xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 30/06/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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30 junho 2016

Obrigado Dom Fernando por 15 anos de pastoreio (Por Paulo Evandro Araújo de Freitas)

Hoje, 29 de junho, a Diocese de Crato festeja os 15 anos de Dom Fernando Panico à frente da administração diocesana. Para ressaltar a importância desta data, o professor Paulo Evandro Araújo de Freitas fez um poema homenageando-o. Confira:


Dom Fernando

Quinze anos se passaram
De um grande pastoreio
Da Itália ao Cariri
Com amor foi que ele veio
Conduzir esse rebanho
Dom Fernando obrigado
Pelo Cristo professado
E por ser de nosso meio.

Homem forte e de coragem
Sacerdote do Senhor
Para nossa diocese
Se empenha com fervor
Nos ensina missão e ascese
É um bispo inovador.

Panico é o bom pastor
Que dá a vida pra’s ovelhas
Lutador de causas nobres
Um defensor dos mais pobres
Com ele não tem parelha.

Vários padres e diáconos
Dom Fernando ordenou
Dando à Igreja de Cristo
Ministros de fé e ardor
Tornando o clero do Crato
Todo evangelizador.

É romeiro, minha gente!
Bispo de grande devoção
Conseguiu junto ao Papa
A sonhada reconciliação
Da nossa Igreja Católica
Com o “padim Ciço” Romão.

Obrigado, Dom Fernando,
Pela sua dedicação
Que Deus no seu amor infinito
Lhe cubra de muita bênção
Muitos anos de vida para o Senhor
Poder lutar pela canonização.

O Padre Ciço agradece
E a Diocese jamais e esquece
Do Bispo do nosso coração.
Obrigado Dom Fernando!



15 anos depois da chegada de Dom Fernando – por Tiago Gomes Landim

Estava, hoje, a me perguntar o que teria significado este período debutante do quinto bispo de Crato para a Diocese. Alguns elementos pululam-me à mente, levando-me a uma certeza: foi um divisor de águas. Antes e depois de Fernando, bispo! Um estilo distinto de todos os que passaram por aqui ou que daqui mesmo assumiram o comando deste barco de Pedro.
Faço-me simplesmente porta-voz da constatação desta perceptível diferença. O estilo de ser bispo parece-me rebaixar tanto a pompa do episcopado que permite que qualquer pessoa, por mais simples que seja, sinta-se à vontade para até aconselhar, abraçar, acarinhar o bispo ou mesmo discordar e protestar contra suas ações e decisões. Este aspecto já seria, por si só, capaz de dar sentido ao ponto fundamental deste período – a Igreja de Crato aproximando-se do mais simples, falando a linguagem do povo.
O episcopado deste italiano também inova na visão cosmopolita, fazendo a Diocese perceber-se missionariamente comprometida com povos de outras terras. Enviando e recebendo pés missionários, vozes diferentes, linguagens diferentes – assumiu-se como um lugar de onde se pensaria a liturgia do nordeste, a evangelização do povo a partir de sua realidade.
Pensar este período é também lembrar projetos que, de tão arrojados, precisaram ser deixados para o futuro: como foi o caso da Faculdade Católica – um passo maior do que a Diocese teria possibilidade de bancar e levar a êxito.
Nestes quinze anos, entretanto, o maior de todos os legados nem mesmo foi a reconciliação da Igreja com o Pe. Cícero, mas o que isto representa: mostrar aos pequenos que eles são capazes de enfrentar a tirania arrogante do grande. O coração da Igreja mudou de cidade, transferiu-se para o Juazeiro do Padre Cícero, fez surgir uma lógica invertida à luz do mais fundamental na mensagem de Jesus – pedra rejeitada que se tornou angular.
Eu que aprendi no seminário, à luz de um intelectualismo anti-romeiro, a ver com suspeição a crença na santidade do Padre Cícero, percebi-me instigado a voltar ao Santo do Nordeste com uma visão menos superficial, menos arrogante, com um olhar, inclusive, mais intelectualmente sério, posto que motivado pelas vozes e leituras dos grandes estudiosos que, sob a batuta de Panico, sentiram-se mais encorajados a mostrar que não é provinciano crer no Padre Cícero.
Bem sei que a boda de cristal que ora se celebra não é uma comemoração unânime nesta Igreja Particular, haverá um sem número de vozes a questionar a existência de elementos a serem celebrados, ou mesmo a dizer há mais a se lamentar, mas pressuponho que não há como avaliar sem dar vazão a todos os olhares, desde que apresentados com o devido equilíbrio entre o “pathos” e o “logos”.
Inovação, ousadia, enfrentamento do que já estava cristalizado não se instauram em um mesmo projeto sem os olhares se lancem em sua direção e se mostrem muito minuciosamente críticos. O que não pode haver é a perda do bom senso ao não reconhecer: muito mais para o bem do que para o mal, esta Diocese nunca mais será a mesma após o episcopado de Dom Fernando que, ao menos em tese, ainda tem cinco anos à frente desta jangada de Pedro.
Ora como Simão – cheio de medos, inseguranças e incertezas – ora como Pedro – capaz de falar e ser entendido por todos os povos e línguas, ora como Saulo – com equívocos, quedas e cegueiras – ora como Paulo – que atualiza a linguagem, levando ao mundo civilizado a linguagem dos que pareciam só uma seita de índios Cariri a venerar um padre teimoso e desobediente e uma negra pobre de boca sangrenta. Obrigado, Dom Fernando, pelas vezes que você foi “Pedro & Paulo” para nós, por nós e conosco!
Extra pauperes nulla Salus, Ad Maiorem Dei Gloriam!

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