xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 11/07/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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11 julho 2016

A que serve saber tanto - Por: Emerson Monteiro

Vezes sem conta e os pés significam as mãos no tabuleiro da História, ainda que persista a racionalidade humana. Quantas e tantas, guerreiros surgem no palco dos conflitos e haja perdição, no entanto o conhecimento lá deixaram,  atrás nas manhãs esplendorosas dos bancos das escolas. Viver e não saber; saber e não viver, eis o contraditório das nações. Nem sempre o mais fácil é o ideal, e quase sempre o ideal é o difícil, abandonado pois.

Daí o dilema de a que serve a educação entre os bizarros, os bárbaros. O Céu bem aqui perto dos dedos e os canhões detonam os calvários e as populações relegadas ao descaso.

Por diversas vezes, num mesmo dia chegam chances de praticar a luz do conhecimento, enquanto pernas querem andar o sentido inverso. Prudentes passos que levem ao melhor desempenho os evitam, políticos e feras, no norte do destino. Deixar de lado o brilho fosco dos punhais, contudo criar fortes razões de não mais ferir de morte a civilização entontecida no sangue até agora derramado nos matadouros públicos.

Fossem só ações individuais, achariam a porta de saída os corredores da transformação. Razões existem de sobra a sérias mudanças de comportamentos nas novas oportunidades. Restam, todavia, filmes e mais filmes de guerra nas salas de cinema. Ver iluminação perante os estertores da dor caracteriza o patíbulo da raça em largas proporções, apesar das conferências de conciliação que promoveram nas décadas anteriores. De tudo sobraram estantes cheias, arquivos abarrotados de soluções jogadas na lata de lixo da tecnologia. Pouco sonho de boas histórias que terminem felizes nos braços de Deus, eis o fruto das jornadas milionárias dos humanos rústicos.

Mas há de haver consciência que produza outras máquinas que fervilhem o hemisfério bom, que acordem aos momentos agradáveis da verdadeira amizade, da realidade do sonho auspicioso, justo, digno, pródigo de bênçãos e paz, porquanto a isto existe a Criação. Erguer os olhos a Si, no sacrário do coração, este o caminho da realização plena de todas as crenças e filosofias, à disposição dos lúcidos. A prática fiel acima de todos os limites da pequenez dos primatas, nos balcões da Esperança.

Uma história de auxiliar - Por: Emerson Monteiro

Ao tempo em que era da Diretoria da União Espírita Cearense, por volta da década de 80, Seu Zé Alves viria algumas vezes a Crato e dele ouviria contar este episódio:

De quando Lampião fracassou na invasão a Mossoró, sua maior empreitada e maior derrota, onde perderia, dentre outros companheiros, o irmão de que mais gostava, Antônio Silvino, daí entraria pelo Ceará com o malfadado bando. 

Atabalhoadamente penetrava pelo sertão do Jaguaribe numa madrugada, estando uma noite, ele e os cabras mortificados de insana sede, e depararam casebre perdido no meio da mata. Bateram à porta donde escorria a réstia insuficiente de luz no escuro da imensidão.

Senhor maltrapilho lhes abriu a parte superior da porta da casa, sustentando às mãos uma pequena lamparina, que projetou a claridade ao terreiro defronte.

- Boa noite – falou o chefe do bando. – Nós queremos água de beber. O senhor pode trazer logo, pois estamos com sede?

Indo dentro da casa, o homem daí a pouco o regressou portando um copo de alumínio e caneca com água, que ofereceu ao famigerado bandoleiro. Antes, porém, deste degustar o primeiro gole, já aproximando da boca o copo, ouviu a vozinha agoniada de criança, no escuro próximo do dono da casa:

- Não beba não, meu senhor – gritou a criança.

Desconfiado, Lampião baixou o copo e perguntou a razão daquilo. Ao que recebe por resposta:

- É que somos leprosos, e vivemos aqui isolados no meio dessas capoeiras, longe de tudo e de todos.

Lampião não só bebeu da água, como forneceu aos cabras, à medida que recebia novos canecos do sertanejo, que lá dentro corria a buscar.

Satisfeitos da sede, enquanto arranjavam o jeito de pernoitar nas imediações, Lampião notou não só uma, mas duas crianças juntas do casal, dois garotos pequenos. Nisso indagou do pai se este gostaria que o facínora os conduzisse a Juazeiro do Norte e os deixasse sob os cuidados do Padre Cícero, que lhes daria educação necessária.

O pai combinou com a mãe e permitiu que os filhos seguissem com o bando.

Segundo contou Zé Alves, eles dois estudaram e receberam auxílio do taumaturgo juazeirense. Seguirem diante carreiras de Medicina e Engenharia, quando viveriam no Rio de Janeiro vida equilibrada e próspera.


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