Coadjutor da Diocese de Crato. No final da missa, dom Gilberto falará, pela primeira vez, como bispo-coadjutor.
Encerrando a solenidade, dará entrada, majestosamente,  no interior da Catedral, ao som da música Ave Maria, de Franz Schubert – conduzida pelos Cavaleiros de Nossa Senhora da Penha – o andor com a imagem histórica da Virgem Mãe da Penha, Padroeira da cidade de Crato e desta diocese.

Escudo episcopal de Dom Gilberto

             

Na VEJA desta semana: O ocaso de Lula: desprestígio, abandono e suspeitas

Seis anos depois de deixar o poder, petista convive com o descrédito político, o sumiço dos amigos e os inquéritos da Lava Jato. A programação da semana passada, por exemplo, previa uma passagem pela cidade do Crato, no Ceará, onde ele receberia o título de doutor honoris causa da Universidade Regional do Cariri. A segurança fora informada de que estava sendo organizado um protesto de alunos contra a concessão da honraria. A visita foi cancelada.
Por Thiago Bronzatto, de Caruaru, e Daniel Pereira
ENTREATOS - Lula com militantes sem-terra em Pernambuco, na semana passada: maior inclinação para reminiscências (Cristiano Mariz/O ocaso de Lula: desprestígio, abandono e suspeitas)

Às 7h50 da última quarta-feira, um segurança do ex-presidente Lula chegou ao Aeroporto Oscar Laranjeira, em Caruaru, no agreste de Pernambuco. Diligente, comunicou que um Gulfstream G200, avião executivo de luxo e alta performance, estava a caminho da cidade. Minutos depois, dois representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o vice-prefeito Jorge Gomes (PSB) estacionaram seus carros no local. Estavam apreensivos, porque não havia militantes para oferecer uma recepção calorosa a Lula. “Eles vão chegar. Pode ficar tranquilo”, disse um dos líderes do MST ao segurança, tentando amenizar a tensão. Uma hora mais tarde, só oito pessoas aguardavam o ex-presidente. “Vamos partir para o plano B. Acho melhor receber o Lula no hotel. Manda o pessoal para lá”, ordenou o guarda-costas. Em seguida, ele trancou a porta de entrada do saguão do aeroporto, que é público, para evitar que alguém fotografasse o deserto que aguardava Lula, aquele que já foi um dos políticos mais populares do mundo. “O cara”, como disse o presidente americano Barack Obama, numa ocasião em que se encontraram.

Lula desembarcou às 9h13 acompanhado do senador Humberto Costa (PT-PE). Driblou as poucas pessoas curiosas que o aguardavam e deixou o aeroporto pelos fundos. “Pensei que ele fosse ao menos pegar na minha mão e me cumprimentar”, reclamou Augusto Feitosa, funcionário do aeroporto. Os tempos são outros. A popularidade e o prestígio de Lula também. Caruaru é testemunha dessa transformação. Em 27 de agosto de 2010, o então presidente desembarcou no mesmo Oscar Laranjeira ao som de uma orquestra formada por estudantes de uma escola pública. O saguão estava lotado. Sorridente, Lula abraçou eleitores e posou para fotos ao lado de autoridades como Fernando Haddad, então ministro da Educação, hoje prefeito de São Paulo, e a então primeira-¬dama do Estado de Pernambuco, Renata Campos. Em seu último ano de mandato, Lula beneficiava-se do crescimento econômico, que atingiu 7,5% em 2010. Nem o céu parecia lhe servir de limite. “Se a gente continuar mais dez anos do jeito que está, daqui a pouco chega a Caruaru e pensa que está em Paris, em Madri, de tão chique.”

Caruaru continua Caruaru. Figura entre as doze piores cidades para viver no Brasil. E Lula deixou de ser Lula. Lidera no quesito rejeição entre os nomes cotados para disputar a Presidência em 2018. Na quarta-feira passada, Lula discursou em Caruaru num auditório com capacidade para setenta pessoas. A plateia era formada por militantes do MST e da CUT, que preferiram tomar o café da manhã do hotel a esperar o petista no aeroporto. A programação previa uma coletiva de imprensa. Não ocorreu. Só Lula e áulicos falaram. Mas o ex-presidente mantém um fotógrafo e uma equipe de documentaristas, sempre a postos para captar as melhores cenas. Enquanto estava no hotel, um militante rompeu o cerco de seguranças e tirou uma foto com Lula, mas a equipe do ex-presidente o obrigou a apagá-la. A imagem mostrava uma garrafa de uísque ao fundo. Não pegaria bem nas redes sociais, foi a justificativa apresentada.

Depois do evento, Lula saiu pela garagem, num carro com os vidros fechados, e percorreu um trajeto de apenas 400 metros até o trio elétrico que o esperava para um novo discurso. “Ele parece estar meio distante do povo, com um olhar desconfiado”, observou a funcionária pública Conceissão Pessoa. Em cima do trio elétrico Pantera Fashion, Lula discursou para 2.000 pessoas. Cinco ônibus, com capacidade para cinquenta passageiros, foram fretados por 1.000 reais cada um, pagos em dinheiro vivo, para postar a claque diante da estrela petista. A programação da semana passada, por exemplo, previa uma passagem pela cidade do Crato, no Ceará, onde ele receberia o título de doutor honoris causa da Universidade Regional do Cariri. A segurança fora informada de que estava sendo organizado um protesto de alunos contra a concessão da honraria. A visita foi cancelada.
Em Caruaru, Lula foi ainda a um assentamento agrário do MST. Uma banda de pífanos, também contratada por cerca de 1.000 reais, animou a festa. À mesa, famílias convidadas puderam se servir de macaxeira, jerimum, cuscuz, carne guisada e suco de acerola. Lula bebia cachaça e água. Estendia o braço direito para o alto, com o punho cerrado, e discursava contra o “golpe” que derrubou Dilma. No fim da tarde, às 17 horas, o ex-presidente partiu para o Recife no avião de prefixo PR-WTR, o mesmo que as empreiteiras Odebrecht e OAS usavam para transportá-lo ao exterior. À noite, na capital pernambucana, num evento em praça pública, Lula criticou o presidente interino Michel Temer e o juiz Sergio Moro, que em breve julgará um pedido de prisão contra ele. Falou à plateia e também à equipe que produz um documentário sobre o “golpe”. Com a chuva, os militantes começaram a se dispersar, e Lula teve de encerrar o espetáculo.


             

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