xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 18/06/2016 | Blog do Crato
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18 junho 2016

O frio e a solidão - Por: Emerson Monteiro

Nas madrugadas frias dos invernos intensos aumentam as saudades de quem ama por mais quentes sejam os cobertores. Nalgum lugar restou vontade imensa de querer o calor humano dos entes queridos, distantes ou próximos dali do lado. Soberana beleza das companhias agradáveis aquece não só o corpo, máxime o coração das pessoas. Isso em todas as relações apresenta essa cara parecida, desde entre seres primitivos até chegar nos bichos pensantes. Cerca daqui, atalha dali, e cresce a busca das companhias ideais, atividade quiçá impossível não fossem as parecenças dalgumas presenças que tocam a gente deixando marcas profundas de sentimento, doces projetos desfeitos ou continuados, porquanto o que somos mesmo é solidão ainda que a dois, ou multidões.

Porém ninguém que se preza nutre o desencanto das esperanças deste mundo em face um dia de achar a cara metade que lhe completará no frio dos invernos, mostra de alimentar o desejo de felicidade, satisfação no decorrer do tempo quando movemos as marcas desta matéria e deste chão. Olhares trocam probabilidades e os traços e planos envolvem cobertores aquecidos nas tais madrugadas de solidão.

Nesse passo a vida segue seu curso de realizações dos desejos, enquanto imperam os sonhos doutras formas de encontrar a perfeição. Primeiro pensar que o outro ou a outra seria de bom alvitre na concretização dos trabalhos individuais de viver. Lá depois se nota inevitável o regresso a si mesmo, onde haverá de reunir tudo que traga real certeza da vida imortal. De jeito nenhum a salvação é coletiva em um só momento. Um a um desvenda o mistério essencial na evolução por conta própria, eis a literatura principal.

Nas noites frias dos invernos por isso aumenta de si a solidão, porta do segredo original das existências, e quando esfria o corpo cresce o valor de encontrar a resposta das limitações deste universo apenas físico. Daí ser enorme a responsabilidade dos sonhos e a necessidade do calor humano que temos e precisamos dividir com o próximo, parceiro de jornada, nesta escola de amor em que pisamos.

Senador da República Lindbergh Farias: A cultura do "Coronel da tropa dos guerreiros" de Dilma Rousseff – por Augusto Nunes

Segundo Lindbergh,o neoliberalismo nasceu na China quando a ditadura comunista era chefiada por Pinochet. Senador do PT tortura a geografia, assassina a história e confirma porque virou presidente da UNE.
O neoliberalismo foi aplicado… primeiro país onde foi aplicado foi na China”, decolou o senador Lindbergh Farias nesta sexta-feira, no meio de mais uma gritaria para a plateia entediada. “E foi no governo de Pinochet”, flutuou na estratosfera o coronel da tropa de Dilma Rousseff na Comissão do Impeachment. Com 18 palavras, Lindbergh promoveu (ou rebaixou) a ditador da China o tirano chileno Augusto Pinochet ─ e transformou um regime comunista em laboratório experimental de um general ultraconservador.
Os guerreiros de Dilma em ação no Senado revogaram os limites da imbecilidade. Na quinta-feira, o ex-ministro José Eduardo Cardozo incluiu um certo Tomás Turbando Bustamante na lista dos doutores que combatem o golpe que não houve e louvam pedaladas criminosas. Menos de 24 horas depois, o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes precisou de duas frases para trucidar a geografia, a história, a economia, o Chile e a China. Pinochet, aliás, é o segundo general a invadir o território chinês por determinação de sumidades do partido que virou bando. O primeiro foi Napoleão Bonaparte, que ocupou Pequim durante uma discurseira improvisada por Lula.
É nisso que dá fugir do estudo. É assim que fica a cabeça de gente que só aparecia na porta da escola para apoiar a decretação de mais uma greve. Pelo menos numa matéria o mestre e seus discípulos se igualaram: são todos nota 10 em ignorância.
(Por Augusto Nunes)


Em VEJA desta semana: Se confirmada, delação de Pedro Corrêa implode de vez a alardeada imagem “incorruptível” de Dilma Rousseff


A presidente da República afastada, Dilma Rousseff durante entrevista coletiva em Brasília (DF) - 14/06/2016 (Ueslei Marcelino/Reuters)
Afastada do cargo desde que o Senado determinou a abertura do processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff é uma das grandes estrelas da delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa. Ex-presidente do Partido Progressista, Corrêa narra uma profusão de episódios de corrupção envolvendo a petista que, analisados em conjunto e se confirmadas, implodem de vez a imagem da presidente imaculada e incorruptível.

As narrativas de Corrêa que envolvem Dilma Rousseff nas falcatruas dos caciques do PP começam no anexo 9 da delação. A presidente é personagem de um jantar que marca a origem das articulações do PP para entrar no petrolão. Segundo Corrêa, em 2003, os caciques progressistas, liderados pelo ex-deputado José Janene, já morto, organizaram o evento numa mansão que o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu, atualmente preso pela Lava-Jato em Curitiba, mantinha em um bairro nobre de Brasília. A convidada especial da noite era ninguém menos que a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. O governo Lula, então nos seus primeiros meses, já discutia uma ampla reforma no setor elétrico.

Como presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara, José Janene enxergava na reforma uma oportunidade de extorquir empresários do setor. O jantar para Dilma serviria para que o PP conseguisse a relatoria da proposta. Mas teria um papel histórico importante na organização do petrolão. Foi naquela noite de confraternização que Dilma Rousseff ouviria o primeiro apelo dos corruptos do PP pela nomeação de um certo Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Paulinho, que viria a se tornar um dos principais operadores da corrupção na Petrobras, conquistou naquela noite, segundo Corrêa, o apoio da petista. "Dilma ficou comprometida em ajudar na nomeação de Paulo Roberto", diz Corrêa.

DILMA PEDIU DINHEIRO AO PP
O anexo 10 da delação de Pedro Corrêa também é dedicado à presidente Dilma Rousseff. A exemplo de 2003, novamente, os corruptos do partido confraternizam com a petista em um jantar. O ano é 2010. O grande homenageado da noite é ninguém menos do que o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Entre comes e bebes com Paulinho e os corruptos do PP, Dilma Rousseff, então candidata do PT à Presidência da República, pede apoio político do partido e até apoio financeiro.
O jantar acontece no apartamento do ex-deputado João Pizzolatti, outra figurinha carimbada nas investigações da Operação Lava-Jato. "Dilma se comprometeu, caso fosse eleita, a manter Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento, bem como a manter o Ministério das Cidades com o PP, o que efetivamente fez. Dilma aproveitou a oportunidade para pedir apoio, financeiro inclusive, a sua campanha", diz Corrêa.

A MÃE DO PAC E AS PROPINAS DO PAC
Entre o segundo governo Lula e o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, o PP dividiu com o PT um lucrativo esquema de cobrança de propinas em contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Dilma, a chefe da Casa Civil e "mãe do PAC", tinha como braço-direito no gerenciamento do programa a ex-ministra petista Miriam Belchior. Segundo Pedro Corrêa, no período em que Miriam ajudava Dilma a comandar o PAC, a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades foi entregue a uma amiga de Miriam, Inês Magalhães.
Detalhes da delação de Pedro Corrêa sobre a presidente afastada Dilma Rousseff(VEJA/VEJA)
O esquema de corrupção operava com Inês liberando contratos para prefeituras e outro petista, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Hereda, fiscalizando os recursos que eram liberados pelo banco para tocar as obras. "Era como se fosse a raposa cuidando do galinheiro", diz Pedro Corrêa. "O PP, durante todo o tempo que comandou o Ministério das Cidades, quis substituir Inês Magalhães, mas nunca conseguiu, por se tratar de pessoa ligada a Miriam Belchior. O PT fez muito caixa através desse esquema", complementa Corrêa.

Enquanto os petistas de confiança de Dilma Rousseff faturavam propinas nas verbas de habitação do Ministério das Cidades, o PP roubava em contratos das secretarias nacional de Saneamento e de Mobilidade. "Com o início do PAC e a fartura de dinheiro, houve uma procura muito intensa das grandes e médias cidades para conseguir obter recursos. Dependendo do tamanho do projeto, o secretário (indicado do PP) cobrava propina para selecionar a cidade", diz Corrêa.

Ainda segundo o delator, os empresários corruptos e políticos do PP discutiam dentro do próprio ministério, em Brasília, os pagamentos de propina. "Basta fazer um levantamento de "check in" em cadastros de entradas na portaria do ministério e será possível verificar entradas de empreiteiros e executivos de empreiteiras para as reuniões que eram avençadas as propinas".

DILMA, GLEISI E AS PROPINAS DO PETROLÃO
Investigada no Supremo Tribunal Federal (STF) por ter recebido 1 milhão de reais oriundos da engrenagem criminosa que se apoderou da Petrobras, a senadora petista e ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann é personagem do anexo 62 da delação de Pedro Corrêa. Segundo o delator, na eleição de 2010, o caixa da propina do PP na Petrobras foi usado para abastecer a campanha de Gleisi ao Senado sem a anuência dos caciques progressistas. Como o doleiro Alberto Youssef e outros delatores já confessaram, o dinheiro foi repassado por um entregador do doleiro a um operador da senadora petista em um shopping de Curitiba.

O ex-deputado, que está preso em Curitiba, conta que o dinheiro sujo injetado na campanha de Gleisi saiu da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada pelo engenheiro Paulo Roberto Costa, o operador do partido no petrolão. Quando soube que parte da propina do PP havia sido desviada para uma campanha do PT, Pedro Corrêa foi pessoalmente cobrar explicações de Paulo Roberto Costa e ouviu dele uma revelação explosiva: "Ele (Costa) disse que esse gesto (o pagamento de 1 milhão em propina para Gleisi) era para atender à candidata à Presidência Dilma Rousseff, a qual tinha interesse na eleição de Gleisi para o Senado", diz Corrêa.

Condenado a 20 anos e sete meses de cadeia, Pedro Corrêa negocia há um ano um acordo de delação premiada com a Justiça. Todos os citados por Pedro Corrêa já negaram envolvimento nos esquemas criminosos. Para obter os benefícios da delação e reduzir sua pena, ele não pode mentir sobre suas revelações. Para respaldar as explicações que recebeu de Costa, Corrêa lembra que Dilma, depois de eleita presidente, escolheu justamente Gleisi Hoffmann para comandar o mais importante ministério do governo, a Casa Civil. A delação de Corrêa aguarda homologação do STF.


           

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